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Infecção Hospitalar (IH) é a infecção adquirida após a admissão do paciente no hospital, que se manifesta durante a internação ou após a alta e que pode ser relacionada com a internação ou com os procedimentos hospitalares. Analise as afirmativas abaixo sobre critérios gerais para diagnostico da IH:
I. Quando na mesma topografia da infecção comunitária, for isolado um outro germe, seguido de agravamento das condições clínicas do paciente.
II. Infecção que se apresenta com mais de 72 horas após a admissão, quando se desconhece o período de incubação e não houver evidência clínica e/ou laboratorial no momento da admissão.
III. São também convencionadas IH as que aparecem antes das 72 horas na internação quando associadas aos procedimentos diagnósticos e/ou terapêuticos no período.
Assinale a alternativa correta:
As afirmativas I, II e III estão corretas
As afirmativas I e II estão corretas
Apenas a afirmativa I está correta
Apenas a afirmativa II está correta
Apenas a afirmativa III está correta
A Portaria nº 2.616, de maio de 1998, define o Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH) como “um conjunto de ações desenvolvidas deliberada e sistematicamente, com vistas à redução máxima possível da incidência e da gravidade das infecções hospitalares”. Para que o PCIH seja executado adequadamente, tal Portaria estabelece que os hospitais deverão constituir Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). Sobre os profissionais que compõem essa Comissão, assinale a alternativa correta.
Os membros da CCIH são de dois tipos: consultores e executores.
Os membros executores deverão ser sempre profissionais enfermeiros.
Devem ser da área de saúde, de nível superior e/ou de nível técnico, desde que formalmente designados.
A carga horária mínima diária para o profissional enfermeiro integrante da CCIH é de 4 horas para cada 200 leitos ou fração deste número.
Segundo a Portaria nº 2.616/1998, infecção comunitária (IC) é aquela:
I. Constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente, desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital.
II. Que está associada com complicação ou extensão da infecção já presente na admissão, a menos que haja troca de microrganismos com sinais ou sintomas fortemente sugestivos da aquisição de nova infecção.
Os itens I e II estão corretos.
Somente o item I está correto.
Somente o item II está correto.
Os itens I e II estão incorretos.
De acordo com a Portaria nº 2.616/1998, para a adequada execução do Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH), os hospitais deverão constituir uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). Sobre essa comissão, analisar os itens abaixo:
I.A CCIH é um órgão de assessoria à autoridade máxima da instituição e de execução das ações de controle de infecção hospitalar.
II.A CCIH deverá ser composta por profissionais da área de saúde, de nível superior, formalmente designados.
III. Os membros da CCIH serão de dois tipos: consultores e financiadores.
Estão CORRETOS:
Todos os itens.
Somente os itens I e II.
Somente os itens I e III.
Somente os itens II e III.
Infecção é a penetração, o desenvolvimento ou a multiplicação de um agente infeccioso em tecidos corporais de um organismo hospedeiro, capazes de provocar doenças. A infecção de recém-nascido associada com bolsa rota superior a 24 horas é:
a infecção comunitária.
a infecção hospitalar.
a infecção terciária.
a infecção secundária.
Segundo a Portaria no 2616/98, os membros da Comissão de Controle das Infecções Hospitalares (CCIH), podem ser:
Coordenadores e Gestores.
Executores e Consultores.
Integradores e Encarregados.
Técnicos e Executivos.
De acordo com a Portaria nº 2.616/1998, marcar C para os que são considerados pacientes críticos, E para os que não são e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Pacientes de terapia intensiva.
( ) Pacientes queimados.
( ) Pacientes que serão submetidos a transplantes de órgãos.
( ) Pacientes com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.
C - C - E - C.
E - E - E - C.
C - E - C - E.
E - C - C - E.
De acordo com a Portaria nº 2.616, de 12 de maio de 1998, do Ministério da Saúde, a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar deverá seguir medidas, exceto:
Realizar investigação epidemiológica de casos e surtos, sempre que indicado, e implantar medidas de controle em longo espaço de tempo.
Adequar, implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnico-operacionais, visando à prevenção e ao tratamento das infecções hospitalares.
Elaborar, implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnico-operacionais, visando limitar a disseminação de agentes presentes nas infecções em curso no hospital, por meio de medidas de precaução e de isolamento.
Avaliar, periódica e sistematicamente, as informações providas pelo Sistema de Vigilância Epidemiológica das infecções hospitalares e aprovar as medidas de controle propostas pelos membros executores da CCIH.
A prevenção e controle de infecção relacionada à assistência à saúde é motivo de grande preocupação no Brasil e no mundo. O estabelecimento de saúde dotado de 200 leitos, sendo 20 em uma UTI adulto, em conformidade com a Portaria Federal no 2.616 de 1998 e a Resolução RDC no 7 de 2010, deve possuir:
I. Centro cirúrgico, serviço radiológico convencional e serviço de ecodopplercardiografia, na própria estrutura hospitalar.
II. 4 enfermeiros assistenciais, 7 técnicos de enfermagem e 2 médicos plantonistas em cada turno, no mínimo, designados para atuação exclusiva na Unidade de Terapia Intensiva.
III. Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) composta por membros consultores representantes dos serviços médicos e de enfermagem, e ao menos um membro executor de nível superior da área da saúde.
IV. Obtenção e análise dos indicadores epidemiológicos obrigatórios, sendo eles a taxa de infecção hospitalar, taxa de pacientes com infecção hospitalar, distribuição percentual das infecções hospitalares por topografia no paciente e taxa de letalidade associada a infecção hospitalar.
Está correto o que se afirma APENAS em
I e IV.
III e IV.
II, III e IV.
I e II.
I, II e III.
Os artigos utilizados nos serviços de saúde são classificados em três categorias, propostas pela primeira vez por Spaulding, conforme o grau de risco de provocar infecção nos pacientes. Sobre a classificação de risco de artigos hospitalares, assinale a alternativa INCORRETA.
Para artigos semi-críticos, como endoscópios, há indicação de desinfecção de médio ou alto nível para uso.
Instrumentos cirúrgicos, agulhas e cateteres intravasculares são exemplos de artigos críticos, pois são materiais com elevado potencial de risco de provocar infecção.
Artigos críticos requerem a esterilização para uso.
Nenhuma das alternativas.
De acordo com a Portaria nº 2.616/1998, que estabelece diretrizes e normas para prevenção e controle de infecções hospitalares e classifica cirurgias segundo o potencial de contaminação, essa cirurgia é classificada como potencialmente contaminada.
Entre os critérios gerais de definição da ocorrência de infecções hospitalares e seu controle, segundo trata a Portaria nº 2.616, de 12 de maio de 1998 do Ministério da Saúde, determina-se que:
as infecções que acometem os recém-nascidos são consideradas hospitalares, com exceção das transmitidas de forma transplacentária e às associadas à bolsa rota, superiores a 24 (vinte e quatro) horas.
quando na mesma região em que foi diagnosticada infecção comunitária, for isolado um germe diferente, seguido do agravamento das condições clínicas do paciente, o caso deverá ser classificado como recidiva da infecção comunitária.
ao se desconhecer o período de incubação do microrganismo e não houver qualquer evidencia clínica ou dado laboratorial no momento da internação, convenciona-se que o paciente é portador de infecção hospitalar no período que compreende 96 (noventa e seis) horas anteriores à sua admissão.
pacientes provenientes de outro hospital que são internados com quadro de infecção, serão classificados e tratados como infecção comunitária, excetuando-se de notificação do hospital de origem.
infecções manifestadas no período de 72 (setenta e duas) horas antes da internação, associadas a procedimentos diagnósticos e/ou terapêuticos, serão consideradas como infecções comunitárias.
De acordo com a Portaria nº 2.616/1998, o diagnóstico das infecções hospitalares deverá valorizar informações oriundas de, EXCETO:
Evidência clínica, derivada da observação direta do paciente ou da análise de seu prontuário.
Evidências de estudos com métodos de imagem.
Resultado dos exames de hipertensão e anemia.
Endoscopia.
Em conformidade com a Portaria nº 2.616/1998, são consideradas infecções comunitárias:
I. A infecção que está associada com complicação ou extensão da infecção já presente na admissão, a menos que haja troca de microrganismos com sinais ou sintomas fortemente sugestivos da aquisição de nova infecção.
II. Aquela adquirida após a admissão do paciente e que se manifeste durante a internação ou após a alta, quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares.
III. A infecção em recém-nascido, cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi comprovada e que se tornou evidente logo após o nascimento (exemplo: herpes simples, toxoplasmose, rubéola, citomegalovirose, sífilis e Aids).
Estão CORRETOS:
Somente os itens I e II.
Somente os itens I e III.
Somente os itens II e III.
Todos os itens.
A infecção puerperal é compreendida como qualquer infecção do trato genital ocorrida durante o puerpério, podendo acarretar importantes complicações para a mulher ou até mesmo a sua morte. Uma paciente com suspeita de infecção puerperal pode apresentar, entre outras manifestações, a febre puerperal, conceituada por temperatura axilar maior ou igual a 38°C, com duração mínima de dois dias, manifestada:
Após a apojadura.
Após 7 dias do parto.
Após 24 horas do parto.
Imediatamente após o parto.
De acordo com a Portaria Ministerial Nº 2616, de 12 de maio de 1998, para a adequada execução do Programa de Controle de Infecções Hospitalares, os hospitais deverão constituir Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), órgão de assessoria à autoridade máxima da instituição e de execução das ações de controle de infecção hospitalar. De acordo com essa Portaria, para a organização da comissão, orienta-se que
nos hospitais ou clínicas com até 30 leitos é necessário apenas um membro consultor para representar a CCIH.
a CCIH deverá ter como presidente ou coordenador um médico infectologista, com experiência na área e indicado pela direção do hospital.
nos hospitais ou clínicas, para cada 70 (setenta) leitos, os membros executores da CCIH serão, no mínimo, 2 (dois) técnicos de nível médio da área de saúde.
a CCIH deverá ser composta por profissionais da área de saúde, de nível superior, formalmente designados.
Considerando a Portaria nº 2.616, de 12 de maio de 1998, do Ministério da Saúde, é INCORRETO afirmar:
O Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH) é um conjunto de ações desenvolvidas deliberada e sistematicamente, com vistas à redução máxima possível da incidência e da gravidade das infecções hospitalares.
Os membros executores da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH) representam o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar e, portanto, são encarregados da execução das ações programadas de controle de infecção hospitalar.
A Comissão de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH) do hospital deverá elaborar, implementar, manter e avaliar programa de controle de infecção hospitalar, adequado às características e necessidades da instituição.
Caberá à autoridade máxima da instituição fomentar a educação e o treinamento de todo o pessoal hospitalar em relação ao controle de infecção hospitalar.
O presidente ou coordenador da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH) será qualquer um dos membros dessa comissão, indicado pela direção do hospital, sendo preferencialmente o enfermeiro.
O fator de risco materno para infecção, nos casos de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS), em Neonatologia, é definido quando a evidência diagnóstica ocorreu nas primeiras 48 horas de vida. É considerado fator de risco materno:
taquicardia materna nas últimas 72 horas.
náuseas e dor no corpo nas últimas 72 horas.
o trabalho de parto em gestação menor que 40 semanas.
infecção do trato urinário (ITU) materna sem tratamento ou em tratamento há menos de 72 horas.
Segundo a Portaria n º 2.616/98, consideram-se pacientes críticos, entre outros:
I - Pacientes de berçário de alto risco.
lI - Pacientes submetidos a transplantes de órgãos.
IlI - Pacientes hemato-oncológicos.
Estão CORRETOS:
Somente os itens I e lI.
Somente os itens I e IlI.
Somente os itens lI e IlI.
Todos os itens.
Artigos críticos são
aqueles destinados aos procedimentos invasivos na pele e mucosas adjacentes, nos tecidos subepiteliais e no sistema vascular.
aqueles destinados ao contato com a pele íntegra e também os que não entram em contato direto com o paciente.
aqueles que entram em contato com a pele não íntegra ou com mucosas íntegras.
aqueles de uso exclusivo em limpeza hospitalar.
aqueles destinados aos procedimentos invasivos na pele e mucosas íntegras e que têm característica histológica do tecido invadido.