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No início do século XX, o debate intelectual sobre a identidade nacional e o destino do país era fortemente marcado pela ideia de mestiçagem e, nesse contexto, a obra Casa Grande & Senzala (1933), de Gilberto Freyre, marcou uma inflexão, pois
analisou a miscigenação como sinal e condição da degenerescência, partindo do princípio de que a pluralidade racial configurava realidades sociais diferentes e não cambiáveis entre si.
definiu a mestiçagem como contato sexual entre grupos étnicos distintos, alertando para os problemas biológicos e culturais que essa mistura implicava.
destacou o valor específico das influências indígenas e africanas e positivou a articulação híbrida de tradições características da colonização portuguesa.
renovou a abordagem das teorias raciais, naturalizando as diferenças, ao argumentar que as desigualdades sociais se estratificam a partir da diversidade das raças.
mostrou o comprometimento da manutenção de uma raça branca, em um contexto de mestiçagem, o que dificultava o acesso do Brasil aos valores da civilização ocidental.