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A filosofia crítica, que é o pano de fundo do Iluminismo, caracteriza-se por três pressupostos básicos: 1) a liberdade, exemplificada pela defesa da livre iniciativa no comércio, segundo o pensamento liberal e opondo-se ao absolutismo de direito divino; 2) o individualismo, que se baseia na existência do indivíduo livre e autônomo, consciente e capaz de se autodeterminar; 3) a igualdade jurídica, que visa garantir a liberdade do indivíduo contra os privilégios da nobreza.
(Danilo Marcondes, Iniciação à história da filosofia. Adaptado)
De acordo com essa definição, o Iluminismo foi
um movimento elitista, voltado para a defesa de privilégios sociais e econômicos.
uma ideologia socialista, defensora da abolição da propriedade privada.
um pensamento universalista originado na sociedade burguesa no século XVIII.
uma filosofia de natureza teológica, voltada para a defesa de valores tradicionais.
um movimento anarquista, contrário à autoridade do Estado sobre o indivíduo.
Durante muitos anos a filosofia moderna foi tomada pela discussão em torno da forma que percebemos o mundo e adquirimos conhecimento. De um lado havia os empiristas com a defesa das impressões sensoriais na obtenção da noção do mundo, do outro os racionalistas que acreditavam que somente pela razão essa noção era alcançada. Diante das possibilidades do conhecimento do mundo, discutidas por racionalistas e empiristas, qual a posição de Immanuel Kant?
Via nas impressões sensoriais a única forma de perceber o mundo, por isso foi considerado um empirista.
Acreditava que as ideias eram totalmente flexíveis diante das experiências, o que tornava a primeira uma premissa falsa.
Acreditava que as duas vertentes filosóficas possuíam pertinência e em sua filosofia procurou aliar as duas linhas de pensamento.
Era nitidamente um racionalista em função da sua incredulidade nas impressões sensoriais que segundo ele eram ilusórias e sem padrão específico.
“Monstesquieu é radicalmente contra o absolutismo. Não é um arauto da Revolução Francesa pela sua posição moderada, mas a sua crítica ao absolutismo ascendeu o estopim revolucionário entre os burgueses como a mais alta expressão do seu descontentamento.”
(Nunes: 2004, 78.)
A principal crítica de Montesquieu ao absolutismo se assenta diretamente sobre
o exercício do poder.
a legislação autocrática.
a solidariedade transumana.
a essencialidade da liberdade.
Kant concorda, respectivamente, com empiristas e racionalistas em relação aos seguintes tópicos:
Que a forma a priori da sensibilidade é o tempo e que a forma a posteriori da sensibilidade é o espaço.
Que o entendimento é composto pela faculdade de julgar e pela experiência sensível.
Que o conhecimento só é possível pelo númeno e pelo fenômeno.
Que aquilo que vem de fora de nós é a forma do conhecimento; e que aquilo que vem de dentro de nós é a matéria do conhecimento.
Que aquilo que vem de fora de nós é a matéria do conhecimento; e que aquilo que vem de dentro de nós é a forma do conhecimento.
Segundo Kant o imperativo categórico exprime-se numa fórmula geral: “Age em conformidade apenas com aquela máxima pela qual possas querer ao mesmo tempo que ela se torne lei universal”. Essa fórmula permite a Kant deduzir as três máximas morais que exprimem a incondicionalidade dos atos realizados por dever. Considere as afirmativas:
I. Age de tal maneira que tua ação devesse representar os anseios morais de cada um.
II. Age como se a máxima de tua ação devesse ser erigida por vontade em lei universal da natureza.
III. Age como se a máxima de tua ação devesse representar a intenção mais profunda de sua consciência.
IV. Age como se a máxima de tua ação devesse servir de lei universal para todos os seres racionais.
V. Age de tal maneira que trates a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de outrem, sempre como um fim e nunca como meio.
Está correto o que se afirma APENAS em
“Uma vontade perfeitamente boa estaria do mesmo modo submetida a leis objetivas (do bem), mas nem por isso poderia ser representada como obrigada a ações conforme a leis, porque ela por si mesma, de acordo com sua constituição subjetiva, somente pode ser determinada pela representação do bem.” (KANT, Fundamentação da metafísica dos costumes. In: MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007. p. 121.)
Sobre o conteúdo desse trecho da obra de Kant citada, é correto afirmar que:
a constituição subjetiva da vontade humana a desobriga de agir conforme o Imperativo Moral.
a vontade perfeitamente boa é consoante ao Imperativo ou Lei Moral.
quando submetida a leis objetivas, a vontade humana é perfeitamente boa e, portanto, pode-se deixar seguir sem obrigação o Imperativo Moral.
a vontade humana pode motivar uma ação conforme imperativos hipotéticos e, portanto, não é uma obrigação agir seguindo a Lei Moral.
Leia o fragmento abaixo.
“[…] as condições da possibilidade da experiência em geral são, ao mesmo tempo, condições da possibilidade dos objetos da experiência e têm, por isso, validade objetiva num juízo sintético, a priori”.
Kant, Crítica da Razão Pura.
Essa afirmação implica em uma grande reviravolta na teoria do conhecimento moderno, impulsionada pelo modo como Kant defendeu
a relação de interdependência entre os sentidos e a razão e, ao mesmo tempo, entre os juízos analíticos e sintéticos, como via de acesso à verdade.
o papel das questões metafísicas acerca do Ser e da alma, como aspectos fundantes da filosofia transcendental.
a estrutura transcendental dos fenômenos como condição de serem intuídos pela razão pura.
a conciliação entre os projetos racionalista e empirista de fundamentação do conhecimento, como possibilidade de conhecimento das coisas em si.
a coincidência entre as capacidades de perceber e entender, inerente ao sujeito, e à própria estrutura da realidade.
No terreno da filosofia é de ____________ a distinção entre pensamento e conhecimento que será mantida por _____________ e outros filósofos, ficando a filosofia com a incômoda situação de ver a cognição inteira se transferir para a ciência, com a credencial de ser a forma de conhecimento confiável e bem sucedida.
Complete a frase acima com as palavras contidas na alternativa:
Aristóteles – Platão;
Heidegger – Heródoto;
Kant – Heidegger;
Platão e Ptolomeu.
“(...) tenham os juízos a origem que tiverem ou se apresentem em sua forma lógica como quiserem, existe uma diferença entre eles pelo seu conteúdo, que faz com que sejam simplesmente explicativos e nada acrescentem ao conteúdo do conhecimento, ou extensivos e ampliem o conhecimento dado (...)”.
(KANT, Immanuel. Prolegômenos a toda metafísica futura que possa apresentar-se como ciência. Lisboa: Edições 70, s/d, § 2.)
Assinale a opção que identifica corretamente a que juízos o trecho kantiano se refere.
Juízos universais e juízos disjuntivos.
Juízos problemáticos e juízos infinitos.
Juízos afirmativos e juízos categóricos.
Juízos analíticos e juízos sintéticos.
Juízos assertórios e juízos hipotéticos.
O século XVIII é conhecido como o Século das Luzes. E o tempo do Iluminismo. Segundo a ética iluminista:
osermorale o serreligioso são inseparáveis.
avida virtuosa do homem consiste em aceitar com passividade o destino e o sofrimento.
as normas da ação moral do homem são estabelecidas pela razão.
o agir moral é agir de acordo com os apetites e desejos naturais.
os valores morais são relativos aos costumes dos povos.
“Unicamente a autêntica e pura razão humana é a que se torna necessária e aconselhável para servir de orientação, e não um suposto e misterioso sentido da verdade, uma exaltada intuição sob o nome de fé, na qual a tradição ou a revelação podem ser enxertadas, sem o consentimento da razão.”
(Adaptado de KANT, Imanuel. O que significa orientar-se no pensamento?[1786].
In:Textos seletos. 2ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1985, p. 72.)
Com base no texto citado, assinale a alternativa que identifica corretamente o conceito kantiano de razão, um dos pilares do iluminismo filosófico.
O caráter especulativo da razão pura teórica se justifica pelo imperativo categórico de conhecer a verdade científica.
As coisas espirituais que se revelam aos sentidos são os objetos da razão orientada para o conhecimento objetivo.
A razão teórica é dependente do reconhecimento, para sua orientação, de um bem supremo transcendente entendido como puro ideal.
A liberdade de pensar é uma exigência para a orientação civil do homem, comandando suas crenças pessoais e sua devoção religiosa.
A razão, através da faculdade de conhecimento, deve subordinar o dado sensível da experiência, estabelecendo os limites do que podemos conhecer.
Os produtos e seu consumo constituem a meta declarada do empreendimento tecnológico. Essa meta foi proposta pela primeira vez no início da Modernidade, como expectativa de que o homem poderia dominar a natureza. No entanto, essa expectativa, convertida em programa anunciado por pensadores como Descartes e Bacon e impulsionado pelo Iluminismo, não surgiu “de um prazer de poder”, “de um mero imperialismo humano”, mas da aspiração de libertar o homem e de enriquecer sua vida, física e culturalmente.
CUPANI, A. A tecnologia como problema filosófico: três enfoques. Scientiae Studia, São Paulo, v. 2, n. 4, 2004 (adaptado).
Autores da filosofia moderna, notadamente Descartes e Bacon, e o projeto iluminista concebem a ciência como uma forma de saber que almeja libertar o homem das intempéries da natureza. Nesse contexto, a investigação científica consiste em
expor a essência da verdade e resolver definitivamente as disputas teóricas ainda existentes.
oferecer a última palavra acerca das coisas que existem e ocupar o lugar que outrora foi da filosofia.
ser a expressão da razão e servir de modelo para outras áreas do saber que almejam o progresso.
explicitar as leis gerais que permitem interpretar a natureza e eliminar os discursos éticos e religiosos.
explicar a dinâmica presente entre os fenômenos naturais e impor limites aos debates acadêmicos.
Quando, em seu Do espírito das leis (livro I, capítulo 1), Montesquieu afirma que a lei é também relação e que resulta da “natureza das coisas”, o filósofo quer dizer que a lei
não possui validade universal para todos os cidadãos, mas, pelo contrário, é apenas individual.
não é arbitrária na medida em que mantém uma estreita relação com os costumes do povo.
é absolutamente universal e, nessa medida, é válida para todos os povos.
é inteiramente arbitrária na medida em que é criada unicamente pelo rei.

apresenta evidente continuidade conceitual com a república platônica.
desvalorizou a importância das emoções na relação com o pensamento.
considerou a razão uma força limitada e não absoluta.
corresponde a uma revalorização da primazia da racionalidade iluminista.
resgata elementos básicos do mecanicismo newtoniano.

uma vida esclarecida e emancipada pressupõe a obediência, tanto no uso público quanto no uso privado, da razão.
tanto no que se refere ao uso público quanto ao uso privado da razão, prevalecem parâmetros de autonomia irrestrita.
a relação dos indivíduos com o Estado deve ser guiada pela liberação de impulsos anárquicos e revolucionários no plano público e privado.
a reprodução social da existência de uma condição de heteronomia intelectual é compatível com uma vida emancipada e esclarecida.
a autonomia do indivíduo no exercício da razão pressupõe simultaneamente a obediência e a crítica racional, de acordo com o contexto.

o iluminismo está em contradição com o desenvolvimento crítico do indivíduo.
seus fundamentos pressupõem uma ampla confrontação crítica da realidade.
a condição de maioridade intelectual equivale ao estado de heteronomia.
o intelecto humano é racional quando absorve ideias e valores irrefletidamente.
maioridade equivale à absorção da ideologia no sentido marxista deste termo.
A teoria dos três poderes, formulada por Montesquieu, defende que os Poderes Legislativo, Executivo e Moderador correspondem às funções do Estado.
Leia com atenção o texto a seguir.

Nesta definição de Esclarecimento, pode-se dizer que, para Kant,
o entendimento deve orientar-se pelas paixões próprias a cada um.
a condição de menoridade é proveniente da falta de cultura e erudição.
o Esclarecimento é um movimento que só pode ser exercido por maiores de idade.
o entendimento esclarecido deve orientar os entendimentos não esclarecidos.
a passagem à maioridade intelectual exige autonomia.