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Dentre os tipos de movimentos de massa catastróficos que ocorrem no Brasil, assumem muito destaque as chamadas corridas de detritos, que são causadas:
através da lubrificação da água entre as partículas de solos decorrentes de efeitos de vibrações sísmicas, gerando um fluido denso
por meio da intemperização entre as partículas do solo e geração de uma torrente de lama, rocha e restos vegetais.
no momento em que há lubrificação entre as partículas do solo e geração de uma torrente de lama, rocha e restos vegetais.
pela liquefação do solo, decorrente de infiltrações súbitas em eventos de chuvas muito intensos.
a partir de reações hidrogeoquímicas associadas ao intemperismo, durante períodos chuvosos intensos.
Em relação ao comportamento rúptil de materiais rochosos, é correto afirmar, EXCETO que
em falhamentos normais e inversos, a componente principal do rejeito é vertical e acompanha o plano da falha, distinguindo-se aquelas destas pelo movimento relativo das porções de capa e lapa, bem como pela direção do esforço principal.
a classificação de falhas deve considerar critérios geométricos (baseados tanto na forma e na atitude da superfície de falha quanto no movimento relativo dos blocos e no tipo de rejeito) e mecânicos (que descrevem o quadro de tensões responsável pelo falhamento).
o surgimento e a progressão do rejeito em estruturas rúpteis como falhas podem ser devidos às diferenças no comportamento reológico das unidades de uma sequência estratigráfica ou mesmo pela excessiva pressão de fluidos aprisionados entre as camadas rochosas.
horsts e grabens são frequentemente associados à mecânica crustal distensiva, ou seja, são limitados por falhas normais ou reversas produzidas em níveis crustais mais rasos, a temperaturas e pressões relativamente modestas.
No que respeita à descrição de estruturas dobradas, a afirmativa verdadeira é:
Independente do processo que leva à formação de dobras, as regiões de charneira são caracterizadas por aumento na espessura das camadas; os flancos das dobras, por sua vez, tornam-se adelgaçados a ponto mesmo de, em casos extremos, sofrerem rompimento.
Em Geologia Estrutural, o termo 'estilo' é usado para descrever dobramentos e corresponde a um conjunto de feições morfológicas e geométricas adquiridas no processo de deformação; essas feições podem ser reconhecidas em grupos de dobras, mesmo em afloramentos diferentes.
Padrões de interferência complexos podem ser criados pela sobreposição de fases de dobramento cuja sequência é revelada pelo uso de projeções estereográficas; essa metodologia de campo é especialmente indicada na análise em escala regional.
Sob a denominação antiforme compreendem-se todas as estruturas dobradas nas quais as camadas mais antigas estão no interior; de modo análogo, designam-se sinformes todas as estruturas dobradas nas quais as camadas mais novas estão no interior.
Bacias do tipo rifte desenvolvem-se em margens continentais divergentes, são portadoras de expressivas acumulações de petróleo e são importantes para o entendimento dos mecanismos de fragmentação dos supercontinentes.
As estruturas geológicas associadas a esse tipo de bacia são
graben, falha inversa e dobra en chevron.
hemi-graben, falha strike slip e dobra recumbente.
hemi-graben, falha normal e estrutura roll over.
horst, falha strike slip e estrutura em flor negativa.
horst, falha inversa e falha lístrica.
Sobre a litoestratigrafia do Estado de Minas Gerais, NÃO é correto afirmar:
As unidades do Quaternário compreendem depósitos sedimentares detríticos, inconsolidados, acumulados nos vales dos grandes cursos d'água, em encostas atuais ou pré-atuais e em superfícies de erosão mais novas que a Superfície Sul-Americana.
Datados entre 700Ma e 500Ma – e, portanto, cobrindo o Proterozoico Superior e o Eopaleozoico –, há granitoides sin-,tardi- e pós-tectônicos relacionados às faixas móveis neoproterozoicas, os quais também apontam a ocorrência de numerosos pegmatitos.
O Supergrupo Rio das Velhas é coberto em discordância angular pelo Supergrupo Minas, o qual, limitado no topo pela Formação Sabará, tem, por sua vez, contato tectônico em discordância com as sequências clásticas do Grupo Itacolomi.
Representantes do Paleozoico, as sequências sedimentares vulcânicas das Bacias do Paraná e do Alto São Francisco apresentam-se pouco preservadas; comportam ainda suítes intrusivas que acompanham os falhamentos regionais Brasilianos, reativados a partir do Cambriano.
Sobre os aspectos descritivos de estruturas rochosas dobradas, a afirmativa verdadeira é:
O ângulo α formado entre a superfície axial e os flancos de uma superfície dobrada leva à classificação dessa estrutura em suave (180º<α<120º), aberta (120º<α<70º), fechada (70º<α<30º), apertada (30º<α<0º) ou isoclinal (α=0º).
Uma superfície dobrada cilíndrica pode ser parcialmente descrita por sua linha de charneira (que corresponde ao eixo da dobra, ou seja, aos pontos de curvatura máxima da superfície dobrada) e suas linhas de inflexão (as quais unem os pontos de curvatura mínima nos flancos).
Linhas de crista e de quilha por vezes coincidem, respectivamente, com os pontos mais altos e mais baixos das superfícies dobradas, excetuando-se os casos em que as dobras são simétricas, de plano axial vertical e eixo horizontal.
Em dobramentos cilíndricos, a inclinação da linha de charneira permite reconhecer estruturas normais (linha de charneira inclinada de 0º a 10º), inversas (linha de charneira inclinada de 10º a 80º) ou recumbentes (linha de charneira inclinada de 80º a 90º).
extensão de uma zona de falhas é representada em mapa por dois pontos de coordenadas conhecidas, denominados de X e Y. Sabendo-se que o ponto X tem coordenadas 7.900.000N / 540.000E, que o ponto Y tem coordenadas 7.940.000N / 570.000E e que o sistema de coordenadas representado no mapa é UTM, é correto afirmar que
a distância entre X e Y é de 50 km e a zona de falhas tem direção NW-SE.
a distância entre X e Y é de 50 km e a zona de falhas tem direção NE-SW.
a distância entre X e Y é de 40 km e a zona de falhas tem direção N-S.
a distância entre X e Y é de 30 km e a zona de falhas tem direção NE-SW.
a distância entre X e Y é de 500 km e a zona de falhas tem direção NW-SE.
Sobre as ocorrências de recursos minerais do Estado de Minas Gerais, NÃO é correto afirmar:
Apesar de pobres em metais e gemas, os terrenos de alto grau metamórfico do Bloco Vitória, no E do Estado, compreendem granulitos e kimberlitos do Paleozoico e abrigam faixas que testemunham o retrometamorfismo que produziu jazidas de carbonatos e argilas.
Em escala regional, zonas de deslocamento tectônico são os principais canais de fluxo hidrotermal, uma vez que o fraturamento e a reorganização da trama cristalina provocam aumento de permeabilidade e podem levar à precipitação de elementos de interesse.
No Estado, as sequências do Grupo Itabira têm dupla relevância econômica, pois, além de constituídas por formações ferríferas do tipo Lago Superior que não se restringem apenas ao Quadrilátero Ferrífero, onde contêm jazidas de Fe, Mn e Au, também trazem minas de dolomita.
Os granitoides encontrados no território mineiro podem estar associados a ocorrências de pegmatitos produtores de gemas ou de minerais cerâmicos, mas também os há, com características metalogenéticas diferentes, ligados a depósitos de metais pesados e de terras raras.
Sobre o comportamento mecânico de materiais geológicos, é CORRETO afirmar:
As zonas de falha associadas a regimes deformacionais crustais podem ser de natureza compressiva, distensiva ou cisalhante, ao passo que as falhas transformantes são, exclusivamente, marcadas por tensões convergentes ou divergentes.
Em domínios deformacionais profundos, para os quais a pressão litostática confinante é elevada, as rochas tornam-se mais resistentes à deformação e seu comportamento mecânico tende a assemelhar-se ao de líquidos de altíssima viscosidade.
Independente de serem produzidos por flambagem ou por cisalhamento, os dobramentos tectônicos são geneticamente descritos pelos mesmos elementos geométricos que caracterizam dobramentos não tectônicos.
Mantendo-se a temperatura constante e aumentando-se a velocidade de deformação υ = εt-1 (em que ε é a medida da deformação) até que seja superado o ponto de ruptura de um corpo rochoso, este tende a apresentar um comportamento dúctil ou plástico.
Acerca da estruturação geológica do Estado de Minas Gerais, é CORRETO afirmar:
A Bacia Espinhaço, de idade arqueana, exibe espesso pacote basal de metassedimentos silicosos químicos a pelíticos, a que se sobrepõe uma sucessão metavulcanossedimentar de topo que indica o rifteamento intracontinental estabelecido durante o Ciclo Brasiliano.
O Cráton do São Francisco, individualizado no Neoproterozoico, é anterior às faixas móveis representadas pelos cinturões orogenéticos Araçuaí (NNE do Estado) e Brasília (NNW do Estado), as quais são contemporâneas à estruturação da Bacia do Paraná.
Os últimos eventos tectônicos que incidiram sobre o território mineiro estão relacionados com a reativação cretácea de falhamentos profundos, em regime extensional, o que levou à definição de superfícies escalonadas em grabens que foram dissecados no Terciário.
Situado na borda E da Serra do Espinhaço Meridional e extensamente exposto no Quadrilátero Ferrífero, o Supergrupo Minas representa uma cobertura posterior à sequência metavulcanossedimentar Rio das Velhas, a qual é caracterizada como uma faixa greenstone belt.
Estrias ao longo de um plano de falha são indicativas da direção do movimento de falha, que pode ser normal, inverso ou direcional. No entanto, para se definir o sentido de movimentação da falha, é necessário encontrar outro indicador de movimento como os ressaltos (steps) ou uma camada guia.
A área dos escudos da plataforma sul-americana foi estabilizada ao final do ciclo Brasiliano, no início do período paleozoico, mas, no decorrer do período fanerozoico, sofreu efeitos dos processos orogenéticos que ocorreram na margem oeste e sul da atual placa sul-americana.
Riftes intercontinentais mesozoicos apresentam similaridades com a porção rifte das bacias de margens passivo-mesocenozoicas. Destes, o sistema de rifte intracontinental Recôncavo-Tucano-Jatobá apresenta espessura significativa, com mais de 500 m de sedimentos terciários.
A faixa móvel Sunsás, gerada entre 1450 Ma e 990 Ma e composta de três orogêneses principais, sugere que as rochas do ciclo orogênico Sunsás do cráton amazônico apresentam registro de assembleias petrotectônicas, pois são similares às orogêneses mesoproterozoicas do Grenville da América do Norte.
Os processos de aglutinação das áreas cratônicas da plataforma sul-americana ocorreram ao final do ciclo Brasiliano Pan-Africano, quando foram geradas diversas faixas móveis neoproterozoicas e eopalezoicas a partir do diacronismo colisional e da formação dos Gondwanas oeste e leste.
O complexo granulítico Anápolis-Itauçu compõe um segmento tectonicamente imbricado às rochas supracrustais da sequência Silvânia e ao grupo Araxá, desenvolvido durante o evento colisional do Brasiliano I, em torno de 650 Ma a 630 Ma.
A bacia de Campos compõe-se de três megas sequências principais: sinrifte, transicional e pós-rifte, onde os depósitos de hidrocarbonetos com reservas provadas ocorrem, principalmente, nos sedimentos da fase pós-rifte, sendo a halocinese pouco desenvolvida na plataforma continental dessa bacia.
A faixa sergipana, um exemplo de cinturão orogênico completo, resulta da colisão do maciço Pernambuco-Alagoas, situado ao norte, com o CSF, ao sul. A deposição dos sedimentos de rifte e a margem passiva ocorreram entre 900 Ma e 625 Ma nessa faixa, cujo registro geológico é correlacionado, em parte, à fragmentação e dispersão do supercontinente Rodinia.
Na figura abaixo, na qual está representada a curva cumulativa de crescimento da plataforma sul-americana, pode-se visualizar crescimento equalitário no tempo, comparando-se o crescimento entre a era mesoarqueana e o período sideriano com o crescimento entre os períodos riaciano e orosiriano.

As falhas são classificadas com base em elementos geométricos e mecânicos; nas falhas de alto ângulo, o mergulho do plano de falha é maior que 65º e, nas falhas de baixo ângulo, essa medida é inferior a 35º.