Questões de Concurso sobre Geologia Estrutural

 
 
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Os limites do tipo convergente ocorrem onde as placas litosféricas colidem frontalmente, sem gerar subducção. As colisões dessas placas dão origem a cadeias de vulcões, deformações compressivas, com dobramentos, cavalgamentos e falhas reversas, e cadeias de montanhas.


C
Certo

E
Errado

A colisão entre uma placa continental e uma oceânica produzirá um arco magmático na borda do continente caracterizado por rochas vulcânicas de composição:


A

andesítica e dacítica;


B

granítica e basáltica;


C

granodiorítica e riolítica;


D

quartzosa e diorítica;


E

granítica e granodiorítica.

Os limites do tipo divergente ocorrem nas cadeias meso-oceânicas. Nesses limites, tensões de tração afastam uma placa litosférica da outra, predominantemente por falhamento normal, intrusão de magma e formação de crosta oceânica.


C
Certo

E
Errado

A região Metropolitana abrange esquematicamente três conjuntos de setores bastante diferenciados: a Bacia Sedimentar de São Paulo, de idade ......; o seu entorno ......, desfeito em um sistema de blocos e cunhas em degraus, por um sistema de ...... reativados, pré-cambriano, e as coberturas aluviais e colúvio quaternários. As lacunas do texto acima estão corretamente preenchidas com os termos:


A

quaternária - iotita/xisto/muscovita - falhamentos normais


B

terciária - granito/xisto/gnáissico - falhamentos antigos


C

terciária - granito/xisto/muscovita - falhamentos transcorrentes


D

quaternária - muscovita/quartzo/xisto - falhamentos subverticais


E

recente - clorita/quartzo/xisto - falhamentos inversos

Imagem associada para resolução da questão


ALLEN, P.A.; ALLEN, J.R. Basin Analysis: Principles and Applications. Blackwell Publishing, Oxford: 2005. p. 337. Adaptado.


Com base na figura acima, as feições geológicas destacadas correspondem a


A

P

K

Q

X

Z

Y

bacia de antearco

bacia de retroarco

arco magmático

prisma acrescionário

preenchimento da fossa

bacia intra-arco


B

P

K

Q

X

Z

Y

bacia intra-arco

arco magmático

bacia de retroarco

bacia de antearco

preenchimento da fossa

prisma acrescionário


C

P

K

Q

X

Z

Y

prisma acrescionário

bacia de antearco

arco magmático

preenchimento da fossa

bacia de antepaís

bacia de intra-arco


D

P

K

Q

X

Z

Y

bacia de retroarco

arco magmático

bacia de intra-arco

bacia de antearco

prisma acrescionário

preenchimento da fossa


E

P

K

Q

X

Z

Y

arco magmático

preenchimento da fossa

bacia de intra-arco

bacia de antepaís

prisma acrescionário

bacia de antearco

Na figura abaixo, as linhas ABC e FED correspondem a limites entre porções litosféricas afinadas e não afinadas, em um processo de rifteamento.


Imagem associada para resolução da questão


ALLEN, P.A.; ALLEN, J.R. Basin Analysis: Principles and Applications. Blackwell Publishing, Oxford: 2005. p. 89. Adaptado.


Considerando-se que afinamento crustal implica subsidência mecânica e que manto litosférico afinado implica soerguimento termal no início do processo e subsidência termal no final, a porção


A

submetida à subsidência mecânica é mais extensa do que a que sofreu efeito do soerguimento térmico.


B

submetida à subsidência mecânica tem a mesma extensão do que a que sofreu efeito do soerguimento térmico.


C

que será submetida à subsidência termal é menos extensa do que a submetida à subsidência mecânica.


D

que será submetida à subsidência termal é mais extensa do que a submetida à subsidência mecânica.


E

que será submetida à subsidência termal tem a mesma extensão do que a submetida à subsidência mecânica.

A figura abaixo representa um modelo físico em que uma falha do embasamento gera dobras na cobertura.


Imagem associada para resolução da questão


DAVIS, G.H.; REYNOLDS, S.J. Structural Geology of Rocks and Regions (second edition). John Wiley & Sons, Inc, 1996. p.420. Adaptado.


A

falha normal no embasamento e a uma dobra sinclinal na cobertura


B

falha reversa no embasamento e a uma dobra sinclinal na cobertura


C

falha reversa no embasamento e a uma dobra monoclinal na cobertura


D

falha reversa no embasamento e a uma dobra anticlinal na cobertura


E

falha de empurrão no embasamento e a uma dobra recumbente na cobertura

Imagem associada para resolução da questão


DAVIS, G.H.; REYNOLDS, S.J. Structural Geology of Rocks and Regions (second edition). John Wiley & Sons, Inc, 1996. p.327. Adaptado.


As estruturas representadas na figura acima, que ilustra uma visão em perfil, NÃO correspondem a


A

estruturas em flor negativas, formadas em regime transpressivo.


B

estruturas duplex formadas em regime compressivo.


C

cavalos compressivos, limitados por um empurrão de topo e um basal.


D

falhas de empurrão, formadas em regime compressivo.


E

falhas de empurrão, caracterizadas geometricamente pela presença de rampas e platôs.

Imagem associada para resolução da questão


FIGUEIREDO et al. In: LANDON, S.M. AAPG Memoir, n. 59, 1994, p.168. Adaptado.


Analisando-se o mapa de isópacas acima, que apresenta um determinado intervalo estratigráfico em uma bacia do tipo rifte, verifica-se que


A

a fonte sedimentar localiza-se a oeste.


B

a atividade tectônica sinsedimentar da borda de falha, assinalada em F, não é refletida no mapa.


C

o local indicado pela letra A marca onde o topo do intervalo encontra-se à maior profundidade.


D

o sistema lacustre tratado é profundo.


E

as maiores espessuras estão a nordeste.

Qual das características a seguir, relativas a modelos de rifteamento passivo e ativo, é INCORRETA?


A

Ativo - associado a uma anomalia térmica positiva de origem sublitosférica.


B

Ativo - precedido de soerguimento.


C

Ativo - com atividade vulcânica intensa.


D

Passivo - não é precedido de soerguimento.


E

Passivo - formado graças às tensões locais.

A bacia de Pelotas, no extremo sul da margem continental do Brasil, pode ainda ser considerada uma área de fronteira exploratória, em função do escasso conhecimento atual sobre essa bacia. Sobre a bacia de Pelotas, afirma-se que


A

há ausência de estruturas afetando sua seção pós-rifte, o que constitui uma das maiores dificuldades exploratórias, em função da ausência de claras armadilhas estruturais.


B

seu embasamento, em sua porção mais externa, apresenta uma profusão de refletores mergulhantes em direção ao oceano (Seaward Dipping Reflectors) que têm sido associados à natureza vulcânica da margem continental nesta porção meridional do Brasil.


C

seu registro sedimentar tem início com a deposição da supersequência rifte, com os depósitos vulcânicos síncronos à formação Serra Geral.


D

importantes depósitos carbonáticos de idade pós-paleocênica são encontrados na porção proximal dessa bacia, enquanto que, em águas profundas, se desenvolvem os espessos depósitos de folhelhos e turbiditos que caracterizam o leque submarino do Rio Grande.


E

desde o Eoceno a sedimentação em águas profundas registra a deposição dominantemente lamosa, em ambiente tranquilo, de baixa energia, com pouco ou nenhum retrabalhamento do fundo submarino.

A supersequência rifte da bacia Potiguar foi depositada em suas porções emersa e submersa, durante o Cretáceo Inferior. A esse respeito, analise as afirmativas abaixo.

I - A supersequência rifte pode ser subdividida em duas fases, durante as quais se observou a passagem de um regime tectônico distensivo inicial, com altas taxas de subsidência, para uma fase posterior de implantação de um regime transcorrente.

II - Falhas normais, com direção preferencial NE-SW, definem meio-grábens assimétricos e altos internos do embasamento, que representam importantes elementos estruturais que condicionam em parte os sistemas petrolíferos da bacia.

III - Os sistemas deposicionais que caracterizam a fase inicial do rifte representam ambientes lacustrinos, flúvio-deltaicos e fandeltas.

IV - O topo da seção rifte é marcado por uma forte discordância angular sobre a qual se depositaram os sedimentos da formação Alagamar, que marca a passagem dos sistemas deposicionais continentais para marinhos.

V - Os folhelhos marinhos da fase Rifte, pertencentes à formação Pendências são considerados os principais geradores dessa bacia.

Estão corretas APENAS as afirmativas


A

I e II.


B

I e III.


C

II e V.


D

II, III e V.


E

I, II, III e IV.

Imagem associada para resolução da questão


DAVIS, G.H.; REYNOLDS, S.J. Structural Geology of Rocks and Regions (second edition). John Wiley & Sons, Inc, 1996. p.352. Adaptado.


Considerando-se as estruturas mostradas nas figuras (I) e (II) ao lado, verifica-se que são falhas


A

de empurrão (I) e reversas (II), formadas em regime compressivo.


B

em dominó (I) e reversas (II), formadas em regime compressivo.


C

em flor negativa (I) e positiva (II), formadas em regime transcorrente.


D

normais lístricas (I) e normais planares rotacionais, sobre falha lístrica (II), formadas em regime distensivo.


E

transpressivas (I) e em dominó (II), formadas em regime transcorrente.

Imagem associada para resolução da questão


DAVIS, G.H.; REYNOLDS, S.J. Structural Geology of Rocks and Regions (second edition). John Wiley & Sons, Inc, 1996. p.352. Adaptado.


Considerando-se as estruturas mostradas nas figuras (I) e (II) acima, verifica-se que são falhas


A

de empurrão (I) e reversas (II), formadas em regime compressivo.


B

em dominó (I) e reversas (II), formadas em regime compressivo.


C

em flor negativa (I) e positiva (II), formadas em regime transcorrente.


D

normais lístricas (I) e normais planares rotacionais, sobre falha lístrica (II), formadas em regime distensivo.


E

transpressivas (I) e em dominó (II), formadas em regime transcorrente.

A bacia do Recôncavo é um rifte intracontinental abortado durante o Eocretáceo, cuja evolução geológica é dividida nas fases tectônicas Pré-rifte, Rifte e Pós-rifte. Com respeito a essa bacia, afirma-se que


A

os depósitos lacustres da formação Candeias e durante a fase inicial do rifte do Recôncavo, foram depositados sob condições de intenso aporte sedimentar, que suplantou a taxa de subsidência da bacia.


B

o rifte do Recôncavo possui uma forma de graben, limitado a sudeste pelo Sistema de Falhas de Salvador, sendo que os mais espessos depocentros do rifte encontram-se em sua margem noroeste.


C

a fase Pós-rifte da bacia do Recôncavo é representada pela sedimentação da formação Marizal, que constitui a mais expressiva unidade sedimentar dessa bacia.


D

o comportamento cíclico da subsidência, ao longo da falha principal da bacia do Recôncavo, governou os ciclos sedimentares de preenchimento dessa bacia, que revelam um forte sincronismo entre tectônica e sedimentação.


E

os conglomerados da formação Salvador são pós- -tectônicos e foram formados em ambientes de leques aluviais e fandeltas.

Imagem associada para resolução da questão


A

maiores espessuras situam-se na porção leste da área.


B

maiores espessuras estão restritas à porção noroeste da área.


C

maiores espessuras estão restritas à porção sudoeste da área.


D

sedimentos se espessam para oeste, com duas áreas com maiores espessuras, uma a noroeste, e outra a sudoeste.


E

sedimentos se espessam para leste, com duas áreas com maiores espessuras, uma a noroeste, e outra a sudoeste.

Imagem associada para resolução da questão


A

as camadas sedimentares são mais antigas do que a falha lístrica.


B

as camadas sedimentares são predominantemente pré- e sin-atuação da falha lístrica.


C

as falhas antitéticas planares não afetam as camadas sin-atuação da falha lístrica.


D

as falhas antitéticas apresentam rejeito maior do que o da falha lístrica.


E

o conjunto de camadas sin-atuação da falha lístrica é mais espesso do que o conjunto das camadas anteriores.

A bacia de Barreirinhas, na margem equatorial brasileira, tem sua origem e evolução associadas à separação transformante dos continentes sul-americano e africano. Com relação a essa bacia, tem-se que sua


A

forma rômbica pode ser associada ao processo de deriva continental e intenso estiramento crustal e vulcanismo que ocorreram durante o Albiano.


B

sedimentação da fase Rifte é caracterizada por poucas variações na sedimentação, o que reflete longos períodos de quiescência tectônica.


C

fase Rifte final é caracterizada por uma discordância regional que separa dois estilos tectônicos distintos: as falhas planares e rotacionais da seção rifte inferior e as falhas lístricas normais da seção drifte superior, onde predominam processos gravitacionais.


D

pequena espessura sedimentar da seção drifte indica processos ativos de remoção sedimentar.


E

fase final de preenchimento é representada pelos carbonatos da formação Pirabas, que marcam um evento regressivo importante que provocou a exposição e instalação da plataforma carbonática.

   
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