

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
A dengue é uma doença infecciosa de grande importância na realidade brasileira. Sua identificação precoce e consequente prevenção de suas complicações é essencial para evitar desfechos desastrosos, como a morte. Uma das melhores estratégias para planejar o cuidado aos casos de dengue é aplicar o estadiamento da doença. Analise o seguinte caso clínico:
Paciente de 72 anos, sexo feminino, residente em uma região com surto de Dengue. Apresentou-se com queixa de febre há 4 dias, artralgia, dor retroorbitária, cefaléia e dor abdominal intensa. Relata vômito persistente nas últimas 24 horas, não conseguindo ingerir líquidos. Fez uso de dipirona há 6 horas. Ao exame: Paciente hipocorada, desidratada, acianótica, febril (38,5ºC), normotensa (110x76mmHg), normoesfígmica (88bpm), eupneica (16irpm). Enchimento capilar menor que 2 segundos, pulso cheio e rítmico e sem alterações de ausculta cardíaca ou respiratória. Refere dor à palpação abdominal, fígado palpável a 4 polpas digitais do rebordo costal e doloroso à palpação. Ausência de alterações de temperatura em extremidades. Prova do laço positiva.
Em qual grupo de estadiamento está a paciente acima?
Grupo A.
Grupo B.
Grupo C.
Grupo D.
A dengue é uma doença perigosa e pode levar à morte. Sobre o assunto, é CORRETO afirmar que:
Os casos de dengue aumentam no inverno.
A dengue é uma doença muito contagiosa e que pode ser transmitida de pessoa a pessoa.
Quem está com dengue deve ficar em repouso e beber muita água.
A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra a doença.
A dengue é, hoje, uma das doenças mais frequentes no Brasil, atingindo a população em todos os estados, independente da classe social.
Sobre a dengue, é CORRETO afirmar que:
A transmissão ocorre pela picada do mosquito macho da espécie vetor Aedes aegypti.
Um ovo do Aedes aegypti pode sobreviver por até 450 dias (aproximadamente 1 ano e 2 meses), e transforma-se em larva apenas em recipientes com água, portanto se o recipiente onde os ovos foram depositados ficar seco a sobrevida cai para 5 dias.
A manifestação clássica da dengue se dá pelo quadro de febre, geralmente alta (39º a 40°C), com início abrupto, associada à cefaleia, prostração, mialgia, artralgia, dor retro orbitária, exantema maculo papular e acompanhado ou não de prurido.
A dengue não é uma doença de notificação compulsória, portanto os casos suspeitos ou confirmados não precisam ser notificados ao Serviço de Vigilância Epidemiológica, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).
Paciente masculino, 27 anos, procurou a unidade de pronto atendimento apresentando os seguintes sinais/sintomas: febre de início repentino (temp axilar 39°c), dor retroorbitária, exantema máculo-papular, mialgia, além de dor abdominal intensa e contínua.
Foi diagnosticado com suspeita de dengue e, dentre os sinais/sintomas descritos, apresenta um sinal de alarme para a dengue que é
febre.
exantema.
mialgia.
dor retro-orbitária.
dor abdominal intensa e contínua.
O paciente com dengue, em casos de complicações da doença, pode apresentar alguns sinais de alarme.
Assinale a opção que NÃO se refere a um sinal de alarme da dengue:
Dor nos olhos.
Diminuição da diurese.
Queda abrupta de plaquetas.
Vômitos persistentes.
De acordo com o Ministério da Saúde, um caso suspeito de dengue com sinais de alarme é todo aquele que, no período de defervescência da febre apresenta um ou mais sinais específicos. A alternativa que corresponde a um desses sinais é:
leucopenia.
letargia.
exantemas.
mialgia.
petéquias.
O tratamento da Dengue baseia-se principalmente na hidratação adequada, levando em consideração o estadiamento da doença segundo os sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Quanto ao tipo de unidade de saúde adequada ao atendimento dos pacientes de dengue, assinale a alternativa correta.
Grupo A – estes pacientes não necessitam de acompanhamento ambulatorial e/ou hospitalar;
Grupo B - estes pacientes devem ter acompanhamento ambulatorial;
Grupo C - estes pacientes devem ter acompanhamento em unidade de saúde com leitos de observação até saírem resultados de exames e reavaliação clínica;
Grupo D - estes pacientes devem ter acompanhamento preferencialmente em unidade com terapia intensiva;
Grupo E - estes pacientes devem ter acompanhamento em unidade hospitalar.
Na doença da dengue, manifestações hemorrágicas, como epistaxe e gengivorragia podem ocorrer mesmo em formas benignas. Nos casos mais graves apresentam sangramentos intensos e choque. Segundo a OMS, a classificação da gravidade divide-se em quatro graus. Marque a alternativa que corresponde ao GRAU 3.
Plaquetopenia + hemoconcentração, presença de sangramento espontâneo.
Plaquetopenia + hemoconcentração, ausência de sangramento espontâneo.
Plaquetopenia + hemoconcentração, choque declarado, com pressão arterial zero e pulso impalpável.
Plaquetopenia + hemoconcentração, insuficiência circulatória (pulso filiforme, queda de 20mmHg na pressão arterial, extremidades frias e pegajosas, apreensão).
Analise os itens a seguir sobre os casos suspeitos de Dengue segundo o Ministério da Saúde:
I - Todo paciente que apresenta doença febril aguda com duração de até sete dias, acompanhada de pelo menos dois dos sintomas como cefaléia, dor retro-orbitária, mialgias, artralgias, prostração ou exantema, associados ou não à presença de hemorragias.
II - Ter estado, nos últimos 15 dias, em área onde esteja ocorrendo transmissão de dengue ou tenha a presença de Aedes aegypti.
III – Ter histórico de moradia em casa de pau-a-pique, morar perto de ou nadar em lagoas com caramujos e locais com infestação de insetos.
Está correto o que se afirma em:
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
É caso suspeito de dengue o indivíduo que resida em área onde se registram casos de dengue, ou que tenha viajado nos últimos 14 dias para área com ocorrência de transmissão de dengue e apresentar febre, usualmente entre 2 e 7 dias, e duas ou mais das seguintes manifestações:
Náusea e/ou vômitos, exantema, mialgia e/ou artralgia, cefaleia com dor retro-orbital, petéquias, prova do laço positiva, leucopenia;
Náusea e/ou vômitos, exantema, mialgia e/ou artralgia, cefaleia com dor retro-orbital, petéquias, dor abdominal intensa e contínua, leucopenia;
Náusea, exantema, mialgia e/ou artralgia, cefaleia com dor retro-orbital, petéquias, prova do laço positiva, aumento progressivo do hematócrito;
Mialgia e/ou artralgia, cefaleia com dor retro-orbital, hipotensão postural e/ou lipotimia;
Mialgia e/ou artralgia, cefaleia com dor retro-orbital, extremidades frias e tempo de enchimento capilar igual ou maior a 3 segundos.
Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma medida de prevenção e controle da dengue.
Uma vez identificados os criadouros do vetor, as atividades de rotina voltam-se para a redução desses depósitos, empregando-se preferencialmente métodos mecânicos.
Os larvicidas, quando indicados, devem ser empregados em todos os recipientes incluindo os que possam ser removidos, destruídos, descartados, cobertos ou manipulados de forma que se tornem incapazes de permitir a reprodução do vetor.
Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas dos vetores da dengue e podem ser incentivadas principalmente durante surtos.
Para redução das picadas por mosquitos em ambientes fechados, recomenda-se o uso de inseticidas domésticos em aerossol, espiral ou vaporizador.
A dengue caracteriza-se por um cenário de transmissão endêmica / epidêmica em grande parte do Brasil, determinada principalmente pela circulação simultânea de vários sorotipos virais. O cenário de intensa transmissão contribui para a mudança no perfil da doença no país. Entre as principais mudanças na epidemiologia da doença no Brasil, destaca-se a ocorrência cada vez maior de suas formas graves e de óbitos. Apesar do aumento da gravidade dos casos, a forma de tratar e salvar vidas continua com os mesmos princípios. São eles:
diagnóstico precoce e tratamento oportuno com a prescrição de volumes adequados de líquidos para hidratar o paciente
internação hospitalar imediata e início de tratamento antibiótico endovenoso
início de esquema de tratamento para evitar transmissão direta e uso de máscara
isolamento de contato respiratório imediato e uso de EPI
Priorizar o atendimento das formas graves da dengue, por meio do reconhecimento precoce dos sinais de gravidade dos pacientes, conforme seu estadiamento clínico é importante e a enfermagem tem papel fundamental no acolhimento e na classificação de risco, pois é a primeira equipe de profissionais a ter contato com o paciente. Assim o enfermeiro deve estar atento para rastreio da mesma e é importante, EXCETO
Febre com duração máxima de 7 dias associada a pelo menos dois sintomas dentre mialgia, artralgia, prostração, cefaleia, dor retrorbitária.
Todo caso de dengue deve ser notificado.
Sinal de alarme como hepatomegalia importante, sangramento de mucosas, aumento de hematócrito dentre outros e/ ou de choque deve ser imediatamente pesquisado após suspeita.
Pacientes com sinais de choque deve receber tratamento em leito intensivo.
Os exames laboratoriais são definidores de tomada de decisão terapêutica inicial não devendo o paciente receber qualquer intervenção até a avaliação dos mesmos.
Sobre a dengue, analise os itens.
I. A infecção pelo vírus dengue é sempre sintomática.
II. São sinais de alarme: lipotimia, vômitos persistentes, dor abdominal intensa e irritabilidade.
III. A fase crítica tem início com a defervescência da febre, entre o terceiro e o sétimo dia do início da doença, acompanhada do surgimento dos sinais de alarme.
IV. A prova do laço deve ser realizada em todo paciente com suspeita de dengue, mesmo que apresente sangramento espontâneo.
Estão corretos:
Considere as manifestações clínicas ocasionadas devido a infecção pelos vírus da Dengue, Chikungunya e Zika. Entre estas, na infecção pelo vírus Zika, estão ausentes, entre outros sinais e sintomas:
a hiperemia conjuntival e o exantema macropapular.
as dores articulares e a hemorragia.
o exantema macropapular e a febre intermitente.
a hemorragia e a hepatomegalia.
a dor retro-orbital e a artralgia.
Analise a planilha a seguir que mostra o histórico anual e os casos parciais de dengue no estado de Goiás nos anos 2013, 2014, 2015 e 2016 até a semana epidemiológica 39.
Histórico anual e casos parciais de dengue
Goiás 2016, entre a(s) semana(s) 01 a 39.
Ano | Casos Notificados | Casos Parciais | Casos Confirmados | Variação Ano Anterior |
2013 | 163.804 | 154.205 | 91.684 | 484,42% |
2014 ** | 124.764 | 110.851 | 76.778 | –28,11%. |
2015 * | 189.421 | 175.662 | 95.700 | 58,47% |
2016 | 143.501 | 143.501 | 65.129 | –18,31% |
(Sinan/Planilha Paralela/GVE/SUVISA/SES-GO.* Dados preliminares sujeito a alterações ** Banco de dados de 2014 atualizados pelo SINAN. Dados congelados.)
Sobre as “semanas epidemiológicas”, assinale a afirmativa correta.
Iniciam-se no domingo e terminam no sábado sendo que a primeira semana epidemiológica de cada ano inicia-se na semana subsequente ao dia primeiro de janeiro e a última termina na semana do dia trinta e um de dezembro.
Iniciam-se no domingo e terminam no sábado sendo que a primeira semana epidemiológica de cada ano é aquela que contém o maior número de dias de janeiro e a última é a que contém o maior número de dias de dezembro.
Iniciam-se na segunda-feira e terminam na sexta-feira sendo que a primeira semana epidemiológica de cada ano é aquela que contém o maior número de dias de janeiro e a última é a que contém o maior número de dias de dezembro.
Iniciam-se na segunda-feira e terminam na sexta-feira sendo que a primeira semana epidemiológica de cada ano inicia-se na semana subsequente ao dia primeiro de janeiro e a última termina na semana do dia trinta e um de dezembro.
No enfrentamento Ao mosquito transmissor da Dengue, da Chikungunya e do Zica, o Ministério da Saúde preparou diversos conteúdos que subsidiam profissionais de saúde na prevenção dessas doenças, e suas consequências, como a microcefalia. Entre eles, materiais para os gestores e trabalhadores da Atenção Básica. Abaixo, elencamos as recomendações e protocolos que estabelecem linhas de cuidados e orientam, para a identificação dos casos suspeitos, fluxo de notificação, investigação laboratorial e medidas de prevenção e controle, EXCETO
Buscar os meios disponíveis para garantir o acesso aos métodos contraceptivos e promover estratégias de educação em saúde sexual e reprodutiva envolvendo mulheres, homens, jovens e adolescentes, reforçando o planejamento reprodutivo e fornecendo subsídios para a escolha livre e informada. É importante reforçar o aconselhamento pré-concepcional.
As consultas de Puericultura na Atenção Básica devem ser mantidas para os recém-nascidos com microcefalia, com atenção especial ao seu crescimento e desenvolvimento.
Intensificar as orientações sobre a importância de realização dos exames preconizados pelo Ministério da Saúde, incluindo o teste rápido para sífilis, Hepatite B e HIV, além da realização de vacinação de rotina para as gestantes. Investigar e manter o registro das informações na caderneta ou cartão da gestante sobre a ocorrência de infecções, rash cutâneo, exantema ou febre.
Ofertar o teste rápido de gravidez e intensificar a busca ativa de mulheres no início da gestação para que possam iniciar o pré-natal ainda no 1.º trimestre (até a 12.º semana). A busca ativa das gestantes faltantes ao pré-natal também deve ser intensificada. Realizar ultrassonografia obstétrica, ainda no 1.º trimestre.
É importante ressaltar a necessidade de melhorar o controle vetorial nos municípios infestados com Aedes aegypti, já que somente essa espécie no Brasil está, até o momento, associada à transmissão de três arboviroses:
Dengue, Febre Amarela e Malária.
Dengue, Chikungunya e Zika.
Febre Amarela, Malária e Zika.
Febre Amarela, Chikungunya e Malária.