Questões de Concurso sobre Danilo Marcondes

 
 
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Segundo MARCONDES, a denominação “filósofos pré-socráticos” é basicamente cronológica e designa os primeiros filósofos, que viveram antes de Sócrates (470-399 a.C.). São filósofos pré-socráticos, EXCETO:


A

Demócrito.


B

Tales de Mileto.


C

Aristóteles.


D

Pitágoras.

Leia o texto a seguir:

“A ética é a reflexão filosófica que visa fazer com que, diante da necessidade de decidir sobre como proceder em determinadas circunstâncias, a pessoa aja de modo correto; bem como servir de parâ-metro para avaliar um determinado ato realizado por outro indivíduo como sendo ou não eticamente correto. Porém, a ética não pode ser vista dissociada da realidade sociocultural concreta. Os valores éticos de uma comunidade variam de acordo com o ponto de vista histórico e dependem de circuns-tâncias determinadas” (MARCONDES, Danilo. Textos básicos de ética. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 9-10. Adaptado).

No texto acima, Marcondes afirma que a ética é a reflexão filosófica que avalia as regras de compor-tamento humano. Isto significa que o comportamento humano NÃO é determinado


A
pela imperfeita realidade concreta das comunidades humanas, mas por ideais do espírito hu-mano, por isso, o idealismo ético.

B
pela natureza, mas por regras criadas pela própria comunidade humana dentro de condições específicas e, por isso, o relativismo ético.

C
pela razão humana, mas pelas emoções e pelos sentimentos que são comuns a todos os seres humanos, por isso, o emotivismo ético.

D
por emoções, mas por regras universais da razão humana explicitadas através da reflexão filo-sófica, por isso, o universalismo ético.

E
por leis divinas, mas por leis imparciais, criadas pelos homens, com validade para todas comu-nidades, por isso, o secularismo ético.

Leia o texto a seguir:

“Os Sofistas surgem na Grécia antiga, século V a. C. na passagem da oligarquia para a democracia. São os mestres de retórica e oratória, muitas vezes mestres itinerantes, que percorrem as cidades-estados fornecendo seus ensinamentos, sua técnica, suas habilidades aos cidadãos em geral. Eram relativistas. Sócrates também ensinava nas praças públicas através de perguntas e respostas que despertavam a verdade que está no interior de cada um. Sócrates afirmava que a opinião (doxa) é uma expressão individual, já o conhecimento (episteme) é universal. Desta forma, os sofistas ensina-vam a retórica para convencer aos outros que sua opinião é a melhor e Sócrates ensinava a dialética, que através de questionamentos (só sei que nada sei) levava ao conhecimento verdadeiro” (MAR-CONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004, p. 42-48. Adap-tado).

De acordo com o texto acima, Sócrates não era um sofista, pois ele


A
buscava a verdade da episteme, enquanto os sofistas despertavam a verdade dentro de cada um.

B
defendia a existência de uma verdade universal, enquanto os sofistas eram relativistas.

C
ensinava nas praças públicas apenas de Atenas, enquanto os sofistas eram itinerantes.

D
era cético, seu lema era “só sei que nada sei”, enquanto os sofistas defendiam uma verdade.

E
persuadia através da retórica de que estava certo, enquanto os sofistas eram dialéticos.

Leia o texto a seguir:

“Hume questiona a realidade objetiva da causalidade. Para ele, o conhecimento dessa relação não se obtém em nenhum caso pelo raciocínio a priori, mas apenas pela experiência, quando descobrimos que objetos particulares estão em conjunção uns com os outros e, por força do hábito, consideramos que diante de um objeto, sempre teremos o outro” (MARCONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004, p. 183. Adaptado).

Segundo o texto acima, Hume considera que a causalidade não é um princípio a priori universal e necessário existente nos objetos, mas o resultado de


A
conjunção repetitiva entre eventos distintos resultando em um nexo causal universal.

B
experiências particulares de eventos sucessivos repetitivos a ponto de formar um hábito.

C
raciocínios metafísicos sobre a natureza ontológica dos objetos constitutivos de causa e efeito.

D
regra racional geral obtida através da abstração do nexo causal de eventos sucessivos.

E
tradições culturais firmadas ao longo de muito tempo constitutivas de hábitos.

Leia o texto a seguir:

“Perguntando se o livre-arbítrio vem de Deus, conclui que sim, sendo que quando se age mal é porque se fez a escolha errada. Santo Agostinho procura assim dar conta da relação entre a natureza humana criada por Deus, a vontade livre que Deus deu ao homem e a possibilidade de o homem escolher entre fazer o bem e o mal. Sem a vontade livre o ser humano não seria responsável por seus atos” (MARCONDES, Danilo. Textos básicos de ética. RJ: Zahar, 2007. p.53-54. Adaptado).

Segundo o texto acima, para Santo Agostinho, é fundamental que os homens tenham livre-arbítrio, para que Deus não


A
dê possibilidade de escolha para o homem.

B
permita ao homem buscar o mal mundano.

C
seja o determinador da natureza humana.

D
seja o responsável pelo mal no mundo.

E
seja responsável pelo livre-arbítrio humano.

Leia o texto a seguir:

“Um dos modos talvez mais simples e menos polêmicos de se caracterizar a filosofia é através de sua história: forma de pensamento que nasce na Grécia antiga, por volta do séc. VI a.C. Os primeiros filósofos Tales, Anaxímenes e Anaximandro surgem nas colônias gregas do Mediterrâneo oriental, no mar Jônico, que eram importantes postos comerciais e onde reinava um certo pluralismo cultural, com a presença de diversas línguas, tradições, cultos e mitos. É possível que a influência de diferentes tradições míticas tenha levado à relativização dos mitos. Por isso, os filósofos da escola jônica buscam uma explicação do mundo baseada essencialmente em causas naturais e através de uma discussão aberta, na qual todos podiam participar com seus argumentos” (MARCONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004, p. 19-22. Adaptado).

Segundo Marcondes, uma das condições para o surgimento do pensamento filosófico na Grécia antiga foi a mentalidade


A
aberta e tolerante dos comerciantes gregos com relação aos diferentes mitos.

B
aberta e tolerante dos comerciantes gregos com relação aos fenômenos naturais.

C
filosófica reinante nas colônias gregas do Mediterrâneo oriental.

D
mítica dos comerciantes gregos da Jônia com relação aos fenômenos naturais.

E
reacionária dos comerciantes gregos com relação aos mitos bárbaros.
O caráter inconclusivo das respostas filosóficas é uma particularidade do modo de pensar filosófico que se projeta em outras questões, o que faz da filosofia um campo sempre aberto à investigação.

C
Certo

E
Errado
Em filosofia, o dogmatismo é a perspectiva que sustenta a possibilidade do conhecimento com a probabilidade de alcance da certeza.

C
Certo

E
Errado
Segundo Marcondes (1997), a filosofia analítica considera que o tratamento e a solução de problemas filosóficos devem se dar por meio:

A
da análise lógica da linguagem

B
do estudo da língua empírica

C
do existencialismo cristão

D
da contradição e ntre linguagem e realidade

E
do rigor do idealismo alemão

Ao apresentar a fenomenologia, Danilo Marcondes afirma,

em seu livro Iniciação à História da Filosofia, que Husserl

"...considera sua tarefa basicamente como descritiva dos

elementos mais básicos de nossa experiência". Husserl via

a filosofia como uma "ciência rigorosa" e atribuía à teoria do

conhecimento um lugar central em seu pensamento. Esta

proposta se realiza através de uma


A

volta à perspectiva epistemológica da modernidade, de fundamentação ou legitimação do conhecimento científico e intersubjetivo.


B

teoria que analisa a atitude natural ou espontânea em que se constituem nossas crenças, fundamentando-a de modo rigoroso.


C

tentativa de chegar ao "dado" da consciência, isto é, às coisas em si mesmas, a partir da suspensão de nossas crenças habituais.


D

superação da crise da filosofia da consciência através da crítica radical ao psicologismo e à sociologia reducionista do "mundo da vida".


E

investigação lógica que elimina toda referência à consciência e à intencionalidade, analisadas criticamente pelo recurso à époche ou "suspensão".

 
 
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