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Para o autor, o problema posto pela Metafísica consiste em
responder de modo categórico a todas as perguntas para conhecer Deus, a transcendência, o sentido e a origem do mundo.
investigar como surgem as perguntas sobre o que está além da experiência física do mundo, sobretudo em sua dimensão suprassensível.
resolver as dúvidas que ocorrem em qualquer investigação das causas primeiras e universais, dada a finitude e impotência da razão humana.
abandonar qualquer proposito de criar uma metafísica de tipo natural e secular, visto que não se pode estabelecer com segurança os limites de atuação da razão.
conhecer e estabelecer a priori os princípios universais que presidem a experiência do mundo e o seu conhecimento em todas e cada uma das ciências.
A ilustração é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele é o próprio responsável. A menoridade é a incapacidade de fazer uso do entendimento sem a condução de um outro. O homem é o próprio culpado dessa menoridade quando sua causa reside não na falta de entendimento, mas na falta de resolução e coragem para usá-lo sem a condução de um outro.
Immanuel Kant. “O que é a Ilustração”
As palavras de Kant ecoaram por um período de profundas transformações do pensamento e das condições materiais na Europa.
Entre as características do pensamento de tal período, conhecido como iluminismo, assinale a alternativa correta.
Buscou combater a ordem econômica vigente, através do liberalismo, embora entre suas ideias não houvesse um questionamento direto à ordem política e social.
Apesar de influenciar toda a Europa, todos os grandes filósofos que desenvolveram tais ideias eram franceses.
Não havia entre seus objetivos a ampla divulgação dos ideais entre as classes populares, já que se trata de um movimento predominantemente da alta burguesia.
Houve uma profunda valorização do indivíduo e da razão, mas como tratava-se de um pensamento fundamentalmente abstrato e teórico, não afetou o campo da ciência.
Embora sua originalidade seja inegável, desenvolveu-se com a influência de preceitos surgidos anteriormente, no renascimento, tais como o cartesianismo.
Immanuel Kant iniciou a investigação crítica da moral com a obra “Fundamentação Metafísica dos Costumes”, de 1785, e lhe deu uma versão definitiva com a “Crítica da Razão Prática”, publicada em 1788. Nessas obras, o autor formulou as bases de uma ética relacionada à:
Razão e vontade humana.
Anomia e solidariedade social.
Espiritualidade e virtude do ser.
Subjetividade e impossibilidade do conhecer.
O contexto da Revolução Gloriosa, século XVII, na Inglaterra, retrata uma revolução sem derramamento de sangue, em que Guilherme de Orange, genro do Rei que governava à época, assumiu o comando do país, que passou a ser uma Monarquia Parlamentar. As ideias de John Locke influenciaram o novo Regime e, ainda, inspiraram outros episódios históricos, como a composição da Constituição dos EUA. Sobre esse filósofo, considerado um precursor do Iluminismo, suas teorias e ações, é correto afirmar que:
Exerceu grande influência sobre vários filósofos de sua época, entre eles: Albrecht Wellmer e Jürgen Habermas.
Afirmava que o conhecimento era proveniente da experiência: tanto de origem externa nas sensações quanto nas internas através das reflexões.
Defendia a ideia de que a mente é um mero receptor passivo, pois, por não processar as sensações e os conhecimentos, precisa ser conduzida à razão.
Era ferrenho opositor à liberdade intelectual, principalmente em relação às camadas mais baixas da população, que, a seu ver, deveriam ser controladas.
Entre os filósofos da Época Moderna, Hume e Kant ofereceram explicações diversas sobre como funciona o intelecto humano, posteriormente reunidas nas correntes de pensamento denominadas empirismo e criticismo.
Nesse sentido, essas correntes consideram que
o saber sobre o mundo deriva da experiência.
as ideias manifestadas pelos homens são inatas.
o conhecimento independe da impressão sensível.
a realidade é uma manifestação da essência divina.
o intelecto é capaz de investigar como é possível conhecer.
Para Kant, independente do conhecimento formado pelo observador, existe um conteúdo intrínseco à experiência, que se encontra inerente a coisa, mas que ganha sentido pelo uso aplicado da razão. Este tipo de saber é chamado pelo filósofo:
A posteriori.
A priori.
Nexo vital.
Nexo causal.
Logus.
Considerando o debate na história da filosofia sobre o conceito de filosofia e a arte de filosofar, assinale a alternativa que representa a visão do filosofo alemão Immanuel Kant.
A Filosofia nunca é, ela vai sendo.
Dualidade entre alma e corpo pertencente ao mundo inteligível.
É a contestação de uma ideia, apresentando um pensamento que refuta às evidências.
Jamais é possível entender qualquer filosofia, mas sim a filosofar, praticando a capacidade da razão na obediência de seus conceitos absolutos.
Como nada é permanente, tudo flui, tudo muda, portanto, a filosofia é a arte de compreender essa complexidade.
Sobre o pensamento de Kant, fala-se de filosofia crítica e de filosofia transcendental: “(...) ‘transcendental’ porque a teoria do conhecimento não poderia tratar de objetos particulares, mas da necessidade lógica e das condições universais do conhecimento enquanto tal.”
(REIS, J. C. A Crítica Histórica Da Razão: Dilthey Versus Kant. In: Memória, Identidade e Historiografia. Textos de história. vol. 10, 1 /
Quanto às razões do seu caráter crítico, assinale a alternativa que descreve corretamente.
Crítico por se tratar, sobretudo, de uma investigação que se mantém nos limites da própria capacidade do conhecimento humano, apresentando as razões pelas quais este conhecimento é possível
Crítico por considerar o conhecimento humano um saber limitado, indigno de ser chamado científico na medida em que ciência é saber universal e necessário. A demonstração da impossibilidade da Metafísica como ciência, como se observa já no prefácio da Crítica da Razão Pura, serve ao propósito da demonstração das razões pelas quais não se pode confiar na capacidade do conhecimento
É crítico na medida em que evidencia a menoridade de seus interlocutores, que não ousam fazer uso da própria razão. Fazer ciência é denunciar os dogmatismos e mesmo o ceticismo cínico de sua época
É crítico por demonstrar a impossibilidade da Metafísica como ciência, logo quando a Metafísica estava na fundação do próprio racionalismo que predominava nas ciências desde Descartes, passando por Wolff e Leibnitz
A maior parte dos historiadores da Filosofia considera Emanuel Kant como o principal filósofo da era moderna e atribui a ele a afirmação de que uma das finalidades relevantes da Filosofia é proporcionar:
o prestígio intelectual.
o fim das ilusões da ciência.
a segurança jurídica aos Estados.
a racionalidade coletiva.
a felicidade humana.
As ações nunca derivam apenas da razão, elas precisam ter uma fonte não racional.
Certo
Errado
O filosofo Immanuel Kant, ao refletir sobre a Filosofia Moral, faz menção de que devemos “agir de maneira que nossa ação possa tornar-se universal”. Ao fazer essa declaração, o filosofo está apresentando a ética como:
A busca da harmonia individual, de alguma forma de felicidade.
A busca da harmonia universal, da felicidade do cidadão participativo.
Um agir coletivo visando um ethos universal.
Uma ciência universal que revela o “ente” singular em uma intenção programada e eurocêntrica.
Justiça, verdade universal, uma revelação do conhecimento prático, uma busca do belo em si e para si.
A lei moral é descritiva.
Certo
Errado
Para Kant, de acordo com o trecho citado, a faculdade da razão pura é limitada pelo fato de
ocupar-se do conhecimento a priori das coisas em si e do suprassensível, ambos indemonstráveis.
não possuir a capacidade para determinar se o mundo existe desde toda eternidade.
ser inevitavelmente conduzida a conclusões contraditórias, ao pensar sobre o mundo como totalidade.
ser impossível saber se pode ser ampliada ou deve ser assujeitada por barreiras seguras
conforma-se à simples percepção dos sentidos para produzir um conhecimento efetivo sobre o mundo.
Para Kant, o agir bem contém a possibilidade de levar a boa ação. Ou seja, quando agimos, devemos seguir uma regra que nós mesmos desejamos que seja tomada por todas as outras pessoas como regra de suas ações. Este agir ético é chamado pelo filósofo como:
Ética transcendental.
Imperativo categórico.
Metafísica dos costumes.
Espírito absoluto.
Vontade geral.
Supervalorização das emoções pessoais com destaque para a melancolia, valorização das sensações do ser humano e da liberdade de pensamento, foco no indivíduo que passa a ser o centro das atenções, desejo de evasão para escapar da realidade como ela se apresenta criando um mundo idealizado, oposição ao modelo clássico, nacionalismo, retorno ao passado, são características do:
Positivismo.
Renascimento.
Iluminismo.
Romantismo.
Ceticismo.
“Chamo transcendental a todo o conhecimento que em geral se ocupa menos dos objetos, que do nosso modo de os conhecer, na medida em que este deve ser possível a priori.” In: KANT, Immanuel. Crítica da Razão Pura. 5.ed. Tradução de Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001. § B25
No trecho acima, Kant define o sentido do termo transcendental. Nesse sentido, é correto afirmar que o transcendental é
um saber que não se ocupa de objetos, mas de verdades últimas sobre Deus e a imortalidade da alma.
um conhecimento da nossa interioridade pessoal e existencial.
aquilo que ultrapassa o mundo dos fenômenos, levando-nos ao conhecimento da coisa-em-si.
um conhecimento do sujeito empírico que é condição para a existência da filosofia.
um conhecimento do sujeito e das condições de possibilidade de todo conhecer.
Segundo Immanuel Kant, juízos estéticos são aqueles que se relacionam a uma satisfação interior contemplativa e que decorre de representações ou intuições, com isso ele traz um novo conceito acerca do belo.
Assinale a alternativa CORRETA.
O belo é caracterizado apenas como um objeto
O belo é algo que deve trazer satisfação a um grande número de pessoas
O belo nasce da relação do sujeito com o objeto
O belo está apenas no mundo das ideias
O belo é a imitação da arte
Dos filósofos abaixo relacionados, no âmbito da ética, a quem é atribuída a citação: "Duas coisas enchem o ânimo de admiração e veneração sempre novas e crescentes, quanto mais frequentemente e com maior assiduidade delas se ocupa a reflexão: o céu estrelado sobre mim e a lei moral em mim. Esta começa no meu invisível eu, na minha personalidade e expõe-me num mundo que tem a verdadeira infinidade, mas que só se revela ao entendimento"?
Friedrich Hegel.
Tomás de Aquino.
Max Scheler.
Immanuel Kant.
O imperativo ____________________ em Kant é uma forma a priori, pura, independente do útil ou prejudicial. É uma escolha voluntária racional, por finalidade e não causalidade. Superam-se os interesses e impõe-se o ser moral, o dever. O dever é o princípio supremo de toda a moralidade.
A alternativa que preenche corretamente a lacuna é:
categórico
hipotético
moral
arbítrio