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A notícia na televisão privilegia o tempo em vez do espaço. A compressão temporal exige rapidez de expressão e síntese da informação. Na televisão, o texto:
transcende a organização da notícia e orienta diretores e editores no posicionamento das câmeras e nos cortes da imagem.
elimina o improviso e estabelece detalhes nas informações que não foram cobertos pelas imagens colhidas.
favorece a adequação ao tempo da notícia e equilibra a locução com as imagens e falas off do repórter
facilita a locução do apresentador, indicando rubricas de tonalidade e interpretação na leitura das notícias.
ajuda o editor de imagens a fazer a sua escolha diante da relevância de detalhes produzidos pelo repórter.
O texto narrado que o repórter grava após a apuração e que serve para a edição de uma reportagem é chamado em televisão de:
De forma diversa daquilo que ocorre entre uma foto e uma legenda, no jornalismo impresso, na elaboração do script de televisão, quando o texto descreve exatamente o que está na imagem, acontece um efeito negativo que é chamado de:
No script do telejornal, os editores marcam as deixas de entrada e saída das falas dos entrevistados e do repórter para que a mesa de corte e os locutores possam acompanhar o início e o final da matéria, com entradas e saídas do estúdio.
Considere a seguinte situação hipotética.
Ricardo, repórter, ao vivo do local da reportagem, sempre começa a matéria repetindo ou confirmando os dados da introdução feita pelo locutor.
Nessa situação, Ricardo está de acordo com a premissa de que toda notícia em radiojornalismo contém uma informação redundante e sua estrutura narrativa favorece a reiteração dos dados.
Um telejornal é acompanhado por seu editor chefe por meio do espelho, uma espécie de pré-script em que o jornal é montado por editoria e blocos, de acordo com a importância das matérias e onde é acompanhado o fechamento de cada uma, tendo como critério orientador o tempo de produção.
Apresentadores de telejornais aparentam ter decorado perfeitamente os textos que lêem, já que olham permanentemente para a câmera. O dispositivo especular que se encaixa na frente da câmera, sem obscurecer a lente, e permitindo que o apresentador leia o texto do script sem desviar o olhar, chama-se:
Os programas jornalísticos, a partir da década de 60 do século passado, incorporaram aos textos o recurso da sonora, que não é mais do que a cópia do uso de sonoras na TV com fins mercadológicos, já que a televisão foi sua grande concorrente naquela década.
A especialização e a segmentação nas programações das rádios decorrem diretamente do desenvolvimento tecnológico, que acaba por tornar mais complexo o trabalho dos jornalistas e das equipes de produção, já que cada membro das equipes passa a ter mais de uma função.
O jornalista de televisão não precisa dominar o processo de comunicação com as imagens em movimento e seus elementos expressivos, como o som, a luz e os cenários, já que o câmera e seu assistente o detêm. Há ainda a figura do produtor, que, muitas vezes, acompanha o repórter e pode assumir as funções de conhecimento técnico.
A era do celulóide está definitivamente enterrada: televisão e cinema, hoje, usam igualmente a imagem magnética. Dessa forma, a televisão descaracteriza cada vez mais o cinema, impondo a esse toda a sua influência em linguagem e em técnicas industriais.
A emissora de rádio ainda é o veículo de comunicação de massa que consegue vivenciar a instantaneidade da notícia, dependendo apenas da capacidade do repórter de narrar com precisão e rapidez o acontecimento. O que o ouvinte mais exige de uma rádio ao escutar a notícia?
Dados superficiais da notícia, esperando com ansiedade a próxima (notícia).
Contextualização da notícia, para poder imaginar o fato, e detalhamento para não se frustrar com a ausência de dados importantes.
A bonita voz do repórter narrando o fato.
A musicalização que consegue dramatizar o fato.
A sofisticação tecnológica enseja à televisão recursos para "espetaculizar" a notícia, adornando o fato com recursos gráficos, efeitos virtuais etc.. Indique abaixo a frase que se compõe com esta realidade da TV espetáculo.
A televisão avançou tanto que os recursos tecnológicos dispensam o aprofundamento da notícia.
A informação deixa de ser completa e se afasta do compromisso social do veículo de comunicação quando a TV superestima os recursos tecnológicos na tentativa de magnetizar o telespectador.
Quem ouve telejornal não precisa ler jornal no dia seguinte, graças à tecnologia que enriquece a televisão.
Com a tecnologia da informação cada vez mais sofisticada, a TV brasileira é soberba no aprofundamento da notícia com imparcialidade e destemor.
O texto em televisão toma como orientação a máxima de que os ouvidos têm menos paciência que os olhos e ficam desorientados quando se conta a eles uma história de forma monótona ou rica demais em detalhes.
As redações, com a complexidade e as diversas possibilidades resultantes do progresso tecnológico, estão mais aptas a fazer coberturas de grande credibilidade porque suas equipes são reforçadas por um número maior de profissionais.
No telejornalismo, procura-se dar o máximo de informações objetivas e deixar que o expectador conclua por conta própria. No entanto, a estrutura interna das notícias apresentadas nos telejornais jamais é organizada de modo a dar a impressão de que tudo foi visto e que as informações mais importantes foram apresentadas.
Até pouco tempo, as redações das TVs tinham equipes com grande número de repórteres e jornalistas. A tendência dos últimos anos tem sido a de acúmulo de funções. Por isso, as tarefas da chefia de reportagem se tornaram cada vez menores, transferidas para cada repórter.
As câmeras de vídeo têm algumas vantagens sobre as de cinema: acompanham a gravação e podem corrigir iluminação e diafragma; utilizam o view finder, visor eletrônico que acompanha a imagem que está sendo gravada. Essas técnicas dão agilidade e celeridade ao processo de produção televisivo.
O repórter de televisão tem como uma das suas atribuições, ao fazer a sua matéria e as entrevistas, produzir contraplanos, enquadramentos em que refaz as perguntas apresentadas ao entrevistado. Esses planos são fundamentais para a edição da matéria. Muitas vezes, além de repetir as perguntas, deverá ter contraplanos em que, calado, presta atenção ao que o entrevistado diz.
Luz e cores são fundamentais na boa imagem televisiva: o azul marinho, o roxo vivo, o marrom escuro ou o preto não são boas cores para se usar em TV. Da mesma forma, cores que refletem muita luz não são bem vindas, como o branco, por exemplo.