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Indústria em crise? Vítimas silenciadas: o caso Braskem e o crime socioambiental em Maceió
A Braskem encerrou o ano de 2024 alegando enfrentar uma crise financeira profunda: prejuízos bilionários, endividamento crescente e um coro de apelos por incentivos estatais. Enquanto isso, em Maceió, dezenas de milhares de pessoas seguem vivendo o luto e o abandono provocados por um crime socioambiental de proporções inéditas. O colapso geológico causado pela exploração mineral predatória destruiu cinco bairros inteiros e deslocou mais de 60 mil pessoas diretamente afetadas.
Disponível em: https://folhadealagoas.com.br/2025/03/26/industria-em-crise-vitimas-silenciadas-ocaso-braskem-e-o-crime-socioambiental-em-maceio/. Acesso em: 20 fev. 2026.
O colapso geológico referido no texto se refere
ao processo de subsidência do terreno nas áreas de exploração do sal-gema.
à retirada de minério de ferro em áreas de fragilidade geológica estrutural na área urbana de Maceió.
aos deslizamentos de terra ocorridos nas encostas das grotas de Maceió em período de chuva intensa.
aos intensos terremotos provocados pela retirada de soda cáustica em bairros marginais à Laguna Mundaú.
à exploração de calcário em depósitos subterrâneos associados a áreas ricas em sal-gema na Laguna Mundaú.
À luz das transformações contemporâneas do território, assinale a alternativa que explica corretamente como redes técnicas, reestruturação produtiva e novas centralidades reconfiguram os espaços de modo desigual.
Os espaços em transformação resultam de expansão homogênea das redes, processo que reduz diferenças de acessibilidade e comando.
Os espaços em transformação decorrem de substituição integral das bases locais, o que uniformiza funções territoriais em várias escalas.
Os espaços em transformação expressam reestruturação seletiva, na qual novas redes se sobrepõem a heranças desiguais e criam centralidades.
Os espaços em transformação se explicam por inovação difundida de forma linear, fator que aproxima cidades de papéis equivalentes.
Os espaços em transformação derivam sobretudo de crescimento populacional e aumento da renda, critérios suficientes para sua leitura.
No debate crítico sobre a formação do capitalismo, a ideia de acúmulo primitivo de capitais ajuda a compreender como riqueza e trabalho foram reorganizados historicamente. Assinale a alternativa correta.
O acúmulo primitivo decorreu de trocas equilibradas, com expansão gradual do mercado interno e adesão espontânea do trabalho livre.
O acúmulo primitivo envolveu cercamentos, expropriações e expansão colonial, convertendo terras e trabalhadores em base do capital.
O acúmulo primitivo correspondeu à fase industrial madura, marcada por alta produtividade fabril e regulação salarial ampla.
O acúmulo primitivo resultou de poupança produtiva generalizada, fator que reduziu violência política e redistribuiu propriedade.
O acúmulo primitivo descreve a estabilização financeira do capitalismo, quando bancos centrais passaram a coordenar crédito e moeda.
Leia atentamente o excerto a seguir:
"A implantação de um complexo portuário-industrial em determinada região litorânea promoveu intensa transformação da paisagem, ampliando fluxos de mercadorias, atraindo trabalhadores de diferentes localidades e redefinindo funções urbanas e regionais."
Com base nos conceitos fundamentais da Geografia e nas categorias de análise do espaço geográfico, analise as proposições a seguir. Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
I. O espaço geográfico pode ser compreendido como resultado da interação entre sociedade e natureza, sendo produzido historicamente pelas relações sociais e econômicas.
II. A paisagem corresponde exclusivamente aos elementos naturais visíveis, não incorporando objetos técnicos ou construções humanas.
III. O território envolve relações de poder e apropriação, podendo ser redefinido por agentes econômicos e políticos.
IV. O lugar refere-se à dimensão vivida e simbólica do espaço, vinculada à identidade e à experiência cotidiana dos sujeitos.
V. A região constitui categoria estática e imutável, definida apenas por critérios naturais e independentes de processos socioeconômicos.
Estão corretas:
I, II, III e IV, apenas.
I, III, IV e V, apenas.
I, III e IV, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, II e V, apenas.
A organização espacial da atividade industrial apresenta diferentes padrões ao longo da história. Enquanto a industrialização clássica caracterizou-se pela concentração em grandes polos urbano-industriais com predominância de grandes empresas, um modelo alternativo emergiu a partir da década de 1970, marcado pela dispersão de atividades manufatureiras em pequenas e médias cidades, articulação de redes de pequenas e médias empresas especializadas, produção flexível baseada em distritos industriais e forte cooperação entre firmas territorialmente próximas. Esse modelo de industrialização difusa teve sua expressão paradigmática na seguinte região:
Vale do Ruhr (Alemanha).
Cinturão da Ferrugem (Estados Unidos).
Emília-Romagna (Itália).
Grande ABC Paulista (Brasil).
Área Metropolitana de Tóquio (Japão).
Do século XX para cá, o custo do transporte marítimo e aéreo despencou em todo o mundo. Isso permitiu que as economias dos países se tornassem mais interligadas e dependentes do comércio exterior. Olhando a matriz de produtos que um país exporta para o mundo, é possível ter uma visão sobre diversos fatores de sua economia. Países mais ricos normalmente têm uma economia diversificada, exportando produtos agrícolas e todo tipo de produtos industrializados. Alguns, porém, são dependentes de um único produto (como do petróleo e derivados, no Golfo Pérsico), o que pode deixá-los vulneráveis a variações de preço.
Gabriel Zanlorenssi e Mariana Froner Adaptado de nexojornal.com.br, 14/03/2024.
Considere a seguinte legenda de produtos exportados por quatro países:

Com base na reportagem e no atual contexto do comércio global, e considerando a legenda apresentada, a proporção dos produtos que compõem a pauta de exportações da China está representada em:




Um país periférico implementa, ao longo de três décadas, políticas de atração de investimento externo e expansão de infraestrutura logística. O parque industrial cresce por meio de filiais de empresas transnacionais, com forte integração a cadeias globais de valor. Apesar do aumento do volume produzido, persistem baixa densidade de inovação local, dependência tecnológica, elevada importação de componentes de maior valor agregado e vulnerabilidade a oscilações cambiais e a decisões tomadas fora do território nacional.
Considerando os processos contemporâneos de industrialização e a inserção produtiva no capitalismo global, assinale a alternativa CORRETA:
A situação descreve desindustrialização completa, pois a presença de transnacionais elimina a atividade manufatureira, substituindo-a integralmente por serviços e agricultura de subsistência.
O quadro sugere industrialização subordinada, com integração dependente às cadeias globais, na qual a produção local se concentra em etapas menos intensivas em tecnologia e reduz o controle nacional sobre segmentos estratégicos.
O processo caracteriza industrialização tardia plenamente soberana, na qual a dependência externa é superada automaticamente pelo aumento do volume exportado e pela expansão logística.
O cenário indica industrialização autônoma e endógena, marcada por domínio tecnológico interno, substituição consistente de importações de alta complexidade e liderança local em pesquisa e desenvolvimento.
No processo de industrialização brasileira, a desconcentração industrial aponta para a inserção de uma nova dinâmica do setor no país. Esse processo, intensificado a partir da década de 1970, viabilizou a expansão da produção para além do eixo tradicional. Diante disso, é correto afirmar a respeito da desconcentração industrial no Brasil, exceto:
Na desconcentração industrial, a chamada “guerra fiscal” (ou “guerra dos lugares”) consolidou-se como um dos principais vetores da reordenação do espaço produtivo brasileiro, caracterizando-se pela disputa entre estados que passaram a oferecer isenções tributárias e infraestrutura para atrair plantas industriais.
A modernização e a expansão da infraestrutura de transportes e comunicações constituíram condições técnicas para a desconcentração industrial, pois reduziram custos de deslocamento e ampliaram a integração territorial.
O poder público contribuiu de forma ativa para o processo de desconcentração industrial no Brasil, por meio da oferta de incentivos fiscais, da doação de terrenos e da implementação de políticas de fomento.
Após os anos de 1990, o processo de desconcentração industrial no Brasil intensificou-se, de modo seletivo, em direção a outras regiões do país, deixando de se restringir ao Sul e ao Sudeste, mas mantendo o Sudeste como núcleo central da atividade industrial.
Em virtude de sua consolidação como centro de comando técnico-científico e de gestão do capital, o estado de São Paulo ampliou sua participação relativa no PIB industrial nacional nas últimas décadas, reafirmando sua hegemonia produtiva mesmo diante da criação de novos polos industriais.
TEXTO I

TEXTO II
O modelo vigente caracteriza uma nova morfologia do trabalho, marcada pela precarização, pela flexibilização extrema das relações trabalhistas e pela transferência dos riscos da atividade produtiva para o trabalhador.
ANTUNES, R. A nova morfologia do trabalho e as formas diferenciadas da reestruturação produtiva no Brasil dos anos 1990. Sociologia, Revista da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2014.
A partir da análise da imagem e da referência teórica, a situação retratada expressa principalmente:
A consolidação do empreendedorismo individual como forma de superação das desigualdades sociais.
A formalização das relações de trabalho no contexto da economia digital.
A intensificação da precarização do trabalho por meio da chamada “uberização”.
A ampliação dos direitos trabalhistas garantidos pelas novas tecnologias.
A substituição completa do trabalho humano pela automação digital.
A 'Divisão Internacional do Trabalho' (DIT) clássica estabelecia que as colônias exportavam produtos industrializados, enquanto as metrópoles forneciam matérias-primas e metais preciosos.
Certo
Errado
O desenvolvimento econômico brasileiro ao longo do século XX foi marcado por forte intervenção estatal e por mudanças estruturais em âmbito nacional. Esse processo esteve associado a diversos fatores que, embora tenham ocorrido de maneira desigual entre as regiões, impactaram o país de maneira geral. Considerando essas características, qual alternativa apresenta corretamente aspectos do processo de industrialização no Brasil?
A industrialização foi impulsionada pela substituição de importações, contou com participação ativa do Estado e esteve associada ao crescimento urbano.
A industrialização brasileira ocorreu sem participação do Estado e com predomínio exclusivo do setor agrícola.
O processo ocorreu de forma homogênea em todas as regiões brasileiras, sem desigualdades significativas.
O crescimento industrial não teve relação com o processo de urbanização no país.
Leia o excerto a seguir para responder à questão:
"Embora a atividade industrial tenha passado por um processo de desconcentração no mundo e no Brasil, no caso do Ceará ela ainda permanece concentrada. Em Fortaleza, as primeiras fábricas se instalaram ocupando majoritariamente 3 centralidades: Jacarecanga/Francisco Sá, Parangaba e Mucuripe [...]. Entretanto, a cidade cresceu, o setor imobiliário se expandiu e o uso industrial passou a causar conflitos com os demais usos produtivos. Em contraponto, o Estado foi oferecendo facilidades de circulação, melhorias na infraestrutura e incentivos fiscais para a reestruturação física das manufaturas em outros municípios vizinhos, dentro da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF)."
(MUNIZ, A. M. V.; CABRAL, J. M. T.; SAMPAIO, P. M. Trajetórias urbano-industriais e a Geografia Escolar. VI CONEDU, 2019, p. 7-8).
A partir da análise do texto e do panorama da desconcentração industrial no espaço metropolitano de Fortaleza a partir da década de 1990, assinale a alternativa que descreve corretamente a lógica econômica e territorial que comandou esse processo:
A saída de indústrias tradicionais de Fortaleza em direção à periferia metropolitana extinguiu a competição intermunicipal, uma vez que o Governo do Estado centralizou a distribuição equitativa de plantas fabris com base em critérios estritamente ambientais de proteção à faixa litorânea.
A desconcentração industrial em Fortaleza foi impulsionada por deseconomias de aglomeração na capital (como conflitos de uso do solo com o setor imobiliário) e viabilizada pela atuação do Estado na 'guerra dos lugares', por meio da oferta de infraestrutura e incentivos fiscais em municípios vizinhos.
O deslocamento das fábricas para a Região Metropolitana ocorreu de maneira espontânea por parte do mercado privado, prescindindo de intervenções macroeconômicas ou de investimentos estatais em redes de transporte rodoviário, uma vez que as indústrias buscavam centralizar o mercado consumidor regional.
A perda da primazia industrial de Fortaleza decorreu de uma saturação tecnológica absoluta, processo no qual a capital abdicou de suas funções de comando econômico no setor terciário para se converter em um espaço puramente residencial e de economia de subsistência.
A organização espacial das redes de circulação de mercadorias, distribuição de energia elétrica e de telecomunicações constitui um indicador, mesmo que superficial, dos efeitos do processo de modernização sobre o território brasileiro, na medida em que foram transformadas estruturas espaciais pretéritas e construídas novas formas adequadas ao processo de produção e gestão da empresa capitalista em sua fase avançada. Nesse sentido, as redes manifestam a territorialidade dos complexos industriais.

(BECKER, B. K.; EGLER, C. A. G. Brasil: uma nova potência regional na economia – mundo. 4ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003. Adaptado)
De acordo com a análise dos autores, o Brasil
distribuiu sua infraestrutura de forma homogênea pelo território, com o objetivo de que os complexos industriais se desenvolvessem tanto no litoral quanto no interior do país.
construiu sua infraestrutura a serviço da industrialização concentrada, gerando um território desigual, com um núcleo moderno e conectado na região Centro-Sul e uma periferia subintegrada.
buscou expandir suas redes de circulação com o intuito de integrar regiões periféricas ao mercado global, superando as desigualdades regionais herdadas do período colonial.
estruturou suas redes de circulação e energia como instrumentos de integração nacional, com a modernização do território visando à coesão social e à superação das disparidades regionais.
reproduziu no espaço nacional um modelo de modernização autônomo, no qual as redes de telecomunicações e energia precederam e orientaram a implantação dos complexos industriais.
As atividades econômicas podem ser organizadas em setores conforme o tipo de produção realizada. Essa divisão ajuda a compreender como os bens e serviços chegam à população. Nos municípios catarinenses, os setores econômicos estão presentes de forma integrada.
Qual atividade pertence ao setor terciário da economia?
Cultivo de grãos.
Criação de animais.
Comércio de produtos.
Agricultura familiar.
Extração de madeira.
A divisão internacional do trabalho, intensificada ao longo da expansão capitalista, estabeleceu relações desiguais entre diferentes regiões do mundo. Considerando esse processo, analise as assertivas.
I. Os países periféricos historicamente concentraram a produção de tecnologia avançada, enquanto os países centrais ficaram restritos à exportação de matérias-primas.
II. A divisão internacional do trabalho contribuiu para a especialização de países e regiões em diferentes funções econômicas, frequentemente reforçando desigualdades globais.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
Apenas II está correta.
Apenas I está correta.
I e II estão incorretas.
I e II estão corretas.
Considere a citação a seguir:
“(...) ______________ é uma designação originalmente utilizada para identificar as migrações regulares de pastores e seus rebanhos, de acordo com a estação do ano, em busca de pasto ou de locais mais quentes e abrigados. Atualmente, o termo aplica-se aos movimentos migratórios temporários, quase sempre relacionados ao deslocamento de pessoas, em determinadas épocas do ano, para a execução de determinados tipos de trabalho agropecuário no campo, como a colheita manual. Esses movimentos podem ser compreendidos como migração sazonal. No Brasil, alguns autores utilizam essa terminologia para se referir às migrações temporárias de trabalhadores rurais entre o Sertão e a Zona da Mata, sub-regiões do Nordeste, que, após a colheita do feijão e do milho, deslocam-se para trabalhar no período do corte da cana-de-açúcar e, posteriormente, retornam às suas lavouras.”
Texto adaptado de BRANCO, Anselmo Lázaro; PRADO, Bruno Silva, CAMPOS, Eduardo. Teláris Essencial [livro eletrônico]: Geografia : 7º Ano.1. ed. - São Paulo : Ática, 2022. p 119.
A partir da citação de Branco, Prado e Campos (2002, p. 119) e considerando seus conhecimentos acerca dos movimentos migratórios internos no território brasileiro, assinale a alternativa correta referente ao significado da terminologia a ser inserida para completar o início da presente citação.
Êxodo rural
Pendular
Retirantes
Xenofobia
Transumância
“Os inselbergs apresentam-se espacializados preferencialmente a NE, ainda que a tectônica, não tenha impresso grandes marcas no batólito, por esse ter sido pós orogênico, ainda assim é percebida a influência dos lineamentos, orientados segundo a direção das duas zonas de cisalhamentos agora citadas. Assim, mostrase nítida a importância dos estudos da morfotectônica na estruturação das paisagens.
(Castro et al., 2016, p. 42. Mapeamento dos lineamentos estruturais do sertão central do Ceará com ênfase na espacialização dos inselbergs do batólito de Quixadá. Disponível em https://periodicos.ufrn.br/revistadoregne/article/download/10636/7548)
A maior concentração de áreas de inselbergs está associada (no Estado do Ceará) a ocorrência de grandes corpos rochosos ígneos intrusivos conhecidos como batólitos e podem ser visualizadas, sobretudo, nos municípios de:
Tianguá, Viçosa do Ceará e Ubajara.
Jaguaribe, Jaguaribara e Jaguaretama.
Quixadá, Senador Pompeu e Quixeramobim.
Pedra Branca, Jaguaretama e Russas.
Limoeiro do Norte, Tabuleiro do Norte e Quixeré.
O Porto de Itajaí é considerado estratégico para a economia de Santa Catarina e do Brasil.
Assinale a alternativa que identifica corretamente a principal atividade econômica associada ao porto do município.
Transporte de passageiros e cruzeiros marítimos internacionais no litoral sul-brasileiro.
Movimentação de granéis líquidos, com destaque para petróleo e derivados da Petrobras.
Exportação exclusiva de produtos têxteis e confecções do polo industrial do Vale do Itajaí.
Exportação de carnes congeladas e movimentação de contêineres do comércio exterior brasileiro.
Importação de veículos automotores e máquinas agrícolas para distribuição ao mercado interno.
A “Indústria 4.0” foi anunciada pela primeira vez na Feira de Hannover em 2011, e tornou-se o termo mais utilizado para descrever os desenvolvimentos inovadores da quarta revolução industrial. Ela engloba tecnologias que conectam espaços físicos e virtuais por meio de redes inteligentes e sistemas de sensores, tendo assim um impacto fundamental em diferentes níveis da cadeia de valor, além de gerar e analisar grandes volumes de dados.
Adaptado de FRASKE, Tim. Industry 4.0 and its geographies, in Digital Geography and Society, v. 3, 2022, p. 2
A respeito dos impactos da Indústria 4.0 na organização da Geografia Econômica contemporânea, analise as proposições a seguir.
I. A conectividade digital instantânea e o controle remoto de processos anularam a relevância das aglomerações e dos distritos industriais como fatores locacionais.
II. A automação flexível e a conexão em rede de sistemas produtivos facilitam a fragmentação e a ampliação espacial das cadeias globais de valor e de suprimentos.
III. A infraestrutura física dos data centers exige alto consumo de energia e de água, o que impõe restrições geográficas à localização dessas instalações.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
A expansão colonial buscava matérias-primas e força de trabalho de baixo custo em sociedades tratadas como exteriores ao espaço capitalista plenamente produzido. Ao mesmo tempo, a acumulação exigia transformar esses territórios em mercados e submetê-los crescentemente às relações de produção, circulação e consumo. Assinale a alternativa que expressa tal dinâmica de forças.
O colonialismo constituiu um fixo espacial exterior que permaneceu separado do espaço produzido pelo capital, pois a troca internacional não modificou as relações internas das sociedades colonizadas.
A integração global internalizou os territórios coloniais ao equalizar salários, mercados e condições de produção, reduzindo progressivamente a diferenciação espacial da força de trabalho.
O colonialismo articulou territórios exteriores sobretudo por vínculos comerciais e políticos; sua transformação em espaços de produção foi posterior e independente da acumulação capitalista global.
O colonialismo funcionou como um tipo de fixo espacial “exterior”; com a integração global, esse espaço foi internalizado e produzido como parte da geografia do capitalismo — processo situado no âmago do “desenvolvimento do subdesenvolvimento”.
A acumulação capitalista depende da conservação permanente de espaços exteriores não integrados, pois sua incorporação como mercados e áreas produtivas eliminaria as diferenças necessárias à expansão.