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Um dos mais perenes problemas da filosofia é o assim chamado problema mente-corpo, que é o problema de entender a natureza dos estados mentais e a sua relação com fenômenos e eventos físicos. Em sua obra Filosofia – Textos Fundamentais Comentados (2010), Bonjour e Baker abordam uma série de teorias filosóficas sobre esse problema.
Faça a associação correta entre as duas colunas, relacionando cada teoria filosófica sobre esse problema com uma tese que, seguindo Bonjour e Baker, lhe é característica.
1. Dualismo.
2. Materialismo de identidade.
3. Behaviorismo lógico.
4. Funcionalismo.
5. Epifenomenalismo.
A. Toda atribuição mental é equivalente em significado a uma afirmação se-então (chamada condicional comportamental) que expressa uma disposição comportamental.
B. A mente e seus conteúdos são radicalmente não físicos, isto é, eles não são em si mesmos físicos, nem o produto lógico de nada físico, nem, exceto causal ou nomologicamente, dependente de nada físico.
C. O que determina o tipo psicológico ao qual um particular mental pertence é o papel causal do particular na vida mental do organismo.
D. As relações causais entre corpo e mente são apenas unidirecionais: enquanto os estados corporais podem afetar causalmente ou mesmo produzir inteiramente os estados mentais, estes não podem afetar causalmente os estados físicos.
E. Na medida em que uma afirmação sobre uma sensação é um relato de algo, esse algo é de fato um processo cerebral. Sensações nada são para além dos processos cerebrais.
Qual é a associação correta entre números e letras?
1-B, 2-C, 3-A, 4-D, 5-E.
1-B, 2-E, 3-A, 4-C, 5-D.
1-D, 2-E, 3-A, 4-B, 5-C.
1-C, 2-E, 3-D, 4-A, 5-B.
Segundo as teorias contratualistas modernas, a sociedade civil é constituída quando os indivíduos concordam em transferir seu poder para uma instância soberana de autoridade.
Isso só é possível porque cada um deles é portador de
consciência de classe.
propriedade privada.
cidadania.
direito natural.
força de trabalho.
Em sociedades totalitárias apenas um ou poucos tem o poder político, todos os outros indivíduos não têm poder algum. De onde viria o poder desse indivíduo ou grupo? Por que todos se submetem aos seus desejos? Etienne de la Boétie em seu livro Discurso da servidão voluntária elaborou uma teoria política, colocando em perspectiva que o sustentáculo do tirano não é sua própria autoridade, mas a entrega dos súditos, isto é, a dominação só é possível com o concurso direto dos próprios dominados. Para tanto, o tirano constrói em torno de si uma rede de interesses semelhante a uma cebola, na qual uma série de cascas são sobrepostas em torno de um núcleo central. Reflita sobre esta questão e assinale a alternativa incorreta.
O poder ilimitado, antes de tudo, é um agente político que tem a capacidade de transformar as vontades dos outros na sua própria vontade. Ele assim o faz por meio da propaganda, manipulando informações e convencendo as vontades divergentes ou neutras, tornando-as todas numa única vontade que favorece o poderoso e com a qual os demais devem concordar
O poder tirânico é considerado enquanto fundamento de legitimação popular e de limitação do exercício do poder, formatando-se como um método político, o qual se preocupa, inclusive, com a organização dos procedimentos administrativos realizados pelos poderes políticos legitimados e limitados, incluindo a Constituição e a separação entre os poderes
O que garante o poder do tirano é uma rede e estrutura de micropoderes e interesses que se constrói a sua volta e, ao invés de diluí-lo ou enfraquecê-lo, fortalece-o, sendo mesmo o seu próprio sustentáculo e garantia
O poder do tirano pode acabar se os indivíduos se recusarem a lhe servir ou não mais compartilhar de sua vontade. Assim, uma sociedade servil depende do consentimento dos indivíduos. Caso esses indivíduos resolvam não mais obedecer ao tirano e solucionar seus próprios problemas políticos, tornando-se cidadãos poderão construir novas formas de relação social
O Tirano além de usar a propaganda para o convencimento e manipulação das vontades, ele também usa o poder da força bruta, legitimada por sua vontade e pelo apoio da maioria. Seu poder depende de criar uma percepção de um permanente perigo de ações terroristas
O conceito de um Estado laico denota a ideia de um Estado:
no qual não há liberdade de culto
no qual as práticas religiosas são criminalizadas
cuja Constituição é regida por princípios religiosos
cuja Constituição é neutra do ponto de vista religioso
Um regime político totalitário é um estado no qual:
a liberdade de pensamento do indivíduo é garantida institucionalmente
um único indivíduo ou minoria possui um monopólio absoluto do poder coercitivo
todos os cidadãos têm os seus direitos políticos protegidos por uma constituição democrática
um único indivíduo ou minoria não possui um monopólio absoluto do poder coercitivo


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“Se essa rara felicidade que nos coube de viver em uma República, na qual a inteira liberdade de julgar e honrar a Deus conforme sua própria compleição é dada a cada um, e todos têm a liberdade como o mais caro e doce dos bens, acreditei mostrar que não apenas essa liberdade pode ser concedida sem perigo para a piedade e a paz do Estado, mas que não a poderíamos suprimir sem destruir a paz do Estado e a piedade”.
Adaptado de SPINOZA, Baruch. Obra completa III: Tratado teológico-político. São Paulo: Perspectiva, 2014.
Assinale a opção que identifica corretamente a proposta do filósofo a respeito da regulamentação ou não do Estado em matéria religiosa.
Regulamentação de uma religião oficial e liberdade de consciência para os indivíduos.
Não-intervenção do Estado na religião e livre escolha de culto para cada um.
Adoção pelo Estado de uma matriz plurirreligiosa e concessão de tolerância religiosa aos súditos.
Institucionalização do culto ao soberano e abdicação da liberdade natural pelos indivíduos.
Criação de uma religião civil para sacralizar a obediência às leis e liberdade devocional privada.
I. “Toda a riqueza são os homens.”
II. “O estudo da história é o começo da sabedoria política.”
III. “A jurisprudência é a arte de atribuir a cada um o que lhe é devido, para manter a sociedade humana.”
(Jean Bodin – Pensador.)
Jean Bodin foi um filósofo francês, teólogo e jurista do século XVI, início da Idade Moderna. Suas ideias foram consideradas além do seu tempo e até mesmo revolucionárias para a época. Entre as suas teorias, podemos destacar:
A hipótese de que, no Estado de natureza, não há paz. É a guerra de todos contra todos, a não ser que se crie um poder comum capaz de manter a todos em respeito e, portanto, em paz.
A ideia de que a soberania pode residir numa só pessoa, em alguns membros do corpo político ou em todo o povo, resultando nos três possíveis regimes políticos –monarquia, aristocracia e democracia.
A premissa sobre a relação entre poder e conhecimento, bem como eles são usados para o controle social através das instituições. Essa teoria o aproximou de uma verdadeira antropologia social.
A dicotomia entre virtude e sorte, ou “fortuna”; um governante virtuoso é aquele que não necessariamente é pérfido, mas sabe conquistar os seus favores para manter o poder e expandir o domínio sem depender do acaso.
Fichte escreve em Lições sobre a Vocação do Sábio, na segunda lição “A vocação do Homem na sociedade” que “o conceito de razão, do agir conforme a razão e do pensar é também dado no homem, e ele quer necessariamente não só realizar este conceito em si mesmo, mas vê-lo de igual modo realizado fora de si. Uma das suas necessidades é a de que, fora dele, existam seres racionais da sua espécie. Ele não pode produzir tais seres; mas põe o conceito dos mesmos na base da sua observação do não-Eu, e espera encontrar algo que lhe corresponda. O primeiro caráter, que antes de mais se oferece, mas simplesmente negativo, da racionalidade é a eficácia segundo conceitos, a atividade segundo fins. O que apresenta o caráter da finalidade pode ter um autor racional; aquilo a que o conceito da finalidade se não pode aplicar não tem nenhum autor racional. Mas esta característica é ambígua; a consonância do múltiplo desembocando na unidade é o caráter da finalidade; mas há várias espécies dessa consonância, que podem explicar-se a partir de simples leis da natureza – não justamente de leis mecânicas, mas sim orgânicas; por conseguinte, precisamos de um indício para, de uma experiência certa, podermos inferir com convicção para uma sua causa racional”. Deriva daí o entendimento do filósofo quanto ao alcance do conceito de liberdade que, por sua vez, constitui a vocação do Homem na e para a sociedade, assim posto por ele: “Mas posso tornar-me consciente de que, numa certa determinação do meu Eu empírico mediante a minha vontade, não sou consciente de nenhuma outra causa além desta própria vontade; [...] É possível, neste sentido, tornar-se consciente de uma acção própria mediante a liberdade [...] Daqui brota, apoderando-me da terminologia kantiana, uma acção recíproca segundo conceitos; uma comunidade em vista de um fim; e tal é o que denomino de sociedade. O conceito de sociedade está agora inteiramente determinado”.
Como se vê, entre os impulsos fundamentais do homem, depara-se com a exigência de admitir, fora de si, seres racionais da sua espécie; assim sendo, Fichte distingue e diferencia a sociedade do Estado. Assinale a alternativa que contradiz essa diferenciação feita por esse filósofo em relação à sociedade e ao Estado:
Ao admitir fora de si seres racionais da sua espécie como um impulso fundamental, o homem só pode admiti-lo sob a condição de com eles ingressar em sociedade.
O impulso social pertence, pois, às tendências fundamentais do homem. Este é destinado a viver na sociedade.
O Estado deve ser o fim último e absoluto do homem social.
Para Fichte, o homem não é inteiro e contradiz-se a si próprio, se viver isolado.
Para o filósofo, é importante não confundir a sociedade em geral com o tipo particular de sociedade empiricamente condicionado, que se chama Estado, pois a vida no Estado não se conta entre os fins absolutos do homem.
Segundo o filósofo francês André Comte-Sponville: “é o que chamo de felicidade em ato, que outra coisa não é senão o próprio ato como felicidade: desejar o que temos, o que fazemos, o que é — o que não falta. Em outras palavras, gozar e regozijar-se… Essa é uma ‘felicidade desesperada, pelo menos em certo sentido: é uma felicidade que não espera nada’”.
(A felicidade desesperadamente. São Paulo: Martins Fontes, 2001, p. 49).
A partir do texto, pode-se afirmar que
todo o pensamento baseado na ideia de falta, nesse sentido, nos leva a uma compreensão de felicidade desassociada da esperança.
a felicidade em ato ou o ato da felicidade consiste justamente na prática sábia da espera pelo necessário para gozar de uma vida boa e uma boa vida.
o desespero, que possibilita a felicidade presente, não é concebido como sinônimo de infelicidade, mas tão somente o amparo de toda e qualquer esperança.
a felicidade em ato, ou a felicidade concretamente vivida e experimentada, só é possível ao desespero, cuja sabedoria está em encontrar a realização na felicidade de cada dia.
aão justamente o prazer e a alegria que nos conduz para esperança, “porque fazemos o que desejamos, porque desejamos o que fazemos”.
Muitas foram as respostas elaboradas ao longo do tempo sobre as origens e as associações políticas, o poder político e a necessidade de criação do Estado. A esse respeito, relacione a COLUNA I com a COLUNA II, associando os filósofos políticos às suas teorias.
COLUNA I
1. Platão (428–347 a.C.)
2. Aristóteles (384–322 a.C.)
3. Nicolau Maquiavel (1469–1527)
4. Thomas Hobbes (1588–1679)
5. John Locke (1632–1704)
6. Charles de Secondat de Montesquieu (1689–1755)
7. Jean-Jacques Rousseau (1712–1778)
COLUNA II
( ) Em sua investigação, concluiu que o ser humano, embora vivendo em sociedade, não possui o instinto natural da sociabilidade. Cada indivíduo encara seu semelhante como um concorrente que precisa ser dominado; e onde não houve o domínio de um indivíduo sobre o outro, existirá sempre uma competição intensa.
( ) Valoriza os valores da vida natural e ataca a corrupção, a avareza e os vícios da sociedade civilizada. Exalta a liberdade e se contrapõe à falsidade e ao artificialismo da vida civilizada. Além de investigar a origem do poder político, investigou também a existência ou não de uma justificativa válida para os indivíduos, originalmente livres, terem submetido sua liberdade ao poder político do Estado, além de se preocupar com a legitimidade desse poder.
( ) O ser humano é por natureza um ser social, pois, para sobreviver, não pode ficar completamente isolado de seus semelhantes. A organização social adequada à natureza humana é a polis, presente entre as realidades que existem naturalmente, e o homem é por natureza um animal político.
( ) Ao refletir sobre a possibilidade de abuso de poder nas monarquias, propôs que se estabelecesse a divisão do poder político em três instâncias, com a intenção de que elas fossem harmônicas entre si.
( ) Na política, há uma distância entre o ideal e a realidade. Por isso, afastou-se da concepção idealizada de política e centrou sua reflexão na constatação de que o poder político tem como função regular as lutas e tensões entre os grupos sociais, os quais, em seu entendimento, eram basicamente dois: o grupo dos poderosos e o povo. Para esse filósofo, a política tem como objetivo a manutenção do poder do Estado.
( ) Sua concepção de política é aristocrática, por supor que a grande massa de pessoas é incapaz de dirigir a cidade e que apenas uma parcela da elite, os sábios, está apta a exercer o poder político.
( ) Ao refletir sobre a origem do poder político e sua necessidade de congregar os seres humanos, a falta de uma normatização geral leva à situação em que cada qual seria o seu próprio juiz, engendrando problemas nas relações entre os indivíduos. Por isso teve-se a necessidade de criação do Estado, para garantir a segurança dos indivíduos.
Assinale a sequência correta.
4 2 5 1 7 3 6
3 2 4 7 6 5 1
4 7 2 6 3 1 5
1 7 5 6 3 2 4


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Thomas Morus escreveu uma obra na qual descreve um Estado imaginário, onde não existia a propriedade privada e nem se utilizava o dinheiro. A preocupação maior era com a felicidade coletiva e a organização da produção.
O autor atribuiu à obra mencionada o título de:
As Leis.
República.
A Cidade de Deus.
Cidade do Sol.
Utopia.
“Toda forma de governo tende a deteriorar devido ao excesso de seu princípio básico.”
(DURANT, Will. São Paulo: Nova Cultura, 1996. P. 45.)
Sobre a argumentação em torno dessa afirmação, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A aristocracia se arruína por limitar por demasiado rigor o círculo dentro do qual se concentra o poder.
( ) A oligarquia se arruína pela irrefletida corrida em busca da riqueza imediata.
( ) A exceção está na democracia que não se arruína pelos excessos do comum.
A sequência está correta em
F, V, F.
V, V, V.
V, V, F.
F, F, V.
O que chamamos, por falta de termo melhor, de cogito da existência do outro, se confunde com meu próprio cogito. É preciso (...) que o cogito me lance para fora dele sobre o outro, como me lançou para fora dele sobre o em-si; e isso não revelando para mim uma estrutura a priori de mim mesmo que apontaria na direção de um outro igualmente a priori, mas descobrindo para mim a presença concreta e indubitável deste ou daquele outro concreto, como já se revelou para mim a minha existência incomparável, contingente, necessária e, não obstante, concreta.
(Sartre, J. P. O ser e o nada)
Para Sartre,
a experiência do outro é essencialmente concreta.
o cogito é sempre uma estrutura a priori.
o cogito do outro se revela por similitude abstrata.
a experiência do cogito de si ou de outrem é sempre abstrata.
o cogito tem o mesmo significado que tem para Descartes.