Questões de Concurso sobre Construção de Estados e o Absolutismo

 
 
Disciplina 1
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
249 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

O período de 1603 a 1714 foi talvez o período mais decisivo na história da Inglaterra. Durante o século XVII, uma sociedade e um Estado inglês modernos começaram a tomar forma, e a posição da Inglaterra perante o mundo se modificou. A Inglaterra de 1603 era uma potência de segunda classe; a Grã-Bretanha de 1714 era a maior potência mundial.

(Christopher Hill, O Século das Revoluções (1603-1714). Adaptado)


O que marcou tão profunda transformação


A

foi a Revolução Industrial, caracterizada pela utilização da máquina a vapor, que transformou a Inglaterra na primeira nação industrializada, onde se constituiu o sistema fabril e teve origem a classe operária.


B

foram os processos de encolhimento do mundo e encurtamento de distâncias, que ocorreram devido à disseminação na Inglaterra das tecnologias de transporte ferroviário e comunicação por telégrafo.


C

foi a circulação de ideias liberais no campo da economia, formuladas por Adam Smith, inaugurando o processo de formação da propriedade privada e transformação da terra em mercadoria na Inglaterra.


D

foram as Revoluções Puritana e Gloriosa, que colocaram a Inglaterra na rota do governo parlamentarista, do avanço econômico, da política externa imperialista, da tolerância religiosa e do progresso científico.


E

foi a revolução no transporte marítimo, ocorrida a partir da incorporação dos motores a combustão, que permitiram à Inglaterra desenvolver a sua marinha mercante e ampliar o contato com outros continentes.

Acerca do Absolutismo e suas origens na Idade Moderna é incorreto afirmar que:


A

Sua definição se dá baseado no poder absoluto que um monarca deve ter sem depender de outros órgãos como cortes ou parlamentos, cabendo ao monarca toda e qualquer decisão do estado.


B

Portugal foi um exemplo claro do início e ascensão do Absolutismo na Europa através de seus monarcas, que ao expulsarem os muçulmanos da Península Ibérica no século XV, puderam reinar durante muitos séculos através desse poder.


C

Foi amparado pelos meios intelectuais como Maquiavel, Bossuet e Hobbes, ao escreverem tratados defendendo e listando os benefícios e aspectos positivos de um sistema de governo Absolutista.


D

Com a ascensão das burguesias ocorreu uma virada nas influências da nobreza e do clero nas decisões políticas; estes ao perderem poder e influência abriram precedentes para que os monarcas ganhassem mais poder centralizando-o em sua figura, mesmo que isso permitisse que as revoluções burguesas ocorressem no futuro.

O desenvolvimento da tecnologia náutica ocorrido na Península Ibérica entre os séculos XIII e XV foi fundamental para a consecução da navegação oceânica, possibilitando a emergência das chamadas "Grandes Navegações". Assinale a opção que apresenta uma embarcação pertencente ao contexto histórico da Expansão Marítima Europeia dos séculos XV-XVI.


A

O Encouraçado tipo dreadnought, detentor de forte armamento e poderosa blindagem e resistente às intempéries oceânicas.


B

A galé movida a remo, que se constituía como embarcação veloz e era própria para a navegação atlântica.


C

A caravela, que devido às suas velas latinas possibilitou melhor navegabilidade na costa africana.


D

O galeão, que fora projetado para servir exclusivamente como navio mercante, tendo, desse modo, um grande porte.


E

A nau, que era uma embarcação de pequeno porte totalmente desarmada e equipada com velas redondas.

Fragmento I

“O Estado não é uma ampliação do círculo familiar e, ainda menos, uma integração de certos agrupamentos, de certas vontades particularistas, de que a família é o melhor exemplo. Não existe entre o círculo familiar e o Estado uma gradação, mas antes uma descontinuidade e até uma oposição.”

(Holanda, 1995:141.)


Fragmento II

“Vivo e absorvente órgão da formação social brasileira, a família colonial reuniu, sobre a base econômica da riqueza agrícola e do trabalho escravo, uma variedade de funções sociais e econômicas. Inclusive, como já insinuamos, a do mando político: ou oligarquismo ou nepotismo, que aqui madrugou, chocando-se ainda em grafia foi utilizada como um exemplo válido para toda a sociedade brasileira.”

(Freyre, 1994:22-23.)


Tendo em vista a análise dos fragmentos, a opinião dos consagrados autores e a realidade brasileira colonial, é possível inferir corretamente que as ideias


A

dos autores são antagônicas e, apesar disso, ambas estão relacionadas à realidade brasileira colonial.


B

de ambos, apesar de pequenas diferenças, são complementares e abrangem a realidade brasileira colonial.


C

dos pensadores anteriormente citados se diferem apenas em relação ao significado de público e privado na política.


D

dos dois historiadores englobam, de maneira primordial, toda a verdade acerca das relações sociais e políticas do período colonial.

Na Inglaterra, o absolutismo enfrentou uma séria resistência para instalar-se. Qual foi essa resistência?


A

Henrique VIII, após romper com a igreja Católica, provocou a revolta dos camponeses católicos, que, com a ajuda de Oliver Cromwell, destituíram o rei do poder e estabeleceram a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.


B

A nobreza, temerosa de que o rei, ao instalar o regime absolutista, se voltasse contra ela, criou um conjunto de leis que garantiam o recebimento de tributos e limitavam os poderes dos reis.


C

O terceiro estado, formado por burgueses, camponeses e artesãos, colocou-se contra a centralização do poder nas mãos dos reis, pois isso ia contra os princípios republicanos que ele defendia.


D

Pelo fato da Inglaterra consolidar-se como uma das grandes potências comerciais e militares no século XVIII, existia na sociedade uma burguesia forte que não queria abrir mão do poder conquistado para permitir que um rei governasse absoluto.


E

Os burgueses, por temerem as teorias de John Locke, ministro do rei Carlos I, evitaram que o poder fosse centralizado, criando uma Assembleia Constituinte, que promulgou a primeira Constituição Inglesa, conhecida como Constituição Gloriosa.

“O Estado sou eu”. Com esta celebre frase Luís XIV, o Rei-sol, expressa de fato:


A

O nacionalismo exacerbado da transição feudal-capitalista.


B

A indefinição de funções no Antigo Regime.


C

A identificação dos monarcas com suas nações.


D

O poder ilimitado dos reis no estado absolutista.


E

Nenhuma das anteriores

O mercantilismo foi uma política do antigo regime europeu caracterizado, sobretudo, pelo (a):


A

Intervenção do estado na sociedade.


B

Intervenção do estado na economia.


C

Intervenção do estado nas relações individuais.


D

Intervenção do estado nas propriedades privadas.


E

Intervenção do estado na religião.

Assinale a alternativa que expressa corretamente, uma prática dos Estados modernos absolutistas.


A

Política econômica liberal


B

Enfraquecimento do poder real


C

Liberdade religiosa


D

Centralização político-administrativa


E

Nenhuma das anteriores

A Revolução Inglesa do século XVII foi uma disputa entre o Rei e o Parlamento (também conhecida como Revolução Gloriosa) e significou o(a)


A

enfraquecimento da burguesia.


B

vitória da Igreja Anglicana.


C

fortalecimento do Estado absolutista.


D

fortalecimento do poder real.


E

vitória do Parlamento inglês.

Em relação ao processo conhecido como enclosures, ou cercamento dos campos, ocorrido na Inglaterra na Época Moderna, é CORRETO afirmar que


A

ao estabelecer o monopólio do Estado sobre a terra, desapropriando a Igreja e a nobreza, criou condições para a chegada ao poder da burguesia inglesa e abriu caminho para o capitalismo.


B

pacificou a Inglaterra após a Guerra Civil, concedendo terras aos rebeldes diggers e levellers, permitindo o desenvolvimento de um amplo mercado interno rural que abriu caminho para o desenvolvimento do capitalismo.


C

abriu as terras recentemente ocupadas pela Inglaterra no território norte-americano, atraindo milhares de imigrantes, sobretudo membros de igrejas dissidentes, que buscavam uma vida melhor.


D

propiciou condições para a dissolução das antigas relações feudais no campo, transformando a terra em fonte de lucro pela produção de lã ou pelo fornecimento de alimentos às cidades.

Dom Sebastião foi um dos reis de Portugal e Algarves, e está entre as figuras históricas que mais geraram lendas, inclusive dando origem ao Sebastianismo, por conta:


A

Da sua participação decisiva na guerra da Reconquista e com a expulsão dos mouros da Penı́nsula Ibérica.


B

Por sua tentativa de reviver as glórias obtidas pela Reconquista ao perceber as ameaças à costa portuguesa.


C

Por conta de sua morte em batalha de forma heróica, em uma cruzada promovida pelo mesmo em Marrocos.


D

Do seu desaparecimento em batalha no Marrocos e da crise monástica que sucedeu, dando origem as lendas baseadas na esperança do retorno do rei.

Na Idade Moderna, as relações entre as monarquias europeias e a Igreja Católica foram fundamentais para a construção dos Estados que emergiram nos séculos posteriores. Sobre isso, é exemplar o caso da Companhia de Jesus, que desde os primeiros momentos exerceu um papel fundamental na colonização da América e junto a diferentes Coroas, para o fortalecimento do catolicismo em nível mundial.


Em relação à participação da Igreja Católica, e dos jesuítas em específico, no processo de colonização da América e de construção do Estado português, é possível afirmar que:


A

o sistema de padroado, através do qual o Papa Urbano II (na bula inter gravíssimas, do ano de 1493) delegou atribuições religiosas a monarcas como o português, fez parte do processo de afirmação do reino ibérico sobre os demais, o que provocou a indignação nas demais monarquias europeias.


B

apesar dos jesuítas desfrutarem de aceitação e apoio entre os colonizadores, como os das regiões do Maranhão e do Pará, pela sua importante obra de pacificação dos povos indígenas jês e aruaks, em outras partes foram hostilizados, como no território de São Paulo, região em que os colonizadores buscavam reduzir as missões a fornecedoras de trabalhadores escravos.


C

o clero católico nas colônias portuguesas da América estava sob o controle da Coroa, à exceção da ordem jesuítica, financeiramente independente e vinculada diretamente a Roma, o que foi despertando crescente preocupação, à administração portuguesa, de que no futuro pudessem surgir áreas autônomas e não sujeitas à intervenção da Coroa.


D

os esporádicos sucessos missionários dos padres Vieira e Anchieta, bem como a grandiloquência das epístolas de ambos, que se tornaram marcos da literatura brasileira, encobrem as dificuldades encontradas na obra de evangelização dos autóctones americanos e para o alargamento das fronteiras coloniais sob o modelo inicial português de uma expansão integradora de um império.


E

a expulsão dos jesuítas por iniciativa do Marquês de Pombal fez parte da obra de modernização de um Estado português, que assim pôde se tornar superavitário à medida em que transferia a exploração das drogas do Sertão para o monopólio da Coroa e libertava a mão de obra aborígene da exploração dos religiosos, além do que, a Coroa sistematizou o uso da Língua Geral, otimizando a administração colonial.

Segundo Perry Anderson, na obra Linhagens do Estado Absolutista, “a longa crise da economia e da sociedade europeias durante os séculos XIV e XV marcou as dificuldades e os limites do modo de produção feudal no último período da Idade Média” (ANDERSON, Perry...). Sobre esta questão é correto afirmar:


A

Esta crise permitiu que instituições como a Igreja Católica passassem a se submeter aos Estados Nacionais, em grande medida por conta dos recursos financeiros de que dispunham.


B

As estruturas políticas feudais, em oposição ao processo de centralização do poder, persistem nesta sociedade, devido ao estado de crise econômica, que ataca diretamente interesses da nascente elite mercantil.


C

O processo de formação dos Estados Nacionais na Europa está relacionado à crise da sociedade medieval e suas estruturas político-econômicas.


D

Com a crise houve uma ampliação das rivalidades feudais, base para a formação das identidades nacionais que se constituíram a partir de então.


E

A crise fez ruir a estrutura social até então existente, emergindo um novo conceito de sociedade, superando o modo econômico de produção feudal.

Leia atentamente as assertivas a seguir, sobre o absolutismo europeu.


I. O poder da monarquia espanhola no século XV, temido externamente enquanto defensor do catolicismo, detentor de vastos territórios e recursos financeiros aparentemente infindáveis, internamente se encontrava cindido pela existência de diversas autoridades locais, jurídicas, o mesmo sendo bastante questionado, especialmente nas cidades, mais castigadas pela carga tributária.

II. A partir de Henrique IV, a França entra num processo acelerado de centralização política, a partir da busca pela pacificação religiosa com o Édito de Nantes. Igualmente favorecido pela necessidade de cooperação da nobreza com o monarca para a derrota das revoltas camponesas, e também pela venda de cargos junto ao governo.

III. O processo de centralização de poder inglês sofreu atribulações, tendo iniciado com a ascensão de Henrique VII, dos Tudor, sofrendo retrocesso com as lutas religiosas no período de seu sucessor, que perdeu o domínio de parte das terras do clero católico rebelde ante o processo reformista implementado de cima a baixo, obtendo estabilidade apenas no governo de Eduardo

VI, quando o monarca restabeleceu o controle territorial e religioso sob doutrina anglicana.

Sobre as frases, pode-se afirmar.


A

Somente I está correta.


B

Somente II está correta.


C

Somente III está correta.


D

Somente I e II estão corretas.


E

Somente I e III estão corretas.

Assinale a alternativa incorreta com relação ao Estado Absolutista Moderno


A

Possuiu como principais teóricos, formuladores de sua ação, Montesquieu, Quesnay e Adam Smith.


B

Foi o tipo de Estado característico da fase de transição entre o Feudalismo e o Capitalismo.


C

Baseava-se na concentração de poderes nas mãos do monarca, podendo este chegar a justificar-se como representante de Deus.


D

Adotava como política econômica o Mercantilismo, fosse metalista, fosse o de balança comercial favorável.


E

Representava politicamente os interesses de uma nobreza cada vez menos feudal do ponto de vista econômico, e de uma burguesia mercantil em ascensão.

Os conflitos entre colonos e metropolitanos eram recorrentes em todas as relações coloniais, mesmo entre os colonos americanos e as autoridades britânicas; mas neste caso mais brandas até a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), entre Inglaterra e França. Abalada economicamente pela guerra, a Inglaterra buscou sanar esse problema impondo uma série de leis restritivas à autonomia colonial.

São leis sanadoras, impostas pela Inglaterra, EXCETO:


A

Lei do Selo.


B

Lei do Alojamento.


C

Lei do Chá.


D

Lei Antitruste.

Segundo o Centro de Referência Virtual da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, os estudantes devem ser capazes de caracterizar, de forma geral, o Estado Absolutista Europeu e seu contexto histórico. Com base nas orientações do Centro, assinale a alternativa correta.


A

Para a burguesia americana ser livre significava derrubar o absolutismo, as tradições medievais e eliminar as barreiras que impediam o crescimento de seus negócios.


B

O professor deve trabalhar com o aluno a ideia de que havia uniformidade de pensamento e projetos entre os grupos envolvidos no processo revolucionário


C

É preciso abordar a aplicação das ideias enfatizando suas propostas práticas de transformação nas sociedades envolvidas.


D

Deve-se tanto destacar as ideias presentes nos movimentos de contestação – tal como a noção de liberdade, igualdade e governo – quanto fazer o aluno perceber como essas ganharam sentidos comuns em cada um dos contextos estudados – Revolução Americana e Francesa.

Em seu clássico, “Linhagens do Estado Absolutista”, Perry Anderson explicita o seguinte paradoxo: a mais poderosa monarquia medieval do Ocidente irá produzir, justamente, o modelo de absolutismo mais fraco e de menor duração. Anderson está se referindo à Monarquia Feudal e ao Absolutismo:


A

ingleses


B

franceses


C

espanhóis


D

portugueses


E

holandeses

Nos séculos XVI e XVII, destacaram-se os principais filósofos políticos que criaram doutrinas em defesa do Absolutismo. Um desses pensadores, em sua obra mais significativa sobre o tema, expressava seu desprezo pela ideia medieval de uma lei moral limitando a autoridade do governante e defendia que a obrigação suprema do governante é manter o poder e a segurança do país sob sua governança; o homem que está no poder não deve temer a adoção dos meios que o capacitam a realizar essa obrigação. Estamos nos referindo, respectivamente, ao autor e à sua obra:


A

Jacques Bossuet e Política Segundo a Escritura Sagrada


B

Nicolau Maquiavel e O Príncipe


C

Jean Bodin e Leviatã


D

Thomas Hobbes e República


E

Le Bret e Tratado da Soberania do Rei

A despeito de suas origens políticas mais remotas, o Absolutismo encontrou um enorme crescimento e expressividade de suas justificativas teóricas nos séculos XVI e XVII. Dentre elas, aquela que, no livro Leviatã, argumenta que os humanos viviam inicialmente em “estado natural”, no qual deviam obediência somente aos seus interesses individuais, tornando os seres humanos frequentes vítimas de violência, invasões e outros danos uns contra os outros. Para evitar tais transtornos, foi, então, adotado um “contrato social”, no qual os homens renunciam a todos os direitos em favor da autoridade sem limites de um monarca absoluto. Um tirano que impede a tirania de todos os outros tiranos e evita o estado de guerra de todos contra todos. A obra e as ideias expressas acima podem ser associadas à obra do seguinte autor clássico na Teoria Política Moderna:


A

Jacques Bossuet


B

Nicolau Maquiavel


C

Jean Bodin


D

Jean-Jacques Rousseau


E

Thomas Hobbes

 
Ir para a página:
OK
 
Gerar simulado