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Um paciente de 40 anos, corredor amador, desenvolve dor na região plantar do calcanhar, mais intensa nos primeiros passos pela manhã. A palpação da fáscia plantar em sua inserção no calcâneo é dolorosa. O diagnóstico clínico é de fascite plantar. Do ponto de vista cinético-funcional, um fator biomecânico frequentemente associado a essa condição é
a pronação excessiva da articulação subtalar durante a fase de apoio.
a fraqueza do músculo tibial anterior associada à queda do arco.
o encurtamento dos músculos fibulares e do tricípite sural.
a instabilidade crônica do tornozelo com entorses de repetição.
Sobre o conceito de multidimensional que envolve a estabilidade locomotora, essa é tida como:
A capacidade de manter o equilíbrio postural durante uma posição estática antes do movimento iniciar.
A capacidade de controlar o desequilíbrio postural durante a marcha, sem mudar de uma postura ou posição para outra.
A capacidade de controlar o equilíbrio postural durante a marcha e ao mudar de uma postura ou posição para outra, como ao passar de sentado para em pé.
A capacidade de manter o equilíbrio postural durante a marcha e na intenção de mudar de uma postura ou posição para outra, no planejamento do movimento.
A mudança do equilíbrio postural durante a marcha e o descontrole pré-movimento, como ao passar de sentado para em pé.
Um paciente de 65 anos, após um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico em hemisfério direito, apresenta hemiparesia esquerda. Durante a avaliação da marcha, o fisioterapeuta observa um padrão característico: o paciente realiza uma abdução e rotação externa do quadril esquerdo, seguida de uma circundução da perna para avançar o membro, compensando a dificuldade de flexão do quadril e joelho, além da dorsiflexão do tornozelo. Esse padrão é adotado para evitar que o pé arraste no chão. Considerando a cinesiologia e a biomecânica da marcha patológica, esse padrão descrito é tecnicamente conhecido como marcha ceifante ou hemiplégica. Assinale a alternativa que descreve corretamente uma característica biomecânica fundamental dessa marcha.
Demonstra uma base de sustentação alargada com oscilações do tronco (marcha atáxica), resultado direto da lesão cerebelar, e não da via piramidal.
É primariamente causada por uma fraqueza do glúteo médio, levando a uma queda pélvica contralateral (sinal de Trendelenburg) durante a fase de apoio no lado afetado, forçando a circundução.
Caracteriza-se por uma flexão exagerada do quadril e joelho (marcha escarvante) para compensar a queda do pé, sendo o contato inicial feito com o antepé.
Envolve uma hiperextensão do joelho no membro afetado durante a fase de apoio médio, combinada com uma elevação pélvica excessiva no lado não afetado para facilitar o balanço.
Apresenta uma fase de apoio prolongada no membro inferior não afetado (direito) e uma fase de balanço encurtada e modificada (circundução) no membro inferior parético (esquerdo).
As alterações neurológicas frequentemente levam a deficiências que afetam as habilidades motoras, das quais o comprometimento da marcha é uma das principais afecções. Assinale a alternativa que descreve corretamente a “terapia de marcha sustentada”, que tem o objetivo de facilitar o processo de reabilitação da marcha:
Utilização da língua e da musculatura faríngea para projetar bolo de ar para dentro dos pulmões, como auxílio à inspiração.
Execução de exercícios ativos dos músculos da mímica facial, visando ao ganho de força e ao controle motor.
Empilhamento de volumes de ar após um fechamento glótico até atingir a capacidade de insuflação máxima.
Utilização de um sistema de suspensão acoplado a um colete para retirar parte do peso corporal durante o treino de marcha sobre a esteira.
Uso da corrente elétrica no condicionamento neuromuscular, realizado de forma convencional para o fortalecimento muscular.
A análise da marcha humana normal revela eventos biomecânicos cruciais em cada fase do ciclo. O evento do "toe-off" (desprendimento dos dedos) marca a transição da fase de apoio para a fase de balanço. Analise os eventos musculares e biomecânicos que ocorrem imediatamente antes e durante o "toe-off".
I.Ocorre uma contração concêntrica vigorosa dos músculos flexores plantares (gastrocnêmio e sóleo) para gerar a força propulsiva final.
II.Ocorre o "windlass mechanism" (mecanismo de molinete), onde a dorsiflexão dos dedos do pé tensiona a fáscia plantar, aumentando a rigidez do arco e criando uma alavanca propulsiva eficiente.
III.Os músculos flexores do quadril (ex: iliopsoas) iniciam sua contração concêntrica para acelerar o membro à frente, dando início à fase de balanço.
Está correto o que se afirma em:
I e II, apenas.
I e III, apenas.
Apenas I e III.
I, II e III.
II e III, apenas.
Para se obter medidas válidas da força muscular e para otimizar a função do músculo, o clínico deve compreender os fatores que influenciam a produção do músculo. Todos os fatores a seguir influenciam, em última instância, o momento produzido pela contração do músculo. Assinale a alternativa que apresenta um fator que NÃO influencia a força muscular:
braço de momento do músculo.
estiramento do músculo.
tempo de reação.
nível de recrutamento de fibras musculares.
tipos de fibras na composição do músculo.
A abordagem biopsicossocial em pacientes com queixa de dor lombar crônica deve considerar as diferentes variáveis que podem estar associadas à queixa do paciente.
Sobre a dor lombar crônica e a abordagem biopsicossocial, assinale a afirmativa correta.
Os pacientes com dor lombar crônica podem apresentar fenômeno de sensibilização periférica. A abordagem biopsicossocial e multiprofissional deve ser considerada para esses pacientes caso não haja melhora apenas com a Fisioterapia.
Os pacientes com dor lombar crônica podem apresentar fenômeno de sensibilização central. A abordagem multiprofissional não é recomendada para esses casos, pois a opinião de diferentes profissionais de saúde pode dificultar o diagnóstico e piorar os sintomas.
Os pacientes com dor lombar crônica podem apresentar fenômeno de sensibilização central. A abordagem biopsicossocial e multiprofissional deve ser considerada para esses pacientes caso não haja melhora apenas com a Fisioterapia.
Os pacientes com dor lombar crônica podem apresentar fenômeno de sensibilização central. A abordagem biopsicossocial por meio de equipe multiprofissional pode não ser recomendada para esses casos, pois a opinião de diferentes profissionais de saúde pode dificultar o diagnóstico e piorar os sintomas.
Os pacientes com dor lombar crônica podem apresentar dor nociplástica. A abordagem biopsicossocial para tratar esse paciente deve considerar uma equipe multidisciplinar, com aplicação de técnicas de cinesioterapia, educação em dor possível mudança comportamental e realização de atividade física na fase final da reabilitação.
De acordo com a cinesiologia e biomecânica, assinale a alternativa que indica, respectivamente, o plano e o eixo em que acontecem o movimento de extensão.
Sagital / latero-lateral.
Sagital / transverso.
Coronal / horizontal.
Coronal / sagital.
Transverso / longitudinal.
Um fisioterapeuta está reabilitando uma paciente com artroplastia de joelho. Qual a amplitude de movimento funcional do joelho requerida para que a paciente consiga realizar adequadamente a fase de apoio da marcha?
90º de flexão.
120º de flexão.
110º de flexão.
70º de flexão.
20º de flexão.
Durante a marcha, a rotação da pelve acontece do lado oposto àquele no qual ocorre a queda da pelve, por falta de apoio no plano frontal.
Certo
Errado
A estabilidade durante o ciclo da marcha é controlada de maneira eficiente pela função normal dos músculos que se inserem no joelho. Em relação ao controle muscular do joelho durante a marcha, analisar os itens.
I. O músculo quadríceps femoral controla a quantidade de flexão do joelho durante o contato inicial.
II. Os músculos posteriores da coxa desaceleram e controlam a extensão do joelho durante o balanço terminal.
III. A perda de função do sóleo resulta em hiperextensão compensatória do joelho durante o pré-balanço.
IV. O músculo fibular fornece suporte posterior ao joelho quando em extensão.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas nos itens I e II.
Apenas nos itens I, II e III.
Apenas nos itens I e IV.
Apenas nos itens II e IV.
Ao realizarmos a goniometria para o movimento de extensão da mão, o paciente deverá ser posicionado em sedestação com antebraço em pronação e cotovelo fl etido em 90°. O braço fixo do goniômetro deverá estar posicionado:
paralelamente ao eixo longitudinal do úmero
na superfície lateral do primeiro metacarpo
na interfalangeana proximal
na face medial da ulna
Segundo Hamill e Knutzen (2016), o arranjo peniforme das fibras musculares apresenta características que diferem significativamente do arranjo paralelo. Uma dessas características é a direção das fibras em relação ao tendão central. Assim, assinale a opção que descreve corretamente a configuração das fibras no arranjo peniforme e suas implicações para a força gerada pelo músculo.
Paralelamente ao tendão central, permitindo maior amplitude de movimento.
Diagonalmente em relação ao tendão central, resultando em movimentos mais velozes.
Diagonalmente em relação ao tendão central, criando movimentos mais lentos.
Avançam em um ângulo menor que 30 graus em relação ao tendão, otimizando a força gerada.
Paralelamente ao eixo longitudinal do músculo, permitindo maior encurtamento das fibras.
A análise da marcha em pacientes neurológicos, notadamente pós-AVC, ultrapassa a dimensão meramente cinemática, pois envolve interação entre mecanismos neurofisiológicos, biomecânicos e ambientais. Estudos longitudinais (Perry & Burnfield, 2010; Winstein et al., 2016) demonstram que intervenções cinesioterapêuticas intensivas, conjugadas com feedback extrínseco, ampliam plasticidade cortical e favorecem recuperação funcional sustentada. Nesse cenário, qual proposição sintetiza com maior acuidade o paradigma contemporâneo da reabilitação da marcha em indivíduos acometidos por lesões encefálicas adquiridas?
Estratégias centradas em mobilidade passiva contínua produzem reestruturação motora duradoura, independente de mecanismos de plasticidade cortical.
Programas intensivos com treino repetitivo e feedback multimodal potencializam plasticidade cortical e favorecem reintegração funcional sustentada.
Protocolos restritivos que priorizam contenção articular e repouso funcional promovem estabilidade locomotora mais eficiente e recuperação acelerada.
Exercícios resistidos isolados aplicados em ambiente não funcional proporcionam maior ganho motor, dispensando estimulação multissensorial adaptada.
Intervenções farmacológicas isoladas garantem restabelecimento locomotor pleno, reduzindo necessidade de estratégias fisioterapêuticas direcionadas.
Durante a análise biomecânica da articulação do joelho, fundamental para a reabilitação de lesões ligamentares, o fisioterapeuta deve compreender a estrutura e função dos ligamentos cruzados. Considerando a anatomia funcional, assinale a alternativa CORRETA sobre o Ligamento Cruzado Anterior (LCA).
O ligamento cruzado anterior é uma estrutura extra-articular que previne o deslocamento posterior da tíbia, sendo menos vascularizado que o ligamento cruzado posterior.
O LCA origina-se no côndilo medial do fêmur e se insere na fíbula, impedindo o movimento de varo excessivo do joelho durante a marcha.
A principal função do LCA é impedir a translação posterior da tíbia em relação ao fêmur, atuando em conjunto com o músculo poplíteo na flexão do joelho.
O LCA origina-se na tíbia e se insere no fêmur, impedindo a translação anterior da tíbia e controlando a rotação tibial.
Na cinesiologia, os músculos são classificados funcionalmente com base em sua ação principal, mas também em como eles auxiliam ou se opõem ao movimento. Em um movimento complexo, como a elevação do braço (abdução do ombro), o músculo deltoide é o agonista principal. Qual é o papel dos músculos infraespinal, redondo menor e subescapular durante este mesmo movimento?
Atuam como estabilizadores e depressores da cabeça do úmero, neutralizando a tendência de translação superior da cabeça umeral causada pela contração do deltoide, garantindo assim um movimento artrocinemático preciso.
Atuam como sinergistas de abdução, auxiliando o deltoide na produção da força principal de elevação do braço, especialmente nos primeiros 30 graus de movimento.
Atuam como neutralizadores da rotação interna do ombro, sendo que o infraespinal e o redondo menor se contraem para impedir a ação rotatória do subescapular.
Atuam como fixadores da escápula contra o gradil costal, impedindo que a escápula rode superiormente durante a abdução do ombro.
Atuam como antagonistas puros, relaxando-se completamente para permitir que o deltoide e o supraespinal realizem o movimento de abdução sem oposição.
O ciclo da marcha compreende o intervalo entre o contato do pé com o solo, definido como 0%, ao próximo contato do mesmo pé com o solo (fechando o ciclo em 100%). Os principais requisitos para uma boa reabilitação da marcha incluem:
I. produção de uma marcha rítmica;
II. presença de bom controle postural dinâmico durante a marcha;
III. boa propulsão para acelerar o corpo à frente;
IV. habilidade do sistema locomotor de se adaptar às mudanças de tarefas e às mudanças ambientais.
Todas as alternativas são falsas.
Apenas as alternativas I e III são verdadeiras.
Todas as alternativas são verdadeiras.
Apenas as alternativas I, III e IV são verdadeiras.
Apenas a alternativa III é falsa.
Tipo de força que ocorre paralelamente à face articular, resultando em um movimento de deslizamento na articulação é:
cisalhamento
compressão
tração
torção
Os movimentos artrocinemáticos de elevação e de retração das escápulas são fundamentais para a mobilidade e funcionalidade do ombro, sendo classifi cados movimentos do tipo:
progressivo
balístico
angular
linear
No esporte de alto rendimento, performance depende da coordenação intermuscular e da eficiência mecânica (Escamilla et al., 2019). A intervenção fisioterapêutica decorre da análise de vetores de força, cadência e economia de movimento. Qual proposição melhor reflete esse eixo?
Ajustes neuromusculares integrados ao controle cinemático otimizam eficiência motora e reduzem risco de sobrecarga funcional em atletas.
Intervenções baseadas em análise cinemática parcial oferecem ganhos restritos, quando dissociadas de estratégias neuromusculares específicas.
Protocolos centrados em hipertrofia isolada ampliam força absoluta, mas comprometem economia de movimento e prevenção de lesões.
Abordagens que privilegiam alongamento estático contínuo favorecem flexibilidade, mas carecem de impacto direto na performance global.
Condutas restritas à repetição de gestos desportivos promovem adaptação mecânica parcial, sem integração de ajustes fisiológicos refinados.