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A participação popular na gestão pública de saúde vem sendo construída como uma importante ferramenta de democratização das organizações por meio de uma série de práticas que efetivem o controle social. Os Conselhos de Saúde são espaços privilegiados para a prática do exercício da participação e do controle social. Há diferentes perspectivas teórico-políticas que analisam as posições e os debates em torno dos Conselhos de Saúde e do controle social, contudo, aquela que torna o controle social incompatível ao contexto político corresponde à
perspectiva teórico-política do aparato institucional, que compreende os Conselhos como espaço das ações do Estado para controlar a sociedade.
perspectiva teórico-política estruturalista althusseriana, que compreende os Conselhos como espaço de cooptação dos movimentos sociais pelo poder público.
perspectiva teórico-política gramsciana, que compreende os Conselhos como arena de conflitos, em que diferentes grupos estão em disputa.
perspectiva teórico-política neoconservadora, que compreende os Conselhos como incompatíveis com a democracia representativa.
perspectiva teórico-política neo-habermasiana, que compreende os Conselhos como espaço consensual, em que diferentes grupos estão em convergência por meio de pactuações.