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A filosofia grega surgiu com os filósofos Sócrates, Platão e Aristóteles, que lançaram as bases do pensamento moderno nas mais diversas áreas.
Certo
Errado
As relações das filosofias de Sócrates e Platão com Protágoras caracterizam-se por
filiação e continuidade.
veneração e descontinuidade.
veneração e crítica..
crítica e superação.
filiação e superação.
Sócrates: “Quem não sabe o que uma coisa é, como poderia saber de que tipo de coisa ela é? Ou te parece ser possível alguém que não conhece absolutamente quem é Mênon, esse alguém saber se ele é belo, se é rico e ainda se é nobre? Parece-te ser isso possível? Assim, Mênon, que coisa afirmas ser a virtude?”.
PLATÃO. Mênon. Rio de Janeiro: PUC-Rio; São Paulo: Loyola, 2001 (adaptado).
A atitude apresentada na interlocução do filósofo com Mênon é um exemplo da utilização do(a)
escrita epistolar.
método dialético.
linguagem trágica.
explicação fisicalista.
uspensão judicativa.
Sócrates — Assim, Glauco, com certa dificuldade e ao término de uma longa discussão, diferenciamos os filósofos daqueles que o não são.
Glauco — Talvez não conseguíssemos fazê-lo numa breve discussão.
Sócrates — Talvez. E acredito até que teríamos chegado a um mais alto grau de evidência se tivéssemos podido discorrer apenas a respeito desse ponto e não existissem muitas outras questões a tratar, para vermos em que difere a vida do homem justo da do homem injusto.
Glauco — De que iremos tratar depois disso?
Sócrates — O que vem logo a seguir? Como estabelecemos que são filósofos aqueles que podem chegar ao conhecimento [...]
Platão. A República, Livro VI.
Considerando a perspectiva dos diálogos platônicos e o contexto filosófico apresentado no texto acima, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
São filósofos aqueles que podem chegar ao conhecimento do imutável.
PORQUE
É possível que uma alma covarde e inferior exerça relação com a verdadeira filosofia.
A respeito das asserções apresentadas acima, assinale a opção correta.
As asserções I e II são proposições falsas.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
Observe a imagem a seguir:

(Disponível em: SOCRATES-Filme-Foto6.jpg. 1280×720. pgl.gal.)
Ela retrata o filme “Sócrates” e, especificamente, o filósofo realizando sua atividade preferida: conversar com os seus discípulos. Sócrates sempre foi considerado um sábio, aquele que reconhecia a sua própria ignorância em relação a muitas concepções. Sobre Sócrates e seu método dialógico, é correto afirmar que:
A atitude filosófica socrática deixa de lado as crenças e passa a analisar os fatos de maneira crítica e racional.
A partir de suas discussões sobre cosmogonia e teogonia, a filosofia ganhou respaldo e passou a ser proferida nas chamadas universidades.
Com o seu trabalho sistemático e seus seguidores, a filosofia saiu do campo dogmático e atingiu, através de inúmeras obras, o campo acadêmico.
O espanto e a admiração pelo conhecimento e o reconhecimento da nossa capacidade de conhecer a verdade de fato são elementos essenciais de sua teoria.
Para Sócrates, existiam verdades universais válidas para toda a humanidade em qualquer espaço e tempo. Para encontrá-las, era necessário refletir sobre elas. Essa percepção da verdade como alcançável é um fator de diferenciação entre Sócrates e os sofistas.
O princípio da filosofia de Sócrates estava na frase "Conhece-te a ti mesmo", um oráculo universal dado pelo deus Apolo na mitologia grega. Antes de lançar-se em busca de qualquer verdade, o homem precisa se autoanalisar e reconhecer sua própria ignorância. O próprio Sócrates ao consultar o Oráculo de Delfos recebeu a mensagem de que ele era o mais sábio entre os gregos.
Sócrates percebeu que ele era sábio porque dentre os sábios, era o único que julgava não saber e buscava o verdadeiro conhecimento. Da afirmação de sua própria ignorância faz surgir a célebre frase: “Só sei que nada sei.”
Disponível em www. todamateria.com.br/metodosocratico-ironia-maieutica/, visualizado em 28out2021
Conclui-se da frase célebre de Sócrates que:
o ser humano está fadado a ter dificuldade para encontrar o conhecimento verdadeiro.
o conhecimento verdadeiro, segundo o filósofo, é alcançado por rigorosa percepção das coisas.
o objetivo seria questionar as crenças habituais, assumir sua ignorância e buscar um conhecimento verdadeiro.
a ideia era se tornar um ignorante para refutar ideias contrárias.
o conhecimento verdadeiro só seria possível para aqueles que tivessem sua mente como uma tábula vazia.
O período grego, do século VI, permitiu que o cidadão grego fosse livre em seu pensamento e essa liberdade de expressão foi importante para o desenvolvimento da filosofia ocidental, onde o homem pode refletir mais e usar o seu raciocínio crítico.
Quanto à liberdade para Sócrates podemos afirmar:
que livre é aquele que consegue dominar seus sentimentos, seus pensamentos e a si próprio.
que a ação que não sofre coações é livre e voluntária.
que livre é o sujeito que busca a purificação e a oração.
que “onde não há lei, não há liberdade”.
que a liberdade é fruto de uma escolha.
Após o surgimento da democracia na Grécia antiga, a busca pelo ser das coisas deixa de ser o foco principal das questões filosóficas, que agora se ocuparia com o homem e suas potencialidades. Era preciso saber falar para fazer valer seus interesses nas assembleias. Surgem, então, os famosos oradores denominados sofistas, palavra que significa “sábio” em grego. Acerca dos sofistas, marque a alternativa INCORRETA:
Devido aos ódios e invejas que os sofistas geraram depois entre o povo, a palavra sofista passou a ser utilizada de um modo depreciativo, com o sentido de “charlatão, mercenário, demagogo ou mentiroso”.
No início, a palavra sofista foi utilizada para realçar uma capacidade ou arte especial num determinado assunto. Homero refere que um construtor naval, um cocheiro, um navegador, um adivinho ou um escultor são sábios nas suas profissões. Também Apolo é sophos com a sua lira.
Pelo final do século V a.C., o termo "sofista" era aplicado a quem escrevia ou ensinava e que era visto como tendo uma especial capacidade ou conhecimento a transmitir.
Sócrates foi o mais famoso dos sofistas, conforme testemunho de Platão no Protágoras.
A frase “o objetivo principal de toda a reflexão é o conhecimento da verdade” é atribuída a:
Sócrates
Aristóteles
Tales
Platão
O termo maiêutica, cunhado nos anais da História da Filosofia pelo importante filósofo grego Sócrates, significa:
Arte de trazer à luz.
Verdade absoluta.
Silogismo.
Verdade relativa.
Uma das frases mais conhecidas de Sócrates é: "Conhece-te a ti mesmo". Ora, de acordo com a dialética socrática, a verdade está dentro do Homem, cabendo a ele refletir e atingir as chamadas verdades universais. Tal método visava a elucidação do verdadeiro conhecimento sobre determinado assunto, a partir da reflexão sobre as respostas obtidas de perguntas aparentemente simples e ingênuas, também denominada de, assinale a alternativa correta:
“Se, com efeito, mesmo o forte quisesse ser forte, continuou Sócrates, e o rápido ser rápido, e o sadio ser sadio – pois talvez alguém pensasse que nesses e em todos os casos semelhantes os que são tais e têm essas qualidades desejam o que justamente têm, e é para não nos enganarmos que estou dizendo isso – ora, para estes, Agatão, se atinas bem, é forçoso que tenham no momento tudo aquilo que têm, quer queiram, quer não, e isso mesmo, sim, quem é que poderia desejá-lo?” (PLATÃO, O Banquete. Coleção Os Pensadores,Abril Cultural, 1972)
No contexto do diálogo platônico em questão, a discussão sobre o é em, parte, uma discussão sobre o que se deseja, sobre as condições pelas quais desejamos algo. Após o discurso socrático, o quinto entre os convivas do sympósium fica estabelecido que o desejo é:
fruto de uma completude entre os amantes.
desejo daquilo de que somos carentes.
expressão de uma força inconsciente.
a força que permite aos homens viverem em harmonia.
desejo daquilo que já possuímos.
Sócrates é tradicionalmente considerado um marco divisório da história da filosofia grega. Por isso, os filósofos que o antecederam são chamados de pré-socráticos e os que sucederam de pós-socráticos. Sobre Sócrates, assinale as alternativas CORRETAS:
I. Sócrates desenvolvia o saber filosófico em praças públicas, conversando com os jovens, sempre dando demonstrações de que era preciso unir a vida concreta ao pensamento.
II. Diferente dos sofistas, Sócrates juntamente com os pré-socráticos tinham a preocupação em explicar a natureza e a problemática do homem.
III. Sócrates, contrário aos sofistas, opunha-se ao relativismo em relação às questões da moralidade e ao uso da retórica para atingir interesses particulares.
IV. A filosofia de Sócrates era desenvolvida mediante diálogos críticos que, em toda sua estrutura, era composto por ironias.
IV.
I e III.
I, II e IV.
II e III.
O método socrático, que tratava de induzir as pessoas a descobrirem suas próprias verdades, e também que deu origem a um método pedagógico posterior no qual o professor dirige a pesquisa do aluno, deixando que ele descubra a verdade por seus próprios meios, é conhecido como:
Dedução.
Maiêutica.
Fusão de Horizontes.
Hermenêutica.
Semiótica.
Sócrates é considerado um marco divisório da filosofia grega, motivo pelo qual aqueles que o antecederam são conhecidos como pré-socráticos, e os que o sucederam, como pós-socráticos.
Sobre a filosofia socrática, assinale a alternativa incorreta.
Uma das etapas dessa filosofia era a maiêutica, que consistia na proposição de uma nova série de questões aos interlocutores, com o objetivo de ajudá-los a conceber ou reconstruir suas próprias ideias.
Essa filosofia era desenvolvida mediante o diálogo crítico com seus interlocutores e era também conhecida como dialética.
Assim como os pré-socráticos, essa filosofia tinha a intenção de explicar a natureza e, contrariamente aos sofistas, opunha-se ao relativismo quanto à questão da moralidade e ao uso da retórica para atingir interesses particulares.
Uma das etapas dessa filosofia era a refutação, também chamada de ironia, em que Sócrates interrogava seus interlocutores sobre o que pensavam saber, formulando-lhes perguntas e procurando evidenciar as contradições dos temas em debate.
Leia com atenção o texto a seguir.
-
Para os políticos e poderosos de Atenas, ........(1) .......... se tornara uma ameaça, pois fazia a juventude pensar. Diante disso, eles o acusaram de desrespeitar os deuses, corromper os jovens e violar as leis. Diante da assembleia que o julgaria, não se defendeu e foi condenado à morte. Justificou a recusa de não se defender afirmando que os juízes o proibiriam de ....(2)....., caso não fosse condenado a morrer.
-
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas numeradas do texto.
(1) Plotino • (2) orientar os jovens
(1) Heráclito • (2) predicar
(1) Platão • (2) dialogar
(1) Sócrates • (2) filosofar
(1) Pitágoras • (2) participar da Ágora
Em determinado momento do diálogo de Hípias Menor, de Platão, Sócrates declara que encontrou dificuldade para responder à pergunta “qual o critério para reconheceres o que é belo e o que é feio?”. De acordo com Platão, a dificuldade está em que:
os juízos de Beleza são subjetivos, sendo relativos a quem os enuncia.
o belo e o feio não se distinguem realmente.
é preciso conhecer o que é Beleza para que se possam identificar as coisas belas.
o critério de Beleza não é acessível aos homens, mas apenas aos deuses.
a Beleza é uma mera aparência.
Em uma aula de Filosofia, o Professor pode apresentar aos seus alunos a charge a seguir:

Disponível em http://www.filosofia.com.br/
Esta charge representa oportunidade de ampliar saberes e conhecimentos dos alunos a respeito da seguinte temática:
A filosofia socrática.
A teoria marxista.
Pressupostos de Kohlberg.
A liberdade em Espinosa.
Quando soube daquele oráculo, pus-me a refletir assim: “Que quererá dizer o Deus? Que sentido oculto pôs na resposta? Eu cá não tenho consciência de ser nem muito sábio nem pouco; que quererá ele então significar declarando-me o mais sábio? Naturalmente não está mentindo, porque isso lhe é impossível”. Por longo tempo fiquei nessa incerteza sobre o sentido; por fim, muito contra meu gosto, decidi-me por uma investigação, que passo a expor.
(PLATÃO. Defesa de Sócrates. Trad. Jaime Bruna. Coleção Os Pensadores. Vol. II. São Paulo: Victor Civita, 1972, p. 14.)
O texto acima pode ser tomado como um exemplo para ilustrar o modo como se estabelece, entre os gregos, a passagem do mito para a filosofia. Essa passagem é caracterizada:
pela transição de um tipo de conhecimento racional para um conhecimento centrado na fabulação.
pela dedicação dos filósofos em resolver as incertezas por meio da razão.
pela aceitação passiva do que era afirmado pela divindade.
por um acento cada vez maior do valor conferido ao discurso de cunho religioso.
pelo ateísmo radical dos pensadores gregos, sendo Sócrates, inclusive, condenado por isso.

Na perspectiva do desenvolvimento histórico da filosofia, um texto que aborda Sócrates e os sofistas, de uma maneira geral, poderia ser, adequadamente, intitulado de que modo?