Analise as proposições acerca do novo regime
jurídico da prisão processual.
I. Irdônio, dono de um estabelecimento
comercial, foi preso em flagrante por ter
impedido o acesso à sua loja e ter se negado
a atender a uma cliente afrodescendente,
conduta essa tipificada no artigo 5º da Lei n.
7.716/89 e com pena cominada de reclusão
de um a três anos. Diante dos fatos, seria
cabível à autoridade policial arbitrar fiança à
Irdônio, haja vista tratar-se de ilícito criminal
cuja pena privativa de liberdade é inferior a
quatro anos.
II. Não havendo hipótese para relaxamento da
prisão em flagrante e não sendo o caso de
arbitramento de fiança, seja pela autoridade
policial, seja pelo juiz, impõe-se a
manutenção do custodiado no cárcere até que
seu defensor requeira a liberdade provisória
de seu cliente.
III. Julgar-se-á quebrada a fiança quando o
acusado: I - regularmente intimado para ato
do processo, deixar de comparecer, sem
motivo justo; II - deliberadamente praticar ato
de obstrução ao andamento do processo; III -
descumprir medida cautelar imposta
cumulativamente com a fiança; IV - resistir
injustificadamente à ordem judicial; V -
praticar nova infração penal dolosa. Quebrada
a fiança, deverá o acusado, por força de lei,
recolher-se ao cárcere, onde permanecerá até o julgamento do processo, em virtude de sua
deliberada desobediência às regras impostas
quando da aplicação da medida cautelar
alternativa à sua prisão.
IV. Em hipótese alguma poderá o juiz decretar a
prisão preventiva do agente se verificar, a partir
das provas coligidas aos autos, que o fato foi
praticado sob o amparo de uma excludente de
ilicitude.
V. Mesmo sendo o agente maior de 80 (oitenta)
anos, extremamente debilitado por motivo de
doença grave ou gestante em gravidez de alto
risco, o juiz não está legalmente obrigado a
substituir eventual prisão preventiva decretada
por prisão domiciliar.
Está(ão) CORRETA(S):