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A ocupação do território maranhense esteve atrelada à exploração econômica referente à produção de cana-de-açúcar, do algodão e do babaçu, desde o período colonial até os primeiros anos da República. Essa, contudo, sofreu várias transformações derivadas das necessidades da França (fundou a capital), de Portugal (retomou dos invasores duas vezes e efetivou estratégias de ocupação), Holanda (invadiu e dominou uma vez por vinte e sete meses) e Inglaterra (interferiu em acordos econômicos), que viabilizaram o domínio e posse (assentamentos, entradas, engenhos), áreas de produção, escravização indígena e negra africana, exploração de recursos e ações de políticas territoriais (fortes, missões, vias de acesso), culminando na ampliação do povoamento.
(FERREIRA, 2008.)
A influência holandesa nas transformações a que se refere o excerto em relação ao Maranhão está ligada especificamente:
Ao avanço territorial holandês, que, ao substituir toda a empresa colonizadora portuguesa na região Nordeste, provocou um desgaste político e econômico sem precedentes no Brasil.
Ao caso do açúcar que enfrentou a concorrência das Antilhas, já que com a expulsão dos flamengos, eles foram para lá e montaram uma estrutura produtiva muito mais moderna e eficiente.
À implantação nas terras pernambucanas de posse dos holandeses, de uma grandiosa rede de tráfico das drogas do sertão, inclusive o babaçu, antes comercializado apenas pelos maranhenses.
À ruptura definitiva, por parte não só da Holanda, mas também dos países Ibéricos, dos acordos de “Aliança e amizade, comércio e navegação”, fundamentais para o trânsito de mercadorias do Maranhão.
Na América Espanhola, o poder econômico tinha influência na sociedade, porém, os nascidos e criados na metrópole constituíam a camada mais privilegiada que usufruía dos altos cargos da administração civil e militar da colônia que era formada pelos
Criollos
Mestiços
Cabildos
Encomenderos
Chapetones
Analise o texto abaixo e responda:
“Quando lá chegamos, ficamos atônitos com a multidão de pessoas e a ordem que prevalecia, assim como a vasta quantidade de mercadorias (...) Os artigos consistiam em ouro, prata, jóias, plumas, mantas, chocolate, peles curtidas ou não, sandálias e outras manufaturas de raízes e fibras de juta, grande número de escravos homens e mulheres, muitos dos quais estavam atados pelo pescoço, com gargalheiras, a longos paus.”
Visão de um espanhol sobre a civilização asteca.
Sobre a visão do colonizador europeu em relação às comunidades nativas da América, podemos inferir sobre o processo de colonização que:
Por serem culturalmente inferiores aos europeus, a dominação europeia sobre o império Asteca se tornou fácil e rápida.
Os Astecas possuíam um Estado organizado, com uma forte hierarquia social que viviam em grandes centros urbanos.
As comunidades indígenas das Américas viviam de forma igualitária onde a produção era dividida entre todos e a terra era coletiva.
Os únicos a formarem um Estado organizado centrado na figura do Imperador foram os Astecas, demonstrando sua superioridade cultural diante das outras civilizações.
Sobre a colonização espanhola na América, leia as proposições a seguir e responda.
I- A economia desse processo era baseada na exploração de recursos naturais, principalmente ouro e prata, com plantações e minas usando mão de obra compulsória indígena;
II- A administração era feita em um sistema de vicereinados e capitanias gerais, com autoridades nomeadas pela Coroa espanhola;
III- Embora estratificada do ponto de vista étnico, espanhóis, criollos, mestizos e indígenas, havia um equilíbrio social e racial, que permitia mobilidade social.
Dos itens acima:
todos os itens estão corretos.
apenas o item II está correto.
apenas o item III está correto.
apensa os itens I e II estão corretos.
apenas os itens II e III estão corretos.
Texto XIV
Açúcar motivou a ocupação holandesa
A ocupação holandesa de parte do Nordeste brasileiro teve como motivação a disputa pela hegemonia da produção e da comercialização do açúcar. [...]
Em 1624, as invasões holandesas - feitas pela Companhia das Índias Ocidentais - se iniciaram no Brasil. Objetivo: a ocupação das zonas produtoras de açúcar na América portuguesa. O primeiro alvo foi a cidade de Salvador. Os holandeses ficaram apenas um ano e foram expulsos. Em Pernambuco o ataque teve início em 1630, quando Olinda foi conquistada e se consolidou o domínio da Holanda em um território que se estendia do Ceará ao rio São Francisco.
Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/fx27049816.htm. Adaptado.
Na perspectiva apresentada no Texto XIV podemos entender que a ação de ocupação do Brasil açucareiro foi uma decisão de iniciativa [1] e motivação eminentemente [2].
As expressões que completam corretamente os campos [1] e [2] da assertiva são, respectivamente,
privada e comercial.
estatal e geopolítica.
eclesial e religiosa.
particular e militar.
Em 1751, o governador português do Mato Grosso queixou-se da ambição monopolista espanhola à conversão dos nativos. Perguntava que lei divina ou positiva, que direito ou bula papal, ditava que os índios que viviam naquelas partes fossem propriedade da Espanha. Admitia o sentido da pretensão se os portugueses fossem heréticos. Como não eram, e dado que procuravam converter os índios, por que não deveriam ser autorizados a fazê-lo? Se a Espanha podia “conquistar os índios para Deus”, Portugal também podia.
Adaptado de: Herzog, Tamar. Fronteiras da Posse, Portugal e Espanha na Europa e na América, Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, p. 80.
Com base no trecho, assinale a afirmativa que responde corretamente aspectos que explicam a presença das atividades das duas potências europeias na região.
A conversão dos indígenas estava vinculada aos interesses de vassalagem e à expansão territorial, portanto, evangelizá-los significava integrá-los no status de súditos da monarquia.
A inexistência de um acordo formal para a demarcação da região permitia a livre entrada e acesso de potências europeias para a evangelização dos indígenas, frequentemente resultando em conflitos.
O interesse espanhol na região e na conversão dos indígenas é atribuído à perda de territórios andinos do Vice-reino do Peru, os quais estavam em pleno processo de emancipação do governo metropolitano.
O desinteresse português pela região e a falta de esforços na evangelização dos indígenas que a habitavam é explicado pela escassez de recursos naturais e materiais preciosos nesse território.
Visando assegurar o bom controle da região, os espanhóis dividiram a América de acordo com a realidade com que eles se deparavam. Nesse sentido, a América Espanhola foi dividida em duas grandes formas administrativas. Quais são elas?
Federações e coligações.
Vice-reinos e capitanias gerais.
Condado e associações.
Reinados e ducados.
Comparando-se os processos de independência dos Estados Unidos e os da América espanhola, pode-se considerar como aspecto comum a eles o fato de que
em ambos os movimentos se percebe uma luta desorganizada e fragmentada, na qual o papel das suas regiões norte e sul foi bastante diferenciado.
os dois processos de independência contaram com o apoio externo dos rivais europeus da Grã-Bretanha, favorecendo-os política e diplomaticamente.
as lutas separatistas, em ambos os casos, mantiveram a unidade política de seus territórios: a América espanhola, com seu Vice-Reinado, e as colônias da América do Norte, com a formação dos Estados Unidos.
as lideranças separatistas não pertenciam às comunidades nativas, mas às elites brancas que ocuparam e povoaram tais regiões.
A conquista e a colonização da América pelos europeus foram processos que envolveram uma complexa interação entre exploradores, colonos e as populações indígenas locais. Esses eventos tiveram profundos impactos políticos, sociais, e culturais que moldaram o desenvolvimento do Novo Mundo. Qual das seguintes afirmações melhor descreve a política das encomendas implementada pelos espanhóis na América?
Prática que concedia a colonos o direito de cobrar tributos dos indígenas e exigir trabalho, em troca de proteção e conversão ao cristianismo.
Política que promovia a autonomia econômica dos povos indígenas, permitindo-lhes manter suas práticas agrícolas tradicionais sem interferência.
Sistema onde as terras foram distribuídas entre os colonos, que tinham a obrigação de cristianizar os indígenas, sem requerer trabalho ou tributo deles.
Estratégia que estabelecia colônias penais nas terras recém-descobertas, utilizando mão de obra condenada para desenvolvimento agrícola e urbano.
Os astecas entraram em decadência a partir de 1519, quando os espanhóis chegaram à região do Vale do México, o conflito se estende até o ano de 1521 quando conquistam a cidade de Tenochtitlán. Este conflito foi liderado pelo espanhol:
José Martin.
Simon Bolivar.
Hernán Cortez.
Miguel de Cervantes.
García Lorca.
A partir da ocupação das Coroas ibéricas sobre o território do Novo Mundo, tanto Portugal quanto a Espanha necessitaram aprimorar seu controle sobre as terras. Cada um dos países reagiu de forma distinta, mas a Espanha, ao longo do século XVI, substituiu os adelantados (aventureiros espanhóis que chegaram à América para explorar o território) por magistrados. Além disso, foram criadas as Audiências, instituições com competências administrativas e judiciárias, subordinadas diretamente ao Conselho das Índias − este Conselho foi criado em 1524, com objetivo de centralizar a administração da América espanhola. Sobre os cargos das instituições administrativas na América espanhola, assinale a alternativa CORRETA.
I. Os vice-reis, governantes do Vice-reinados, representavam na Espanha os interesses coloniais.
II. Os Cabildos, implantados para cuidar das necessidades cotidianas dos municípios, eram compostos por criollos, - americanos filhos de espanhóis que formavam a elite colonial.
III. Alguns cargos da administração eram exclusivos dos chapetones, e este privilégio foi um dos motivos para a liderança criolla nas lutas pela independência no início do século XIX.
I, II e III estão corretas.
I e III estão corretas.
I e II estão corretas.
II e III estão corretas.
Sobre a Colonização Europeia do Continente Americano, analise os itens a seguir:
I. A colonização europeia das Américas foi o processo pelo qual colonos europeus ocuparam a América do Norte, Central e Sul, e as ilhas do Caribe. Hoje, reconhece-se também seu papel na erradicação e substituição de práticas culturais de diversos grupos indígenas dessas regiões.
II. O processo colonizatório ocorreu relativamente rápido entre 1492-1620, com colonos chegando em maior volume entre 1620-1720, tendo a migração perdurado até o início do século 20. Com a maior chegada de europeus, mais territórios eram necessários, de maneira que os nativos americanos eram forçados a recuar para reservas conforme os colonizadores europeus expandiam seu domínio sob o território.
III. A primeira comunidade europeia na América do Norte foi estabelecida em 980-1030 pelo viking nórdico Leif Erikson (970 a.C – 980 d.C) na região de Terra Nova, na área hoje conhecida como L’Anse aux Meadows. Esse assentamento foi, contudo, temporário, e os nórdicos retornaram à Groelândia pouco mais de um ano depois, sem intenções de iniciar novas explorações na região.
IV. Portanto, a colonização da região tem seu início formalmente reconhecido a partir de Cristóvão Colombo (1451-1506), cujas viagens para as Índias, América Central e do Sul e outras ilhas do Caribe, entre 1492-1504, despertaram na Europa um interesse no chamado Mundo Novo.
V. Colombo não planejava descobrir a América, ao invés disso, procurava por uma nova rota marítima para a Ásia devido ao fechamento de rotas de comércio terrestre (Conhecidas como Rota da Seda) pelo Império Otomano em 1453, evento esse que desencadeou a Era da Descoberta. Colombo, que navegava em nome da Espanha, abriu o caminho para que colonizadores espanhóis se fixassem nas regiões que havia explorado, o que iria posteriormente levar à conquista espanhola de territórios da América Central e do Sul durante todo o século 16.
Estão CORRETO(S):
I, III, IV, V, apenas.
I, II, IV, V, apenas.
I, II, III, IV, apenas.
I, II, III, apenas.
I, II, III, IV, V.
Em meio à violência decorrente da conquista espanhola na Mesoamérica, grupos indígenas formularam adaptações capazes de devolver sentido ao mundo, resistindo ao processo de conquista do seu imaginário. Para S. Gruzinski, o choque entre os dois povos exigiu uma série de reinvenções culturais por parte dos indígenas, que resultaram em uma “cultura mestiça e moderna”.
Com base na perspectiva de Serge Gruzinski a respeito da “colonização do imaginário”, estão corretas as opções a seguir, exceto uma. Assinale-a.
O objeto de estudo do historiador é o pensamento indígena e suas transformações no decorrer do processo de aculturação desencadeado pela colonização.
As sociedades indígenas não conseguiram reagir militarmente à colonização, acabando por anular recursos de sua criatividade no momento mais agudo de perda demográfica.
Os indígenas da Nova Espanha tentaram conformar-se a modelos que lhes eram impostos, inventando adaptações e “combinações”.
O processo de ocidentalização revolucionou o imaginário indígena pela transformação de seus modos de se comunicar, crer, contar e representar o tempo.
O aspecto autoritário da conquista colonial coexistiu com uma admiração pelo Ocidente – sua escrita, imagens e santos –, o que ajuda a entender a força de seu domínio.
Em relação à presença da Igreja Católica na América Espanhola, assinalar a alternativa CORRETA:
Com grande influência em função do seu caráter ideológico, a Igreja Católica não conseguiu levar estruturas físicas para as colônias.
A Igreja Católica, na figura das ordens religiosas, foi responsável pela fundação de universidades em territórios americanos.
Apesar da busca pela hegemonia religiosa na região, não houve tentativa de destruição das religiões andinas, tendo elas convivido pacificamente com o catolicismo.
Mesmo com todo o esforço de levar o catolicismo para a colônia, o fiel colonial era visto de forma diferente daquele europeu. Assim sendo, não poderia, por exemplo, ser canonizado.
Internamente [...] o apoio à política de d. João começava a conhecer, cada vez mais, vozes destoantes. Estamos em 1817, ano em que estoura em Pernambuco o amplo movimento que rapidamente se transformaria na “pedra no sapato” da política joanina. Afinal, se até então o Império se mostrara bastante unido, no Norte, reagia-se agora às “pesadas contribuições e excessivas conscrições” provocadas pela conquista da Banda Oriental, “no que o povo do Brasil não só não tem parte, mas julga contrária aos seus interesses”. Era assim que o jornalista Hipólito da Costa expressava a insatisfação dispersa pelo restante da colônia: a montagem de um novo aparelho de Estado custara caro!
(Lilia Moritz Schwartz e Helena Murgel Starling, Brasil: uma biografia, p. 426.)
Assinale a alternativa que apresente corretamente a Revolução de 1817, segundo Schwartz e Starling.
Os pernambucanos estavam preocupados com a queda nas produções de açúcar e tabaco gerada pela ausência de apoio de d. João VI. Os rebeldes foram articulados a partir de princípios mercantilistas, que defendiam que caberia ao Estado controlar a produção e a distribuição de mercadorias. O governo provisório dos rebeldes trouxe o debate sobre a importância de se abolir o tráfico negreiro.
A província de Pernambuco sentia-se excluída dos benefícios econômicos oriundos da abertura dos portos. As principais lideranças advinham das inúmeras lojas maçônicas existentes no Recife e dos representantes do baixo clero. O projeto dos revolucionários compreendia a necessidade de uma ordem republicana popular e assentada nas referências morais do catolicismo.
As províncias do Norte, em especial Pernambuco e Bahia, acusavam o governo do Rio de Janeiro de recriar monopólios em relação à exportação de tabaco. O movimento rebelde teve ampla participação social, mas a liderança ficou com a classe média urbana. O ponto central do projeto revolucionário constitui-se na formação de frentes de trabalho na produção voltada para a exportação.
Pernambuco, assim como outras províncias produtoras de açúcar, reclamava da falta de apoio a essa produção por parte do governo joanino. A revolução contou com vários segmentos sociais, mas a liderança política esteve nas mãos da pequena burguesia. Os revolucionários mantinham-se fiéis ao governo do Rio de Janeiro, mas exigiam que reformas econômicas beneficiassem as províncias agroexportadoras.
Pernambuco passava por um momento difícil, com a queda no preço do açúcar e do algodão e a alta constante no preço dos escravos. A insurreição uniu setores dispersos: desde grandes proprietários até uma camada de homens livres. O governo provisório, baseado na “lei orgânica” que proclamou a República, estabeleceu a igualdade de direitos e a tolerância religiosa, sem tocar no problema da escravidão.
Os Cabildos eram corporações municipais que tinham como objetivo administrar as principais cidade da América Espanhola. Eram formados por membros da elite colonial na América Espanhola, que geralmente eram proprietários de terras ou exerciam cargos importantes na administração colonial.
Certo
Errado
A encomenda e a mita foram sistemas de trabalho forçado utilizados pelos espanhóis durante a colonização da América. A Encomenda consistia um sistema de recrutamento de mão de obra obrigatória para trabalhar em minas, plantações e outras atividades, que eram escolhidos por sorteio entre as comunidades nativas.
Certo
Errado
O México é um país formado a partir de um complexo e difícil processo de independência de um vice-reinado do Império espanhol nas primeiras décadas do século XIX; um processo que colocou as elites coloniais contra as populações indígenas e mestiças desse vice-reinado tanto quanto contra os espanhóis. Assinale abaixo a alternativa que nomeia o vice-reinado espanhol colonial que deu origem, após a independência em 1821, ao México independente.
O Vice-reinado do Prata
O Vice-reinado da Nova Espanha
O Vice-reinado de Nova Granada
O Vice-reinado do Peru
O Vice-reinado do Caribe
Na Civilização Maia, na cidade de Tikal, havia um templo com 70 metros de altura, o maior edifício erguido na América antiga. Acredita-se que guerras ou o esgotamento das terras cultiváveis levaram a civilização a um rápido declínio a partir do ano 900.
Certo
Errado