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A administração segura de medicamentos exige cuidado em todas as vias utilizadas. Sobre a administração intramuscular (IM), é INCORRETO afirmar que:
É dispensável a higienização do local antes da aplicação.
A aspiração antes da aplicação deve ser realizada para evitar a injeção intravascular.
A escolha do local de aplicação depende da idade e condições do paciente.
O ângulo recomendado para a inserção da agulha na técnica IM é de 90°.
A via parenteral refere-se à administração de medicamentos fora do trato gastrointestinal, geralmente por meio de injeções que os conduzem ao sistema circulatório. Considerando os princípios do cuidado centrado no paciente e a segurança na administração de medicamentos por via parenteral, qual das seguintes ações NÃO é considerada adequada?
Utilizar agulha com o menor comprimento e o menor calibre possível para reduzir o desconforto, mantendo a eficácia da administração.
Flexionar o joelho do paciente durante a aplicação no vasto lateral da coxa para relaxar a musculatura.
Manter a seringa estável após a inserção da agulha, evitando movimentos que possam lesionar tecidos.
A agulha deve ser inserida lentamente no tecido, e a injeção do medicamento deve ser feita de forma rápida para reduzir o desconforto do paciente.
Aplicar pressão suave no local após a retirada da agulha, sem massagear a área.
Durante a administração de um antibiótico intravenoso em um paciente politraumatizado com veia periférica de difícil acesso, o enfermeiro precisa adotar cuidados específicos para garantir a segurança e a eficácia do tratamento.
Qual das condutas está correta e deve ser priorizada nesse contexto?
Preparar o antibiótico diretamente na seringa com solução glicosada a 50% para facilitar a absorção e evitar flebite.
Realizar aspiração do medicamento sem uso de técnica asséptica, pois o risco de contaminação é mínimo em ambiente pré-hospitalar.
Iniciar a infusão imediatamente após reconstituir o pó com qualquer diluente disponível na unidade, para evitar perda de tempo.
Utilizar a via intramuscular como via preferencial em todos os casos de dificuldade de acesso venoso periférico.
Verificar a compatibilidade do diluente e realizar a reconstituição do antibiótico com técnica asséptica, observando o tempo de estabilidade e os protocolos da instituição.
Durante a assistência ao recém-nascido e à criança hospitalizados, o Técnico de Enfermagem deve seguir protocolos rigorosos para garantir a segurança, o conforto e a evolução clínica do paciente. Com base nas boas práticas assistenciais, assinale a alternativa CORRETA:
A administração de medicamentos em neonatos deve sempre ser feita pela via oral, pois é a mais fisiológica e evita o risco de complicações gastrointestinais.
Para prevenir a síndrome da morte súbita infantil, é recomendável posicionar o recém-nascido em decúbito ventral, pois essa posição reduz o risco de aspiração em casos de regurgitação.
Em lactentes com sinais de desidratação grave, a hidratação oral deve ser incentivada antes da prescrição médica, utilizando soluções caseiras de reidratação, como água com açúcar e sal, para evitar agravamento do quadro clínico.
Durante o cuidado com o coto umbilical, o Técnico de Enfermagem deve evitar cobrir a região com fraldas ou tecidos, manter o local seco e limpo, e orientar os pais a não utilizarem álcool 70% ou outras substâncias que interfiram no processo de cicatrização.
Em casos de obstrução respiratória em lactentes, a manobra recomendada para desobstrução das vias aéreas envolve posicionar o bebê em decúbito ventral sobre o antebraço, com leve inclinação da cabeça para baixo, e realizar tapotagens interescapulares seguidas de compressões torácicas se necessário.
Para o uso seguro de medicamentos por via parenteral é necessário considerar a velocidade da infusão. A infusão rápida de vancomicina está associada a uma reação adversa conhecida como
epiderme eritemática.
epidermite vesicular.
farmacovigilância.
dermatite vancomicinal.
síndrome do homem vermelho.
Diante de um expressivo aumento de notificações internas relacionadas a falhas na administração medicamentosa em uma unidade de cuidados clínicos de média complexidade, incluindo erros de dose, desrespeito à janela terapêutica e intercorrências decorrentes de incompatibilidades farmacológicas, a comissão de segurança institucional, em conjunto com o núcleo de educação permanente em saúde, propôs a revisão crítica dos processos de trabalho da equipe de enfermagem. Tal iniciativa baseia-se nos pressupostos do cuidado centrado no paciente, nas diretrizes preconizadas pela RDC nº 36/2013 da ANVISA, na Resolução COFEN nº 564/2017, e nos referenciais bioéticos da beneficência, não maleficência e justiça. Considerando uma abordagem sistêmica, centrada na cultura de segurança, e reconhecendo a complexidade dos elementos que envolvem o circuito da medicação, qual das medidas a seguir representa uma conduta eticamente robusta, normativamente respaldada e com efetividade comprovada para mitigação do risco e promoção da qualidade assistencial?
Implementar a responsabilização matricial por unidade assistencial, na qual o enfermeiro assume a coautoria do plano farmacoterapêutico, com validação autônoma das prescrições médicas, em consonância com os princípios da responsabilização ampliada e da governança clínica.
Substituir a sistemática da dupla checagem por um modelo informatizado com validação biométrica do profissional, uma vez que a tecnologia elimina falhas humanas e transfere a confiabilidade do processo à rastreabilidade digital.
Reestruturar o processo de administração de medicamentos por meio da adoção de protocolos clínicos baseados em evidências, alinhados ao Programa Nacional de Segurança do Paciente, com reforço à dupla verificação e à identificação inequívoca do paciente.
Priorizar a racionalização do tempo de preparo e administração de fármacos mediante flexibilização dos horários de medicação, com base na autonomia clínica e na individualização das rotinas assistenciais.
Delegar o preparo e administração medicamentosa exclusivamente a técnicos de enfermagem com certificação em farmacologia clínica, estabelecendo uma cadeia de responsabilidade verticalizada, conforme previsto na Lei do Exercício Profissional (Lei nº 7.498/1986).
A administração correta de medicamentos e a realização de curativos seguem protocolos específicos para garantir a segurança do paciente e a eficácia do tratamento. Dado o contexto, analise as afirmativas a seguir.
I.A administração de medicamentos por via intravenosa pode ser realizada sem a necessidade de controle de gotejamento, pois a absorção ocorre diretamente na corrente sanguínea.
II.A aplicação de injeções intramusculares deve considerar o volume máximo permitido para cada região do corpo a fim de evitar complicações locais.
III.O uso de pomadas antibióticas em curativos deve ser feito de forma indiscriminada, pois previne qualquer tipo de infecção, independentemente da lesão.
Está correto o que se afirma em:
III, apenas.
II, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III.
A administração segura de medicamentos é uma das responsabilidades essenciais do técnico de enfermagem e deve seguir princípios éticos, legais e protocolos de segurança do paciente. Diante de uma prescrição, o técnico deve sempre:
Administrar o medicamento mesmo que haja dúvidas, para evitar atrasos no tratamento do paciente.
Recusar-se a administrar qualquer medicamento que ultrapasse sua competência legal ou que apresente dúvidas quanto à segurança do paciente.
Registrar apenas os medicamentos controlados, já que exigem maior vigilância da equipe.
Administrar o medicamento mesmo que a identificação do paciente esteja incompleta ou abreviada confiando em quem prescreveu.
Administrar a medicação seguindo a prescrição médica em casos de dúvidas, pois a responsabilidade pelo resultado é exclusivamente do médico.
Analise as afirmativas abaixo. Marque V (verdadeiro) e F (falso) e, posteriormente, a alternativa correspondente.
[ ] A administração de medicamentos requer treinamento contínuo e atualização permanente por parte de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.
[ ] A administração de medicamentos depende apenas do conhecimento advindo de duas áreas específicas do saber: anatomia e farmacologia.
[ ] Um dos cuidados a ser observado pelo profissional responsável pela administração da medicação é destacar o horário em que o paciente (cliente) recusar ou, por qualquer motivo, o medicamento não for administrado.
[ ] Um exemplo de via de administração de medicamentos é a via parenteral (refere-se às vias orais).
V, V, V, V
V, V, V, F
V, F, V, F
V, F, F, V
F, V, V, V
O protocolo de segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos determina que as prescrições devem ser legíveis, completas e uniformizadas. Nesse sentido, é vigorosamente desencorajado, por representar alto risco de erro, o uso de:
Letra de forma.
Nome genérico.
Unidades do Sistema Internacional.
Codificação por cores no prontuário.
Siglas e abreviações não padronizadas.
Durante a administração de medicamentos em um paciente hospitalizado, o Técnico de Enfermagem deve seguir protocolos rígidos para evitar erros. Assinale a alternativa CORRETA que representa uma conduta correta.
Misturar medicamentos na mesma seringa sem verificar a compatibilidade.
Preparar o medicamento no leito do paciente sem consultar a prescrição médica.
Confirmar o nome completo do paciente e checar a prescrição médica antes da administração.
Administrar o medicamento apenas com base no pedido verbal do enfermeiro.
Descartar seringas e agulhas usadas no lixo comum, desde que protegidas.
Durante o plantão, o técnico de enfermagem recebeu uma prescrição médica com medicação cujo nome estava parcialmente ilegível e sem informações completas acerca da dosagem. Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar que ele deve
administrar a medicação mesmo com dúvida, para não atrasar o tratamento, checando verbalmente com o médico.
checar com outro técnico se ele já viu a medicação e seguir o que o colega disser.
recusar‑se a administrar e anotar “não quis aplicar” no prontuário do paciente.
realizar a administração com base em experiências anteriores, mesmo sem confirmação da prescrição, para que o paciente não fique sem a medicação.
não administrar a medicação até que a dúvida seja esclarecida com o enfermeiro ou prescritor, registrando adequadamente a intercorrência.
Em um hospital público de alta complexidade, o Núcleo de Segurança do Paciente identificou aumento de incidentes relacionados à administração de medicamentos e quedas em unidade de clínica médica. Em um mesmo plantão, o técnico de enfermagem vivencia três situações críticas:
Situação 1: Prescrição de medicamento de alto risco para paciente idoso com nome semelhante ao de outro paciente do mesmo quarto.
Situação 2: Solicitação informal para "adiantar" a medicação de todos os pacientes de um corredor, sem conferência individualizada, para "ganhar tempo".
Situação 3: Paciente confuso, em risco de queda, sem campainha ao alcance e com grades laterais abaixadas.
À luz da Portaria MS nº 529/2013, da RDC nº 36/2013 da ANVISA, das metas de segurança do paciente e das atribuições do técnico de enfermagem no serviço público, qual conduta é adequada?
Confirmar a identificação de cada paciente com, no mínimo, dois identificadores antes de administrar qualquer medicamento, especialmente os de alto risco; recusar a prática de administração em bloco sem conferência individual, explicando o risco e registrando corretamente cada administração; implementar imediatamente medidas de prevenção de quedas (elevar grades quando indicado, manter campainha acessível, orientar o paciente e comunicar ao enfermeiro) e notificar incidentes e quase-erros pelos canais institucionais de segurança do paciente.
Aceitar a orientação de adiantar a medicação de todos os pacientes do corredor utilizando apenas o reconhecimento visual, administrar os medicamentos de alto risco sem dupla checagem e considerar desnecessário notificar quase-erros, entendendo que, se "nada aconteceu de fato", não há motivo para registro.
Priorizar a agilidade do plantão em detrimento dos protocolos de segurança, aplicando medicamentos e realizando cuidados sem checagem formal, mas assinando todos os registros como se os protocolos tivessem sido seguidos, para evitar problemas com auditorias ou chefias.
Responsabilizar exclusivamente o enfermeiro por todas as medidas de segurança do paciente, limitando-se a executar ordens sem questionar, ainda que identifique risco iminente de queda ou de erro de medicação, pois a análise crítica não é considerada parte do papel do técnico de enfermagem.
A etapa de administração de medicamentos realizada pela equipe de enfermagem é a última barreira para evitar erro de medicação derivado dos processos de prescrição e dispensação. Com isso, o profissional que administra os medicamentos deve tomar medidas de verificação para a administração segura, as quais são chamadas de “certos” na administração de medicamentos. Analise cada uma das afirmativas a seguir, marque V (verdadeiro) para os itens que fazem parte dos “certos” da administração de medicamentos e F (falso) para os que não fazem parte. Posteriormente, assinale a alternativa correta.
( ) Paciente certo
( ) Medicamento certo
( ) Via certa
( ) Hora certa
( ) Dose certa
F, F, F, F, V
F, F, F, V, V
F, F, V, V, V
F, V, V, V, V
V, V, V, V, V
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu metas internacionais de segurança do paciente que devem ser incorporadas às rotinas de enfermagem nos serviços de saúde. Não está incluso no rol dessas metas a ação de
melhorar a segurança dos medicamentos de uso contínuo.
reduzir o risco de infecções associadas aos cuidados de saúde.
melhorar a eficácia da comunicação.
reduzir o risco de lesão ao paciente, decorrente de quedas.
identificar o paciente corretamente.
Em um hospital público estadual, o técnico de enfermagem está escalado na clínica médica para assistência a pacientes adultos em uso de acesso venoso periférico, sondas e terapia medicamentosa contínua. Diante da necessidade de administrar um antibiótico intravenoso em paciente idoso, com acesso venoso pérvio, prescrição médica legível e checada pelo enfermeiro, qual conduta está de acordo com a prática segura e com as atribuições legais do técnico de enfermagem?
Reutilizar equipo de infusão de outro paciente para agilizar o atendimento, desde que faça apenas lavagem com solução salina, entendendo que isso reduz custos ao serviço público.
Aceitar administrar o medicamento apenas com base na informação verbal do familiar, sem conferência da pulseira de identificação, justificando pela alta demanda do setor e pelo fato de "conhecer o paciente".
Conferir identificação do paciente, horário, medicamento, dose, via e validade; realizar assepsia do acesso venoso, preparar e administrar o antibiótico conforme prescrição e protocolo institucional, observar sinais de reação adversa durante e após a infusão, comunicar imediatamente qualquer intercorrência ao enfermeiro e registrar todas as ações no prontuário.
Ajustar a dose prescrita do antibiótico por conta própria ao perceber que considera a dosagem "alta para a idade", registrando como se fosse orientação do enfermeiro para evitar questionamentos posteriores.
A Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente lançou recentemente um guia prático de estratégias para administração segura de medicamentos, que aborda os erros associados ao uso terapêutico de fármacos. Uma das estratégias que pode ser utilizada neste processo de prevenção de erros é o emprego pelo profissional dos nove certos durante o preparo e a administração dos medicamentos. Considerando-se os nove certos citados anteriormente, analisar os itens.
I. A verificação dos nove certos compreende: o paciente certo, o medicamento certo, a via certa, entre outros.
II. A conferência da dose deve ser cautelosamente verificada, tanto conferindo a prescrição em si, como também o dispositivo utilizado para o preparo do fármaco (seringa, embalagem e invólucro do medicamento).
III. O tempo, ou seja, o horário e os intervalos entre uma dose e outra não precisam necessariamente ser respeitados para os níveis séricos terapêuticos serem alcançados eficientemente e o tratamento apresentar resultado efetivo.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas no item I.
Apenas no item II.
Apenas nos itens I e II.
Apenas nos itens II e III.
A administração segura de medicamentos de alta vigilância requer dupla checagem independente e barreiras sistêmicas contra erros. Considerando a via intravenosa contínua de eletrólitos concentrados, qual medida descreve a barreira mais crítica?
Substituição periódica de equipo por tempo fixo, sem integração com protocolos de concentração.
Preparação à beira do leito pelo profissional executor, com rotulagem manuscrita e conferência do colega.
Armazenamento em gaveta comum com acesso amplo e registro de saída por planilha impressa diária.
Titulação livre pelo enfermeiro segundo parâmetros clínicos, sem limites predefinidos de alarme.
Diluição padronizada em farmácia clínica com rotulagem diferenciada e bombas de infusão com biblioteca de drogas.
Durante a rotina da Unidade Básica de Saúde, a enfermeira identifica erros recorrentes na administração de medicamentos pela equipe, como ausência de checagem dos "direitos da administração", anotações incompletas e falta de conferência prévia da prescrição. Em um episódio recente, um paciente recebeu dose duplicada de antibiótico por falha no registro e na conferência. Considerando as boas práticas e princípios de segurança na administração de medicamentos, qual deve ser a conduta prioritária da enfermeira?
Recomendar que técnicos de enfermagem preparem e administrem medicamentos simultaneamente para otimizar o tempo.
Orientar que registros podem ser feitos ao final do turno, para não atrasar as demais atividades.
Permitir que a equipe administre medicamentos sem prescrição registrada, desde que o paciente já utilize o tratamento anteriormente.
Reforçar os "direitos da administração de medicamentos", garantindo conferência rigorosa da prescrição e registros completos de cada administração.
O enfermeiro, no âmbito da prática assistencial, é responsável pela administração segura de medicamentos, incluindo avaliação de interações, vias de administração e efeitos adversos. Sobre a atuação do enfermeiro em farmacologia, assinale a alternativa correta:
A responsabilidade do enfermeiro na administração de medicamentos limita-se ao ato técnico de aplicar a prescrição médica.
O enfermeiro deve avaliar a prescrição, identificar possíveis interações medicamentosas e recusar a administração caso identifique riscos para o paciente, comunicando a equipe multiprofissional.
O enfermeiro pode prescrever qualquer medicamento, desde que haja autorização verbal do médico responsável.
A farmacovigilância é uma atividade exclusiva do farmacêutico, não cabendo ao enfermeiro notificar reações adversas a medicamentos.