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No contexto da Filosofia, a amplificação dos temas e maior sistematização do pensamento se deu no chamado período clássico (século V e IV a.C (antes de Cristo). São considerados filósofos sofistas (período clássico) os seguintes:
Maurice Merleau-Ponty e Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beauvoir.
Sócrates, Platão e Aristóteles.
Sócrates, Georg Wilhelm Friedrich Hegel e Jean Piaget.
Platão, Karl Marx e David Émile Durkheim.
Sócrates é figura fundamental da filosofia, emblematizado como aquele que melhor encarnou o que seria o ideal de ser filósofo.
Para Sócrates,
a essência do homem é sua alma.
o corpo deve ser cuidado primeiro, e depois a alma.
a alma não é o eu consciente, aquilo que denominamos de consciência.
o homem ignorante erra voluntariamente.
Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o contato de Sócrates paralisa e embaraça; leva a refletir sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma direção incomum: os temperamentais, como Alcibíades, sabem que encontrarão junto dele todo o bem de que são capazes, mas fogem porque receiam essa influência poderosa, que os leva a se censurarem. É sobretudo a esses jovens, muitos quase crianças, que ele tenta imprimir sua orientação.
BRÉHIER, E. História da filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1977.
O texto evidencia características do modo de vida socrático, que se baseava na
contemplação da tradição mítica.
sustentação do método dialético.
relativização do saber verdadeiro.
valorização da argumentação retórica.
investigação dos fundamentos da natureza.

Assinale a opção correta, a respeito dos preceitos fundamentais da filosofia socrática.
A definição filosófica de ato moral como um ato, sobretudo, de moderação, isto é, uma justa medida entre dois extremos, está relacionada ao pensamento ético de
Aristóteles, pois ele afirma que a virtude é uma qualidade que se exprime na escolha do meio-termo entre a falta e o excesso.
Platão, visto que, para ele, a virtude não é algo que possa ser ensinado, tampouco algo inato, mas, sim, um dom divino.
Kant, já que, para ele, agir moralmente significa exercer a autonomia inerente ao homem, por meio do exercício da razão.
Nietzsche, pois ele propõe que a moralidade e a equidade são meios inadequados para alcançar a felicidade.
Foucault, já que, para ele, os números são os princípios de todas as coisas e estabelecem, assim, a medida da moralidade.
Sócrates nada deixou escrito. Suas ideias foram divulgadas por seus discípulos Platão e Xenofonte. Nas conversas com seus discípulos, privilegia as questões morais. Aprendemos de Sócrates que o conhecimento resulta de uma busca contínua, enriquecida pelo diálogo, que corresponde ao filosofar. Sócrates é responsável por um método dialógico que se compõe de dois momentos.
As etapas do método socrático são:
Agora, porém, partirá injustiçado se de fato for embora, mas não por nós, as leis, e sim pelos homens; mas se fugir depois de tão vergonhosamente revidar injustiça com injustiça e o mal com o mal, rompendo os seus pactos e acordos conosco e ferindo àqueles que menos deveria - a si mesmo e aos amigos, ao país e a nós - , ficaremos zangadas com você...
(PLATÃO, Críton. In MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007. p. 25)
Com o argumento exposto no texto, Sócrates convence Críton de que, apesar da pena que recebe, sua recusa a fugir faz sentido. Sobre o argumento de Sócrates, é correto afirmar que
fugir é alternativa correta, porém a morte eleva a alma até as ideias, o Bem e a Verdade.
as leis são injustas e seu destino é cumprir a sentença de morte, a verdade absoluta da vida, pois o Estado pretende uma verdade menor.
as leis dizem a verdade que o Estado ordena, e os homens são livres para fugir ou submeter-se às leis, que são válidas conforme interesses.
homens cometem injustiça e as leis representam a verdade, fugir consistiria em abdicar do que é precioso, o acordo com as leis e a reverência ao Estado.
Numa visão geral, os gregos Sócrates, Platão e Aristóteles possuíam alguns pensamentos em comum. Exemplo disso são as paixões, essas que eram consideradas por eles como matéria‐prima do
bem e do mal.
vício e da virtude.
falso e verdadeiro.
conhecimento e ignorância.
Assinale a alternativa correta sobre uma acusação de Sócrates aos sofistas:
De confundirem a racionalidade com a dependência aos deuses.
De consumir a vida com devaneios poéticos e sensuais.
De não serem filósofos, pois não tinham amor à filosofia.
De ensinar aos jovens o desapego aos bens materiais.
De propagar ideias heréticas sobre a origem do universo.
Leia o fragmento abaixo.
"Conhece-te a Ti mesmo e conhecerás todo o universo e os deuses, porque se o que procuras não achares primeiro dentro de ti mesmo, não acharás em lugar algum" [...].
Disponível em: <http://www.elivieira.com/2010/10/ti-mesmo-e-conheceras-todo-o-universo-e.html>. Acesso em: 28 set. 2015. Fragmento.
Esse fragmento ilustra a máxima de maior difusão do pensamento filosófico desenvolvido por Sócrates, no século V a.C., na Grécia. Sócrates teve o primeiro contato com essa máxima, que busca conhecer a verdade, através do autoconhecimento
na ágora de Atenas, local destinado às discussões políticas.
no pórtico do templo de Apolo, localizado na região de Delfos.
nos diálogos que são fundamentados na dialética, escritos por Platão.
nos diálogos que Sócrates teve com Teeteto, conforme narra Platão.
nos estudos históricos sobre a virtude, propostos por Aristóteles.
Leia o texto abaixo.
Se alguém me diz por que razão um objeto é belo, e afirma que é porque tem cor ou forma, ou devido a qualquer coisa do gênero – afasto-me sem discutir, pois todos esses argumentos me causam unicamente perturbação. Quanto a mim, estou firmemente convencido, de um modo simples e natural, e talvez até ingênuo, que o que faz belo um objeto é a existência daquele belo em si, de qualquer modo que se faça a sua comunicação com este. O modo por que essa participação se efetua, não o examino neste momento; afirmo, apenas, que tudo o que é belo é belo em virtude do Belo em si”.
Platão, Fédon.
Na obra filosófica de Platão, a convicção de Sócrates presente no texto representa
a crença na anterioridade lógica dos valores estéticos em relação à ciência.
a comprovação do monadismo platônico que unifica o corpo e a alma, mundo sensível e mundo inteligível.
a crítica ao naturalismo, fundado na experiência sensível, e a fundamentação da metafísica platônica, fundada nas ideias (logoi).
a influência da noção de beleza para os gregos, nas ideias postas em toda filosofia platônica.
a defesa da superioridade ontológica do Belo em relação às demais causas da realidade.
Sócrates não deixou escrito, seu pensamento é conhecido pelos diálogos de Platão, especialmente nas obras O banquete e Apologia de Sócrates, em que Sócrates é personagem central, e também pelos escritos de Xenófanes e Aristóteles. Com base nos conhecimentos sobre a teoria Socrática, assinale a alternativa correta:
Sócrates nunca criticou o ceticismo e o relativismo dos sofistas e o fato de serem pagos para ensinar técnicas de convencimento.
O método socrático da ironia parte do fortalecimento das falsas convicções, indo à busca da essência.
O objetivo da definição socrática não é somente procurar a verdade sobre os conceitos, mas conhecer a si mesmo, refletir sobre si.
Sócrates ensinou que era melhor cuidar das riquezas do que das virtudes.
Segundo Sócrates os valores éticos são inerentes ao ser humano, portanto o homem já nasce bom, mas se corrompe pela sociedade.

(http://www.filosofia.eom.br/figuras/charge/76.jpg)
A imagem acima é uma releitura do quadro "Morte de Sócrates" do pintor francês Jacques-Louis David (1748-1825). A imagem Intitula-se "Dirija-te a ti mesmo - a auto-escola socrática", e constitui uma maneira bem-humorada de situar a filosofia socrática, em referência a um de seus lemas fundamentais.
Assinale a alternativa que identifica corretamente o lema ao qual a imagem acima se refere.
"Só sei que nada sei".
"Aqui não entre quem não souber geometria".
"Não force o que não é belo a ser feio, nem o que não é bom a ser mau".
"Tudo o que é gênio está entre um deus e um mortal".
"Conhece-te a ti mesmo".

Toda opinião é necessariamente falsa, pois é baseada na aparência, e não na essência das coisas.
Para Sócrates, como educador, o importante era que o homem se tornasse capaz de ter opiniões sobre a realidade.
A ironia socrática era o modo de interrogar por meio do qual Sócrates levava o seu interlocutor ao reconhecimento de sua própria ignorância, fazendo a crítica das opiniões baseadas nas aparências assumidas pelos homens no cotidiano.
Na concepção socrática, o não saber é mera ignorância, portanto é o maior impedimento ao pensamento filosófico.
Por ser incapaz de dizer a verdade que tentava encontrar nos interlocutores, Sócrates denominava-se um parteiro estéril.
Sócrates era um filósofo da natureza. Para ele, tudo muda a todo momento, nada permanece igual o tempo todo.
Sócrates exercia a arte do parteiro de almas, isto é, a arte do maiêutico.