Questões de Concurso sobre Título VI - Da Presidência da República

 
 
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O Congresso Nacional, após a observância das formalidades legais, aprovou um determinado projeto de lei de interesse do setor cultural do país. Em assim sendo, o Presidente da República sancionou, promulgou e publicou a legislação. Em seguida, o Chefe do Poder Executivo em âmbito federal editou um decreto, com o objetivo de garantir a fiel execução da lei que foi aprovada pelo Poder Legislativo.


Nesse cenário, considerando o entendimento doutrinário e jurisprudencial dominantes, é correto afirmar que o Chefe do Poder Executivo agiu de forma


A

inválida, pois ele somente poderia ter editado o decreto, para garantir a fiel execução da legislação, caso o Poder Legislativo não o fizesse, permanecesse omisso por prazo juridicamente relevante.


B

inválida, pois a edição de decretos, para garantir a fiel execução das leis, compete ao Poder Legislativo.


C

válida, sendo uma manifestação do poder normativo.


D

válida, sendo uma manifestação do poder disciplinar.


E

válida, sendo uma manifestação do poder de polícia.

Dr. João da Silva é advogado, gerindo sua própria banca de advocacia em uma pequena cidade. Por sua notória especialidade em um determinado assunto, foi contratado pela prefeitura a fim de oferecer parecer jurídico sobre tema sabidamente polêmico na doutrina e jurisprudência. O parecer, que foi elaborado com base na convicção profissional e acadêmica do dr. Silva, era contrário à maior parte da doutrina jurídica existente no momento, embora bem fundamentado em argumentos jurídicos e na pouca jurisprudência existente sobre o assunto. Com base na opinião legal do dr. Silva, a Prefeitura seguiu em frente com seus planos de assinatura de um contrato que, alguns meses após a assinatura, foi considerado pelo Ministério Público Estadual como atentatório aos princípios da administração pública.


Com base nessa situação hipotética e na legislação nacional, é correto afirmar que


A

os contratados pela Administração, tais como advogados, não respondem por improbidade administrativa, pois a lei se aplica apenas aos agentes públicos.


B

a lei de improbidade foi recentemente modificada, não mais incluindo, entre os atos de improbidade, aqueles atentatórios aos princípios da Administração Pública.


C

a atuação do administrador conforme parecer jurídico afasta a possibilidade de sanção por improbidade, ainda que o consulente induza a erro o parecerista.


D

não cabe ao Ministério Público isoladamente a propositura da ação de improbidade, sendo necessário o litisconsórcio com a Fazenda Pública lesada.


E

não configura improbidade a ação decorrente de divergência interpretativa da lei, baseada em jurisprudência, ainda que não pacificada, quando comprovada a boa-fé e a ausência de dolo.

 
 
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