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GyörgyLukács, no primeiro capítulo da obra Para uma ontologia do ser social I, faz uma análise crítica do neopositivismo e do existencialismo.
Segundo o texto lukacsiano, qual é a posição que essas duas correntes do pensamento contemporâneo tomam diante da questão ontológica?
Tanto o neopositivismo quanto o existencialismo são inimigos de uma ontologia objetiva e racionalmente apreensível. No quesito ontológico, essas duas escolas filosóficas são irmãs gêmeas, ambas geram, cada uma a seu modo, formas subjetivas de manipulação da realidade.
O neopositivismo realiza num grau máximo de perfeição a teoria da dupla verdade do Cardeal Belarmino. O existencialismo sustenta, de forma contraditória, duas ontologias, sendo uma falsa e outra verdadeira.
O desenvolvimento do neopositivismo não engendra a necessidade de religião no mundo contemporâneo, pelo contrário, a combate e a impossibilita. O desenvolvimento do existencialismo não combate, não defende e nem exige a religião, ainda que lhe possibilite.
O neopositivismo nega o aspecto ontológico da ciência apresentando-a como neutra diante da realidade. O existencialismo sustenta uma ontologia concreta e racionalmente apreensível.