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O discurso da atualidade no telejornalismo baseia-se na atualidade cronológica, já que, entre o momento do acontecimento do fato e a notícia, ocorre uma espécie de mediação. Um evento transmitido ao vivo, em tempo real, não se submete ao tempo e à formatação do telejornal.
A linguagem visual em televisão pode ser dividida em dois grandes grupos de códigos: dos movimentos mecânicos e dos movimentos ópticos. Os mecânicos são feitos com a ajuda do cinegrafista, que se desloca com a câmera, e os ópticos são realizados pelos jogos de lentes das câmeras.
A imagem, no cinema, é formada por fotos fixas que se projetam na tela a uma velocidade de 24 quadros por segundo. No vídeo, embora seja usada basicamente da mesma forma, a câmera converte a luz ponto por ponto, linha a linha, que se projetam na tela também em uma sucessão de pontos e linhas. Daí a sua maior clareza e qualidade, sendo que o sistema Pal, usado no Brasil, tem sua imagem formada por 250 a 400 linhas.
Coberturas de eventos ao vivo no telejornalismo têm alta capacidade de atrair e manter a audiência, mas são também complicadas e sujeitas a atrasos imprevisíveis. Para se proteger desse tipo de imprevisto, jornalistas experientes providenciam antecipadamente material stand by. Isso significa que eles preparam, para uma eventual necessidade:
sistema de comunicação com o diretor de TV.
reportagens pré-gravadas sobre o tema do evento.
acordo formal assinado pela organização do evento.
link expresso com a emissora para alterar a programação.
estrutura especial de regravação paralela.
A televisão usa o recurso de fazer adaptações de romances ou obras literárias. Tais adaptações acabam por adulterar o original, já que uma obra é a expressão de uma linguagem, em forma e conteúdo. No momento em que se exprime um conteúdo em outra linguagem, forçosamente se recria a obra.
Os textos do radiojornalismo atual são escritos em pequenas laudas que facilitam o controle do tempo e do tamanho da matéria. Com o recurso das falas ao vivo dos repórteres, a maioria das matérias já não é mais escrita e a redação para rádio vem caindo em desuso.
No jornalismo televisivo, chama-se de cabeça de matéria a abertura de uma notícia, aquela que o repórter faz ao vivo ou gravada na rua, com a função de introduzir o assunto: é o lead do telejornalismo.
Em algumas reportagens de televisão, além da narração gravada, o repórter aparece na imagem, dizendo uma parte do texto. Essa aparição é chamada de:
Comparado com o jornalismo impresso, o texto jornalístico no rádio deve ser mais simples e direto, já que o ouvinte de rádio:
A edição em rádio, por meio da colagem de trechos de entrevistas, permite que se monte o discurso do entrevistado de acordo com o interesse do que está sendo focado na matéria ou de acordo com o entendimento do editor/repórter.
A televisão, mais que o cinema, se utiliza da publicidade. Ela pode ser explícita, como nos anúncios comerciais, ou encoberta, no que se convencionou chamar de merchandising. Há dois tipos muito usados de merchandising na TV: o horizontal, em que não há intervenção no roteiro, mas apenas são aproveitadas cenas para a utilização de produtos de determinadas marcas; ou o vertical, em que as cenas são adaptadas para que as personagens falem sobre determinados produtos ou serviços.
Existem normas bem claras para a construção do texto noticioso em rádio. A introdução é sempre curta e se utiliza do arranque e do lead para apresentar um fato. A forma mais adequada da estrutura da notícia é a mesma do jornalismo impresso, ou seja, a pirâmide invertida.
As linguagens do cinema e da televisão, embora se aproximem cada vez mais, guardam diferenças ainda fundamentais: o discurso, na televisão, é contínuo, enquanto no cinema ele é entrecortado; na tevê, a linguagem é monomórfica e, no cinema, polimórfica.
A escrita trouxe a racionalização do uso da síntese no rádio. No entanto, os textos lidos limitam a espontaneidade do locutor, seja no jornalismo, seja nos programas do tipo revista, nos talk-shows, entrevistas e debates.
A estrutura da notícia no rádio pode ser definida por três funções: a introdução, que apresenta breve e atrativamente o fato; o desenvolvimento, que apresenta explicações e faz as pontuações necessárias; e o encerramento, que resume ou fixa o essencial da notícia.
Uma das regras de ouro do texto de jornalismo em TV, que consta do Manual de Redação da TV Globo, é a de que só se começa uma frase com gerúndio se houver informação anterior sobre o fato ou a notícia de que se vai falar.
Toda e qualquer informação redigida pelo jornalista de TV tem de ser clara e facilmente compreendida por toda a equipe envolvida na produção. Por isso, é norma o uso de lauda especial e de algumas regras, como o uso apenas do lado direito da lauda; redigir em caixa alta; não dividir palavras; controlar o tempo/tamanho do texto, sabendo que uma linha de 32 toques corresponde a 2,5 segundos de leitura.
É recomendável para as fontes que utilizam o rádio como importante veículo de divulgação de ações institucionais, EXCETO:
Estar bem informado para que sua opinião e análise sejam embasadas e consistentes.
Nunca ensaiar a leitura de um texto quando convidado a tecer comentários.
Ser simpático com o apresentador e com os ouvintes que participam dos programas.
Saber que novidade de interesse geral e um novo enfoque para a notícia são critérios para ser chamado freqüentemente pelos radialistas para en-trevistas.
Em telejornalismo, o termo "abertura de matéria" significa:
um programa voltado à abordagem profunda de um determinado tema.
noticiário de pequena duração, variando de 3 a 5 minutos.
o início da notícia e deve ser produzida pelo repórter no local da ação.