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Qual das afirmativas a seguir pode ser associada corretamente ao pensamento filosófico de Thomas Hobbes?
Cada um de nós põe em comum sua pessoa e toda sua autoridade, sob o supremo comando da vontade geral, e recebemos em conjunto cada membro como parte indivisível do todo.
É como se cada um dissesse a cada homem, cedo e renuncio o meu direito de governar a este homem ou a esta assembleia de homens.
De tal modo que quem examinar com diligência as coisas passadas facilmente preverá as futuras, em qualquer república.
Então este estado primitivo não tem mais condições de subsistir, e o gênero humano pereceria se não mudasse sua maneira de ser.
Nicolau Maquiavel, autor de O Príncipe, e Thomas Hobbes, autor do livro Leviatã, são personagens associados à (ao):
Fascismo.
Capitalismo.
Absolutismo.
Imperialismo.
Revolução Francesa.
Não foi um filósofo que justificou a existência de um Estado Absolutista:
Nicolau Maquiavel.
Thomas Hobbes.
Hugo Grotius.
Jacques Bossuet.
Karl Marx.
“Por decreto de Deus, para manifestação de sua glória, alguns homens são predestinados à vida eterna e outros são predestinados à morte eterna".
João Calvino
A teoria da predestinação de João Calvino referia-se basicamente à ideia de que o homem não tem a consciência de sua situação, pois os desígnios de Deus são insondáveis.
Diante disso, com relação ao Calvinismo pode-se afirmar corretamente que:
foi aceito de forma mais ampla burguesia comercial que viu nele a justificativa para suas práticas.
foi a seita religiosa que mais agradou a nobreza sua forma de vida.
foi determinante para a conquista dos povos africanos.
ele se tornou referência para os filósofos do iluminismo do ponto de vista político.
“O período de fastígio coincide com a primeira metade do século XVII. Em geral, a esse tempo, quase todas as ordens religiosas haviam atingido grande prosperidade”. (PIRATININGA Jr., 1991, p. 29). Assinale a alternativa correta:
A “Lei de Terras” ressentiu a expansão patrimonial das ordens religiosas
A política pombalina empenhou-se em enfraquecer as ordens religiosas
As irmandades religiosas são a prova da enrijecida ação do catolicismo nos trópicos
As fazendas beneditinas desenvolveram-se com o uso restrito de mão de obra dos africanos cativos
A Guerra dos Sete Anos foi um dos principais conflitos militares ocorridos no século XVIII. Esta guerra envolveu vários reinos europeus entre os anos de 1756 e 1763, sendo que os conflitos também se estenderam para os territórios coloniais na África, Ásia e América do Norte. O Tratado, assinado em 10 de fevereiro de 1763, que colocou fim à Guerra dos Sete Anos foi:
Tratado de Versalhes.
Tratado de Berlim.
Tratado de Paris.
Tratado de Tordesilhas.
Existia na Inglaterra do século XVII uma estrutura econômica que comportava, simultaneamente, resquícios feudais persistentes e elementos do modo capitalista. Embora a atividade mais dinâmica fosse o comércio, a economia inglesa ainda se mantinha dependente, em grande parte, das atividades agrícolas.
As transformações na estrutura agrária foram proporcionadas, ainda, pelo confisco, venda e distribuição das terras da Igreja, após a Reforma Anglicana na Inglaterra. A venda e a doação das terras beneficiaram a alta nobreza e a gentry. Além disso, colaboraram para o fortalecimento dos reis ingleses.
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As consequências dessas transformações fundiárias na Inglaterra foi, entre outras, a:
diminuição do fornecimento de lã para as manufaturas, devido à criação de ovelhas nas terras cercadas.
dinamização do capitalismo no mundo rural.
exclusão do trabalho assalariado.
diminuição das tensões sociais no campo e na cidade, devido ao número de desempregados.
extinção do proletário urbano.
TEXTO I
Tudo aquilo que é válido para um tempo de guerra, em que todo homem é inimigo de todo homem, é válido também para o tempo durante o qual os homens vivem sem outra segurança senão a que lhes pode ser oferecida por sua própria força e invenção.
HOBBES, T. Leviatã. São Paulo: Abril Cultural, 1983.
TEXTO II
Não vamos concluir, com Hobbes que, por não ter nenhuma ideia de bondade, o homem seja naturalmente mau. Esse autor deveria dizer que, sendo o estado de natureza aquele em que o cuidado de nossa conservação é menos prejudicial à dos outros, esse estado era, por conseguinte, o mais próprio à paz e o mais conveniente ao gênero humano.
ROUSSEAU, J.-J. Discurso sobre a origem e o fundamento da desigualdade entre os homens. São Paulo: Martins Fontes, 1993 (adaptado).
Os trechos apresentam divergências conceituais entre autores que sustentam um entendimento segundo o qual a igualdade entre os homens se dá em razão de uma
predisposição ao conhecimento.
submissão ao transcendente.
tradição epistemológica.
condição original.
vocação política.
“Excepcionalmente, contudo, há períodos em as classes em luta se equilibram, de tal modo, que o poder de Estado, pretenso mediador, adquire momentaneamente um certo grau de autonomia em relação a elas. Assim, aconteceu com a monarquia absoluta dos séculos XVII e XVIII, que manteve o equilíbrio” (ENGELS, F. citado por ANDERSON, Perry, Linhagens do Estado Absolutista. São Paulo: Brasiliense, p.15) As classes em equilíbrio das quais nos fala Engels são:
Senhores e escravos;
Senhores e nobreza;
Nobreza e servos;
Nobreza e burguesia;
Burguesia e proletariado;
Leia o texto a seguir e observe o mapa para responder à questão.
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Enquanto a França e a Inglaterra se digladiavam na Guerra dos Cem Anos, a Espanha se via nos últimos estágios da Guerra de Reconquista. Porém, após o fim desse conflito, em 1492, os Reis Católicos, Isabel e Fernando, se propuseram a dar início ao expansionismo marítimo espanhol, patrocinando o navegante genovês Cristóvão Colombo. O projeto partia de um conceito inovador: a possibilidade de se alcançar as regiões asiáticas através da navegação rumo a oeste, confirmando o princípio da esfericidade da Terra.
Após retornar ao solo europeu, a Coroa espanhola iniciou um intenso empenho de garantir o controle das novas regiões. A concessão dos territórios a oeste da linha imaginária da Bula Intercoetera, localizada a 100 léguas a oeste das Ilhas de Cabo Verde, pelo papa espanhol Alexandre VI, atendeu plenamente às pretensões espanholas.
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Diante das informações apresentadas é correto afirmar que:
a linha de Tordesilhas seria considerada referência para a ocupação do continente americano até o século XVIII, apesar das explícitas contestações realizadas pelos países excluídos da partilha.
a resistência lusitana foi fundamental para a afirmação da linha da Bula Intercoetera em 370 léguas de Cabo Verde por meio do tratado de 1494.
nesse sentido, destaca-se a contestação do monarca inglês Francisco I, sobre a posse das terras americanas, que dará origem a inúmeras incursões de ingleses, franceses e holandeses nas regiões da América.
o Tratado de Tordesilhas visou, na sua origem, resolver questões de posse de áreas produtoras de metais preciosos na África e na Ásia.
os tratados de limites de posse da América traduziram as necessidades de distribuição de terras equitativamente entre os ameríndios.
O filósofo Maquiavel teve como tema central de muitos de seus pensamentos a questão da legalidade do poder político, Veja uma de suas afirmações em O Príncipe:
“Quem se torna senhor de uma cidade habituada a viver livre, e não a destrói, será destruído por ela, porque ela sempre invocará, na rebelião, o nome de sua liberdade e de sua antiga ordem, as quais nem o passar do tempo nem os benefícios jamais farão esquecer".
(MAQUIAVEL, N. O Príncipe).
Diante do exposto, pode-se afirmar corretamente que Maquiavel:
manifestou em toda a sua obra filosófica apoio incondicional aos reis e nobres.
sempre teve seu discurso afinado e identificado com as questões burguesas.
fundamentou as ideias anarquistas.
em momento algum deixou de manifestar sua preferência pelo regime republicano
A administração e a autoridade reais da Inglaterra angevina não tinham qualquer equivalente fiel em toda a Europa do século XII. Mas, o poder pessoal do monarca logo foi seguido por precoces instituições de caráter coletivo da classe dominante feudal, com características singularmente unitárias: os Parlamentos. A existência na Inglaterra desses parlamentos medievais, a partir do século XIII, não constituía evidentemente uma particularidade nacional. O que os distinguia era mais o fato de se tratarem de instituições ao mesmo tempo “únicas” e “conglomeradas”. Em outras palavras, havia apenas uma assembleia, deste tipo, cujos limites coincidiam com os do próprio país, e não uma para cada província; no seio dessa assembleia, não existia a divisão tripartida de nobres, clero e burgueses, geralmente predominante no continente. Desde a época de Eduardo III, os cavaleiros e as cidades dispunham de representação regular no Parlamento inglês, lado a lado com os barões e bispos.
A precoce centralização da organização política feudal inglesa gerou duas outras consequências.
(Perry Anderson. Linhagens do Estado Absolutista. Adaptado)
Uma dessas consequências foi
a falta de legitimidade das instituições políticas inglesas no decorrer dos séculos XIV e XV.
o aumento progressivo da participação das classes populares inglesas no Parlamento e nas decisões da Coroa.
o fato de o parlamento inglês conseguir assegurar uma tradicional negativa de poder legislativo do rei.
a recorrência de guerras civis envolvendo frações da nobreza e da burguesia comercial.
a formação de um poderoso exército da monarquia, que impôs o absolutismo com certa facilidade na Inglaterra.
Após ser excomungado, o rei Henrique VIII, decretou na Inglaterra o Ato de Supremacia, pelo qual o soberano inglês passava a ser o chefe supremo da igreja da Inglaterra. O Ato de Supremacia promulgado por Henrique VIII contribuiu para:
Divulgar intensamente a doutrina calvinista no país, sobretudo na Escócia.
Promover a reforma anglicana e, ao mesmo tempo, para centralização do governo.
Restaurar os antigos direitos feudais, que a Magna Carta limitou em 1215.
Implantar o catolicismo e iniciou a expansão externa do império inglês.
Não corresponde a um filósofo que justificou a existência do Estado Absolutista:
Jacques Bossuet.
Hugo Grolius.
Max Weber.
Thomas Hobbes.
A noção de Antigo Regime é construída durante a Revolução Francesa. Sobre essa noção, é correto afirmar que suas bases estão assentadas na(o)
absolutismo, mercantilismo e catolicismo.
república, sociedade de ordens e feudalidade.
feudalidade, sociedade de ordens e absolutismo.
feudalidade, monarquia e mercantilismo.
Com a assinatura do Ato da Supremacia, que o tornou chefe da igreja da Inglaterra, seu poder aumentou ainda mais:
Luís XV.
Henrique VIII.
Elisabete I.
Luís XIV.
Estiveram presentes na Guerra Peninsular quatro exércitos, não é um deles:
Espanhol.
Francês.
Português.
Chinês.
Uma característica dos Estados modernos tem origem direta na fase do absolutismo monárquico em sua questão bélica, ou seja:
As guerras que seriam travadas constantemente por meio de forças não-estatais, através da contratação de companhias de mercenários, especializados em técnicas de cerco e combate aberto, mas sem jurar fidelidade ao monarca.
A necessidade em se criar e manter um exército aparelhado as forças do Estado, mantido por esse continuamente, criando uma força militar permanente.
O estabelecimento de milícias regionais autossuficientes, mantidas pelos burgueses, mas com aprovação do monarca; ou seja, quando houvesse combates entre nações-estado tais milícias eram requisitadas para ser formado um só exército.
As guerras tinham por característica a necessidade de proteger os próprios territórios da invasão estrangeiras – como os povos do oriente e os muçulmanos que buscavam invadir a Europa –, daí a origem do nome ‘época das fortificações’.
Ao longo do processo de formação dos estados absolutistas da época moderna, nas suas mais variadas formas, a antiga nobreza feudal precisou passar por uma série de adaptações à nova realidade, tais como:
mudar os hábitos de consumo, tendo sido obrigada a abandonar o luxo, a abundância e a riqueza a que estava acostumada nas cortes medievais.
deixar o exercício militar da violência privada, os padrões sociais de lealdade dos vassalos e os atributos culturais de ignorância iletrada.
tornar-se independente em relação ao rei e à burguesia para garantir os direitos hereditários de transmissão de bens e títulos.
comprar e vender títulos e honras hereditárias devido à necessidade de sobrevivência nos ambientes capitalistas que se constituíram.
converter-se em um grande corpo de funcionários régios, abrindo mãos de seus privilégios recebidos por herança e reconhecimento.
Considerando o mundo europeu de transição no qual se estruturou o Mercantilismo europeu na Idade Moderna, podemos afirmar:
As cidades estavam em processo de decadência, em face da prática atrativa de arrendamento da terra, na qual os camponeses conseguiam elevada melhoria em suas condições de vida;
O fim das relações feudais desde o final do século XIV favoreceu a liberdade plena dos camponeses que migraram para as cidades portenhas, de onde partiam as grandes expedições marítimas;
A Sociedade da época, conhecida como Antigo Regime era uma sociedade de ordens, uma criação conceitual dos revolucionários franceses;
Havia uma burguesia muito homogênea e originária dos camponeses enriquecidos com o comércio local;
Durante o processo de transição, o universo ideológico secular, imanentista, racionalista e individualista deu lugar ao universo católico transcendente e idealista de uma sociedade coletivista;