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Considera-se crucial distinguir entre lutas e artes marciais, pois percebe-se uma grande confusão sobre essa diferença na Educação Física escolar, inclusive entre professores experientes. Há uma grande distinção entre elas: todas as artes marciais envolvem luta, mas nem toda luta é uma arte marcial. Uma diferença fundamental entre lutas escolares e artes marciais é a ausência de técnicas predefinidas nas últimas, permitindo que os praticantes desenvolvam suas próprias técnicas durante o combate. Para alcançar esse objetivo, o aluno deve ser ativo na descoberta de suas próprias técnicas. Portanto, é importante desvincular as lutas escolares das artes marciais, com exceção da capoeira. Além disso, nas lutas transformadas em esportes, o resultado do combate é menos relevante, e a competitividade deve ser menos valorizada em comparação com as experiências corporais. Outra diferença importante é que, nas atividades escolares, os golpes de percussão devem ser controlados para evitar ferimentos em áreas sensíveis, substituindo o punho fechado pela mão aberta e reduzindo a intensidade dos golpes.
Adaptado de PEREIRA, M.C.M.C. As lutas na educação física escolar. 1. ed. São Paulo: Phorte, 2018.
Qual das seguintes afirmações melhor resume a diferença entre lutas e artes marciais, de acordo com o texto?
As lutas na escola enfatizam técnicas preestabelecidas, enquanto as artes marciais incentivam os alunos a desenvolverem suas próprias técnicas.
Nas lutas escolares, a competitividade é mais relevante do que nas artes marciais, onde as vivências corporais são prioritárias.
As artes marciais são baseadas em técnicas de combate ligadas à guerra, enquanto as lutas escolares não possuem essa ligação histórica.
As artes marciais são praticadas de forma individual, enquanto as lutas na escola promovem um ambiente de competição em equipe.
As lutas escolares incentivam o uso de golpes de percussão de alta intensidade, enquanto as artes marciais enfatizam golpes de baixa intensidade e segurança.
“Atualmente coexistem na área da Educação Física várias concepções, todas elas tendo em comum a tentativa de romper com o modelo tecnicista, fruto de uma etapa recente da Educação Física” (MEC, 1998).
Sobre as tendências pedagógicas da Educação Física escolar, é correto afirmar:
A abordagem construtivista teve o mérito de levantar a questão da importância de se considerar o conhecimento que a criança já possui na Educação Física escolar.
A abordagem higienista é dirigida especificamente para a faixa etária até 14 anos e busca nos processos de aprendizagem e desenvolvimento uma fundamentação para a Educação Física escolar.
A abordagem desenvolvimentista representou o abandono do que era específico da Educação Física, como se o conhecimento do esporte, da dança, da ginástica e dos jogos fosse, em si, inadequado para os alunos.
Quanto à seleção de conteúdos para as aulas de Educação Física, as abordagens críticas desconsideram a sua relevância social, contemporaneidade e adequação às características sociocognitivas dos alunos.
A introdução das abordagens críticas no espaço do debate da Educação Física proporcionou uma redução da visão da área, tanto no que diz respeito à natureza de seus conteúdos quanto no que refere aos seus pressupostos pedagógicos de ensino e aprendizagem.
No exercício de sua autonomia, são asseguradas às universidades, sem prejuízo de outras, as seguintes atribuições, exceto:
criar, organizar e extinguir, em sua sede, cursos e programas de educação superior previstos em Lei alheia à LDB, não necessariamente, obedecendo às normas gerais da União e, quando for o caso, do respectivo sistema de ensino.
fixar os currículos dos seus cursos e programas, observadas as diretrizes gerais pertinentes.
estabelecer planos, programas e projetos de pesquisa científica, produção artística e atividades de extensão.
fixar o número de vagas de acordo com a capacidade institucional e as exigências do seu meio.
Em uma escola de ensino médio, durante o planejamento de um projeto interdisciplinar que visa integrar a Educação Física com outras áreas do conhecimento, um professor se depara com o desafio de alinhar as atividades propostas às exigências da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN´s) e aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN´s). O projeto tem como foco a análise crítica da influência da mídia na percepção corporal e no desenvolvimento de práticas físicas saudáveis entre os jovens. O professor planeja utilizar uma variedade de práticas corporais como ferramenta pedagógica para fomentar o debate crítico. Com base nos documentos legais e pedagógicos mencionados, a estratégia mais adequada para atingir os objetivos educacionais propostos seria:
priorizar a análise de conteúdos midiáticos que promovam estereótipos corporais, utilizando exclusivamente aulas teóricas para discutir os impactos desses estereótipos na autoimagem dos jovens, sem incorporar a prática de atividades físicas.
desenvolver um programa de atividades físicas baseadas em tendências populares na mídia, sem proporcionar um espaço para reflexão crítica ou discussão sobre as consequências dessas tendências na saúde e no bem-estar dos alunos.
integrar aulas práticas de diferentes manifestações da cultura corporal, como dança, esportes, jogos e ginástica, com análises críticas sobre como a mídia influencia a percepção e a prática dessas atividades, promovendo uma compreensão multidimensional do tema.
focar exclusivamente em práticas esportivas competitivas, com o objetivo de melhorar o desempenho atlético dos alunos, utilizando exemplos de atletas profissionais destacados pela mídia como modelos a serem seguidos, sem questionar os padrões de saúde e beleza.
"Um ambiente escolar seguro e acolhedor é essencial para o bom desenvolvimento dos alunos. Sendo assim, um dos papéis das secretarias, da escola e da equipe docente é promover um ambiente de cuidado e reparação, no qual os estudantes se sintam amparados, ouvidos e respeitados."
[Disponível em: https://fazeducacao.com.br/ ambiente-escolar-mais-saudavel/ Acesso: 19/08/2024].
Analise as ações a seguir para estabelecer um ambiente de aprendizagem positivo e assinale a INCORRETA:
Reforçar comportamentos e atitudes positivas auxiliam no fortalecimento da motivação intrínseca e criam um ambiente escolar mais produtivo, engajado e acolhedor.
Desenvolver um código de conduta em conjunto com os alunos promovendo uma compreensão clara e consensual dos comportamentos positivos e negativos e suas consequências.
Fortalecer a relação família e escola contribuindo para proporcionar um sentimento de pertencimento, cuidado, atenção, responsabilidade mútua e acolhimento.
Reduzir o protagonismo do aluno através de atividades que valorizem o aluno como receptor do conhecimento, estimulando assim a criticidade e participação ativa.