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Em uma economia, a inflação prejudica a função da moeda como padrão de valor.
uma relação inversa entre inflação e desemprego.
a taxa de crescimento do nível geral de preços e a taxa de crescimento dos gastos do setor público.
a taxa do salário nominal e o volume de desemprego.
a parcela do PIB apropriada pelos trabalhadores e a taxa de crescimento do produto real.
O Plano Real:
não teve nenhuma relação com as reformas estruturais realizadas no governo Collor, nem foi facilitado por elas;
teve seu primeiro ano marcado pelo rápido crescimento das importações e pela aceleração do crescimento econômico;
foi implementado em três fases, na seguinte seqüência: criação da URV, instituição da nova moeda e ajuste fiscal;
foi seguido por forte desvalorização da moeda frente ao dólar;
não foi facilitado pela política fiscal do governo Itamar Franco.
Soluções para inflação inercial são basicamente choque heterodoxo e desindexação da moeda.
O Plano Real, adotado no governo Itamar Franco, fundamentou- se na implementação de uma âncora cambial. Em que consistia esse mecanismo no caso brasileiro?
Câmbio fixo com a criação de uma caixa de conversão pelo Banco Central.
Valorização cambial e aumento do grau de abertura da economia para o exterior.
Controle da demanda e da expansão da base monetária, além de redução do deficit público operacional
Redução das exportações para elevar o nível de oferta interna, buscando reduzir os níveis de preço.
Adoção de um regime de taxas múltiplas de câmbio, favorecendo a importação de bens de capital.
Entre a segunda metade dos anos oitenta e o início dos anos noventa foram implementados vários planos de combate à inflação no Brasil. Sobre eles, é correto afirmar que:
o Plano Bresser e o Plano Cruzado tinham em comum o empenho pela redução do déficit público;
o aumento das exportações permitiu atenuar os impactos recessivos do Plano Cruzado;
o Plano Cruzado partiu da premissa de que a inflação brasileira era de caráter eminentemente inercial;
a política monetária restritiva foi o principal instrumento de controle de demanda no Plano Cruzado;
o Plano Verão, diferentemente de seus antecessores, estabeleceu controle de preços e salários.
Em relação à Curva de Phillips, é INCORRETO afirmar que:
o custo da redução do desemprego, medido em aumento de taxa de inflação, será tanto menor quanto maior for a capacidade ociosa da economia;
de acordo com os monetaristas, a Curva de Phillips, a curto prazo, seria vertical;
uma curva de Phillips negativamente inclinada significa que uma redução da tributação expandiria a demanda agregada, reduzindo o desemprego, mas elevando a taxa de inflação;
se as expectativas dos agentes econômicos forem racionais, a Curva de Phillips será, tanto a longo quanto a curto prazo, vertical;
a versão aceleracionista da Curva de Phillips foi desenvolvida por autores monetaristas.
Com relação aos planos de estabilização brasileiros das décadas de 80 e 90, assinale a alternativa incorreta.
O Plano Cruzado teve como uma das principais medidas o congelamento de preços.
O Plano Real congelou a taxa de câmbio na razão 1 R$/US$ durante o primeiro ano de vigência.
O Plano Real foi aplicado num momento favorável em termos de balança comercial para o Brasil.
O Plano Collor conseguiu, no curtíssimo prazo, uma redução significativa da inflação.
O Plano Cruzado sofreu um problema de oferta, que levou ao desabastecimento de alguns produtos e à cobrança de ágio.
Um dos importantes "pressupostos" utilizado na análise entre inflação e desemprego é conhecido na literatura como "Lei de Okun" e relaciona a taxa de desemprego com a taxa de crescimento do produto. Considerando gyt = taxa de crescimento do produto no período t, ut e u t-1 as taxas de desemprego nos períodos t e t-1 respectivamente e go a taxa "normal" de crescimento da economia, não está de acordo com a Lei de Okun:




a Lei de Okun permite a passagem da oferta agregada de curto prazo para a curva de Phillips
Considere: i = taxa nominal de juros; r = taxa real de juros; T = taxa de inflação observada no período anterior e Te = taxa de inflação esperada. De acordo com a equação de Fisher temos que:
i = r + Te
i = r + Te - T
i = r x T
i = r x Te
r = i + Te
No final dos anos 70 do século XX, a aceleração das pressões inflacionárias resultou, em parte, do aumento dos preços públicos, da desvalorização cambial e da indexação salarial, realizados no âmbito da heterodoxia delfiniana.
Em Formação econômica do Brasil (São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2003), Celso Furtado considera errôneo supor que a elevação do nível de preços e a redistribuição da renda sejam dois problemas autônomos.
Conforme a concepção do autor, é correto afirmar:
a redistribuição da renda real é o meio pelo qual o sistema econômico procura expandir o processo inflacionário, com o fim de alcançar novo equilíbrio;
se todos os grupos sociais desenvolvessem mecanismos de defesa para impossibilitar a distribuição de renda, haveria uma espécie de inflação neutra, sem efeitos reais;
o estudo do processo inflacionário mostra que o aspecto da expansão monetária ocupa, de forma inequívoca, o primeiro plano no processo de redistribuição de renda;
a inflação é fundamentalmente uma luta entre grupos pela redistribuição da renda real e a elevação do nível de preços é apenas uma manifestação exterior desse fenômeno;
a elevação do nível de preços é a forma como o sistema econômico corrobora uma redistribuição de renda que já existia virtualmente, sempre que ocorre um desequilíbrio.
Em razão do aumento das taxas de juros reais, os processos inflacionários reduzem os investimentos privados, o que compromete o crescimento de longo prazo da economia.
Entre as causas do fracasso do Plano Cruzado (1986), pode-se apontar:
A desindexação parcial da economia, já que só os salários foram desindexados.
A prática de políticas fiscal e monetária expansivas, que, aliada à valorização real da taxa de câmbio, acabou por inviabilizar a sustentação do tabelamento de preços, salários e câmbio.
O cenário externo extremamente desfavorável à economia brasileira, marcado pela retração da atividade econômica, do comércio e do crédito internacional, o que inviabilizou a sustentação do tabelamento da taxa de câmbio, que deveria atuar como âncora dos preços.
A baixa credibilidade do então Ministro da Fazenda e do próprio Plano junto à opinião pública inviabilizou, desde o início, o controle de preços e salários.
O desvio entre a política macroeconômica (fiscal, monetária e cambial) prevista no Plano, de caráter restritivo, a ser combinada com a desindexação da economia, e a política efetivamente praticada no período, que foi expansiva.
De acordo com a abordagem das expectativas racionais, a taxa de sacrifício exigida para reduzir a inflação é menor que aquelas exigidas pelas estimativas tradicionais, que levam em conta o fato de a inflação esperada depender da inflação passada.
Considerando o comportamento do saldo em transações correntes durante a década de 90, é correto afirmar que
na média, o saldo permaneceu nulo durante o período em que o país adotou o regime de bandas cambiais
tal saldo passou a ser superavitário após a implantação do Plano Real, graças à forte entrada líquida de capitais de curto prazo.
tal saldo foi deficitário após a implantação do Plano Real; entretanto, a partir de 1999, o saldo passa a ser superavitário, apresentando uma resposta imediata à mudança do regime cambial naquele ano.
tal saldo continuou a ser superávitário após a implantação do Plano Real graças ao desempenho da balança de serviços que passou a ser favorecida pela política cambial baseada na denominada "ancoragem".
tal saldo passou a ser deficitário após a implantação do Plano Real, podendo ser considerado como um dos fatores que contribuíram para a mudança cambial no final da década.
política de reajuste salarial do Plano Cruzado, em relação aos outros planos de estabilização subseqüentes, diferencia-se pela(o):
adoção do gatilho salarial;
congelamento de salários;
adoção de reajustes semestrais;
adoção da URP como unidade de reajuste;
desindexação do salário mínimo.