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Para Celso Furtado (1974), o subdesenvolvimento não é uma etapa anterior ao desenvolvimento, mas uma condição estrutural específica. Nesse sentido, qual obstáculo de natureza endógena o autor aponta como o traço definidor das economias periféricas?
A escassez de poupança interna, que torna a periferia dependente de empréstimos externos.
A heterogeneidade estrutural: um setor moderno e exportador convive com um setor de subsistência, impedindo que os ganhos de produtividade se difundam e ampliem o mercado interno.
O excesso de intervenção estatal, que distorce preços e bloqueia a alocação eficiente dos fatores.
A escassez de mão de obra qualificada, que eleva custos e impede a industrialização complexa.
A instabilidade política crônica, que gera incerteza jurídica e inibe o investimento de longo prazo.
No fechamento do bimestre, uma turma do 7º ano apresentou dispersão grande de resultados. Parte dos estudantes não consolidou leitura dos textos-base, e o calendário já prevê Conselho de Classe na semana seguinte. O professor quer agir antes que a nota vire o centro do problema.
Assinale a conduta correta.
Organizar estratégias de recuperação articuladas ao plano de ensino, registrar evidências do processo e levar ao conselho elementos para decisão pedagógica.
Encerrar o bimestre com a nota lançada e reservar a recuperação para o período final, quando a média anual já estiver mais definida.
Reaplicar a mesma avaliação a quem ficou abaixo da média, porque a igualdade formal do instrumento assegura justiça ao processo.
Centralizar a decisão na coordenação pedagógica, já que a análise do rendimento da turma ultrapassa a responsabilidade direta do docente.
Reordenar o diário de classe pela nota final, porque o conselho de classe precisa trabalhar com resultados fechados e comparáveis.
A tese estruturalista de Raúl Prebisch, difundida pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), durante a década de 1950, foi considerada uma importante contribuição ao pensamento latino-americano.
A alternativa que se relaciona corretamente à tese estruturalista é a seguinte:
a deterioração dos termos de troca era explicada pelas exportações de produtos primários;
criou-se um objeto de análise importado do debate que se fazia nos grandes centros de desenvolvimento industrial;
as economias centrais transferiam renda aos países em desenvolvimento ao importar matérias-primas e exportar bens industriais;
no governo de Juscelino Kubitschek, a indústria automobilística nacional se transformou e colocou o Brasil como um país central, comparativamente aos vizinhos latino-americanos;
procurava-se compreender a dinâmica do desenvolvimento em economias de industrialização tardia, definindo-se relações de dependência entre os países periféricos e os países centrais.
A teoria da deterioração dos termos de troca tem como um de seus pressupostos o fato de países dependentes ou periféricos serem pequenos no contexto do comércio internacional, ou seja, serem tomadores de preços.
Certo
Errado
A deterioração dos termos de troca descrita na hipótese Prebisch-Singer tem relação direta com a inelasticidade-preço da demanda dos produtos primários vendidos pelos países periféricos.
Certo
Errado
No livro “Desenvolvimento e Estagnação: o Debate entre Desenvolvimentistas e Liberais Neoclássicos”, o economista André Nassif compara as formas distintas através das quais se manifesta o fenômeno da chamada “doença holandesa”.
A chamada doença holandesa (Dutch disease), como sugere a expressão, acometeu a Holanda nos anos 1960, quando foram descobertas consideráveis reservas de gás natural. Com mercados relativamente desregulados, o aumento da rentabilidade esperada acabou provocando forte realocação dos recursos produtivos da economia para o setor de recursos naturais não renováveis, reduzindo os investimentos na indústria manufatureira do país. Em 1977, a revista The Economist cunhou a expressão “doença holandesa” em alusão ao fenômeno […]. De acordo com a concepção novo-desenvolvimentista, a doença holandesa na periferia latino-americana e em diversos outros países em desenvolvimento, ao invés de replicar a forma clássica que afetou a Holanda, assume a forma concebida originalmente por Gabriel Palma. Nesse novo conceito de doença holandesa, o aumento da participação do setor de commodities na estrutura produtiva e na cesta exportadora resulta do conjunto de reformas econômicas liberalizantes (liberalização comercial, abertura ao fluxo internacional de capitais de curto prazo etc.), adotadas sob a forma de tratamento de choque, haja vista a intensidade e rapidez com que foram implementadas a partir da década de 1990.
NASSIF, A. Desenvolvimento e Estagnação: o Debate entre Desenvolvimentistas e Liberais Neoclássicos. São Paulo: Contracorrente, 2023. p. 219; 283-284. Adaptado.
Para os países fortemente dependentes das exportações de produtos primários e outras commodities, como o Brasil, nos períodos de boom de preços desses produtos nos mercados globais, a doença holandesa acarreta
sobrevalorização das moedas nacionais em relação ao dólar e desindustrialização.
sobrevalorização da moeda nacional em relação ao dólar e aumento da participação dos serviços de alta tecnologia no PIB.
subvalorização das moedas nacionais em relação ao dólar e aumento da participação do setor manufatureiro no PIB.
subvalorização da moeda nacional em relação ao dólar e fuga de capitais estrangeiros.
subvalorização da moeda nacional em relação ao dólar e aumento da produtividade média agregada.