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O século XVIII foi marcado pelo auge da centralização do Estado Moderno, porém isso significou contradições e tensões envolvendo a nobreza, os monarcas e a burguesia. Como saída no final do século, a burguesia se equipou de teorias para questionar o poder. Entre as teorias utilizadas, assinale a alternativa correta.
Teoria marxista de Max Weber.
O iluminismo de Augusto Comte.
O iluminismo desenvolvido por Emile Durkheim.
O neoliberalismo de Augusto Comte.
Utilização do livro riqueza das Nações de Augusto Comte.
“Ainda hoje, após mais de 200 anos, continuamos ofuscados pelo belo clarão do iluminismo burguês. A história da modernização compraz-se em metáforas da luz. O sol radiante da razão há de penetrar as trevas da superstição e fazer ver a desordem do mundo, para que enfim a sociedade seja configurada segundo critérios racionais. A escuridão não se manifesta como a outra faceta da verdade, mas como o reino negativo do demônio. [...]
É a luz da razão iluminista que clareia os turnos da noite. À medida que a concorrência se faz total, o imperativo externo e social transforma-se também numa coação interna do indivíduo. O sono passa a ser um inimigo tão sórdido quanto a noite, pois enquanto se dorme, oportunidades são perdidas e a guarda é irremediavelmente baixada ao ataque alheio. O sono dos indivíduos em uma economia de mercado torna-se cada vez mais curto e leve, como o de um animal selvagem e isso na proporção direta do seu desejo de ‘’sucesso’”. (KURZ, 1997)
Com base no fragmento anterior e em seus conhecimentos acerca do Iluminismo, assinale a alternativa correta:
O Iluminismo reduziu-se à crítica da metafísica religiosa de modo puramente conceitual
O desenvolvimento dos ideais iluministas se atrela ao desenvolvimento do moderno sistema produtor de mercadorias, o capitalismo
O romantismo adotou os preceitos iluministas de liberdade e progresso como basilares
Os fatos históricos não permitem de modo algum aproximar a “razão iluminista” à barbárie colonizadora
Não está entre as características do Iluminismo:
Racionalismo.
Absolutismo.
Antimercantilismo.
Anticlericalismo.
O século XVIII é, por diversas razões, um século diferenciado. Razão e experimentação se aliavam no que se acreditava ser o verdadeiro caminho para o estabelecimento do conhecimento científico, por tanto tempo almejado. O fato, a análise e a indução passavam a ser parceiros fundamentais da razão. É ainda no século XVIII que o homem começa a tomar consciência de sua situação na história.
ODALIA, N. In: PINSKY, J.; PINSKY, C. B. História da cidadania. São Paulo: Contexto, 2003.
No ambiente cultural do Antigo Regime, a discussão filosófica mencionada no texto tinha como uma de suas características a
aproximação entre inovação e saberes antigos.
conciliação entre revelação e metafísica platônica.
vinculação entre escolástica e práticas de pesquisa.
separação entre teologia e fundamentalismo religioso.
contraposição entre clericalismo e liberdade de pensamento.
No século XVIII, no período do Iluminismo, o filosofo Barão de Montesquieu (1689-1755) defendeu a seguinte teoria:
A divisão da política internacional e nacional.
Um governo baseado em ideias filosóficas.
Divisão dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo.
Negava o direito dos governantes ao autoritarismo e à aplicação do direito divino.
No que se refere à contribuição do Iluminismo para a constituição da História como disciplina, assinale a afirmativa correta:
A tensa relação entre História e a Filosofia Iluminista legou uma questão central no debate historiográfico, qual seja a existência de leis históricas.
O Iluminismo forneceu um quadro conceitual associado à separação do pensamento da esfera religiosa e do não religioso.
O Iluminismo legou uma tensão entre aqueles que defendiam uma natureza humana imutável, portanto a-histórica, e uma concepção de história filosófica.
O Iluminismo legou a história científica, que se estruturou a partir da expropriação documental, como padrão de legitimidade do conhecimento.
As relações entre os filósofos iluministas e os déspotas esclarecidos promoveram a criação de universidades, a exemplo da Universidade de Göttingen, berço da Escola Histórica
A Guerra dos Sete Anos foi um dos principais conflitos militares ocorridos no século XVIII. Esta guerra envolveu vários reinos europeus entre os anos de 1756 e 1763, sendo que os conflitos também se estenderam para os territórios coloniais na África, Ásia e América do Norte. O Tratado, assinado em 10 de fevereiro de 1763, que colocou fim à Guerra dos Sete Anos foi:
Tratado de Paris.
Tratado de Versalhes.
Tratado de Berlim.
Tratado de Tordesilhas.
A Filosofia Iluminista representava os interesses da camada social:
Dos nobres.
Do campesinato.
Do povo.
Da burguesia.
Ao se analisar a sociedade inglesa à época da revolução ocorrida no século XVII, percebe-se que, assim como na economia, no interior da sociedade inglesa, ainda era possível verificar, durante o século XVII, a permanência de estruturas remanescentes da sociedade estamental de origem medieval, associadas a relações típicas de uma sociedade capitalista em desenvolvimento.
Pode-se afirmar de forma correta que na sociedade inglesa:
A gentry era formada por um grupo de proprietários de terra de mentalidade burguesa.
a aristocracia era composta de representantes da alta nobreza, dos bancários e da realeza.
a alta burguesia que desfrutava de monopólios e concessões exclusivas concedidos pela nobreza, tinha como associados os camponeses.
os trabalhadores rurais e urbanos, era o grupo que mais se beneficiou pela exploração capitalista.
Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:
I. Embora partindo de ideias do homem em estado de natureza, Rousseau não partilha da tese de que a natureza humana é má ou egoísta. Os homens não são inimigos por natureza, mas são naturalmente bondosos. Na base do conflito humano, quando este acontece, situa-se a propriedade privada; esta é a fonte geradora de atritos entre os homens.
II. Se há um estado de guerra, este é produto da relação entre as coisas e não entre os homens. Como em estado de natureza não há propriedade privada, a guerra originada pela propriedade também não reflete o estado de natureza. Rousseau define a guerra como uma relação de Estado a Estado, na qual os homens particulares tornam-se inimigos apenas por acidente.
III. Com essa ideia Rousseau se contrapõe às concepções que defendem de alguma forma o direito à escravidão. Em nenhum momento o escravo pode ser produto da guerra, porque esta não é uma relação de homem a homem. A guerra não concede nenhum direito que não seja necessário a seus fins, e os fins nunca são particulares; logo, para os particulares nenhuma consequência pode resultar após o fim da guerra da qual participam.
IV. Em Rousseau o homem é definido como livre e igual por natureza. Renunciar à liberdade equivale a renunciar à própria condição de homem. O princípio da liberdade é inalineável; a norma o imperativo da ação. O homem que Rousseau define como livre e igual por natureza, porém, revela-se numa existência bastante distante da natural. “o homem nasce livre e por toda parte encontra-se a ferros”.
Estão corretas as afirmativas:
I e II, apenas
II e III, apenas
III e IV, apenas
I, II e III, apenas
I, II, III e IV
As ideias iluministas começaram a circular no Brasil na segunda metade do século XVIII. Elas refletiram-se em vários campos da atividade e do conhecimento humano. Assinale, dentre as alternativas abaixo, aquela que apresenta um filósofo deste período, cujo pensamento incentivou, de forma relevante, a Inconfidência Mineira.
Jean-Jacques Rousseau
Adam Smith
François Quesnay
Vicent de Gournay
Nicolau Maquiavel
A Ilustração (ou Luzes) foi um movimento amplo e variado que, conforme Robert Darnton, difundiu-se a partir de diversos pontos da Europa e mesmo da América. Além da amplitude geográfica, as Luzes foram concebidas e interpretadas com base em várias tendências. Na América Portuguesa, assim como em outras partes, as Luzes tendiam a ser apropriadas de formas distintas, caracterizando-se
pela defesa do governo constitucional como instrumento de garantia das atribuições e poderes do rei, aliando de forma original a razão à manutenção do status quo, evidenciado no Reformismo Ilustrado lusitano.
pela influência de uma interpretação pragmática, católica e atenuada, que anunciava transformações sociais discretas, evitando-se o radicalismo, como denotado nas leituras praticadas pelos inconfidentes mineiros.
pela coesão das leituras realizadas pelas elites luso-brasileiras, que tendiam a conceber a emancipação como objetivo político, baseando-se na noção contratualista rousseauniana, defendida pelos conjurados baianos.
pelo amplo questionamento da propriedade privada e dos interesses individuais, evidenciando uma postura radical comum no meio intelectual cultivado na colônia, como exemplificado pelos pernambucanos de 1817.
pelo engajamento político rousseauniano, como se percebe do movimento ilustrado luso-brasileiro, que defendia a concepção de vontade geral aliado às teorias corporativas de poder da nova escolástica.
Analise as afirmaçõescom relação ao Iluminismo.
-
I. O iluminismo foi um movimento global, ou seja, filosófico, político, social, econômico e cultural, que defendia o uso da razão como o melhor caminho para se alcançar a liberdade, a autonomia e a emancipação.
II. O iluminismo foi um movimento que defendeu o absolutismo e as ideias mercantilistas.
III. Defendia a visão teocêntrica sobre o domínio da razão.
IV. O Iluminismo foi mais intenso na França, onde influenciou a Revolução Francesa através de seu lema: Liberdade, igualdade e fraternidade.
-
Assinale a alternativa correta.
Apenas as afirmações I, III e IV são corretas.
Todas as afirmações são corretas.
Apenas as afirmações I e IV são corretas.
Todas as afirmações são incorretas.
Apenas as afirmações I e III são corretas.
O iluminismo foi um movimento global, ou seja, filosófico, político, social, econômico e cultural que contribuiu para a difusão de ideias liberais no século XVIII, caracterizou-se por:
Negar o paradigma matemático-naturalista e o livre arbítrio
Desprestigiar o pensamento crítico e a capacidade racional do homem
Defender a laicização e o primado do pensamento racional
Valorizar as explicações teológicas e as tradições esotéricas
Sobre o iluminismo, considere as frases a seguir.
I. O jusnaturalismo defendido pelos pensadores do século XVIII buscava resgatar a dignidade do indivíduo frente ao Estado, sendo a base dos direitos civis e políticos, posteriormente reivindicados.
II. Embora haja uma relação de semelhança nas concepções contratualistas desenvolvidas por Hobbes e Locke, o primeiro tendia a crer no caráter positivo do ser humano, enquanto o segundo enfocava na importância de um Estado regulador forte para manter a estabilidade social.
III. A visão otimista de futuro desenvolvida por Kant se dissipou quando este se decepcionou com a deflagração da Revolução Francesa.
IV. A despeito das críticas ao absolutismo e à religião, considerada promotora da superstição, isto não impediu Voltaire de estabelecer uma maior proximidade com monarcas, a exemplo do que fez com Frederico II e Catarina II.
Podemos afirmar.
Somente IV está correta.
Somente II e III estão corretas;
Somente II e IV estão corretas.
Somente I, II e III estão corretas.
Somente I e IV estão corretas.
Qual movimento intelectual que surgiu durante o século XVIII na Europa, que defendia o uso da razão (luz) contra o antigo regime (trevas) e pregava maior liberdade econômica e política?

Iluminismo.
Trovadorismo.
Ditatorialismo.
Neotrovadorismo.
Fordismo.
“As ideias do século XVII sobre a relação entre a arte e poder podem ser dispostas ao longo de um espectro. De um lado havia os escritores que pareciam conferir à imagem real seu valor nominal, fossem eles poetas a escrever odes ao rei, historiadores a narrar suas vitórias ou eruditos a descrever as decorações de Versalles”. ( BURKE, Peter. A Fabricação do Rei: a construção da imagem pública de Luís XIV. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1994. p. 17)
O longo reinado de Luís XIV está inserido num período da história em que o absolutismo real era justificado por pensadores, funcionando como máquina de propaganda. O filósofo que defendeu a Teoria do Direito Divino imortalizada na obra “Política Segundo a Sagrada Escritura” foi:
Jacques Bossuet
Nicolau Maquiavel
Jean Jacques Rousseau
Thomas Hobbes
O Liberalismo que predomina como ideologia a partir do século XIX, tendo importante papel no avanço do processo da Revolução Industrial, caracteriza-se:
pela defesa de ideais morais avançados como os direitos dos gays e a liberação do uso de drogas.
pelo direito da liberdade de o Estado intervir na economia garantindo os interesses do povo.
por ser contra a ideia de livre concorrência, por prejudicar os interesses dos consumidores.
por ter como seu representante maior Adam Smith.
por ter como seu ideólogo econômico mais representativo o inglês John Locke.
As lutas pela independência das colônias latino-americanas marcaram as mudanças no continente. A influência dos ideários da revolução francesa e da invasão napoleônica na península ibérica foram elementos que aceleraram a conjuntura da emancipação política. Quais outros fatores que se seguiram para a consolidação das independências:
A luta dos criollos desde o principio pela independência girava em torno da autonomia comercial, da libertação dos escravos e da unidade latino-americana contra a metrópole espanhola.
O apoio norte-americano, inglês e francês foi decisivo para a independência venezuelana em 1817.
A aliança da coroa portuguesa com os criollos argentinos possibilitou a independência Argentina em 1816.
O revolucionário Francisco Miranda junto com Simon Bolivar libertaram a Venezuela em 1817 e juntaram forças para libertar a Colômbia.
Após terem acumulados derrotas na primeira etapa da independência, San Martin e Simon Bolivar reorganizaram seus exércitos e juntaram forças a asseguraram a independência dos países hispano-americanos.
Trecho I
“No século XVIII, filósofos iluministas e enciclopedistas se levantaram através de escritos contra as ideias da época, principalmente contra o absolutismo. O Estado, tão presente durante o Mercantilismo, deveria se afastar. Sua função seria: defender a propriedade privada e vigiar o cumprimento de contratos. A natureza seria o melhor guia do homem. Alguns deles defendiam, entre outras coisas, que Deus (a Providência) dispôs as coisas de tal forma que, se as pessoas forem deixadas livres para alcançar seus sonhos, eles vão naturalmente agir favorecendo o melhor para a sociedade. Independente de terem ou não a intenção, as pessoas ajudam umas às outras, no intuito de auxiliar a si mesmas. Segundo esse pensamento, até mesmo os mais gananciosos levam, frequentemente, aos mais favoráveis resultados para todos. Considera-se este o trabalho da ‘mão invisível’ da Providência.”
(Disponível em: http://www.portaleducacao.com.br/administracao/artigos/37072/adam-smith.)
Trecho II
“Esse processo remonta a dois momentos diversos: 1) à virada do século XIX para o século XX e 2) ao período dos anos 1980 e 1990. Nele acentuam duas grandes exigências gerais e complementares: privatizar empresas estatais e serviços públicos, por um lado; por outro, ‘desregulamentar’, ou antes, criar novas regulamentações, um novo quadro legal que diminua a interferência dos poderes públicos sobre os empreendimentos privados. O Estado deveria transferir ao setor privado as atividades produtivas em que indevidamente se metera e deixar a cargo da disciplina do mercado as atividades regulatórias que em vão tentara estabelecer.”
(Disponível em: https://reginaldomoraes.files.wordpress.com/2016/01.)
Os trechos anteriormente citados tematizam dois processos econômicos distintos, mas ao mesmo tempo complementares. Referem-se respectivamente:
Bulionismo e Fisiocracia.
Colbertismo e Globalização.
Liberalismo e Neoliberalismo.
Mercantilismo e Capitalismo comercial.