Questões de Concurso sobre Curva de Phillips

 
 
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A versão original da curva de Phillips sugeria um trade-off estável e permanente entre inflação e desemprego. Entretanto, a partir do final da década de 1960, tal perspectiva sofreu críticas teóricas e empíricas, dando origem à formulação da chamada curva de Phillips aceleracionista, na qual:


A

Trabalhadores e empresas se preocupam com salários nominais e não com o poder de compra real.


B

Trabalhadores e empresas esperam que, quando a inflação é consistentemente positiva ano após ano, o nível de preços do ano corrente ano seja igual ao nível de preços do ano anterior.


C

Períodos de inflação persistente alteram o modo como trabalhadores e empresas formam suas expectativas, que passam considerar a persistência da inflação.


D

Mesmo com a inclusão de expectativas, a natureza da relação entre desemprego e inflação não se altera.


E

As expectativas dos agentes econômicos são desconsideradas.

Considere as seguintes assertivas a respeito da Curva de Phillips e da abordagem pós-keynesiana da fragilidade financeira.


I. Na versão aceleracionista da Curva de Phillips, sustentar o desemprego abaixo da taxa natural de forma permanente exige taxas de inflação sucessivamente maiores que as esperadas, isto é, aceleração inflacionária, à medida que as expectativas se ajustam, razão pela qual a Curva de Phillips é vertical no longo prazo.

II. Um choque adverso de oferta desloca a Curva de Phillips para cima; se a autoridade econômica optar por acomodá-lo para preservar produto e emprego, tenderá a aceitar maior inflação corrente.

III. Na tradição pós-keynesiana associada a Minsky, a incerteza e as decisões de portfólio ligam moeda, investimento e demanda agregada, de modo que a estabilidade pode induzir maior fragilidade financeira.

IV. Em uma crise financeira, queda de preços de ativos, insolvência de instituições financeiras, perda de confiança, aperto de crédito e recessão podem reforçar-se mutuamente, formando um círculo vicioso compatível com a ideia de fragilidade financeira endógena.


Estão corretas as afirmativas


A

I e III, apenas.


B

I, II e IV, apenas.


C

II e IV, apenas.


D

III e IV, apenas.


E

I, II, III e IV.

Imagem associada para resolução da questão


Fonte G1/Economia


Observe o gráfico, que representa a Curva de Phillips que demonstra comportamentos entre a taxa de inflação e a taxa de desemprego em uma economia.


Com base na análise do gráfico e nos fundamentos da teoria macroeconômica, assinale a alternativa correta acerca dessa relação:


A

A curva de Phillips comprova que não há uma relação entre a taxa de inflação e a taxa de desemprego.


B

Essa teoria sugere que governos podem enfrentar uma escolha com menor taxa de desemprego com menor taxa de inflação.


C

A teoria representa um trade-off entre menor taxa de inflação com maior taxa de desemprego.


D

Há evidencias que em países em desenvolvimento não existe essa relação entre a taxa de inflação e taxa de desemprego.


E

A curva de Phillips não leva em consideração a existência da taxa natural de desemprego compatível com a inflação estável.

Considere a Curva de Phillips com expectativas, dada por



Em que 𝜋𝑡 é a inflação, é a inflação esperada, 𝑢𝑡 é a taxa de desemprego e 𝑢𝑢𝑛𝑛 é a taxa natural. Suponha expectativas adaptativas na forma = 𝜋𝑡−1 e admita 𝜀𝑡 = 0. Considere uma política que busque manter a taxa de desemprego (𝑢𝑡) de forma persistente abaixo da taxa natural (𝑢𝑛).


Nessa estrutura, tal política


A

sustenta 𝑢𝑡 < 𝑢𝑛 com inflação constante, pois permanece ancorada na inflação passada.


B

requer inflação continuamente crescente, pois aumentos de 𝜋𝑡 elevam e deslocam a Curva de Phillips, fazendo 𝑢𝑡 retornar a 𝑢𝑢𝑛𝑛 no longo prazo.


C

reduz a inflação ao longo do tempo, pois 𝑢𝑡 < 𝑢𝑛 implica revisões automáticas para baixo de sob expectativas adaptativas


D

estabelece um trade-off permanente entre inflação e desemprego, pois a Curva de Phillips de longo prazo é negativamente inclinada.

Analise as afirmativas a seguir:


I.No longo prazo, a curva de Phillips é vertical.

II.Existe trade-off permanente entre inflação e desemprego.

III.Expectativas racionais reduzem a eficácia de políticas sistemáticas.


É correto o que se afirma em:


A

I e II, apenas.


B

I, II e III.


C

III, apenas.


D

II, apenas.


E

I e III, apenas.

Em contextos de forte rigidez nominal e real de salários (cláusulas de indexação, pisos salariais elevados e poder de barganha sindical), a redução do desemprego pode coexistir, no curto prazo, com desinflação, desde que o choque predominante seja de oferta positiva (por exemplo, ganho de produtividade ou queda de preços de insumos), o que desloca a curva de Phillips para baixo.


C

Certo


E

Errado

Em modelos com curva de Phillips de expectativas racionais e inflação inercial, um choque de demanda expansionista que reduza o desemprego a uma taxa abaixo da taxa natural tende a produzir apenas um ganho transitório de produto, ao custo de aceleração da inflação, a menos que haja aumento persistente do desemprego estrutural.


C

Certo


E

Errado

O debate macroeconômico contemporâneo apresenta críticas e restrições à interpretação da curva de Phillips baseada na hipótese da taxa natural de desemprego. Contudo, de acordo com Mankiw e outros economistas, períodos de recessão prolongada:


A

Reduzem apenas a inflação futura, logo, não alteram a taxa natural de desemprego.


B

Influenciam o desemprego futuro, logo, podem alterar a taxa natural de desemprego, que depende da história.


C

Mantém a taxa natural de desemprego e comprovam que a inflação é um fenômeno puramente monetário, de modo que a curva de Phillips não possui relevância para a análise do mundo real.


D

Não alteram a taxa natural de desemprego, pois não alteram competências dos trabalhadores e o processo de determinação dos salários.


E

Não alteram a taxa natural de desemprego, pois alteram competências dos trabalhadores e o processo de determinação dos salários.

A análise das flutuações econômicas de curto prazo estabelece que os formuladores de políticas podem influenciar variáveis reais e nominais por meio de instrumentos fiscais e monetários. Considerando a transição entre o curto e o longo prazo e as origens da Curva de Phillips, assinale a alternativa que descreve corretamente a dinâmica dessa relação, conforme a teoria macroeconômica.


A

A taxa de inflação, no longo prazo, depende fundamentalmente de características do mercado de trabalho, como o poder de mercado dos sindicatos e a legislação do salário-mínimo, enquanto o desemprego é determinado pelo crescimento da oferta de moeda.


B

A expansão da demanda agregada, no curto prazo, move a economia para cima ao longo da curva de oferta agregada, reduzindo o desemprego à custa de uma inflação mais rápida; contudo, no longo prazo, a inflação e o desemprego são problemas com pouca coisa em comum, pois o desemprego retorna a sua taxa natural.


C

A descoberta original de Phillips demonstrou que a correlação entre desemprego e inflação é positiva, sugerindo que o pensamento relativo a essas variáveis se mantém inalterado, independentemente do horizonte temporal ou da migração da teoria para outros países.


D

A curva de Phillips oferece um “menu” permanente de resultados econômicos, comprovando que anos com baixo desemprego tendem a apresentar baixa inflação, uma vez que a alta demanda agregada retira a pressão sobre os preços em toda a economia.


E

A autoridade econômica pode escolher qualquer ponto da curva de Phillips para garantir que o trade-off se sustente no longo prazo, movendo a economia para baixo ao longo da curva de oferta agregada de curto prazo para expandir a produção e reduzir a inflação.

Com relação à Curva de Phillips, assinale a alternativa correta.


A

No longo prazo, a curva de Phillips é vertical ao nível de desemprego zero.


B

Na versão com expectativas adaptativas, um governo que mantenha o desemprego abaixo da taxa natural obterá redução permanente da inflação.


C

A curva de Phillips original sugere que quanto menor o desemprego, maior a inflação.


D

Na hipótese de expectativas racionais, a Curva de Phillips de longo prazo é inclinada negativamente, pois os agentes subestimam a inflação futura.


E

A Curva de Phillips aceleracionista prevê que queda no desemprego só é sustentável se a taxa de inflação for mantida constante.

A partir da Curva de Phillips com expectativas racionais, é possível afirmar que:


A

a política monetária só terá efeito sobre o produto caso seja não antecipada pelos agentes.


B

o trade-off entre inflação e desemprego existe apenas no curto prazo.


C

a curva de Phillips será negativamente inclinada no curto prazo e vertical no longo prazo.


D

o efeito de uma política não antecipada recairá totalmente sobre os preços.

Se um governo decide implementar políticas de estímulo fiscal e monetário para reduzir o desemprego, e considerando que as expectativas das pessoas são adaptativas, qual dos efeitos a seguir pode ser observado no curto e longo prazo em relação à curva de Phillips?


A

No curto prazo, é possível reduzir o desemprego, mas isso vem acompanhado de uma inflação mais alta. Já a longo prazo, a curva de Phillips fica vertical, e o desemprego acaba voltando ao seu nível natural, independentemente da inflação.


B

A curto prazo, o estímulo fiscal e monetário reduz o desemprego e mantém a inflação estável no longo prazo.


C

Tanto a curto quanto a longo prazo, a curva de Phillips mostra uma relação inversa entre inflação e desemprego, que poderia ser explorada indefinidamente por políticas fiscais e monetárias.


D

A longo prazo, a curva de Phillips indica que o desemprego possa ser mantido abaixo do nível natural com políticas monetárias de expansão contínua, sem incorrer em aumento inflacionário.

Suponha uma economia caracterizada por uma Curva de Phillips tal que π = πe + 0,5(Y – Yn), em que Y é o produto, Yn é o nível natural de produto, π é a taxa de inflação e πe é a taxa de inflação esperada, sendo ambas expressas em percentuais ao ano (isto é, se a inflação é 1% a.a, então π = 1). Os agentes devem formar expectativas de inflação antes de observá-la. Há dois cenários possíveis: inflação alta (i.e., π = 13) e inflação baixa (i.e., π = 3). O público atribui 20% de chance ao cenário de inflação alta e 80% de chance ao cenário de inflação baixa. Supondo Yn = 50, caso o cenário de inflação alta ocorra, o produto será igual a:


A

40.


B

50.


C

60.


D

70.

A Curva de Phillips, com expectativas adaptativas, implica trade-off inflacionário temporário. Sobre isso, é CORRETO afirmar que:


A

A inflação reage aos desvios do desemprego em relação à sua taxa natural.


B

A inflação se reduz permanentemente com desemprego abaixo da taxa natural.


C

A expectativa de inflação futura é neutra na determinação da curva de oferta.


D

A curva de Phillips vertical de curto prazo reflete rigidez no mercado de bens.

Em relação à Curva de Phillips (CP), avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).


( ) Em sua versão original (1958), a CP mostra um trade-off entre a taxa de inflação salarial e a taxa de crescimento do desemprego.

( ) Em sua versão atual, elaborada por Paul Samuelson e Robert Solow, quanto mais horizontal a CP, mais custosa a política de combate à inflação, pois exige uma maior ampliação da taxa de desemprego.

( ) Inflação de demanda provoca deslocamentos da CP para a direita. As afirmativas são, respectivamente,


A

V – V – V.


B

V – F – V.


C

V – V – F.


D

F – F – V.


E

F – F – F.

Sobre inflação e desemprego no curto prazo, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) O economista A. W. Phillips publicou, em 1958, o artigo intitulado “A relação entre o desemprego e a taxa de variação dos salários no Reino Unido, 1861 – 1957”. Seu artigo teve repercussão para além do Reino Unido. O artigo mostrava a existência de uma correlação positiva entre a taxa de desemprego e a taxa de inflação. Phillips mostrou que anos com baixo desemprego tendem a apresentar inflação baixa e anos com desemprego elevado tendem a apresentar inflação elevada.

( ) A curva de Phillips mostra as combinações de inflação e desemprego que surgem no longo prazo à medida que deslocamentos na curva de demanda agregada deslocam a curva de oferta agregada de curto prazo para a direita.

( ) Como as políticas monetárias e fiscal podem deslocar a curva de demanda agregada, elas podem mover a economia ao longo da curva de Phillips. Aumentos na oferta de moeda e nos gastos do governo ou cortes de impostos expandem a demanda agregada e movem a economia para um ponto da curva de Phillips com menor desemprego e maior inflação.

( ) Reduções na oferta de moeda, cortes nas despesas do governo ou aumento nos impostos contraem a demanda agregada e movem a economia para um ponto da curva de Phillips com inflação menor e desemprego maior.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

V – F – F – V.


B

V – V – F – F.


C

V – F – V – F.


D

F – V – F – V.


E

F – F – V – V.

De acordo com a formulação original da Curva de Phillips, resultante do estudo empírico do economista A. W. Phillips, políticas monetárias expansionistas são capazes de reduzir o desemprego, porém às custas de maior inflação.


Tal fato ocorre devido à(ao)


A

desancoragem de expectativas


B

desvalorização cambial


C

redução da oferta agregada


D

aumento do preço dos insumos


E

aumento dos salários nominais

De acordo com a curva de Phillips, que representa uma relação entre inflação e desemprego, em uma situação em que a expectativa de inflação seja zero e não ocorram choques de oferta, caso a taxa de desemprego seja inferior à taxa natural de desemprego, haverá:


A

inflação.


B

deflação.


C

hiperinflação.


D

inflação igual a zero.

A Curva de Phillips:


A

pode ser deduzida com base na cesta de bens de consumo.


B

no longo prazo é vertical.


C

pode ser deduzida com base na demanda agregada.


D

no longo prazo é horizontal.

 
 
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