Questões de Concurso sobre Força Gravitacional e Satélites

 
 
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A força peso corresponde à interação gravitacional entre um corpo e um astro, sendo calculada pela expressão P = m · g, em que m é a massa do corpo e g a aceleração da gravidade local. Embora a massa de um corpo permaneça constante, o seu peso varia de acordo com o valor da gravidade do local onde ele se encontra. Considere um martelo de massa 1,3 kg. A aceleração da gravidade na Terra é aproximadamente 9,8 m/s², enquanto na Lua é cerca de 1,6 m/s².


Fonte: LOPES, S.; ROSSO, S. Ciências da Natureza − evolução e universo. São Paulo: Editora Moderna, 2020.


Com base nessas informações, é CORRETO afirmar que:


A

O peso do martelo é menor na Terra, pois a massa é constante e a gravidade terrestre é maior.


B

Embora a massa seja a mesma, o peso do martelo na Terra é aproximadamente seis vezes maior do que na Lua.


C

A variação do peso do martelo depende apenas da massa do objeto, não sendo influenciada pela gravidade.


D

Embora a massa do martelo seja menor na Lua, seu peso permanece o mesmo nos dois astros.


E

Como a aceleração da gravidade é menor na Lua, o martelo possui maior massa nesse local.

Observe a imagem:


Imagem associada para resolução da questão

(Fonte: LANGHI, Rodolfo. 7º Encontro Nacional de Astronomia, 2004)


O esquema foi feito por uma pessoa para explicar as estações do ano, mas apresenta erros conceituais – entre eles, o desenhista considerou que apenas a distância da Terra ao Sol é que determina as estações do ano.


Se apenas a distância da Terra ao Sol determinasse as estações do ano,


A

seria verão no Hemisfério Norte, enquanto no Hemisfério Sul seria inverno.


B

o Sol se tornaria mais frio no inverno, já que estaria mais distante.


C

a Lua seria vista apenas durante o inverno nos dois hemisférios.


D

aconteceria de a Terra inteira estar no verão, quando o planeta estivesse no ponto mais próximo do Sol.


E

não haveria a alternância entre dia e noite. Em um hemisfério seria sempre dia e, no outro, só noite.

A força da gravidade exercida em um satélite geoestacionário é irrelevante, pois o satélite mantém sua posição fixa no céu, exclusivamente devido à sua tendência natural de persistir em um movimento retilíneo uniforme.


C

Certo


E

Errado

Considere um planeta hipotético P que orbita uma estrela de massa M em órbita aproximadamente circular, com raio orbital r e período T. Um satélite natural S, de massa m5 ≪ M, orbita o planeta a uma distância d, sendo responsável pela geração de marés em sua superfície. Sabe-se que as forças de maré decorrem do gradiente do campo gravitacional produzido pelo satélite ao longo do corpo do planeta.


Com base na Lei da Gravitação Universal e nas Leis de Kepler, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.


A

No modelo heliocêntrico, as marés planetárias são explicadas exclusivamente pela força gravitacional da estrela central, sendo o papel do satélite secundário desprezível.


B

A Terceira Lei de Kepler estabelece que T² ∝ r³ independentemente da massa central, e as marés decorrem diretamente da força gravitacional total exercida pelo satélite, proporcional a 1/d².


C

Pela gravitação, a maré decorre do gradiente do campo do satélite, isto é, da diferença de aceleração ao longo do planeta, escalando como 1/d³; a 3ª lei de Kepler decorre de uma força central ∝ 1/r².


D

A intensidade das marés depende da aceleração gravitacional superficial do planeta, gₚ, sendo maior em planetas com maior gravidade, independentemente da distância do satélite.


E

O período orbital do satélite determina diretamente a aceleração gravitacional superficial do planeta, e a intensidade das marés depende apenas da massa do satélite.

Uma agência espacial planeja uma manobra de aproximação de uma sonda espacial em relação a um planeta. Inicialmente, os motores da sonda são acionados apenas para ajustar suas condições iniciais de posição e velocidade, colocando-a em uma trajetória orbital adequada. Em seguida, os motores são desligados, e a sonda passa a mover-se exclusivamente sob a ação da força gravitacional do planeta, que pode ser considerada central, isto é, sempre dirigida para o centro do planeta. A partir desse instante, a sonda descreve uma trajetória curva, correspondente a uma órbita elíptica, na qual sua velocidade pode ser decomposta em duas componentes:


● uma componente radial, ao longo da direção que liga a sonda ao centro do planeta; e

● uma componente transversal, definida como a componente da velocidade perpendicular à direção radial.


Observa-se que, durante a aproximação ao planeta, a sonda percorre essa trajetória curva e apresenta um aumento da velocidade transversal, mesmo sem qualquer atuação dos motores. Com base nessas informações, assinale a opção que explica esse comportamento da sonda.


A

O aumento da velocidade transversal ocorre porque, ao se aproximar do planeta, a diminuição da energia potencial gravitacional impõe, pela conservação da energia mecânica, um aumento da componente transversal da velocidade.


B

A força gravitacional realiza torque nulo em relação ao centro do planeta, consequentemente o momento angular da sonda se conserva.


C

A aceleração gravitacional atua sempre perpendicularmente à velocidade da sonda, aumentando apenas sua componente transversal.


D

A conservação do momento linear da sonda exige que a velocidade aumente quando a distância ao planeta diminui.


E

O aumento da velocidade transversal é consequência direta do fato de a trajetória da sonda ser elíptica, pois em elipses a velocidade tangencial cresce quando o corpo se aproxima do foco.

Em uma atividade interdisciplinar, os alunos investigam por que astronautas na Estação Espacial Internacional aparentam flutuar, apesar de ainda estarem sob influência da gravidade terrestre. Essa situação ocorre porque:


A

Astronautas e espaçonave encontram-se em queda livre ao redor da Terra.


B

A força gravitacional é anulada fora da atmosfera.


C

A aceleração da gravidade torna-se exatamente nula em órbita.


D

A massa dos astronautas diminui significativamente no espaço.

Os satélites artificiais não caem sobre a Terra porque


A

eles estão fora do alcance da gravidade terrestre.


B

a força centrípeta é maior que a força gravitacional.


C

a força de empuxo os mantém em órbita.


D

eles não sofrem ação da gravidade.


E

sua velocidade tangencial cria uma trajetória curva que acompanha a curvatura da Terra.

Em primeira aproximação (problema de dois corpos e órbita circular), a velocidade orbital da Lua ao redor do Terra é dada por Imagem associada para resolução da questão em que M é a massa da Terra, r é o raio orbital e G é a constante gravitacional.


C

Certo


E

Errado

Durante o estudo do Sistema Solar, uma turma compara dados sobre Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, observando padrões que permitam organizar esses planetas em grupos. A classificação mais adequada, considerando o modelo atualmente utilizado no ensino de Astronomia, reconhece que os planetas:


A

emitem luz própria em diferentes intensidades, o que explica sua observação no céu noturno a partir da Terra.


B

são classificados principalmente pela quantidade de satélites naturais, sendo esse o critério central de diferenciação entre eles.


C

apresentam as mesmas características estruturais, variando apenas quanto ao tempo necessário para completar uma volta ao redor do Sol.


D

organizam-se em rochosos e gigantes, conforme características predominantes de estrutura e distribuição no Sistema Solar.

Um astronauta realizou um experimento levando um objeto de 5 kg da Terra para a Lua. Na superfície da Terra, a aceleração da gravidade é aproximadamente 9,8 m/s², enquanto na Lua é cerca de 1,6 m/s². Durante a viagem espacial, em determinado momento, a nave entrou em uma região onde a aceleração gravitacional era praticamente nula.


Levando em conta essas informações e os conceitos de massa e peso, assinale a alternativa correta:


A

Na região onde a aceleração gravitacional era nula, o objeto tinha massa igual a zero e peso igual a zero.


B

Na superfície lunar, a massa do objeto era menor que na Terra, mas seu peso permaneceu constante.


C

O peso do objeto na superfície lunar era aproximadamente 8 N, enquanto sua massa tornou-se 6 kg.


D

Na superfície terrestre, o peso do objeto era 49 N, e na região de gravidade nula sua massa deixou de existir.


E

Na superfície terrestre, o peso do objeto era 49 N, na superfície lunar era 8 N, e em ambos os locais sua massa permaneceu 5 kg.

As órbitas dos planetas no sistema solar podem ser consideradas elípticas, sendo o semieixo maior 𝑎 de cada órbita correspondente à média entre a maior e a menor distância do planeta em relação ao Sol. A Figura 1 abaixo é uma tabela que fornece os períodos orbitais 𝑇 (em anos) de diversos planetas do sistema solar e o tamanho de seus semieixos maiores de órbitas em UA (onde 1 UA equivale aproximadamente à distância média da Terra ao Sol, cerca de 149,6 milhões de km). Um estudante de física, ao aplicar seus conhecimentos sobre construção de gráficos, utilizou esses dados para obter um diagrama log-log de 𝑇 em função de 𝑎, conforme apresentado na Figura 2 abaixo. Com base nas informações apresentadas e nas figuras abaixo, assinale a alternativa correta.

Planeta

Semieixo maior (UA)

Período (ano)

Mercúrio

0,387

0,241

Vênus

0,723

0,615

Terra

1,000

1,000

Marte

1,524

1,881

Júpiter

5,203

11,86

Saturno

9,54

29,46

Urano

19,18

84,01

Netuno

30,07

164,79

Plutão

39,44

248,43


Fonte:if.ufrgs.br/tex/fis01043/20022/FranciscoK/kepler.htm


Figura 1


Imagem associada para resolução da questão


Figura 2


A

O gráfico sugere que o tamanho do semieixo maior da órbita do planeta é proporcional ao quadrado do período órbita, ou seja, 𝑎 = 𝐶𝑇2.


B

O gráfico indica que o período orbital 𝑇 varia linearmente com o valor do semieixo maior 𝑎, ou seja, 𝑇 = 𝐶𝑎 + 𝐵 com 𝐶 > 0 e 𝐵 > 0.


C

A relação entre o período orbital 𝑇 e o semieixo maior 𝑎 de um planeta do sistema solar pode ser descrita por uma lei de potência do tipo 𝑇 = 𝐶𝑎𝑛, onde 𝐶 > 0 e 0 < 𝑛 < 1.


D

A relação entre o período orbital 𝑇 e o semieixo maior 𝑎 de um planeta do sistema solar pode ser descrita por uma lei de potência do tipo 𝑇 = 𝐶𝑎𝑛, onde 𝐶 > 0 e 𝑛 > 1.


E

Os dados sugerem que a relação entre 𝑇 e 𝑎 é uma função exponencial, com 𝑇 = 𝐶 exp(𝑛𝑎), onde 𝐶 > 0 e 𝑛 > 1.

Considere um planeta esférico de massa M e raio R. Um satélite de massa m é lançado da superfície do planeta. Nesse contexto, é correto afirmar que o satélite consegue escapar da atração gravitacional do planeta, ignorando resistência do ar e perturbações externas, quando:


A

sua energia potencial gravitacional é igual à sua energia cinética ao atingir a altitude R.


B

a aceleração centrípeta do satélite se anula.


C

sua velocidade na superfície for igual à velocidade orbital de altitude R.


D

a energia mecânica total do satélite for nula no instante do lançamento.


E

o campo gravitacional na superfície se torna igual a zero.

Das asserções abaixo, assinale a opção CORRETA:


I - A força peso que atua em um corpo é a relação entre a massa do corpo inversamente proporcional à aceleração gravitacional.


PORQUE


II - A aceleração aplicada ao corpo é dada pelo potencial gravitacional, que considera o inverso da distância da Terra ao corpo.


A

As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.


B

A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.


C

As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.


D

A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.


E

As asserções I e II são proposições falsas.

Suponha‑se que, um satélite seja colocado em uma órbita elíptica em torno da Terra, de forma que o ponto mais distante da superfície terrestre esteja a 400 km e o ponto mais próximo está a 200 km. Nesse caso, é correto afirmar que o semieixo maior da órbita é de 6.700 km.


C

Certo


E

Errado

Considerando as diferentes visões sobre o fenômeno do movimento aparente do Sol, por qual razão, ao longo do ano, o Sol nasce e se põe em pontos diferentes no horizonte?


A

O deslocamento do Sol no céu, ao longo do ano, relaciona-se ao efeito combinado de rotação diária da Terra e a variação de sua distância ao Sol.


B

As variações na posição do Sol nascente/poente, ao longo do ano, estão associadas ao deslocamento aparente diário da Terra, resultado de seu movimento de rotação.


C

O deslocamento do Sol no céu, ao longo do ano, é explicado por oscilações no eixo de rotação terrestre, devido a sua precessão.


D

As variações na posição do Sol nascente/poente, ao longo do ano, estão associadas à combinação do movimento de translação da Terra e a inclinação de seu eixo de rotação.

Suponha‑se que um satélite de 1.000 kg esteja em órbita circular a uma altura de 400 km da superfície da Terra. Nesse caso, sabendo‑se que a aceleração da gravidade na superfície é 10 m/s², é correto afirmar que o valor da aceleração gravitacional, aproximada, nessa altura é expressa por .


C

Certo


E

Errado

Uma espaçonave de massa 𝑚 retorna em direção à Terra, de massa 𝑀, com o motor desligado, considere 𝐺 a constante gravitacional. Ao deslocar-se da posição 1 (a uma distância R1 do centro da Terra) para a posição 2 (a uma distância R2 do centro da Terra), a energia potencial gravitacional do sistema Terra-espaçonave diminui. O aumento correspondente da energia cinética da espaçonave é dado por:


A

Δ𝐾=𝐺.


B

Δ𝐾=𝐺.


C

Δ𝐾=𝐺.𝑀.𝑚.


D

Δ𝐾=𝐺.


E

Δ𝐾=𝐺.𝑀.𝑚.

Considerando a incidência solar sobre cada região ao longo do ano que modifica a claridade dos dias e orienta práticas agrícolas locais, a variação da duração dos dias claros se deve à


A

contínua alteração do ângulo do eixo de rotação da Terra, em razão da conservação de seu momento angular.


B

inclinação do eixo de rotação da Terra associada ao movimento de translação.


C

variação na velocidade orbital da Terra em sua translação, em razão da conservação de sua energia.


D

forma esférica da Terra e seu movimento de rotação que garantem a redistribuição de energia luminosa.

Observe a figura a seguir, que mostra o satélite sino-brasileiro do Programa CBERS, o qual opera em órbita de 800 km acima da superfície da Terra, cujo raio médio é igual a 6.400 km:


Imagem associada para resolução da questão


(Disponível em: https://www.gov.br/aeb/pt-br/assuntos/noticias/com-sucesso-satelite-cbers-4-completa-tres-anos-em-orbita. Adaptado)


Supondo que a intensidade do vetor campo gravitacional na altura da órbita em que se encontra o satélite seja dada por:



Desprezando efeitos da rotação, da atmosfera e das irregularidades na distribuição da massa terrestre sobre o satélite, a intensidade do campo gravitacional terrestre que atua sobre esse satélite é, em metros por segundo ao quadrado, de, aproximadamente,


Dado: Aceleração da gravidade na superfície da Terra = 10 m/s2


A

6,90.


B

7,20.


C

7,90.


D

8,88.


E

9,80.

 
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