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No que diz respeito ao processo vitimizatório, relacione corretamente o tipo de vitimização com sua respectiva definição, numerando os parênteses abaixo, de acordo com a seguinte indicação:
1. Vitimização Primária;
2. Vitimização Secundária;
3. Vitimização Terciária.
( ) Sofrimento suportado pela vítima em razão da omissão estatal e da estigmatização pela sociedade.
( ) Sofrimento suportado pela vítima em razão da burocratização estatal, suportado perante as fases de inquérito e processo.
( ) Sofrimento suportado pela vítima em razão dos efeitos diretos e indiretos da conduta criminal.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
3, 2, 1.
2, 1, 3.
1, 2, 3.
2, 3, 1.
1, 3, 2.
Com relação aos estudos de Vitimologia, assinale a afirmativa correta.
Síndrome de Estocolmo se refere ao contexto em que uma mulher, ao ser rejeitada, acusa falsamente alguém da prática de um crime sexual.
Síndrome de Londres é o fenômeno psicológico em que as vítimas de um sequestro ou de uma situação traumática desenvolvem sentimentos de empatia ou afeto pelos seus agressores.
Síndrome da mulher de Potifar é o fenômeno psicológico em que as vítimas de um sequestro adotam uma postura de desobediência em relação aos sequestradores.
Vitimização primária é o fenômeno que se refere ao sofrimento imposto à vítima de um crime em razão das frustrações oriundas do sistema de justiça criminal.
Vitimização terciária é o fenômeno que se refere à estigmatização imposta pelo meio social à vítima após o crime.
O questionamento à vítima, na audiência de instrução criminal, sobre seu comportamento sexual pretérito e as discussões do casal, não causa revitimização, tampouco implica em ilegalidade, uma vez que há relação com os fatos da causa.
Certo
Errado
Dentro do tema Vitimização, denomina-se
vitimização primária, quando a vítima sofre a falta de amparo das instâncias formais de controle social.
heterovitimização, quando ocorre a autorrecriminação da vítima, pela ocorrência do delito.
vitimização indireta, quando a vítima sofre a falta de amparo de sua família e de seu círculo de amigos.
sobrevitimização, quando a vítima sobrevive ao crime contra ela praticado.
revitimização, quando a vítima, por ser familiar de outra vítima, acaba sofrendo, junto a esta, as consequências do crime.
Vitimização primária é aquela que corresponde aos danos à vítima decorrentes do crime.
Certo
Errado


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Carlos Roberto é Delegado de Polícia em Goianésia-GO e se depara com a seguinte estatística: cerca de 10% (dez por cento) da população local alegou ter sofrido crime de roubo no ano anterior. Contudo, ao consultar o acervo da Delegacia, Carlos Roberto constatou que, no mesmo ano pesquisado, um número ínfimo de inquéritos policiais sobre crimes patrimoniais foi autuado naquela divisão policial. Tal fenômeno de subnotificação pode ser explicado pela vitimização
terciária, quando um sujeito é diretamente atingido pela prática de ato delituoso, padecendo dos resultados da conduta.
primária, quando um sujeito que, mesmo possuindo envolvimento direto ou indireto com o fato delituoso, tem um sofrimento excessivo, além daquele determinado pela sanção legal
secundária, como um derivativo das relações existentes entre as vítimas primárias e o Estado em face do aparato repressivo (burocratização do sistema policial, morosidade na solução da ocorrência, insensibilidade dos aplicadores jurídicos, reexposição do fato em diversos procedimentos etc.).
secundária, quando um sujeito que, mesmo possuindo um envolvimento direto ou indireto com o fato delituoso, tem um sofrimento excessivo, além daquele determinado pela sanção legal.
terciária, quando um sujeito diretamente atingido pela prática de ato delituoso finda responsabilizado pela imprudência que incentivou a conduta delituosa contra si.
A escravidão se sustentava tanto na rotina do abuso sexual quanto no tronco e no açoite. Impulsos sexuais excessivos, existentes ou não entre os homens brancos como indivíduos, não tinham nenhuma relação com essa verdadeira institucionalização do estupro. A coerção sexual, em vez disso, era uma dimensão essencial das relações sociais entre o senhor e a escrava. Em outras palavras, o direito alegado pelos proprietários e seus agentes sobre o corpo das escravas era uma expressão direta de seu suposto direito de propriedade sobre pessoas negras como um todo. A licença para estuprar emanava da cruel dominação econômica e era por ela facilitada, como marca grotesca da escravidão.
(DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. Tradução de Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2016, p. 180)
A coerção sexual praticada contra mulheres negras escravizadas, citada no trecho acima, evidencia um contexto de ausência da criminalização
secundária e ausência da vitimização secundária.
secundária e existência da vitimização primária.
secundária e existência da vitimização secundária.
primária e ausência da vitimização primária.
primária e existência da vitimização primária.
Assinale a alternativa correta no que diz respeito aos estudos desenvolvidos no âmbito da vitimologia.
Os estudos, as teorias e as classificações desenvolvidos no âmbito da vitimologia demonstram que a conduta da vítima não pode ser indicada como fator que, de algum modo, contribui para a prática do crime.
Uma das grandes contribuições do atual estágio de desenvolvimento da vitimologia foi demonstrar que o fênomeno da subnotificação é um mito e praticamente insignificante em termos quantitativos.
O aumento do número de crimes investigados e processados pode ocasionar uma maior vitimização secundária.
O preconceito posterior à prática do crime que recai sobre a vítima, em crimes sexuais, por parte da sociedade em geral e que contribui para a subnotificação deste tipo de crime é denominado de vitimização primária.
Pesquisas de vitimização devem, paulatinamente, substituir os indicadores criminais baseados em registros de crimes.