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Conhecido popularmente como “preventivo” ou “Papanicolau”, o exame citopatológico do colo do útero é um importante método de rastreamento que possibilita a detecção precoce do câncer do colo do útero. Considerando esse exame e seus fatores de risco, qual a faixa etária recomendada pelo Ministério da Saúde para realização do exame citopatológico?
18 a 64 anos.
25 a 64 anos.
29 a 59 anos.
30 a 80 anos.
De acordo com as diretrizes vigentes do Ministério da Saúde que aprovaram o uso de testes moleculares (DNA-HPV) como rastreamento primário para o Câncer de Colo do Útero, assinale a alternativa correta em relação à conduta em mulheres de risco padrão.
O rastreamento primário deve ser recomendado para a população de 30 a 70 anos e realizado a cada 3 anos. A citologia oncótica deve ser considerada método primário de rastreamento e o teste de DNA-HPV oncogênico como triagem.
O teste de DNA-HPV oncogênico é recomendado como método de rastreamento primário para a população de 25 a 64 anos, com periodicidade de 5 anos, devido à sua superioridade na redução de incidência e mortalidade quando comparado à citologia.
A interrupção do rastreamento primário é indicada para mulheres a partir dos 64 anos, desde que tenham tido, no mínimo, dois testes de DNA-HPV negativos consecutivos nos últimos 10 anos.
O HPV-DNA Teste é classificado como método de rastreamento secundário, devendo ser realizado após a detecção de atipias na citologia em mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos.
A recomendação é que ocorra a realização simultânea da citologia oncótica e do teste de DNA-HPV oncogênico (coteste). Isso justifica o aumento da sensibilidade do rastreamento primário e a redução de morbimortalidade por esse tipo de câncer.
Durante a execução técnica da coleta do citopatológico, a obtenção de material representativo da região do colo do útero é vital para evitar resultados falso-negativos. O enfermeiro deve utilizar os instrumentos corretos e seguir a técnica adequada para amostrar tanto a ectocérvice quanto a endocérvice. Sobre o procedimento técnico e os materiais utilizados na coleta, assinale a alternativa correta.
A espátula de Ayre é indicada exclusivamente para a coleta do material endocervical, enquanto a escova endocervical é utilizada na ectocérvice.
A coleta do material deve ser feita exclusivamente no fundo de saco vaginal, uma vez que é nessa região que se acumulam as células com maiores alterações displásicas.
O uso da escova endocervical é recomendado rotineiramente para gestantes, independentemente da idade gestacional, devido à sua eficácia superior.
Recomenda-se realizar uma coleta dupla em lâmina única para evitar o desperdício de material citológico, utilizando a espátula para ambas as regiões.
Na ectocérvice, utiliza-se a espátula de Ayre, realizando movimentos de rotação em 360° para promover a escamação celular, o que garante a representatividade da amostra.
A istmocele é um defeito na parede anterior do miométrio, na sua porção mais baixa. Assinale a alternativa que aponta o órgão afetado pela “istmocele”:
Próstata.
Útero.
Coração.
Medula.
Cérebro.
A Atenção Integral à Saúde das Mulheres, orientada pela Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher - PNAISM, prevê o rastreamento e a prevenção do câncer de colo de útero, definição da população alvo, da frequência e de onde realizar.
Assinale a alternativa correta com as definições corretas.
População alvo: Todas as mulheres, inclusive trans, entre 25 e 64 anos que já iniciaram sua vida sexual. Frequência: Bianual. Após dois resultados negativos consecutivos, a cada três anos. Onde realizar: Na Unidade Básica de Saúde com médico(a) ou enfermeiro(a) ou profissional médico ginecologista e obstetra dos serviços de saúde especializados.
População alvo: Todas as mulheres entre 35 e 60 anos que já iniciaram sua vida sexual. Frequência: Anual. Após três resultados negativos consecutivos, a cada três anos. Onde realizar: Com profissional médico ginecologista e obstetra dos serviços de saúde especializados.
População alvo: Todas as mulheres entre 15 e 64 anos que já iniciaram sua vida sexual. Frequência: Semestral. Após dois resultados negativos consecutivos, a cada dois anos. Onde realizar: Na Unidade Básica de Saúde com médico(a) ou enfermeiro(a).
População alvo: Todas as mulheres entre 25 e 64 anos que já iniciaram sua vida sexual. Frequência: Anual. Após dois resultados negativos consecutivos, a cada três anos. Onde realizar: Na Unidade Básica de Saúde com médico(a) ou enfermeiro(a) ou profissional médico ginecologista e obstetra dos serviços de saúde especializados.
População alvo: Todas as mulheres entre 20 e 60 anos que já iniciaram sua vida sexual. Frequência: Anual. Após três resultados negativos consecutivos, a cada quatro anos. Onde realizar: Com profissional médico ginecologista e obstetra dos serviços de saúde especializados.
De acordo com o Ministério da Saúde Brasileiro, a recomendação para o rastreamento do câncer do colo do útero na Atenção Primária tem como normativa:
Iniciar o rastreamento com exame citopatológico anual em mulheres a partir dos 18 anos, independentemente do início da vida sexual.
Realizar o exame de Papanicolau anualmente em todas as mulheres com mais de 25 até os 64 anos que já tiveram atividade sexual.
Iniciar o rastreamento em mulheres de 25 até 64 anos que já tiveram atividade sexual, com intervalo trienal após dois exames anuais normais consecutivos.
Iniciar o rastreamento com exame citopatológico anual em mulheres a partir dos 21 anos, com sintomas ginecológicos ou lesões visíveis ao exame especular.
Indicar o exame anual para mulheres com histórico familiar de câncer de colo de útero a partir dos 21 anos de idade.
A prevenção, detecção precoce e manejo da neoplasia do colo do útero constituem ações estratégicas na saúde da mulher, integrando políticas nacionais baseadas em evidências epidemiológicas e diretrizes clínicas. O rastreamento adequado, a compreensão da história natural da infecção pelo HPV e o seguimento das lesões precursoras são fundamentais para reduzir morbimortalidade. Considerando as recomendações do Ministério da Saúde e de organismos internacionais sobre neoplasia de colo uterino, analise as afirmativas a seguir e identifique a correta.
O teste citopatológico deve ser realizado em mulheres de 25 a 64 anos, com repetição após 3 anos quando dois exames anuais consecutivos apresentarem resultados normais.
O tratamento imediato de qualquer lesão de baixo grau é recomendado para evitar progressão rápida para carcinoma invasivo, uma vez que lesões LSIL raramente regridem espontaneamente.
A infecção pelo HPV é considerada condição necessária e suficiente para o desenvolvimento imediato de carcinoma invasivo, motivo pelo qual toda infecção detectada deve ser tratada como lesão precursora.
O rastreamento do câncer do colo do útero deve ser iniciado logo após o início da vida sexual, independentemente da idade, pois as lesões de alto grau são altamente prevalentes na adolescência.
O exame citopatológico do colo do útero, também conhecido como Papanicolau, é um procedimento essencial na prevenção do câncer cervical. Qual das seguintes orientações é correta sobre o exame citopatológico do colo do útero?
A coleta da amostra deve ser realizada durante o período menstrual para garantir a melhor qualidade.
Após a coleta, não é necessário informar a paciente sobre a possibilidade de discreto sangramento.
A amostra deve ser coletada preferencialmente cinco dias após o término da menstruação.
O uso de ácido acético a 2% nunca deve ser adicionado à solução fixadora, mesmo se a paciente estiver menstruada.
Um técnico de enfermagem que atua na Estratégia Saúde da Família (ESF) é responsável por organizar a sala de procedimentos e orientar as usuárias que buscam a coleta do exame citopatológico. O conhecimento das diretrizes ministeriais é essencial para garantir a qualidade do rastreamento e a correta orientação ao público-alvo. Acerca das diretrizes para o rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:
(__)O rastreamento deve ser iniciado anualmente a partir dos 18 anos de idade para todas as mulheres que já iniciaram atividade sexual, visando à detecção precoce de lesões precursoras.
(__)A coleta do exame citopatológico é contraindicada durante o período gestacional, devendo ser adiada para o puerpério, preferencialmente 60 dias após o parto, para evitar riscos ao feto e alterações celulares fisiológicas da gravidez.
(__)Mulheres na pós-menopausa, mesmo que nunca tenham tido resultado de exame alterado, estão dispensadas da coleta, uma vez que o risco de infecção pelo HPV e de desenvolvimento de novas lesões é considerado insignificante após a cessação da função ovariana.
(__)Após dois exames anuais consecutivos com resultados negativos para malignidade ou lesões precursoras, o intervalo entre as coletas do exame citopatológico pode ser estendido para três anos.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, F, V, V.
V, V, V, V.
F, F, F, F.
V, F, F, F.
F, F, F, V.
Em relação às medidas de prevenção e rastreamento dos principais cânceres ginecológicos, assinale a alternativa CORRETA:
O exame citopatológico (Papanicolau) deve ser iniciado em todas as mulheres aos 18 anos de idade, independente de iniciarem ou não atividade sexual.
A vacinação contra o HPV é considerada medida de prevenção primária para o câncer de colo de útero e deve ser realizada preferencialmente antes do início da vida sexual.
A mamografia de rastreamento é indicada anualmente para todas as mulheres a partir dos 30 anos de idade.
O exame clínico das mamas substitui a necessidade de mamografia no rastreamento do câncer de mama em mulheres entre 50 e 69 anos.
Conhecido como “preventivo” ou “Papanicolau”, o exame citopatológico do colo do útero permite a detecção precoce do câncer de colo do útero. O principal fator de risco é a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), vírus que atinge pele e mucosas e que pode ser detectado através do exame. Com que frequência o exame preventivo deve ser realizado, de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde?
Semestral. Após dois resultados negativos consecutivos, a cada três anos.
Anual. Após dois resultados negativos consecutivos, a cada três anos.
Anual. Após um resultado negativo consecutivo, a cada três anos.
Anual. Após dois resultados negativos consecutivos, a cada dois anos.
O exame ginecológico fornece informações sobre os órgãos genitais internos e externos. Além disso, auxilia na avaliação de alguns dos sinais presumíveis e prováveis de gestação e possibilita a determinação da adequação da pelve. Durante o exame ginecológico, o profissional de enfermagem deve permanecer na sala de exame para auxiliar o médico com a coleta, fixação e rotulagem das amostras coletadas. Examina-se a genitália interna com o auxílio de um espéculo. O colo do útero deve estar liso, longo, espesso e fechado. Devido ao aumento da congestão pélvica, o colo do útero estará amolecido (sinal de Goodell), o istmo uterino também estará amolecido (sinal de Hegar) e é CORRETO afirmar que o colo do útero e a mucosa vaginal terão uma coloração:
Esverdeada.
Vermelhada.
Amarelada.
Azulada.
A prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento de pacientes com doenças ginecológicas, desempenhando pela atuação do enfermeiro possui papel fundamental na orientação, rastreamento e encaminhamento adequado.
Sobre câncer de colo do útero e câncer de mama, assinale a alternativa CORRETA:
O rastreamento do câncer de colo do útero, utilizando o exame de Papanicolau, é recomendado apenas para mulheres com sintomas evidentes, como sangramento vaginal anormal ou dor pélvica, devido ao custo-benefício.
O autoexame das mamas, quando realizado mensalmente pela paciente, possui acurácia diagnóstica suficiente para substituir a mamografia de rastreamento em mulheres acima de 50 anos de idade.
A prevenção do câncer de colo do útero inclui a prevenção primária (vacinação contra o HPV), a prevenção secundária (rastreamento regular com exame citopatológico - Papanicolau) e a promoção de hábitos de vida saudáveis.
No contexto da saúde pública brasileira, a educação e orientação sobre sinais e sintomas de câncer ginecológico são atividades exclusivas do profissional médico, não fazendo parte das atribuições do enfermeiro na atenção primária.
Analise as afirmativas abaixo sobre as atribuições do enfermeiro durante rastreamento de câncer de colo de útero e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Prescrever tratamento para outras doenças detectadas, conforme protocolo de Infecções Sexualmente Transmissíveis ou normas técnicas estabelecidas em protocolos.
( ) Realizar a coleta do exame citopatológico do colo pelo método de Papanicolau.
( ) Solicitar exames de acordo com os protocolos e diretrizes do Ministério da Saúde/Inca.
( ) Realizar cuidado paliativo, na Unidade Básica de Saúde ou no domicílio, de acordo com as necessidades da usuária.
( ) Monitorar as coberturas de vacinação contra o HPV na faixa etária preconizada pelo Ministério da Saúde.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
F - F - F - V - V
V - V - V - F - F
F - V - V - V - V
V - V - V - V - V
No Brasil, o câncer de colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre mulheres. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer de 2022, estima-se que, para 2025, haverá uma incidência de 17010 casos novos, sendo 15,38 casos a cada 100 mil mulheres.
Para o rastreamento do câncer de colo do útero, o Ministério da Saúde recomenda, entre outras ações,
indicar o exame às mulheres que tiverem os 40 anos completos.
sugerir o exame para mulheres com sintomas da doença.
realizar o exame Papanicolau em mulheres entre 25 e 64 anos, a cada três anos.
solicitar o exame de Papanicolau anualmente para todas as mulheres.
suspender o rastreamento após os 50 anos, independentemente do histórico anterior.
A infecção pelo papilomavírus humano (HPV) pode afetar até 40% das mulheres em algum momento de suas vidas e tem importância devido à sua associação com o desenvolvimento de neoplasia do trato genital. Ela é reconhecida como a doença sexualmente transmissível mais comum atualmente (Brasil, 2022).
A partir deste contexto, analise as assertivas a seguir.
I- O HPV é transmitido mediante o contato direto pele-pele, pele-mucosa, mucosa-mucosa. A principal via de contaminação do HPV é por meio do contato sexual. Durante a gestação não há como ocorrer a transmissão do vírus, a transmissão da mãe para o recém-nascido só ocorre quando há partos vaginais.
II- A prevalência de câncer de colo uterino ou lesões precursoras por HPV é igual em gestantes e não gestantes. O risco de progressão de lesões precursoras para carcinoma invasor no período gestacional é baixo, sendo aceitável a conduta conservadora, evitando procedimentos que tragam risco para a gestação.
III- O momento ideal para rastreamento do câncer de colo uterino e suas lesões precursoras é fora do ciclo gravídico-puerperal. Entretanto, o pré-natal representa oportunidade de coleta dos exames, devido à procura por serviços de saúde nesse período.
IV- Muitas lesões percussoras para o câncer invasor somem no período gestacional e é raro o aparecimento do condiloma acuminado. Por isso, o período gestacional dificulta o diagnóstico.
V- A transmissão pós-natal do HPV para os recém-nascidos acontece por meio do contato da mãe ou familiares ao prestar cuidados à criança. As manifestações clínicas no recém-nascido são extremamente raras. Quando ocorre doença clínica, a manifestação mais comum é na forma de papilomatose nasofaríngea.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I, III e IV.
I, II e IV.
II, IV e V.
II, III e V.
I, II, IV e V.
Ao participar do planejamento de uma ação educativa para prevenir câncer de colo do útero em uma unidade básica de saúde, um técnico de enfermagem traz algumas orientações, assinale a alternativa correta que reflete as diretrizes do Ministério da Saúde para rastreamento.
Realização do exame citopatológico anualmente para todas as mulheres a partir dos 18 anos de idade.
Recomendação de não realizar o exame citopatológico após os 60 anos, independentemente do histórico de exames.
Solicitação do exame citopatológico semestral para todas as mulheres entre 20 e 65 anos para aumentar detecção precoce.
Início do rastreamento aos 25 anos para mulheres com vida sexual ativa, com intervalo trienal após 2 exames anuais normais.
Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo de Útero, assinale a alternativa CORRETA:
Para o exame citopatológico o público alvo é mulheres de 25 a 59 anos.
A vacinação contra o HPV constitui-se como prevenção secundária contra o câncer de colo de útero, enquanto a detecção precoce através do rastreamento pelo exame citopatológico constitui-se como prevenção primária.
A periodicidade do exame citopatológico é anual e, após dois exames anuais consecutivos negativos, a cada três anos.
Se o resultado do exame constar infecção pelo HPV ou lesão de baixo grau, a paciente deve ser encaminhada imediatamente à propedêutica do colo.
Preocupada com o resultado do seu exame citopatológico, uma funcionária procura um enfermeiro para esclarecimentos a respeito do câncer de colo de útero. Ao analisar o resultado do exame, o enfermeiro constata que o laudo aponta para a presença de “Células escamosas atípicas de significado indeterminado, possivelmente não neoplásicas (ASC-US)”.
Considerando que a trabalhadora tem 32 anos de idade, o enfermeiro deve esclarecer que, nesse caso, a conduta recomendada pelo Ministério da Saúde é:
encaminhá-la a hospital de referência para tratamento quimioterápico.
orientá-la a repetir o exame citológico em seis meses.
orientá-la a repetir o exame citológico a cada três anos.
encaminhá-la para a realização de colposcopia.
orientá-la a seguir a rotina de rastreamento citológico.
Considerando as disposições do Ministério da Saúde acerca do câncer do colo do útero, é correto afirmar que:
as consultas de acompanhamento devem ocorrer a cada seis meses nos primeiros dois anos após o término do tratamento;
os principais sintomas do câncer do colo do útero são dor pélvica e alterações urinárias;
o método de rastreamento deve ser oferecido às mulheres ou qualquer pessoa com colo do útero, na faixa etária de 20 a 55 anos;
a vacina papilomavírus humano recombinante é contraindicada para pessoas portadoras de HIV;
o uso de contraceptivos orais é um dos fatores de risco para o desenvolvimento de câncer do colo do útero.