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Novamente em referência ao autor e à obra analisados...

O texto a seguir é base para as duas próximas questões.


“O trabalho de maior vulto com enfoque na situação do ex-escravo é o Florestan Fernandes – Integração do Negro na Sociedade de Classes. Contudo, a história do negro recém-saído da escravidão é abordada praticamente apenas no primeiro capítulo, referindo-se o restante dos dois volumes ao negro das décadas de 20 em diante. O motivo disto talvez possa ser explicado a partir de uma postura metodológica determinada. Segundo o autor, ocorre neste período ‘o esboroamento final da sociedade de castas e o processo de elaboração da ordem social competitiva’ ou, nos termos de outra obra sua mais recente, ‘a emergência e expansão de um capitalismo dependente’. Trata-se, em suma, da ‘revolução burguesa’, não enquanto episódio histórico, mas sim enquanto fenômeno estrutural, em que ‘diversas situações de interesses da burguesia, em formação e expansão no Brasil, deram origem a novas formas de organização do poder em três níveis concomitantes: da economia, da sociedade e do Estado.”


AZEVEDO, Célia M. M. de. Onda negra, medo branco: O negro no imaginário das elites – século XIX. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. p.22.

Novamente em referência ao autor e à obra analisados, devemos considerar de importante impacto na compreensão das questões raciais na sociedade brasileira o seguinte aspecto:


A

integração das políticas raciais na Constituição de 1937


B

crítica à ideia de existência da democracia racial no Brasil


C

defesa da inaptidão do ex-escravo à sociedade de classes


D

equiparação do direito à propriedade entre pretos e imigrantes