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Com base na noção de imperativo categórico, Kant sugeriu que a máxima sobre a qual uma ação é baseada, e não a ação individual em si mesma, é a chave para determinar se uma ação é moralmente boa. Tendo em vista a filosofia moral kantiana, assinale a alternativa correta.
As decisões morais devem ser tomadas com base nas regras produzidas pela cultura na qual o agente está inserido, deixando-se de lado suas tendências individuais.
Conforme a ética kantiana, o valor moral de uma ação deve ser determinado pelas consequências que tal ação possa produzir, e não pelos motivos do agente.
A filosofia moral de Kant propõe que o tratamento das pessoas como meio para a aquisição de algum benefício é mais vantajoso que o tratamento das pessoas como um fim em si mesmas.
De acordo com Kant, as ações virtuosas são aquelas praticadas por dever — o que significa agir pela razão correta ou com as intenções ou motivos corretos. Com isso, Kant procura limitar a discussão acerca do caráter moral das ações a motivos ou intenções, e não considera cruciais as consequências das ações.
Uma noção de autonomia moral, em que o agente é governado por sua própria razão quando decide agir, é incompatível com a noção de imperativo categórico formulada por Kant, uma vez que as máximas das ações devem ser universalizáveis, ou seja, devem obedecer aos princípios normativos culturalmente vigentes.
A concepção kantiana da história e da sociedade é caracterizada como
radical e revolucionária.
uma visão otimista do progresso, próxima à iluminista.
uma ruptura das concepções tradicionais pelas quais a história é consequência de um pecado original.
a admissão de utilidade de revoluções radicais, ainda que não-violentas.
uma visão pessimista.
Kant, na Crítica do Juízo, ao tratar do primeiro momento do juízo de gosto, segundo a qualidade, considera o belo como o objeto de sentimento de prazer ou de desprazer. Para o autor, do ponto de vista da qualidade, o juízo de gosto é
Embora os juízos analíticos sejam caracterizados como universais, necessários e a priori, e os sintéticos, como particulares, contingentes e a posteriori, Kant reconhece a possibilidade de juízos sintéticos a priori devido ao fato de
o espaço e o tempo serem formas a priori da intuição.
as categorias serem produtos da intuição a priori da razão.
No trecho acima, Ernst Cassirer assinala a posição dos iluministas diante dos sistemas metafísicos do século XVII. Segundo sua interpretação, é correto afirmar que
o Iluminismo foi um movimento filosófico que recusou todo e qualquer pensamento sistemático.
os iluministas franceses recusavam o pensamento sistemático, mas os ingleses o admitiam.
os iluministas ingleses recusavam o pensamento sistemático, mas os franceses o admitiam.
o Iluminismo considera o "espírito sistemático" como um entrave à atividade do filósofo.
é necessário distinguir entre "espírito de sistema" e "espírito sistemático" para compreender a crítica do Iluminismo à metafísica clássica.
No século XVIII, para o ateísmo dos filósofos, suprimese a noção de Deus, mas não a idéia de que a essência precede a existência. O existencialismo ateu, que eu represento, é mais coerente. Declara ele que há pelo menos um ser no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por qualquer conceito, e que este ser é o homem (...).
É sabido que Sartre considerava seu ateísmo mais completo que o de seus antecessores. A partir do texto supracitado é correto afirmar:
O ateísmo sartreano é mais completo por refutar os pressupostos lógicos de todo teísmo, embora concorde com alguns de seus pressupostos metafísicos.
Para Sartre, o ateísmo do século XVIII é falho porque nega a tese de que toda existência é precedida por uma essência.
O ateísmo sartreano é mais completo porque não nega apenas a idéia de Deus, mas também a tese metafísica de que a essência precede a existência.
O ateísmo sartreano é mais radical por retomar a argumentação dos céticos pirrônicos e voltá-la contra toda metafísica.
O ateísmo sartreano é mais radical, pois, recusa tanto a tese da existência de Deus quanto a moral ligada ao cristianismo, a qual o século XVIII deixara intacta.

É exemplo de juízo analítico:
Todo homem é mortal.
Sócrates é filósofo.
Chove torrencialmente.
Corpos têm extensão.
Gosto de vinho.

O texto de Montaigne sintetiza uma das posições mais presentes nos debates acerca da religião ocorridos na Europa do XVI. Trata-se
de uma forma de ateísmo que reúne provas da inexistência da divindade a partir da constatação das fraquezas e limitações do entendimento humano.
do ceticismo puro e simples que parte da constatação da fraqueza de nossas faculdades para afirmar a necessidade de suspendermos o juízo acerca de todos os objetos da razão.
do fideísmo, uma forma de validar a fé e a revelação religiosa a partir da constatação das limitações e fraquezas do entendimento humano.
do teísmo que recolhe, na ordem da natureza e na estrutura de nossas faculdades, elementos que sirvam como prova da existência de Deus.
de uma exposição pura e simples da ortodoxia cristã baseada unicamente na revelação e na autoridade da Igreja.

O texto acima, extraído de O Filósofo Ignorante, abre a crítica de Voltaire à filosofia de Leibniz que se estenderá por mais um capítulo da obra. Nele, a tese de que esse é o melhor dos mundos possíveis é contradita através
da comparação irônica com Platão e da exposição dos males do mundo que atingem a todos, inclusive os defensores da filosofia de Leibniz.
do recenseamento dos diversos argumentos levantados contra Leibniz ao longo dos séculos XVII e XVIII.
de argumentos céticos que demonstram o dogmatismo e a arbitrariedade das teses do racionalismo leibniziano.
de um retorno deliberado às doutrinas da ortodoxia católica por meio de um evidente fideísmo expresso nas opiniões do narrador.
da demonstração formal da impossibilidade lógica dos pressupostos metafísicos da doutrina de Leibniz, bem como da condenação de suas conseqüências morais.

O texto acima resume bem o espírito inquiridor do Século das Luzes. Com base em sua leitura, é correto afirmar:
O Iluminismo submete toda instituição, saber e crença à crítica racional, mas preserva intacta a religião.
O Iluminismo submete todo conhecimento e todas as instituições a um exame livre e público, mas deixa intocada a legislação.
Para o Iluminismo apenas a legislação e a religião são dignos de um exame crítico detido.
Para o Iluminismo nenhum objeto deve escapar a um exame crítico, livre e público realizado pela razão.
O Iluminismo, em sua crítica irrestrita à religião e à legislação, leva ao ateísmo e antecipa posições do anarquismo.
Francis Bacon, um dos pilares da filosofia moderna, deduziu que o ser humano inicialmente existe como pensamento, para depois afirmar a sua existência, ou seja, vai da idéia do pensamento ao ser que pensa, realizando-se, então, o salto sobre o abismo que separa a subjetividade da objetividade.
Para Kant, a proposição de que toda mudança tem que ter uma causa é
um juízo sintético e a priori.
um juízo analítico, puro e a priori.
uma regra e não propriamente um juízo.
uma proposição analítica, mas a posteriori.
uma antinomia da razão pura.
O imperativo categórico possui uma fundamentação empírica segundo a filosofia kantiana.
A filosofia da Kant estipula a existência de juízos sintéticos a posteriori.
O imperativo categórico, formulado por Kant, afirma a autonomia da vontade como princípio universal de conduta.
Kant procurou formular uma filosofia moral pura, ou seja, despida de tudo que seja empírico.