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Na correção de hiponatremia grave sintomática (Na+ <120 mEq/L com convulsões ou rebaixamento de consciência), a velocidade máxima segura de elevação do sódio sérico que previne síndrome de desmielinização osmótica (mielinólise pontina central) é:
10 mEq/L nas primeiras 24 horas.
20 mEq/L nas primeiras 48 horas.
2 mEq/L/hora até resolução dos sintomas.
0,5 mEq/L/hora contínuo até Na+ >135 mEq/L.
1 mEq/L/hora nas primeiras 3 horas, máximo 10-12 mEq/L/24h.
Em unidade de terapia intensiva, paciente com cateter venoso central apresenta sinais de hipertonia muscular, agitação e PVC persistentemente baixa. Assinale a prioridade de enfermagem relacionada ao equilíbrio hidroeletrolítico:
Aumentar a cabeceira e suspender reposição volêmica.
Suspender monitorização da PVC e observar apenas pressão não invasiva.
Comunicar a equipe sobre possível hipovolemia e monitorizar débito urinário e sinais vitais.
Aumentar continuamente a infusão de sedativos sem avaliação clínica.
Manter a mesma infusão e reduzir controle de parâmetros hemodinâmicos.
Um paciente é admitido na emergência apresentando rebaixamento do nível de consciência, confusão mental progressiva e episódio de convulsão. Exames laboratoriais evidenciam sódio sérico de 112 mEq/L, compatível com hiponatremia grave. Diante do quadro, o paciente é encaminhado para monitorização intensiva e correção eletrolítica controlada. Considerando a abordagem da Enfermagem frente à hiponatremia grave, assinale a alternativa correta.
A correção rápida e imediata do sódio sérico elimina completamente o risco de complicações neurológicas, sem eventos adversos associados.
A monitorização neurológica rigorosa é essencial devido ao risco de edema cerebral na fase aguda e de síndrome de desmielinização osmótica durante a correção.
A administração de soluções hipotônicas é recomendada na fase aguda para estabilização dos níveis séricos de sódio.
A hiponatremia grave é frequentemente assintomática e raramente cursa com manifestações neurológicas significativas.
Na hipernatremia, os níveis de sódio no sangue estão:
Extremamente baixos.
Excessivamente altos.
Equilibrados.
Zerados.
Hipernatremia não está relacionada ao elemento sódio.
Os distúrbios hidroeletrolíticos representam alterações quantitativas ou distributivas de água e eletrólitos corporais, comprometendo funções neuromusculares, cardiovasculares e metabólicas. O sódio é o principal cátion do meio extracelular e desempenha papel fundamental na osmolaridade plasmática. A hiponatremia, geralmente definida por concentrações séricas inferiores a 135 mEq/L, pode decorrer de:
perdas gastrointestinais, uso de diuréticos, insuficiência cardíaca, síndrome da secreção inapropriada do hormônio antidiurético (SIADH) ou excesso de administração hídrica.
infecção bacteriana localizada sem repercussão sistêmica, aumento isolado da ingestão proteica, hipertrofia muscular fisiológica e redução transitória da frequência respiratória.
deficiência de vitamina D, aumento da produção de hemoglobina, hipersecreção de insulina pancreática e hiperatividade simpática compensatória.
exposição prolongada ao frio, aumento da massa eritrocitária, excesso de fibras alimentares e redução da atividade tireoidiana sem alterações hídricas associadas.
hipervitaminose lipossolúvel, hiperplasia medular óssea, aumento isolado da pressão arterial sistêmica e elevação compensatória do débito cardíaco em indivíduos saudáveis.
A hipocalcemia é um distúrbio eletrolítico que pode gerar alterações neuromusculares e cardiovasculares importantes, frequentemente identificadas na prática clínica e na assistência de enfermagem à beira-leito. Seus sinais e manifestações incluem achados semiológicos e eletrocardiográficos característicos. Com base nessas alterações, assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma manifestação típica da hipocalcemia.
Sinal de Chvostek.
Bradicardia sinusal.
Tetania.
Prolongamento do intervalo QT.
Diversas condições clínicas, tais como: queimaduras extensas, desidratação, diarreia, terapia com alta dosagem de corticoesteroides constituem fatores de risco para a ocorrência de distúrbios eletrolíticos, e o enfermeiro deve estar apto para identificar rapidamente os sinais e sintomas dessas alterações para o início precoce do tratamento.
Assim sendo, relacione as duas colunas apresentadas a seguir, associando o distúrbio hidroeletrolítico com os sinais e sintomas que o caracterizam.
I. Hipernatremia | ( ) fadiga, fraqueza muscular, náuseas, vômitos, íleo paralítico, alterações no eletrocardiograma: ondas T achatadas, ondas U proeminentes, depressão do ST, intervalo PR alongado. |
II. Hipopoassemia | ( ) sede, elevação da temperatura corporal, língua seca e edemaciada, convulsões focais simples ou tônico-clônicas, inquietação, irritabilidade, alucinações. |
III. Hipercalcemia | ( ) Irritabilidade neuromuscular, aumento dos reflexos tendinosos, elevação da pressão arterial, insônia, anorexia, vômitos, sinais de Trousseau e Chvosteck positivos, alterações no eletrocardiograma: ondas T achatadas ou invertidas, depressão do segmento ST, intervalo PR prolongado e complexo QRS alargado. |
IV. Hipomagnesemia | ( ) constipação intestinal, poliúria, polidipsia, desidratação, dor no flanco, hipertensão, reflexos tendinosos profundos hipoativos, dor óssea profunda, alterações no eletrocardiograma: segmento ST e intervalo QT encurtados, bradicardia, bloqueio atrioventricular. |
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dessa associação.
I, II, III, IV.
II, I, III, IV.
IV, III, II, I.
II, I, IV, III.
I, II, IV, III.
Uma paciente com diagnóstico de Doença de Cushing pode desenvolver distúrbios hidroeletrolíticos em decorrência do efeito do excesso de cortisol sobre os receptores mineralocorticoides.
Com base nisso, assinale a opção que apresenta o distúrbio mais diretamente relacionado a esse mecanismo.
Hipocalemia.
Hipercalemia.
Hipocalcemia.
Hiponatremia.
Hipernatremia.
A avaliação do turgor cutâneo como indicador de desidratação é realizada pela:
Medição da temperatura da pele com termômetro digital.
Observação da coloração das mucosas oral e conjuntival.
Palpação do pulso radial e verificação de sua amplitude.
Compressão da pele e observação do tempo de retorno.
Ausculta de sons hidroaéreos na região abdominal.
Na hipernatremia, estão excessivamente altos os níveis de:
Glicose no sangue.
Proteína na urina.
Gordura no fígado.
Sódio no sangue.
Potássio no sangue.
Um paciente em uso de diurético apresenta queixa de fraqueza muscular e câimbras após aumento recente da dose. Considerando os princípios de farmacologia e os cuidados na administração de medicamentos, qual interpretação está alinhada ao quadro descrito?
Os diuréticos não produzem alterações metabólicas relevantes, sendo improvável qualquer relação entre câimbras e seu uso.
O desconforto relatado indica necessariamente reação alérgica ao medicamento, devendo ser suspenso sem avaliação profissional.
O uso de diurético tende a elevar de forma significativa a concentração sérica de potássio, justificando câimbras como efeito esperado do acúmulo do mineral.
A perda aumentada de eletrólitos, como potássio, pode estar relacionada ao efeito do diurético, exigindo monitoramento clínico e comunicação à equipe.
As queixas de fraqueza muscular costumam estar associadas à ação sedativa dos diuréticos, dispensando avaliação adicional da equipe.
Em Pediatria, uma criança hospitalizada com diagnóstico de desidratação grave apresenta o risco de Complicações. Qual o diagnóstico de enfermagem prioritário, segundo a taxonomia NANDA-I, que foca na manutenção do volume de fluidos?
Risco de Infecção.
Volume de Líquidos Excedente.
Risco de Volume de Líquidos Deficiente.
Integridade da Pele Prejudicada.
Padrão Respiratório Ineficaz.
Idoso em UTI, em uso de diurético tiazídico, evolui com sódio sérico de 120 mEq/L, náuseas e desorientação leve; a prioridade de monitorização de enfermagem é:
Vigiar nível de consciência e sinais de convulsão.
Aumentar livremente a oferta de água oral.
Suspender a monitorização cardíaca contínua.
Reduzir a aferição de sinais vitais para uma vez ao dia.
Focar no volume urinário acumulado.
Paciente adulto hospitalizado apresenta náuseas, confusão mental progressiva e rebaixamento do nível de consciência. Exames laboratoriais evidenciam sódio sérico de 122 mEq/L. Acerca da fisiopatologia da hiponatremia, pode-se afirmar que:
a hiponatremia provoca aumento da osmolaridade plasmática, desencadeando desidratação celular generalizada, com predomínio de sede intensa, hiperexcitabilidade neuromuscular e risco aumentado de arritmias cardíacas decorrentes da instabilidade eletrolítica sistêmica
a redução do sódio sérico diminui a osmolaridade plasmática, favorecendo deslocamento de água para o meio intracelular, com risco de edema cerebral, exigindo monitorização neurológica rigorosa
as manifestações neurológicas associadas à hiponatremia decorrem exclusivamente de falência renal aguda, independentemente de alterações osmóticas
a hiponatremia apresenta repercussão predominantemente cardiovascular, não sendo causa frequente de alterações do estado mental
A hidratação adequada influencia diretamente o equilíbrio hidroeletrolítico. Entre os sinais precoces de desidratação leve que o Técnico em Enfermagem pode identificar está(ão):
Hipotermia persistente.
Aumento do turgor da pele.
Sudorese intensa e hipertensão arterial.
Mucosas secas e diminuição do volume urinário.
São características definidoras do Diagnostico de Enfermagem de Volume de Líquidos Excessivo (VLE), exceto:
alteração do estado mental
ruídos adventícios
diminuição da hemoglobina
aumento do hematócrito
Um paciente necessita de reposição de eletrólitos em uma solução que totaliza 1.250 ml. A prescrição determina que 800 ml devem correr nas primeiras 6 horas e o restante deverá infundir em 4 horas adicionais, sem interrupção entre as fases. Considerando que a bomba de infusão precisa ser programada em ml/h, a programação de vazão para a primeira fase e para a segunda fase deve ser respectivamente de:
125 ml/h e 150 ml/h.
140 ml/h e 100 ml/h.
133 ml/h e 112 ml/h.
160 ml/h e 87 ml/h.
120 ml/h e 200 ml/h.
Associe as duas colunas relacionando o desequilíbrio eletrolítico e os principais sinais e sintomas que o caracterizam.
1. Hipernatremia
2. Hipocalcemia
3. Hipercalemia
( ) Elevação da temperatura corporal, sede, irritabilidade, hiperreflexia, elevação da frequência cardíaca, da pressão arterial e da densidade e osmolaridade urinárias, entre outros sinais e sintomas.
( ) Hipotensão, diarreia, dormência e formigamento nos dedos das mãos, do pés e na região perioral, contração dos músculos faciais em resposta a um leve tamborilar sobre o nervo facial, próximo à orelha, espasmo carpopedal induzido ao inflar o manguito de pressão arterial acima do valor da pressão sistólica, no eletrocardiograma: intervalos QT e ST prolongados.
( ) Fraqueza muscular, arritmias, paralisia flácida, parestesias, câimbras, distensão abdominal, no eletrocardiograma: ondas T apiculadas, ondas P ausentes e depressão de ST.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dessa associação.
3, 2, 1.
2, 3, 1.
1, 3, 2.
2, 1, 3.
1, 2, 3.
Durante a avaliação de um paciente com suspeita de hipocalemia, quais dos seguintes sinais e sintomas indicam esse distúrbio hidroeletrolítico? Assinale a alternativa correta:
Dor torácica, sudorese fria e cianose.
Edema periférico, pressão arterial elevada e taquicardia.
Fraqueza muscular, arritmias cardíacas, constipação intestinal e fadiga.
Palpitações, diarreia e tremores nas mãos.
Dor abdominal intensa, febre e taquipneia.
Em um paciente crítico com acidose metabólica e hipercalemia, a assistência de enfermagem deve priorizar intervenções que visem estabilizar o equilíbrio ácido-básico e eletrolítico. Marque a alternativa que descreve a conduta mais adequada baseada nas diretrizes atuais.
Promover hiperventilação voluntária para aumentar a eliminação de CO₂, auxiliando na compensação respiratória da acidose metabólica, mesmo sem suporte ventilatório.
Administrar bicarbonato de sódio intravenoso para corrigir a acidose metabólica, considerando que essa intervenção também auxilia na redução dos níveis séricos de potássio.
Iniciar infusão contínua de gluconato de cálcio para estabilizar a membrana celular, independentemente dos níveis séricos de cálcio, visando prevenir arritmias cardíacas.
Implementar dieta rica em potássio e proteínas para compensar perdas catabólicas, mesmo na presença de hipercalemia, garantindo suporte nutricional adequado.
Restringir a administração de soluções contendo cloreto para evitar hipercloremia, que pode agravar a acidose metabólica, optando por soluções balanceadas.