Segundo dados do Ministério da Saúde (2017), a prevalência...
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Segundo dados do Ministério da Saúde (2017), a prevalência...

Segundo dados do Ministério da Saúde (2017), a prevalência de transtornos mentais comuns em mulheres acima de 60 anos no Brasil ultrapassa 20%, evidenciando a importância da atuação multiprofissional no cuidado a esse público. Esses dados refletem situações frequentemente observadas nos serviços de internação psiquiátrica e nos leitos de saúde mental em hospitais gerais, como no caso de Rosa, descrito a seguir:


Rosa, 73 anos, foi internada em uma Enfermaria de Saúde Mental com queixa de “sensação estranha na boca” e fala monótona. Diagnosticada com Sindrome da Boca Ardente e quadro depressivo, apresentou alterações orofaciais e recusa alimentar. Durante o atendimento, a fonoaudióloga associou técnicas específicas às manifestações emocionais da paciente, compreendendo o sintoma para além do aspecto fisiológico.


Com base nesse contexto ena atuação fonoaudiológica em Saúde Mental, é CORRETO afirmar que:


A

a intervenção fonoaudiológica em saúde mental se restringe à reabilitação das funções de fala e deglutição, uma vez que o acolhimento emocional é de competência exclusiva da equipe de Psicologia.


B

a prática fonoaudiológica na saúde mental deve manter foco no domínio técnico-científico da profissão, evitando interferências subjetivas que possam comprometer a padronização da avaliação e o resultado terapêutico.


C

a inserção do fonoaudiólogo nas equipes da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) visa a garantir o encaminhamento dos casos que exigem reabilitação específica, mantendo a atuação restrita à esfera clínica individual.


D

a atuação do fonoaudiólogo em contextos de internação psiquiátrica demanda compreender o sintoma comunicativo como parte do processo psicossocial do paciente, e não apenas como uma disfunção do aparelho fonoarticulatório.


E

o reconhecimento da subjetividade na prática clínica fonoaudiológica implica abandonar o uso de protocolos e técnicas padronizadas, priorizando apenas a escuta terapêutica e a espontaneidade do sujeito.