Questões de Concurso sobre Patologia Geral

 
 
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A sífilis congênita pode ocasionar sequelas neurológicas, deformidades ósseas e dentárias, bem como perda visual; portanto, não implica fator de risco para perda auditiva.


C
Certo

E
Errado

Com base no relato apresentado, seria importante investigar a linguagem expressiva, visto que esta se encontra muito afetada nos quadros de transtorno do espectro autista, como o caso sugere.


C
Certo

E
Errado

Ao avaliar a voz de um paciente diagnosticado com câncer subglótico em fase inicial, observa-se:


A

Disfagia acompanhada por dispneia.


B

Disfagia acompanhada por disfonia.


C

Disfonia acompanhada por dispneia.


D

Dispneia acompanhada por disfonia.

Um senhor de 60 anos de idade foi internado com um laudo de AVE isquêmico que afetou levemente a deglutição e a fala. Dessa forma, foi realizado o videodeglutoesofagograma que analisa qualitativa e quantitativamente as fases da deglutição. Assinale a alternativa que apresenta essas fases qualitativa e quantitativamente de forma respectiva.


A

Fase preparatória, fase oral, fase faríngea e fase esofágica / Tempo, deslocamento e área.


B

Fase oral, fase laríngea e fase esofágica / Volume e tempo.


C

Fase preparatória, fase oral, fase faríngea e fase esofágica / Tempo, volume e estrutura.


D

Fase oral, fase glótea, fase laringofaríngea e fase esofágica / Tempo, deslocamento e volume.

Doença idiopática, com início assimétrico, gradual e curso progressivo. Caracteriza-se clinicamente por tremor de repouso, bradicinesia, rigidez e alteração no reflexo postural e, morfologicamente, por diminuição dos neurônios pigmentados. Descreve-se, como:


A

doença de Parkinson


B

Alzheimer


C

doença de Meniére


D

esclerose lateral amiotrófica

Em caso de trauma de face com restrição de amplitude mandibular, o tratamento fonoaudiológico proporciona o relaxamento da musculatura mastigatória e associada, e pode ser utilizado como estratégia à manipulação muscular em trapézio, esternocleidomastóideo, masseter e temporal. Os efeitos dessa atividade são promover


A

o aumento do fluxo sanguíneo e da oxigenação dos tecidos, a remoção dos resíduos metabólicos e a remissão da tensão muscular e contraturas.


B

a melhora da simetria dos movimentos mandibulares e aumento da amplitude mandibular.


C

a remoção de fluido intersticial e melhora da circulação sanguínea no local drenado.


D

a melhora da lubrificação articular e oxigenação da musculatura mastigatória.


E

aumento da amplitude mandibular e a percepção e adequação de postura de repouso de lábios e língua

Em pacientes com queimadura em cabeça e pescoço, após o término do processo de formação do tecido de granulação em área não cruenta, como plano terapêutico fonoaudiológico pode ser realizado a manipulação em região cicatricial (queloides, retração tecidual, cicatriz hipertrófica e bridas), na qual deve ser digital e circular no máximo de cinco minutos. Os efeitos esperados dessa intervenção correspondem


A

à diminuição da dor e à melhora da tonicidade muscular.


B

ao aumento da propriocepção e sensibilidade do sistema miofuncional orofacial.


C

à redução de retração de cicatriz e à melhora da sensibilidade circular.


D

a evitar hiperfuncionalidade e o aumento da elasticidade da pele.


E

ao desalinhamento das fibras de colágeno e à melhora da mobilidade muscular.

A dislexia do desenvolvimento é considerada um transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica, caracterizada por dificuldade no reconhecimento preciso e/ou fluente da palavra, na habilidade de decodificação e soletração. Essas dificuldades normalmente resultam de um déficit no componente fonológico da linguagem e são inesperadas em relação à idade e outras habilidades cognitivas. São possíveis sinais desse transtorno na fase da pré-escola, exceto:


A

Falta de interesse por livros impressos.


B

Atraso do desenvolvimento a fala e da linguagem.


C

Dificuldade de aprender rimas e canções.


D

Dificuldade na coordenação motora fina (letras, desenhos, pintura, etc.) e/ou grossa (ginástica, dança, etc.).

O câncer de laringe representa, aproximadamente, 25% dos tumores malignos que acometem a região da cabeça e pescoço. Seu tratamento é planejado de acordo com a biologia do tumor e estadiamento, condições clínicas e aceitação do paciente. Quando a opção cirúrgica é a laringectomia total, uma das possibilidades de reabilitação da comunicação oral é a voz esofágica, acerca dessa opção, assinale a alternativa que descreve corretamente como a voz é produzida.


A

É necessário inserir uma prótese vocal de silicone em uma fístula traqueoesofágica realizada cirurgicamente. Quando o paciente inspira e oclui o traqueostoma, o ar é desviado pela prótese vocal até a porção superior do esôfago, vibrando então o SFE.


B

É necessário inserir uma prótese vibratória pneumática intraoral; o ar expiratório passa pelo tubo, que tem uma membrana que vibra com a passagem do ar, gerando um som, esse som é então articulado, produzindo a voz.


C

É necessário que o ar vença a barreira do SFE (Segmento Faringoesofágico); permaneça armazenado no esôfago e não desça até o estômago; seja expulso do esôfago e em direção cranial. Por fim, o ar passa por um SFE na condição ideal para que este vibre e produza som na sua passagem.


D

É necessário inserir a laringe eletrônica, que funciona a pilha ou bateria, que vibra quando o aparelho é ligado com acionamento de um botão, ao encostar a membrana vibrátil no pescoço ou na bochecha do paciente, a vibração gera um som que é modificado pelos articuladores, produzindo a voz.

Os distúrbios mais observados em pacientes com tumores de cabeça e pescoço são: disfonia, disfagia, transtorno da articulação temporomandibular, disacusia e paralisia facial.


C
Certo

E
Errado

Por se tratar de condições benignas e, por vezes, de casos emergenciais, é dispensável o exame médico para esse tipo de tratamento.


C
Certo

E
Errado

A inflamação aguda do ouvido médio (OMA) é, geralmente, consequência de infecção virótica ou bacteriana da rinofaringe. A OMA é um processo autolimitado, devendo regredir após um determinado período de tempo, voltando o ouvido médio às condições de normalidade. De posse dessas informações, é correto afirmar:


A

OMA apresenta perda auditiva neurossensorial de grau moderado a severo, curva audiométrica descendente.


B

No OMA não é feito exame audiométrico tonal, pois o paciente, nesses casos, apresenta grande desconforto na orelha média, necessitando incialmente de tratamento medicamentoso.


C

Na grande maioria dos casos encontramos perda auditiva condutiva bilateral de leve a moderada, curva audiométrica horizontal ou ascendente.


D

OMA apresenta perda auditiva condutiva unilateral de grau leve, com curva timpanométrica do tipo AD.

Qual é a doença que, em geral, inicia-se por alterações de sensibilidade nos membros inferiores, sendo a sintomatologia, tanto sensitiva quanto motora, de característica ascendente, com evolução de uma a quatro semanas, chegando muitas vezes a quadriplegia e insuficiência respiratória?


A

Esclerose lateral amiotrófica.


B

Síndrome de Guillain-Barré.


C

Miastenia gravis.


D

Polimiosite.

O objetivo principal da terapia na paralisia facial periférica é conseguir recuperar a expressão e a mímica facial do indivíduo. Qual é o recurso terapêutico indicado no tratamento desta patologia na fase aguda?


A

Calor úmido para diminuir as contraturas.


B

Eletroterapia para estimulação neuromuscular.


C

Aplicação de toxina botulínica para melhora da simetria facial.


D

Crioterapia para diminuir a formação de edema.

A paralisia cerebral pode ser classificada segundo a característica clínica mais dominante em espástica, discinética e atáxica. A forma discinética caracteriza-se por movimentos atípicos do tipo distonia e coreoatetose. Na coreoatetose,


A

o tônus é instável, com presença de movimentos involuntários e movimentação associada.


B

o tônus é elevado e com aumento dos reflexos miotáticos.


C

o tônus muscular é muito variável e desencadeado pelo movimento.


D

o tônus é normal, mas há presença de movimentos dissinérgicos e tremor.

A combinação tremor, rigidez, acinesia, bradicinesia e ajustes posturais anormais aparecem na:


A

Esclerose lateral amiotrófica.


B

Doença de Parkinson.


C

Doença de Huntington


D

Doença de Alzheimer.

A sequência de Pierre Robin é descrita na literatura como uma tríade de anomalias caracterizada por micrognatia, glossoptose e fissura. Sobre essa sequência, é possível afirmar:


A

a posição supino é considerada um tipo de tratamento postural.


B

encontramos obstrução baixa, dificuldades respiratórias e alimentares.


C

a fissura de lábio é a malformação com maior frequência.


D

a intubação nasofaríngea é um tratamento médico que pode ser realizado para obstrução respiratória.

São patologias da voz que podem ter como indicação o tratamento cirúrgico, EXCETO:


A

Cisto vocal.


B

Edema de Reinke.


C

Fenda glótica.


D

Nódulo vocal.


E

Pólipo vocal.

Ela é a causa mais comum de estridor em neonatos e de anormalidades congênitas da laringe. Nela, a cartilagem laríngea apresenta imaturidade ou fraqueza, contribuindo para sua obstrução durante a inspiração. Em casos mais graves, os RNs não são capazes de tolerar o esforço respiratório necessário para a alimentação. Esta patologia tem o nome de


A

laringomalácia.


B

bronquiolite.


C

refluxo gastroesofágico.


D

amiotrofia espinhal.

A obesidade é uma doença crônica, de alta prevalência, com consequências graves para os indivíduos acometidos por ela. Uma das condutas adotadas no combate à obesidade é a realização da Cirurgia Bariátrica. A atuação fonoaudiológica nas cirurgias bariátricas:


A

estabelece como critério para a alta fonoaudiológica o momento em que o paciente for capaz de tomar líquidos sem engasgos ou tosses.


B

ocorre essencialmente no pré-operatório, pois, após a intervenção cirúrgica, o paciente já deve estar apto para as funções orofaciais em sua nova forma de alimentação.


C

baseia-se em uma terapia de força muscular para mastigação, pois o trabalho quanto a qualidade e quantidade de alimentos é papel do nutricionista.


D

tem por objetivo facilitar a introdução e evolução da alimentação para o paciente após a intervenção cirúrgica.

 
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