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Uma criança com quatro anos de idade, com trocas na fala, após a avaliação fonológica, apresentou apenas os seguintes processos fonológicos: posteriorização de plosiva, frontalização de velar, plosivação e ensurdecimento de fricativa e simplificação de encontro consonantal. Diante do exposto, assinale a alternativa que apresenta as trocas apresentadas pela criança.
Bola → pola; árvore → ávole; cravo → tafo.
Casa → daça; gato → cato; preto → peto.
Gula → dula; foca → toca; banana → nana;
Sábado → tápato; goma → toma; braço → paço.
Gato → dato; faca → taca; blusa → buça.
Paciente Monteiro, 70 anos de idade, aposentado com escolaridade 2°grau completo, sofreu um Acidente Vascular Encefálico Isquêmico com lesão isquêmica no lobo frontal. Paciente ficou hospitalizado por seis dias e desde então apresenta dificuldades de expressão da fala, ele apresenta boa compreensão do que lhe é dito, é independente e tem consciência de suas dificuldades. Realizou-se também uma avaliação informal onde observou-se, que o paciente apresenta déficits em determinados momentos do discurso por dificuldades de evocar certas palavras, ritmo de fala diminuído e falta de fluência devido à dificuldade de evocação lexical. Baseado no relato acima, a hipótese diagnóstica mais provável é de:
anomia.
disartria.
afasia global.
afasia motora.
afasia receptiva.
Além da ecolalia imediata e tardia, tem-se a ecolalia mitigada, que se refere a qualquer modificação da emissão ecoada para fins de autoestimulação.
Certo
Errado
A produção motora da fala depende de uma sequência complexa de movimentos de estruturas fonoarticulatórias que integram de modo síncrono e preciso. A organização dos circuitos neurais envolvidos nesse processo incluem o córtex motor primário, núcleos do tronco cerebral e nervos cranianos. O nervo “Glossofaríngeo” ou IX Par Craniano é responsável por qual função?
As fibras sensórias transmitem informações da face e da articulação temporomandibular e as fibras motoras inervam os músculos da mastigação.
Inerva sensorialmente a faringe, a área da amígdala e palato mole, responsável pela gustação do terço posterior da língua e sensibilidade geral.
Inerva motora e sensorialmente a laringe, faringe e vísceras. Promove a contração da musculatura faríngea no reflexo de engasgo e a movimentação laríngea para a produção vocal e respiração.
Inerva músculos da expressão facial, do fechamento dos olhos e do movimento dos lábios, e provê informações sensoriais da boca, língua e faringe, incluindo a gustação da parte anterior da língua.
Analise as afirmativas a seguir:
I. Os distúrbios da fala e da linguagem são doenças prevalentes na infância, passíveis de prevenção e tratamento quando diagnosticados precocemente.
II. O campo de ação da fonoaudiologia limita-se ao desenvolvimento das habilidades comunicativas das crianças até os 5 anos de idade.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
Dislalia consiste na presença de erros dos sons da fala, em pessoas que apresentam patologia não-comprometida com o Sistema Nervoso Central (SNC), mas sim com órgãos fonoarticulatórios. Nesse conceito não se incluem os erros produzidos pelo domínio deficiente de uma segunda língua ou decorrentes de variações dialetais. (C. Bruno e M. Sánchez. In: J. Peña-Casanova. In: Manual de Fonoaudiologia. 2ªed. Cap.10.p.130/1/2/3.)
Sobre os "Tipos de Dislalia", analise as características seguintes:
1. Neste tipo de dislalia ocorre a substituição ou eliminação das letras durante a fala.
2.Ocorre em pessoas com deficiência auditiva.
3.Este tipo de dislalia é decorrente de alterações físicas ou cerebrais.
As características enunciadas na série (1; 2 e 3) identificam, respectivamente, os tipos de Dislelia:
Evolutiva; Funcional; Audiógena.
Funcional; Audiógena; Orgânica.
Orgânica; Funcional; Evolutiva.
Evolutiva; Audiógena; Funcional.
Audiógena; Evolutiva; Orgânica.
Ainda sobre a dislalia, a gravidade do distúrbio articulatório varia de pouco ou nenhum efeito sobre a inteligibilidade da fala até uma fala completamente ininteligível, embora mesmo nestes casos, as pessoas da família compreendam o que a criança quer expressar. Existem vários fatores etiológicos, além dos aspectos que favorecem indiretamente a existência e manutenção da alteração, como:
I. Permanência de esquemas de articulação infantis;
II. Déficit na discriminação auditiva;
III. Déficit na orientação do ato motor da língua.
Sobre os itens acima:
Todos os itens estão corretos.
Apenas o item I está incorreto.
Apenas o item II está correto.
Apenas o item III está incorreto.
Leia o trecho a seguir:
“Também conhecida como afasia motora ou não-fluente, pois a pessoa tem dificuldade em falar mesmo que possa entender a linguagem falada ou lida. Caracterizada por dificuldades no discurso, incluindo uma ampla gama de sintomas. O discurso dos pacientes é frequentemente telegráfico e custoso, vindo em rompantes desiguais. Isso se deve a anomia, incapacidade de encontrar as palavras. Dessa forma, o afásico faz seguidas pausas para procurar a palavra certa, sendo empregadas principalmente palavras de conteúdo como substantivos, verbos e adjetivos. As palavras de função como pronomes e conjugações são deixados de fora e os verbos muitas vezes não são conjugados, o que se chama agramatismo. Também é comum erros parafásicos, que consistem em trocar sons de palavras como, por exemplo, dizer estrata, querendo dizer estrada.”
A descrição acima corresponde a:
Afasia Global.
Afasia de Broca.
Afasia de Wernicke.
Afasia de Condução.
Para produção dos sons da fala, inicialmente há a ativação das estruturas do Sistema Respiratório que é composto por:
pulmões, músculo cardíaco e laringe.
pulmões, músculos pulmonares e laringe.
laringe, cavidades faríngea, bucal e nasal.
pulmões, laringe e cavidades faríngea e nasal.
pulmões, músculos pulmonares e suas estruturas esqueléticas.
É cada vez maior o número de mães que comparecem à clínica fonoaudiológica com queixa de que seu (sua) filho (a) “não fala” e já completou os 2 (dois) anos de idade.
A conduta fonoaudiológica mais adequada neste caso é:
acolher a mãe e solicitar exames complementares antes da avaliação.
acolher a mãe e encaminhá-la ao pediatra, profissional a quem compete essa avaliação.
não acolher a mãe e a criança para avaliação, pois ainda se encontra em período de aquisição da fala.
realizar Anamnese detalhada, pois o discurso dos pais é objeto de uma atenção especial durante todo o processo terapêutico, e submeter a criança à avaliação fonoaudiológica.
pressupondo-se que a criança ainda não se reconheça no sintoma relatado pela mãe, uma intervenção clínica sobre esta mãe sem o comparecimento da criança à clínica poderia ser entendida como ação terapêutica.
O transtorno fonológico é definido como uma alteração de fala caracterizada pela produção incorreta dos sons e uso inadequado das regras fonológicas da língua quanto à distribuição do som e ao tipo de sílaba, que resultam no colapso de contrastes fonêmicos e que afetam o significado. Quais são as características desse distúrbio?
Há cinco processos que explicam o transtorno fonológico: cognitivo-linguístico, percepção auditiva, controle motor da fala, psicossocial e refinamento fonológico.
Classifica-se os sujeitos em quatro categorias de acordo com o tipo de erro encontrado: inconsistente e correto; consistente e incorreto; variável e incorreto e variável e correto.
Em alguns casos, tais crianças são consistentes em sua produção, mas são capazes de produzir os sons; outras vezes são consistentes nos seus erros e não conseguem produzir o som.
Crianças com Transtorno Fonológico são homogêneas no que diz respeito às suas manifestações de fala e de linguagem. Algumas distorcem um som, outras substituem este e outras ainda o omitem, sendo que muitas vezes um único som representa diferentes sons.
As disartrias são um grupo de distúrbios motores de fala de origem neurológica, que refletem anormalidades da respiração, fonação, articulação, ressonância e/ou prosódia, devido a irregularidade de força, velocidade, amplitude, firmeza, tom ou precisão do mecanismo de fala. De acordo com tipos específicos de déficit ou doença neurológica, existem diferentes tipos de disartria. Considerando a afirmativa, qual alternativa descreve todos os diferentes tipos de disartria?
flácida, espástica, hipercinética, hipocinética, atáxica, mista e lesão do neurônio motor superior unilateral.
flácida, espástica, hipercinética, hipocinética, atáxica e mista.
flácida, espástica, atáxica, mista e lesão do neurônio motor superior unilateral.
flácida, espástica, hipercinética, hipocinética, atáxica, e lesão do neurônio motor superior unilateral.
Noam Chomksy (1957) procurou desenvolver uma teoria que explicasse a origem da fala humana. Para tanto, elaborou a teoria inatista ou teoria gerativista, que se relaciona,à corrente racionalista desenvolvida por Platão (séc IV a.C), em que há três tipos de ideias que permeiam nossa mente, ideias de fora, pré-determinadas e criadas, que, respectivamente, pela sua teoria, são descritas como ideias:
Fictícias, Adventícias e Inatas.
Adventícias, Inatas e Fictícias.
Inatas, Fictícias e Adventícias.
Adventícias, Fictícias e Inatas.
Inatas, Adventícias e Fictícias.
Mudanças de temperatura podem afetar o trato respiratório, favorecendo inflamações e infecções que impedem a livre função vocal, sendo assim assinale a alternativa correta.
O clima mais indicado para uma boa produção vocal é o frio e úmido
As prevenções contra os resfriados sempre são eficazes
Nos locais de inverno rigoroso o uso do aquecimento por calefação ou estufa auxilia a manter a lubrificação laríngea equilibrada
Medidas como colocar baldes de água ou plantas aquáticas em ambientes com ar-condicionado não são eficazes, uma vez que a evaporação da água é muito baixa, e portanto não umedece suficientemente o ar
Em dias muito quentes ficamos mais lentos, com menos energia e a produção da fala pode ser mais difícil e laboriosa, já em dias mais frios ficamos mais ágeis e bem hidratados
Voz e deglutição possuem uma relação muito próxima, pelo fato de compartilharem várias estruturas anatômicas e neurais para seus processos distintos, como os pares cranianos V, VII, IX, X, XI e XII, que atuam diretamente sobre as funções da fala e da deglutição. Pode ser relativamente comum que pacientes com queixas de voz apresentem sintomas aerodigestivos e pacientes com queixas de deglutição apresentem sintomas vocais. Desta forma, analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Avaliar a qualidade de vida relacionada à fonação e à deglutição demonstra o real impacto das alterações na vida dos indivíduos e é importante para a compreensão de como o paciente lida com as dificuldades, além de fornecer informações que poderão ser utilizadas para o melhor direcionamento do tratamento, enfocando-se os aspectos considerados relevantes para cada paciente em terapia.
( ) Avaliar a voz do indivíduo disfágico pode trazer dados enriquecedores, principalmente pensando-se em triagens, por ser uma forma de avaliação rápida, simples e não invasiva, que pode ser realizada, inclusive, com a contribuição da análise acústica computadorizada.
( ) Indivíduos tratados de câncer de cabeça e pescoço com disfagia apresentam mais sinais e sintomas vocais, pior percepção de sua disfunção vocal e maior prejuízo nos aspectos de limitação, emocionais e físicos da voz que indivíduos vocalmente saudáveis, independente de apresentarem queixa vocal como a principal.
Assinale a que apresenta a sequência correta de cima para baixo
V, F, V
V, V, V
F, F, V
F, V, F
V, F, F
As letras definidas como consoantes e que compõe o Português do Brasil são classificadas de acordo com o ponto e modo de articulação, a vibração das pregas vocais e altura do véu palatino. Quanto a vibração das pregas vocais, podemos afirmar:
O ponto de articulação da língua portuguesa que faz vibrar as pregas vocais são os dentes e a língua.
Temos características de sonoridade distintas entre surdas que não passam pelas cordas vocais e sonoras que passam pelas cordas vocais.
Os sons nasais são produzidos pela vibração da prega vocal, palato mole e cavidade nasal que mudam de posição a cada produção oral.
A função proprioceptiva das pregas vocais juntamente com comandos neurológicos produz articulações orais de fonemas surdos e sonoros.
Na avaliação fonoaudiológica de homem, 52 anos, diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, poderão ser observadas manifestações e características de fonação:
lenta, mudanças contínuas na qualidade vocal rouca tensa, soprosidade, variações de intensidade, bloqueios de sonoridade, monoaltura, monointensidade, ênfase reduzida e acentuação constante em sílabas ou palavras átonas.
normal, com qualidade vocal áspera, monoaltura, monointensidade, ênfase excessiva ou acentuação constante em sílabas ou palavras átonas, intensidade excessiva, explosões de intensidade e tremor vocal grosseiro.
rouquidão ou aspereza com qualidade tensa-estrangulada, com componente molhado ou borbulhante, tremor rápido na vocal prolongada, soprosidade, flacidez, frequência muito grave e redução da tosse.
aspereza intermitente, qualidade vocal tensa-estrangulada, soprosidade intermitente, distorção de vogais, monoaltura, variações excessivas de intensidade, monointensidade, acentuação constante em sílabas ou palavras átonas e inspiração forçada súbita.
monoaltura, redução da ênfase, monointensidade, intensidade reduzida, qualidade vocal áspera e soprosa, notando-se intensidade reduzida e soprosidade.
O transtorno dos sons da fala, antes denominado de “transtorno fonológico” é um termo genérico que se refere à qualquer dificuldade ou combinação de dificuldades de percepção, produção motora ou representação fonológica dos sons da fala (ASHA, 2020). O quadro a seguir apresenta exemplos de produções de uma criança com diagnóstico fonoaudiológico de transtorno dos sons da fala.
Alvo | Produção |
chave | [‘savi] |
faca | [‘fatƏ] |
palhaço | [pa’yasu] |
jaca | [‘ƒakƏ] |
Avalie as afirmações sobre as produções encontradas:
I. É observado processo de plosivização;
II. Apresenta coocorrência de processos;
III. Os processos são de anteriorização, semivocalização e dessonorização;
IV. É observado processo de posteriorização.
São CORRETAS apenas as afirmações:
I e III.
I e IV.
II e III.
II e IV.
De acordo com Lloyd e Kaplan (1978), a dificuldade com fala em nível de conversação, como habilidade para ouvir a fala, identificada em um paciente, caracteriza:
Perda auditiva de grau leve, com média tonal entre 41 – 55 dB NA.
Perda auditiva de grau leve, com média tonal entre 26 – 40 dB NA.
Perda auditiva de grau moderado, com média tonal entre 41 – 55 dB NA.
Perda auditiva de grau moderado, com média tonal entre 26 – 40 dB NA.
Perda auditiva de grau moderadamente severo, com média tonal entre 56 – 70 dB NA.
Paciente do sexo feminino, 61 anos, sofreu acidente vascular encefálico (AVE). O sinal clínico proeminente é a paralisia pseudobulbar. Procurou atendimento fonoaudiológico devido à dificuldade de linguagem, deglutição e labilidade emocional, com mudanças repentinas de riso e choro. Sua fala apresenta lentidão, hipernasalidade, articulação imprecisa e laboriosa. A voz é áspera com esforço, emissão tensa-estrangulada, monoaltura e imprecisão nas consoantes. A musculatura da fala está comprometida nos níveis: fonatório, ressonantal e articulatório.
Baseado na literatura, a alternativa que indica o tipo de disartria mais “provável” é:
disartria Hipercinética.
disartria Hipocinética.
disartria Espástica.
disartria Flácida.
disartria Ataxia.