Questões de Concurso sobre Iluminismo

 
 
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Leia o texto a seguir:

“Até agora se supôs que todo o nosso conhecimento tinha que se regular pelos objetos; porém todas as tentativas de mediante conceitos estabelecer algo a priori sobre os mesmos, através do que ampli-aria o nosso conhecimento, fracassaram sob esta pressuposição. Por isso tente-se ver uma vez se não progredimos melhor nas tarefas da metafísica admitindo que os objetos têm que se regular pelo nosso conhecimento” (KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. São Paulo: Abril Cultural, 1980, p. 12. Adaptado).

Nesta passagem, Kant apresenta sua proposta de fazer uma “revolução copernicana” na metafísica, que consistiria em fazer com que o conhecimento do objeto dependesse de


A
características intrínsecas ao objeto conhecido.

B
experiências feitas pelo próprio sujeito cognoscente.

C
princípios transcendentes ao sujeito empírico.

D
princípios cognitivos pertencentes ao sujeito transcendental.

E
um conjunto de conhecimentos inatos ao sujeito.
Na sua crítica a Aristóteles, Bacon defende o abandono da busca de causas finais para o estudo da natureza, sem exceção.

C
Certo

E
Errado
Francis Bacon, especialmente na obra apresentada, enfatiza a importância do método experimental no estudo da natureza.

C
Certo

E
Errado

De acordo com o pensador iluminista Montesquieu, quais são as três espécies ou formas de governo existentes?


A

Monárquica, aristocrática e democrática.


B

Tirânica, oligárquica e republicana.


C

Democrática, aristocrática e despótica.


D

Republicana, monárquica e despótica.

Acerca das proposições filosóficas de Immanuel Kant em sua obra Fundamentação da Metafísica dos Costumes, considere as assertivas abaixo.

I. O valor moral de uma ação não depende da realidade objetiva que com ela se busca atingir, mas sim é conhecido a priori pela razão.

II. A fórmula de um mandamento categórico admite a determinação de uma ação como um meio a alcançar um objetivo tomado por bom.

III. Apenas algo que possua valor absoluto e seja um fim em si mesmo pode ser o fundamento de um imperativo categórico (lei prática).

IV. O exercitar prático da autonomia da vontade de impor a si um imperativo hipotético restringe negativamente a liberdade individual.

V. Se dada regra necessita explicitar seu fundamento no objeto da vontade, trata-se de situação de heteronomia e de um imperativo condicionado.

VI. No conceito kantiano de “reino dos fins”, as coisas têm ou preço ou dignidade, sendo que apenas as primeiras admitem trocar-se por equivalentes.

Está correto o que se afirma APENAS em


A
II, III e V.

B
II, IV e VI.

C
I, II, IV e VI.

D
I, III, V e VI.

E
I, III, IV e V.

Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma afirmação que se liga ao significado de “analiticamente verdadeiro”, conforme elaborado por Kant em sua obra “Crítica da Razão Pura”.


A

O juízo analítico tem o sentido de verdadeiro por definição.


B

O juízo analítico pode versar sobre objetos do mundo da experiência.


C

O juízo analítico tem a verdade do conteúdo afirmado decidido por leis lógicas elementares, pressupondo as regras semânticas da língua em que é afirmado.


D

O juízo analítico deve sua analiticidade somente à relação entre o conceito de sujeito e o conceito do predicado.


E

No juízo analítico o predicado do enunciado não acrescenta conteúdo ao sujeito do enunciado.

Assinale a alternativa que apresenta as duas características do conhecimento puramente apriorístico, como descreve Kant em sua obra “Crítica da Razão Pura”.


A

Temporalidade e espacialidade.


B

Causalidade e reciprocidade.


C

Necessidade rigorosa e generalidade absoluta.


D

Analiticidade e sinteticidade.


E

Transcendentalidade e regularidade.

Em suas obras, Bacon e Descartes buscaram superar temáticas enfrentadas pelos homens de seu tempo. Essas temáticas incluem

A
a razão instrumental e a ideologia cientificista.

B
a ciência como origem da verdade.

C
o preconceito contra a cultura.

D
a relação entre o erro e a verdade.

E
a peste negra e a insegurança alimentar.

Analise os trechos abaixo.


“Se, porém, todo o conhecimento se inicia com a experiência, isso não prova que todo ele derive da experiência” (Crítica da Razão Pura, B1)

“Sem a sensibilidade, nenhum objeto nos seria dado; sem o entendimento, nenhum seria pensado. Pensamentos sem conteúdo são vazios; intuições sem conceitos são cegas [...] Só pela sua reunião se obtém conhecimento”. (Crítica da Razão Pura, B75)


A respeito dos trechos assinale a alternativa incorreta.


A

Do debate que acompanhou a filosofia moderna entre os dogmáticos, sejam empiristas ou intelectualistas, sobre as fontes do conhecimento científico, Kant parece se posicionar em um “meio termo”, quando, de fato, muda os termos do problema


B

Kant parece aderir ao ceticismo quando recusa que nosso conhecimento alcance as coisas em si; estas, não podemos conhecer. Só podemos conhecer os objetos da experiência sensível, que são condicionados pela forma em que são recepcionados pela sensibilidade e pela forma em que são pensados pelo entendimento


C

Kant consegue assim conciliar o inatismo das ideias dos intelectualistas com os dados empíricos dos objetos fora da consciência, concedendo igualmente a ambos os lados da disputa dogmática


D

A Crítica da Razão Pura toma primeiramente intuições cegas para saber o que nos fornecem de antemão; após isto, toma pensamentos vazios para também deles saber o que fornecem, para extrair disso os limites e condições de toda experiência possível


E

Consideradas as coisas assim – do ponto de vista transcendental –, Kant salvaguarda os direitos da Metafísica em tomar os objetos para além da experiência, os mais dignos de serem pensados, como Deus, liberdade, alma, mas com esta restrição: só pensados, pois já não podem ser de modo algum conhecidos

Fala-se muito nos dias de hoje em direitos do homem. Pois bem: foi no século XVIII — em 1789, precisamente — que uma Assembleia Constituinte produziu e proclamou em Paris a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Essa Declaração se impôs como necessária para um grupo de revolucionários, por ter sido preparada por uma mudança no plano das ideias e das mentalidades: o Iluminismo.


FORTES, L. R. S. O Iluminismo e os reis filósofos. São Paulo: Brasiliense, 1981 (adaptado).


Correlacionando temporalidades históricas, o texto apresenta uma concepção de pensamento que tem como uma de suas bases a


A

modernização da educação escolar.


B

atualização da disciplina moral cristã.


C

divulgação de costumes aristocráticos.


D

socialização do conhecimento científico.


E

universalização do princípio da igualdade civil.

Assinale a alternativa que apresenta o ente racional para o qual o conceito de vontade boa contém o de dever, manifestando-se na forma do mandamento, do imperativo, conforme defende Kant em sua obra “Fundamentação da Metafísica dos Costumes”.


A

Sujeito cuja vontade é necessariamente boa.


B

Sujeito que possui exclusivamente bons talentos.


C

Sujeito que possui tanto apetite racional quanto inclinações naturais.


D

Sujeito exclusivamente mau.


E

Sujeito santificado.

Leia as afirmativas a seguir:


I A moral kantiana, alicerçada na possibilidade do imperativo categórico, não dá conta de deliberar sobre ações em situações particulares, em que se consideram as consequências previsíveis das ações que requer o resgate da prudência aristotélica.

II A moral kantiana considera as motivações dos atos, os seus fins e fornece os critérios formais (e, por isso, universais) de deliberação, na forma de um dever, um mandamento que a razão dá à vontade e, assim, pode prescindir da experiência.

III A ética aristotélica considera as motivações dos atos, os fins (o bom, o justo e a felicidade) e trata de julgar caso a caso, segundo os critérios extraídos da experiência; opera assim por imperativos hipotéticos.

IV A ética aristotélica considera que a virtude se identifica com a razão, cujo desenvolvimento, isto é, do movimento da potência ao ato, é um fim determinado pela natureza.


Estão corretas as afirmativas:


A

I, III, IV apenas


B

II, III, IV apenas


C

I, II, III apenas


D

I, III apenas


E

II, IV apenas

asdJosé, taxista, passa por dificuldades financeiras. Seu pai, doente, requer tratamento que a família não pode custear. Certo dia, tendo constatado que a mala esquecida por um passageiro em seu táxi estava repleta de dinheiro, José vislumbrou a possibilidade de ficar com o dinheiro e utilizá-lo no tratamento de seu pai. Após muito refletir, José chegou à conclusão de que o correto seria devolver o dinheiro a seu proprietário e levou a mala com o dinheiro à delegacia de polícia.


Nessa situação hipotética, a atitude de José de devolver o dinheiro


A

remete à noção de justiça distributiva proposta por Aristóteles: a recompensa a cada indivíduo deve ser proporcional aos seus próprios méritos.


B

refuta o valor da ação política proposta por Arendt: os atos individuais, coordenados aos dos outros membros da sociedade, têm potencial de transformação social.


C

alinha-se ao pensamento kelseniano: o plano do dever ser é de natureza normativa e, nele, direito e moral se confundem.


D

corrobora a assertiva hobbesiana: toda ação humana voluntária é determinada pelas emoções, que incluem o egoísmo como destaque.


E

atende ao imperativo categórico kantiano: as escolhas que guiam as ações humanas devem seguir princípios universalizáveis.

Kant resume a lição básica da estética e da analítica transcendental ao afirmar que “as condições da possibilidade da experiência em geral são, ao mesmo tempo, as condições da possibilidade dos objetos da experiência” (Crítica da Razão Pura, A 158/B 197).


Assinale a alternativa que apresenta a consequência desta lição.


A

Podemos conhecer alma como se esta fosse um objeto de experiência.


B

Podemos conhecer a extensão espacial e temporal do universo como se fosse um objeto de experiência.


C

Podemos conhecer as coisas elas mesmas quando as colocamos numa experiência.


D

Podemos conhecer os objetos que estamos aptos a experimentar, aqueles que nos aparecem, e não as coisas em si mesmas e que estão para além da nossa experiência.


E

Podemos conhecer dialeticamente as ideais regulativas enquanto princípios constitutivos da experiência possível.

Kant fez uma reflexão a respeito da moral do homem e nela considerou algumas premissas imprescindíveis. São elas, EXCETO:


A

Proselitismo.


B

Livre‐arbítrio.


C

Existe um Deus.


D

A alma é imortal.

Durante muitos anos a filosofia moderna foi tomada pela discussão em torno da forma que percebemos o mundo e adquirimos conhecimento. De um lado havia os empiristas com a defesa das impressões sensoriais na obtenção da noção do mundo, do outro os racionalistas que acreditavam que somente pela razão essa noção era alcançada. Diante das possibilidades do conhecimento do mundo, discutidas por racionalistas e empiristas, qual a posição de Immanuel Kant?


A

Via nas impressões sensoriais a única forma de perceber o mundo, por isso foi considerado um empirista.


B

Acreditava que as ideias eram totalmente flexíveis diante das experiências, o que tornava a primeira uma premissa falsa.


C

Acreditava que as duas vertentes filosóficas possuíam pertinência e em sua filosofia procurou aliar as duas linhas de pensamento.


D

Era nitidamente um racionalista em função da sua incredulidade nas impressões sensoriais que segundo ele eram ilusórias e sem padrão específico.

   
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