

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Leia o texto abaixo para responder às perguntas 55 e 56 seguintes.
Teses sobre o conceito da história (§ 9)
Walter Benjamin
"Minhas asas estão prontas para o voo,
Se pudesse, eu retrocederia
Pois eu seria menos feliz
Se permanecesse imerso no tempo vivo."
(Gerhard Scholem, Saudação do anjo).
“Há um quadro de Klee que se chama Angelus Novus. Representa um anjo que parece querer afastar-se de algo que ele encara fixamente. Seus olhos estão escancarados, sua boca dilatada, suas asas abertas. O anjo da história deve ter esse aspecto. Seu rosto está dirigido para o passado. Onde nós vemos uma cadeia de acontecimentos, ele vê uma catástrofe única, que acumula incansavelmente ruína sobre ruína e as dispersa a nossos pés. Ele gostaria de deter-se para acordar os mortos e juntar os fragmentos. Mas uma tempestade sopra do paraíso e prende-se em suas asas com tanta força que ele não pode mais fechálas. Essa tempestade o impele irresistivelmente para o futuro, ao qual ele vira as costas, enquanto o amontoado de ruínas cresce até o céu. Essa tempestade é o que chamamos progresso.”
(BENJAMIN, W. As Teses sobre o Conceito de História. In: Obras Escolhidas, Vol. 1, p. 222-232. São Paulo, Brasiliense, 1985).
Existem duas categorias de seres na exposição de Benjamin: o Anjo e os homens. Por que um anjo? O que ele representa? Sobre os questionamentos apresentados, assinale a alternativa incorreta.
O anjo evoca e figura a luta contra as ideias do historicismo, que aparece aqui como o mito do progresso
O anjo, para Benjamin, simboliza a perspectiva messiânica da história que, manifestando-se, a partir de fora do mundo histórico dos homens, no próprio mundo histórico, chama a atenção da humanidade contra os perigos da alienação e da exploração mítica da narração histórica
O anjo simboliza a perspectiva do tempo evo, que condensa o tempo histórico de instantes isolados e consequentes em um único “tempo” que, ao anjo, é visível em simultaneidade.
O anjo, como símbolo de um ser superior, assume as qualidades de um salvador dos homens que é impedido de agir pelas crenças dos próprios homens em um progresso histórico inevitável e do qual eles mesmos são as causas. O anjo é figura de uma mentalidade aristocrática