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Em Epidemiologia, diversos coeficientes e índices são utilizados para avaliar e mensurar o nível de vida e saúde de uma população, proporcionando uma visão abrangente das condições sanitárias e da qualidade de vida dos indivíduos. Sobre o assunto, assinale a alternativa verdadeira:
Após o término do período de uma doença epidêmica, a incidência tende a aumentar, enquanto a prevalência diminui exponencialmente.
Considerando uma doença crônica com tratamento adequado, a incidência será sempre alta, pois os pacientes tendem a sobreviver por muitos anos devido à eficácia do tratamento.
A incidência é o resultado final, para um período de tempo, da soma dos casos novos menos a soma das curas, mortes ou perdas de acompanhamento.
Quanto maior a prevalência de uma doença, maior é a incidência, dependendo da duração da doença, assim como de curas, óbitos e perda de acompanhamento.
Em situações nas quais há certa estabilidade populacional, com incidência estável, é possível afirmar que a prevalência será igual à incidência multiplicada pela duração da doença.
Dentro das práticas de vigilância à saúde, os Agentes Comunitários de Saúde não têm papel relevante, pois a coleta de dados e a análise epidemiológica são realizadas exclusivamente por profissionais de nível superior, como médicos e epidemiologistas.
Certo
Errado
Diante de uma epidemia de cólera, um especialista em saúde pública baseado nas experiências históricas do Brasil deve priorizar qual das seguintes medidas?
Melhoria das condições sanitárias e de acesso à água potável.
Importação de medicamentos anticoléricos e de ajuda em larga escala.
Lançamento de uma campanha publicitária para alertar moradores e turistas.
Construção de novos hospitais para tratar os infectados.
Fechamento temporário de todas as escolas e universidades.
A nova ocorrência de casos de uma doença que poderia ser controlada destaca a necessidade urgente de intervenções eficazes, monitoramento contínuo e fortalecimento das medidas preventivas para proteger a comunidade e conter a propagação da doença. Sobre a investigação de surtos, assinale a opção CORRETA:
Em geral, quando se observa um aumento de casos de uma determinada doença em um determinado local, é mais provável que tenha ocorrido uma mudança no sistema de vigilância, ou um erro de interpretação do diagnóstico, em vez de um surto real.
Em surtos, o caso confirmado é aquele em que o indivíduo apresenta alguns sinais e sintomas sugestivos de um grupo de doenças que compartilham a mesma sintomatologia.
Os primeiros casos de um surto são chamados de casos coprimários. As definições de caso confirmado, provável e possível são utilizadas ao final da investigação.
Para determinar um surto, é necessário comparar o número atual de casos com os registrados no mesmo período em anos anteriores, sendo as declarações de óbito a fonte de dados mais confiáveis.
Uma definição de caso geralmente inclui quatro componentes: informação clínica e laboratorial sobre a doença, características das pessoas afetadas, informação sobre o local ou região de ocorrência e determinação do período em que ocorreu o surto.
Considere que, em um ano específico, uma comunidade tem 20 mil habitantes. Há 300 leitos hospitalares, dos quais 250 estão em hospitais públicos, e 50, em serviços privados. Sendo assim, é correto afirmar que há _______ leito(s) por 100 habitantes, sendo que _______ deles estão na rede __________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
1,2 – 83,3% – pública
6,6 – 5% – privada
2 – 66,6% – pública
0,8 – 5% – privada
1,5 – 83,3% – pública
Durante o surto de uma doença viral em uma região urbana densamente povoada, foi necessário o desenvolvimento de uma estratégia de saúde pública para controlar a epidemia. A resposta da vigilância epidemiológica incluiu medidas de notificação compulsória, isolamento de casos e rastreamento de contatos. Contudo, verificou-se uma alta taxa de subnotificação, especialmente em áreas periféricas com serviços de saúde deficientes. Quais fatores podem ter contribuído para a subnotificação e para a ineficácia das estratégias de controle da epidemia?
Falta de recursos financeiros para a compra de vacinas e antivirais.
Atraso na resposta das autoridades de saúde à emergência epidemiológica.
Ausência de campanhas de conscientização da população sobre a gravidade da doença.
Barreiras de acesso à saúde e desigualdade social que impactam a notificação e o tratamento.
Epidemia é definida com base na ocorrência, em dada comunidade ou região, de elevação inesperada no número de casos de uma doença para aquele lugar e período. Quando uma epidemia é descrita, o período de tempo, a localização geográfica e as características do grupo no qual os casos ocorreram devem ser claramente especificadas. Marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A identificação de uma epidemia também depende da frequência usual da doença naquela área para aquele grupo da população durante o mesmo período do ano.
( ) Quanto à velocidade a partir do estágio inicial, as epidemias podem ser classificadas em explosivas ou lentas.
( ) Denominam-se explosivas quando a manifestação da doença ocorre em pouco tempo e acomete quase a totalidade das pessoas atingidas. A hanseníase exemplifica este tipo de doença.
A sequência está correta em
V, V, F.
V, F, F.
F, V, V.
F, F, V.
A epidemiologia é a ciência que auxilia a identificação do perfil de saúde de determinado território, e, com isso, contribui para o processo de planejamento, de monitoramento e de avaliação das ações de saúde e de vigilância.
Considerando o conhecimento necessário ao Agente Comunitário de Saúde e a sua importância como membro da equipe na produção e no fornecimento das informações para o entendimento das necessidades de saúde da população, assinale a alternativa correta.
Os indicadores de saúde refletem a realidade sanitária da comunidade, apesar de não mensurar quantas pessoas adoeceram e quantas morreram em um determinado momento.
Há agravos de notificação que nem sempre são relacionados a doenças, por exemplo, acidentes de trabalho com exposição a material biológico, tentativas de suicídio e violência sexual.
Apenas o médico ou o enfermeiro da Estratégia de Saúde da Família pode realizar a notificação das doenças, pois envolve o preenchimento de dados clínicos das pessoas, das famílias e da comunidade.
As notificações compulsórias são encaminhadas às secretarias de saúde mensalmente. Em casos excepcionais, a exemplo de um caso suspeito de cólera, a notificação deve ser encaminhada imediatamente.
A prevalência é definida como o número de casos novos de uma doença em um período e em uma população determinada e diferencia-se da incidência, pois esta relaciona-se diretamente ao total de casos da doença, sejam eles novos ou não.
A rede de vigilância de vírus respiratórios, estabelecida no Brasil desde o ano 2000, é realizada a partir de uma rede de determinadas unidades de saúde distribuídas em todas as regiões geográficas do País e tem como objetivo principal identificar a circulação dos vírus respiratórios, de acordo com a patogenicidade, virulência em cada período sazonal, existência de situações inusitadas ou o surgimento de novo subtipo viral, além do isolamento de espécimes virais.
Trata-se de uma estratégia de Vigilância Epidemiológica denominada
Vigilância Universal.
Monitoramento das Populações Expostas.
Linkage entre bases de dados.
Vigilância Passiva.
Vigilância Sentinela.
Uma enfermidade se torna um surto quando:
atinge níveis mundiais, ou seja, quando determinado agente se dissemina em diversos países ou continentes, usualmente afetando um grande número de pessoas.
ocorre um aumento no número de casos de uma doença em diversas regiões, estados ou cidades, porém sem atingir níveis globais.
a doença é recorrente na região, mas não há um aumento significativo no número de casos e a população convive com ela.
ocorre um aumento localizado do número de casos de uma doença.
Os casos prováveis de dengue e outras arboviroses correspondem a todos os casos notificados nos sistemas de informação, incluídos os classificados como descartados.
Certo
Errado
Em 2015, tendo em vista a alteração do padrão de ocorrência de microcefalia e/ou alterações do sistema nervoso central (SNC) associadas à infecção congênita pelo vírus Zika no Brasil, o Ministério da Saúde (MS) declarou a situação uma Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), através da Portaria 1.813 de 11 de novembro de 2015. Em função da necessidade de monitoramento o Ministério da Saúde, em parceria com o DATASUS, desenvolveu um formulário online no RESP, denominado RESP-Microcefalia. Atualmente, o conjunto de alterações de saúde causadas pelo vírus Zika é chamado de Síndrome Congênita associada à infecção pelo vírus Zika (SCZ) e o RESP-Microcefalia constitui o principal instrumento para a vigilância da SCZ no Brasil. Considerando esse importante instrumento de informações, é correto afirmar que:
Os casos suspeitos ou confirmados de SCZ devem ser notificados no RESP-Microcefalia.
Os casos suspeitos, apenas com relevância de sua confirmação devem ser notificados no RESP-Microcefalia.
Os casos, apenas com confirmação médica de SCZ devem ser notificados no RESP-Microcefalia.
Os casos suspeitos serão avaliados e caso sejam confirmados devem ser notificados no RESP-Microcefalia.
A biossegurança é um processo eventual que não requer atualização, supervisão e respostas imediatas ao surgimento de microrganismos mais resistentes e agressivos, conforme identificado pelas notificações epidemiológicas da equipe de controle epidemiológico.
Certo
Errado
Brasil já vive 7º pior ano em número de casos de dengue desde 2000
O Brasil alcançou o registro de 1.038.475 casos prováveis de dengue na 6ª feira, 1º de março de 2024. O número total de mortos é de 258. Com isso, 2024 já tem o 7º maior número de infecções da doença desde 2000. A expectativa do Ministério da Saúde é de que, até dezembro, os casos quadripliquem e o país termine o ano com o maior número de casos em 25 anos. São 4,2 milhões de registros previstos.
Disponível em: https://www.poder360.com.br/poder-saude/saude/brasil-ja-vive-7o-pior-ano-em-numero-de-casos-de-dengue-desde-2000. Acesso em: 10 maio 2024.

Disponível em: https://www.poder360.com.br/infograficos/brasil-ja-vive-7o-pior-ano-em-numero-de-casos-de-dengue-desde-2000/. Acesso em: 10 maio 2024.
A partir das leituras dos textos, assinale a alternativa que apresenta uma hipótese correta sobre as possíveis causas do aumento considerável de casos de dengue:
A eficiência da população para eliminar os criadouros domésticos.
A baixa resistência dos mosquitos aos inseticidas e a existência de um único sorotipo circulando ao mesmo tempo no país, favorecendo as reinfecções.
O aumento da temperatura e das chuvas no verão e outros fenômenos climáticos, aumentando a proliferação de mosquitos, somado à realidade de várias áreas do país com saneamento básico inadequado.
O número suficiente de agentes de saúde em missões de educação e limpeza, em virtude da alta eficácia das ações do governo para controlar o Aedes aegypti, sem a descontinuidade das ações ao longo do tempo.
Leia o texto a seguir.
A Vigilância Epidemiológica é definida como um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Saúde do trabalhador e da trabalhadora. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2018. 136 p.
Os objetivos da vigilância epidemiológica são
dar visibilidade às práticas e às intervenções já realizadas pelos profissionais da Atenção Básica, considerando o papel do trabalho na determinação das condições de vida e de saúde e doença dos(as) trabalhadores(as) e aprovar o orçamento da saúde assim como, acompanhar a sua execução orçamentária.
articular políticas e programas de interesse para saúde do(a) trabalhador(a), cuja execução envolva áreas compreendidas e não compreendidas no âmbito do SUS; propor às instituições e entidades envolvidas que, no âmbito de suas competências, atuem no sentido de eliminar ou reduzir os riscos à saúde do(a) trabalhador(a).
acompanhar o comportamento epidemiológico das doenças sob vigilância; detectar epidemias e eventos de relevância epidemiológica; propiciar a adoção oportuna de medidas de controle; avaliar as medidas, programas, intervenções de prevenção, controle e erradicação.
analisar os projetos e plano de saúde apresentados pela Secretaria de Saúde por meio de seus técnicos, focando nas ações relacionadas à saúde do(a) trabalhador(a); e recomendar ao pleno do conselho de saúde alterações, complementações que se fizerem necessárias, bem como sua aprovação ou rejeição.
Analise as afirmativas a seguir:
I. Por algum tempo prevaleceu a ideia de que a epidemiologia se restringia ao estudo de epidemias de doenças transmissíveis.
II. Hoje, é reconhecido que a epidemiologia trata de qualquer evento relacionado à saúde ou à doença da população.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
Qual é a importância da investigação epidemiológica das doenças relacionadas ao trabalho:
Identificar os culpados pelas doenças ocupacionais.
Determinar as causas das doenças apenas para fins judiciais.
Avaliar as circunstâncias da ocorrência da doença ou agravo, assim como sua relação com o trabalho.
Apenas para monitorar a saúde dos trabalhadores.
As normas de biossegurança constituem uma orientação para a proteção contra contaminação por agentes biológicos nas atividades profissionais. Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo:
I.As normas de biossegurança são essenciais para os profissionais da área da saúde.
II.O uso de Equipamentos de proteção individual (EPIs) não deve ser utilizado pelos profissionais da área da saúde.
III.As normas de biossegurança não se aplicam aos profissionais da área da saúde.
É CORRETO o que se afirma em:
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III.
A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica, dinâmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos doentes se recupera, porém, parte deles podem progredir para formas graves, inclusive virem a óbito. Acerca da dengue, marque a alternativa CORRETA:
Em 2023, a vacina contra dengue foi incorporada no Sistema Único de Saúde (SUS).
Até o momento são conhecidos três sorotipos da doença: DENV-1, DENV-2, DENV-3.
Somente pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas são suscetíveis à doença.
É transmitida pela picada do macho do Aedes aegypti.
A malária é uma doença infecciosa, febril, aguda e potencialmente grave. Sobre a malária, marque a alternativa CORRETA:
É uma doença que tem o tratamento simples e gratuito, mas não tem cura.
Caso não seja tratado adequadamente, o indivíduo pode ser fonte de infecção por meses ou anos.
É transmitida unicamente através da picada da fêmea do mosquito do gênero Culex.
É causada por uma bactéria do gênero Plasmodium.