Questões de Concurso sobre Avaliação e Intervenção Fonoaudiológica nos Distúrbios da Linguagem em Doenças Neurogênicas

 
 
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Analise as afirmações abaixo:


I. Considera-se disartria o defeito na emissão dos sons, em que existe dificuldade na sua articulação e também na conexão de sílabas e palavras. Essa dificuldade é gerada por lesões do sistema nervoso central, geralmente dos centros bulbares que comandam o aparelho fonador.

II. As disartrias espásticas apresentam-se com lesões cerebelares bilaterais ou generalizadas. As características clínicas são a aspereza da voz e uma monotonia no tom, com poucas variações de intensidade.

III. A avaliação morfofuncional dos órgãos fonoarticulatórios pode ser feita por meio da fala, usando-se exame articulatório, nomeação espontânea de figuras e a leitura de um texto, e por meio da prosódia, que inclui fala espontânea e a leitura de frases isoladas.

IV. Na avaliação da disartria, o tipo respiratório encontra-se inadequado. Entre os tipos mais observados, está a respiração abdominal.


Marque a alternativa correta:


A

Somente as afirmações I e II estão corretas.


B

Somente as afirmações II e III estão corretas.


C

Somente as afirmações II e IV estão incorretas.


D

Todas as afirmações estão corretas.

A demência é uma síndrome caracterizada pelo déficit progressivo de funções cognitivas, com interferência nas atividades sociais e ocupacionais. Dentre os principais achados nos quadros de demência, pode-se citar:


A

Prejuízos permanentes ou transitórios na articulação, inteligibilidade e naturalidade da fala.


B

Prejuízos no padrão vocal, decorrentes de hipoadução ou de hiperadução glótica, com inadequação de pitch e loudness ou tremor vocal.


C

Prejuízos dos sistemas de memória episódica e operacional, desde as fases iniciais.


D

Prejuízos no sistema ressonantal, com deterioração progressiva na produção de segmentos nasais, decorrente da inabilidade para movimentar o véu palatino.


E

Prejuízos na produção de palavras que requerem mudanças rápidas em função de pontos de articulação distantes.

Um paciente com histórico de acidente vascular encefálico (AVE), ao tentar se comunicar, não consegue acessar o tema principal da enunciação e utiliza sequências fonéticas que se assemelham às palavras obedecendo às regras da língua, mas que efetivamente não existem nem são reconhecidas pelo interlocutor. É possível afirmar que tais manifestações linguísticas são respectivamente:


A

paráfrase e supressão


B

circunlóquio e neologismo


C

digressão e perseveração


D

estereotipia e redução

Nos processos degenerativos, comumente ocorrem alterações da linguagem oral, escrita e leitura. Sobre a Doença de Alzheimer (DA), analise as assertivas abaixo:


I. Quanto à escrita, pesquisas mostram que os pacientes apresentam disfunção da rota lexical (agrafia lexical).

II. Na leitura, falhas no processamento semântico impedem a compreensão do significado da leitura, mas a decodificação grafema-fonema é mantida até estágios mais avançados.

III. Quanto à linguagem oral, a presença de anomia ocorre somente nos estágios finais da doença.


Quais estão corretas?


A

Apenas I.


B

Apenas III.


C

Apenas I e II.


D

I, II e III.

Os traumas cranioencefálicos (TCE) são frequentes e correspondem à principal causa de morte entre crianças e adultos em países industrializados. A prevalência de disfagia em pacientes vítimas de TCE podem chegar a mais de 50% em decorrência


A

da alteração óssea e do rebaixamento do grau de cognição.


B

do rebaixamento do grau de cognição e do nível de consciência.


C

da alteração muscular e do nível de consciência.


D

do rebaixamento do grau de cognição e da alteração muscular.

M.J.C, 50 anos, compareceu ao consultório fonoaudiológico para uma avaliação após Acidente vascular encefálico (AVE). Na avaliação fonoaudiológica, apresentou fala não fluente, ecolalia, boa compreensão, boa repetição e expressão lenta, breve e com esforço. Essa questão está associada à ruptura das vias que conectam o centro do conceito ao centro expressivo da fala. Segundo a classificação de Boston, trata-se de uma afasia do tipo


A

broca.


B

transcortical motora.


C

wernicke.


D

transcortical sensorial.

Utilizando os conhecimentos de Disfonias Neurológicas, assinale a alternativa correta.


A

Na Doença Neurológica de Parkinson, observamos como características vocais frequência e intensidade adequada.


B

Na miastenia gravis, o portador não apresenta problemas vocais, apenas alterações na deglutição.


C

Na Doença Neurológica Esclerose Lateral Amiotrófica, podemos ter como características vocais voz áspera, soprosa e/ou trêmula, podendo apresentar inspiração audível, rouquidão molhada e hipernasalidade.


D

No tremor essencial há estabilidade da frequência e intensidade durante a emissão da fala espontânea.


E

A voz muito aguda indica a dificuldade de alongar as pregas vocais.

A apraxia é um distúrbio motor da fala, caracterizado pela dificuldade de programação e planejamento das seqüências dos movimentos motores da fala, resultando em erros de produção dos sons. São dificuldades esperadas em crianças com apraxia exceto.


A

Balbucio de acordo com a idade esperada.


B

Repertório limitado de vogais.


C

Instabilidade na produção da fala.


D

Procura do ponto articulatório.

A Intervenção Psicomotora em fonoaudiologia envolve:


A

Mapeamento e balanceamento.


B

Seleção, adaptação e ativação.


C

Realização de ações que proporcionam o estudo, a detecção ou prevenção.


D

Proposição do uso de medidas que evitem ou minimizem as intercorrências e os agravos.


E

Promoção, prevenção, terapia e reabilitação.

Um grupo de desordens permanentes do desenvolvimento do movimento e postura atribuído a um distúrbio não progressivo que ocorre durante o desenvolvimento do cérebro fetal ou infantil, podendo contribuir para limitações no perfil de funcionalidade da pessoa. A desordem motora pode ser acompanhada por distúrbios sensoriais, perceptivos, cognitivos, de comunicação e comportamental, por epilepsia e por problemas musculoesqueléticos secundários. Estas características referem-se a um quadro de:


A

Paralisia Cerebral.


B

Afasia.


C

Deficiência Intelectual.


D

Nenhuma das alternativas.

Paciente de 54 anos após traumatismo crânio encefálico apresentou as seguintes características em avaliação de linguagem: respostas inadequadas na compreensão oral e escrita; alterações na repetição de palavras e frases; falhas marcantes na leitura em voz alta; emissões fluentes na nomeação de objetos, figuras e cenas mas com presença de parafrasias semânticas e fonológicas e presença de circunlóquios para nomear uma figura.

Tais características podem indicar ao fonoaudiólogo que o paciente apresenta uma afasia


A

de Broca.


B

de Wernicke.


C

transcortical sensorial.


D

mista.


E

transcortical motora.

Em pacientes com paralisia facial periférica cuja lesão do nervo facial está acima da emergência no nervo da corda do tímpano, é esperado o seguinte comprometimento:


A

diminuição do lacrimejamento.


B

diminuição da gustação dos 2/3 anteriores da língua.


C

ausência do reflexo estapediano.


D

ausência do reflexo de piscamento.


E

paralisia da porção inferior da face.

A Esclerose Múltipla (EM) é uma afecção de provável origem autoimune, caracterizada por inflamação do sistema nervoso central. Clinicamente apresenta uma combinação variável de sintomas. Diante disso, considere a afirmativa INCORRETA:


A

Fraqueza de membros.


B

Aumento da acuidade visual.


C

Alteração de marcha.


D

Distúrbios de sensibilidade.


E

Ataxia.

O acidente vascular encefálico (AVE) compreende lesões neurológicas provenientes de alterações vasculares isquêmicas ou hemorrágicas. A presença de disfagia nestes pacientes vai depender da localização e da extensão da lesão neurológica. Os quadros mais graves de disfagia normalmente estão presentes em lesões na região do


A

cerebelo.


B

lobo parietal.


C

tronco encefálico.


D

lobo frontal.

Clinicamente, a esclerose múltipla apresenta uma combinação variável de sintomas, dependendo do local da lesão, assim como de sua extensão e gravidade. As alterações como a disartria, as modificações na marcha e a incoordenação entre o tronco e os membros são ocasionados pela lesão no


A

hipotálamo.


B

córtex.


C

tálamo.


D

cerebelo.

“A disartria refere-se a um grupo de distúrbios da fala resultantes de distúrbios no controle muscular dos mecanismos da fala em virtude de uma lesão no sistema nervoso central ou periférico, que provoca problemas na comunicação oral em decorrência de uma paralisia, fraqueza ou incoordenação da musculatura da fala.”


(ORTIZ, K. Z. Alterações de fala: disartrias e dispraxias. In: FERNANDES, F. D. M.; MENDES, B. C. A.; NAVAS, A. L. P. G. P. (Org.). Tratado de Fonoaudiologia. São Paulo: ROCA, 2010. p. 402- 407.)


Sobre a intervenção terapêutica fonoaudiológica na disartria, é INCORRETO o que se afirma em:


A

Uma das manifestações é a ininteligibilidade da fala, logo um dos principais objetivos da intervenção é trabalhar para reduzi-la.


B

O trabalho com as alterações de prosódia deve englobar marcadores da entonação, da melodia e do conteúdo afetivo/emocional


C

O objetivo da terapia fonoaudiológica independe da manifestação ser decorrente de uma doença progressiva/degenerativa do sistema nervoso ou de uma doença sem declínio das funções motoras.


D

Pontos fundamentais para o intervenção: respiração, fonação, ressonância, articulação e prosódia.

Na avaliação vocal de um paciente com doença de Parkinson é possível observar as seguintes características, EXCETO:


A

Intensidade reduzida.


B

Altura adequada.


C

Soprosidade e rouquidão.


D

Tremor vocal, em menor grau.

Analise as assertivas abaixo sobre Paralisia Cerebral (PC) e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) A PC espástica é o tipo mais raro e é causada por lesão da medula espinhal.

( ) A tetraplegia é a forma mais grave de PC, com comprometimento das quatro extremidades e, com frequência, deficiência mental e microcefalia.

( ) Na criança com PC, o comportamento reflexo se modifica à medida que amadurece o sistema nervoso central.

( ) No período neonatal, pode existir uma fase de latência, na qual, apesar da lesão cerebral, não se manifestam sinais de PC.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

V – F – V – F.


B

V – V – F – F.


C

F – F – V – V.


D

F – V – F – V.


E

F – V – V – F.

 
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