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Entre os principais marcos da história recente de Rondônia, destaca-se a transformação de seu status políticoadministrativo no contexto da reorganização territorial brasileira. Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta.
Rondônia foi elevada à condição de estado ainda no período imperial, como parte do processo de interiorização do poder político.
O Território Federal do Guaporé foi criado para fins militares, sem implicações econômicas ou administrativas.
A transformação de Rondônia em estado ocorreu simultaneamente à criação da Zona Franca de Manaus.
Rondônia permaneceu território federal até o final do século XX com autonomia político-administrativa plena.
Rondônia foi elevada à categoria de estado da Federação em 1981, no contexto da política de integração nacional.
A criação do Território Federal do Guaporé representou uma mudança administrativa importante para a região.
Esse território deu origem:
ao atual estado de Rondônia.
ao estado do Acre.
ao estado do Amazonas.
a um território que deixou de existir sem sucessão administrativa.
a uma área incorporada ao Mato Grosso.
No final do século XIX, a Proclamação da República ocorreu em um contexto de transformações políticas e econômicas no Brasil.
Em relação à região que hoje corresponde ao estado de Rondônia, esse período está associado:
à incorporação imediata da região aos principais centros industriais brasileiros.
à diminuição da importância econômica regional, em razão de mudanças nos interesses produtivos e políticos do país.
ao fortalecimento da mineração como principal atividade econômica local.
à ampliação do poder político regional no cenário nacional.
à consolidação de uma economia urbana baseada em serviços.
O primeiro ciclo estadual de Rondônia consolida-se sob intensa tutela federal, refletindo a natureza peculiar de sua formação política e administrativa. Sobre esse assunto, julgue as afirmativas abaixo como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F).
(__) Jorge Teixeira de Oliveira foi indicado para governar o novo estado entre 1982 e 1985, ainda no final do regime militar, em um contexto de descontinuidade de um modelo decisório centralizador em Brasília.
(__) O governo Jorge Teixeira ocorreu em meio a uma intensa migração para Rondônia, impulsionada pela expansão da fronteira agrícola e por políticas federais de colonização. Esse processo gerou crescimento populacional acelerado, que sobrecarregou a infraestrutura urbana, os serviços públicos e a capacidade administrativa do recém-criado estado.
(__) No campo fundiário, a situação durante o governo Jorge Teixeira era particularmente complexa. A coexistência de projetos oficiais de colonização, ocupações espontâneas, grilagem de terras, conflitos com populações tradicionais e tensões ambientais configurava um cenário de alta litigiosidade.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
V – V – F
F – V – V
V – V – V
V – F – V
V – F – F
Nos anos 1990 e 2000, a política estadual de Rondônia consolidou-se dentro de um padrão típico dos estados amazônicos que haviam passado recentemente pelo processo de territorialização acelerada e institucionalização federativa.
Sobre esse assunto, assinale a alternativa INCORRETA.
O governo Osvaldo Piana ocorreu em um momento nacional de transição, atravessado pela instabilidade econômica do início da década e pelo impacto das reformas administrativas inspiradas no ideário de modernização do Estado.
Com Valdir Raupp, observou-se uma ênfase maior na negociação política e na inserção de Rondônia em redes federativas mais amplas.
A partir de 2003, com Ivo Cassol, iniciou-se uma fase marcada por maior centralidade de obras públicas, expansão da infraestrutura e fortalecimento visível da capacidade executiva do Estado.
O governo José Bianco priorizou a modernização da gestão pública, com foco em planejamento, controle fiscal e fortalecimento institucional, visando ampliar a capacidade de execução do Estado.
O governo de João Cahulla estruturou uma forte internacionalização do Estado, bem como fez um grande investimento na melhoria da malha viária e no apoio à agropecuária e industrialização de base.


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A história da ocupação e da organização territorial de Rondônia envolve conflitos, políticas estatais e interesses econômicos diversos.
Considerando esse processo, assinale a alternativa INCORRETA.
A presença de políticas estatais influenciou a reorganização administrativa da região ao longo do tempo.
Atividades econômicas contribuíram para redefinir a ocupação e o uso da terra no território rondoniense.
A formação do estado de Rondônia esteve relacionada a mudanças institucionais e administrativas.
A dinâmica histórica regional envolveu disputas por território e recursos naturais.
A ocupação territorial de Rondônia ocorreu sem conflitos relevantes entre povos indígenas e grupos econômicos.
A formação histórica de Rondônia envolve a relação entre exploração econômica, presença do Estado e disputas territoriais.
Com base nesse processo, assinale a alternativa INCORRETA.
A atuação estatal buscou ampliar a presença administrativa em uma área considerada estratégica.
A ocupação do território esteve ligada a interesses econômicos e políticos ao longo do tempo.
A organização político-administrativa da região passou por mudanças até a criação do estado de Rondônia.
A criação do Território Federal do Guaporé ocorreu sem relação com estratégias de controle e integração da Amazônia ao Estado brasileiro.
A presença do poder público contribuiu para redefinir a dinâmica regional.
O processo de ocupação e organização espacial de Rondônia, intensificado a partir da década de 1970, produziu transformações profundas no estado. Considerando esse contexto histórico-geográfico, assinale a alternativa correta.
As transformações socioespaciais de Rondônia expressam a articulação entre políticas estatais de integração territorial, migração interna acelerada, expansão da fronteira agropecuária e impactos socioambientais significativos.
A ocupação de Rondônia resultou predominantemente de dinâmicas urbanas autônomas, com crescimento populacional gradual, baixa migração interestadual e planejamento urbano consolidado.
O crescimento populacional rondoniense ocorreu de forma homogênea no território, acompanhado por urbanização verticalizada e relativo equilíbrio entre áreas centrais e periféricas.
A consolidação de Porto Velho como principal polo urbano esteve dissociada dos grandes projetos de infraestrutura energética e logística, mantendo-se restrita às funções administrativas locais.
A sustentabilidade em Rondônia foi plenamente alcançada a partir da substituição das atividades agropecuárias e madeireiras por modelos produtivos baseados na bioeconomia.
A atuação dos bandeirantes e os acordos entre Portugal e Espanha influenciaram a ocupação do interior da América do Sul.
No caso da região que hoje corresponde a Rondônia, esses fatores contribuíram para:
a formação imediata de centros urbanos organizados nos moldes europeus.
a eliminação dos conflitos entre colonizadores e povos indígenas.
o isolamento completo da região em relação às demais áreas coloniais.
a incorporação do território ao domínio português, reforçando a presença lusa além dos limites inicialmente definidos.
a substituição da exploração extrativista por atividades industriais.
A evolução político-administrativa de Rondônia não pode ser compreendida apenas como resultado do crescimento populacional ou econômico, mas como parte de uma estratégia mais ampla do Estado brasileiro para a Amazônia.
Nessa perspectiva, é correto afirmar que:
a criação do Território Federal do Guaporé e, posteriormente, do estado de Rondônia esteve vinculada à necessidade de maior controle político, administrativo e territorial da região amazônica.
a transformação do território em estado decorreu majoritariamente da pressão de elites econômicas locais.
a evolução político-administrativa ocorreu de forma independente das políticas nacionais para a Amazônia.
a criação do estado de Rondônia teve impacto restrito à organização municipal, sem reflexos territoriais mais amplos.
o processo político-administrativo teve pouca relação com estratégias de integração nacional.


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Em novembro de 2025, o Quilombo Forte Príncipe da Beira, localizado no município de Costa Marques (RO), foi o palco do evento “A Terra é Meu Quilombo”. A iniciativa promoveu uma imersão em arqueologia pública e educação patrimonial, unindo moradores do quilombo e pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) em escavações arqueológicas comunitárias, oficinas e rodas de conversa. O principal objetivo do evento foi utilizar a arqueologia como instrumento de fortalecimento identitário: “Não estamos apenas procurando fragmentos do passado. Estamos desenterrando as provas materiais da nossa longa existência aqui, resgatando uma história que foi sistematicamente apagada. Cada fragmento encontrado no nosso quintal é um fio que tece a narrativa da nossa resistência e fortalece o nosso direito a esta terra”, afirma Lulu, presidente da Associação Quilombola do Forte Príncipe da Beira (ASQFORTE).
Adaptado de https://www.unir.br/cartao/exibir/313
Com base no relato sobre o evento “A Terra é Meu Quilombo”, realizado no Quilombo Forte Príncipe da Beira (Costa Marques– RO), e considerando a trajetória histórica das comunidades quilombolas em Rondônia, assinale a afirmativa correta.
A utilização da arqueologia pública no quilombo visa a uma reconstituição acadêmica do passado, vinculada aos preceitos da objetividade e da isenção científicas.
As comunidades quilombolas em Rondônia constituíram-se no período posterior à Constituição de 1988, como resultado direto das políticas de regularização fundiária.
A valorização de vestígios materiais e da memória coletiva contribui para o fortalecimento da identidade quilombola e para a reivindicação de direitos territoriais historicamente negados.
O Exército, responsável pela tutela do Forte, concedeu à comunidade remanescente de quilombos Forte Príncipe da Beira o título coletivo de propriedade das terras, impossibilitando a venda da área, e garantindo a sobrevivência das gerações futuras.
A arqueologia aplicada a territórios quilombolas visa à preservação patrimonial do sítio e pode ser utilizada para titulação da comunidade, por isso o conhecimento científico se sobrepõe aos saberes tradicionais da comunidade.
A formação histórica do município de Porto Velho está associada a diferentes processos de ocupação, integração territorial e reorganização político-administrativa ocorridos ao longo do século XX. Esses marcos contribuíram para a consolidação do núcleo urbano, para sua centralidade regional e para sua posterior condição de capital do atual estado de Rondônia.
Com base nesse contexto, sobre os marcos históricos que marcaram a formação histórica de Porto Velho, assinale a afirmativa incorreta.
A construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré foi decisiva para o surgimento do núcleo populacional de Porto Velho e para a formação de uma população heterogênea, cujas características sociais e culturais marcaram a cidade.
A instalação das linhas telegráficas pela Comissão Rondon, no início do século XX, ocorreu em paralelo a outros projetos de integração territorial e contribuiu para o surgimento de vilas e povoados em torno dos postos telegráficos, alguns dos quais vieram a se consolidar como núcleos administrativos locais.
A instituição do município de Porto Velho ocorreu em 1914, por ato legal do governo do estado do Amazonas, ao qual a localidade estava vinculada, até a criação do Território Federal do Guaporé.
A criação do Território Federal do Guaporé, em 1943, elevou Porto Velho à condição de capital territorial, reforçando a sua centralidade político-administrativa na região.
A construção da BR-29, atual BR-364, foi responsável pela elevação de Porto Velho a centro logístico de redistribuição dos recursos relacionados aos Projetos Integrados de Colonização (PICs).
Nas décadas de 1930 e 1940, estimava-se a presença de mais de 80 mil indígenas na região da Amazônia Ocidental correspondente ao atual estado de Rondônia. No médio rio Machado, área central do estado, o etnólogo Claude Lévi-Strauss descreveu a intensa ocupação indígena das margens fluviais, estimando que, caso fosse possível contabilizá-los, o número de indígenas ultrapassaria 50 mil indivíduos, agrupados no que denominou de “Império Kawahib”.
Em contraste com esse cenário histórico, dados mais recentes do Censo Demográfico do IBGE (2022) indicam que Rondônia possui 21.153 pessoas indígenas, o que corresponde a aproximadamente a 1,25% da população total do estado, evidenciando a redução demográfica indígena ao longo do século XX.
Fonte: https://pib.socioambiental.org e https://teoriaedebate.org.br/
A respeito da questão indígena em Rondônia, nos séculos XX e XXI, assinale a afirmativa correta.
As viagens etnográficas realizadas na primeira metade do século XX, como as de Edgard Roquette-Pinto e de Claude Lévi-Strauss, indicaram uma elevada presença de grupos indígenas altamente organizados, com estruturas políticas hierárquicas e centralizadas.
O primeiro ciclo da borracha e a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré provocaram intensos impactos sobre os povos indígenas, com conflitos, disseminação de doenças e, em alguns casos, a extinção completa de grupos inteiros.
A política indigenista, conduzida pelo Serviço de Proteção ao Índio (SPI), sob liderança de Cândido Mariano da Silva Rondon, teve como princípio central a preservação da autonomia cultural indígena, evitando qualquer forma de integração produtiva ou educacional à sociedade nacional.
As políticas de ocupação das décadas de 1970-80, associadas à abertura da BR-364 e à construção da hidrelétrica de Samuel, resultaram na ampliação da demarcação das terras indígenas e no consequente incremento demográfico dos povos originários em Rondônia.
A Constituição Federal de 1988 e a criação da Fundação Nacional do Índio (Funai) forneceram novos instrumentos legais para a proteção dos direitos dos povos originários e para demarcação das Terras Indígenas, definidas como bens coletivos e alienáveis dos respectivos grupos indígenas.
Observe a tabela a seguir, sobre a Taxa de Crescimento Geométrico (%) da População Brasileira, com destaque para o estado de Rondônia.

Fonte: IBGE, 2023. Adaptado.
A análise das transformações populacionais em Rondônia, entre 1970 e 2022, evidencia mudanças na dinâmica demográfica e na configuração espacial das cidades, associadas a políticas estatais, fluxos migratórios e reorientações institucionais.
Considerando três períodos de mudança populacional na Amazônia (1970/1991, 1991/2010 e 2010/2022), e especificadamente no caso de Rondônia, assinale a afirmativa correta.
No período de 1970 a 1991, o crescimento populacional de Rondônia apresentou taxas superiores às do Brasil e da Região Norte, fenômeno resultante, principalmente, da expansão da migração transfronteiriça.
Entre 1970 e 1980, o expressivo crescimento populacional de Rondônia foi impulsionado pela combinação entre políticas de colonização pública e privada, intensos fluxos migratórios e expansão urbana.
No período de 1991 a 2010, o crescimento populacional de Rondônia manteve-se acelerado, superando a média nacional, em razão da continuidade da abertura de novas frentes agrícolas e da ausência de políticas de proteção ambiental.
Entre 2010 e 2022, Rondônia apresentou crescimento populacional superior à média da Região Norte e da Amazônia Legal, consolidando-se como principal polo de atração de mão de obra voltada para os grandes projetos hidroelétricos regionais.
A acentuada desaceleração do crescimento populacional de Rondônia, a partir da década de 1990, decorreu da ampliação das Unidades de Conservação e da consolidação do agronegócio altamente mecanizado, com consequente redução da demanda por mão de obra no campo, perda de atratividade econômica e retração demográfica contínua até 2022.
Com a elevação de Rondônia à condição de Estado da Federação, no início da década de 1980, tornou-se necessário organizar suas instituições políticas e administrativas, entre elas o Poder Legislativo estadual. Esse processo envolveu eleições, a atuação de uma Assembleia Constituinte e a definição das bases constitucionais do novo ente federativo.
Nesse contexto, assinale a afirmativa que descreve corretamente um aspecto da história do Poder Legislativo do estado de Rondônia.
A primeira eleição no recém-criado estado de Rondônia ocorreu em novembro de 1982, quando a população escolheu o novo governador e os 24 deputados estaduais que teriam a missão de atuar como constituintes.
Durante a Assembleia Constituinte, realizada entre fevereiro e agosto de 1983, o papel legislador era exercido pelo Governador que legislava mediante decretos-leis.
A efetiva implantação do Poder Legislativo aconteceu em agosto de 1983, quando foi reformada a Constituição, a Assembleia Constituinte foi extinta e a Assembleia Legislativa foi instalada.
No texto da primeira Constituição de Rondônia foi inserido um dispositivo que garantia à Câmara e ao Tribunal de Contas autonomia administrativa e financeira, algo então inexistente, e que foi absorvido no texto da Constituição Federal de 1988.
Atualmente, o Poder Legislativo do estado de Rondônia é exercido por 24 deputados estaduais eleitos a cada quatro anos, cujo número corresponde ao dobro da representação do Estado na Câmara dos Deputados.


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A Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM) foi o primeiro grandioso processo de desenvolvimento para a Amazônia Ocidental, potencializando um significativo fluxo humano para a região de Porto Velho e Guajará-Mirim. Por isso, é comum encontrar nos escritores regionais rondonienses a afirmativa de que a história de Rondônia se confunde, de tão próxima, com a própria história da EFMM. E eles têm razão ao fazerem isso.
Adaptado de CAVALCANTE, Fábio Robson Casara. Formação Institucional e Desenvolvimento Regional no Estado do Rondônia. In: SILVA, Fábio Carlos e RAVENA, Nírvia. (Orgs.). Formação Institucional da Amazônia. Belém: Editora do NAEA, 2015, p 400-401.
Ao analisar a formação histórica da região que corresponde ao atual estado de Rondônia, o autor enfatiza que a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM)
teve impacto no escoamento da produção agrícola regional e na concentração populacional, sobretudo de trabalhadores africanos utilizados para construção da ferrovia.
representou um empreendimento de alcance limitado, em função de sua precoce desativação, sem impacto duradouro sobre a história regional.
foi um projeto de política migratória para povoar as regiões amazônicas fronteiriças, na Primeira República do território nacional, não estando associado a fluxos migratórios nem à formação de centros urbanos.
contribuiu para o desenvolvimento inicial da Amazônia Ocidental ao intensificar o fluxo populacional para Porto Velho e Guajará-Mirim, desencadeando novos processos institucionais e estruturantes para a região.
exerceu um papel importante na formação histórica de Rondônia, uma vez que alavancou a economia da borracha na primeira metade do século XX, motivo pelo qual é estimada pela historiografia de caráter regionalista.
O processo de ocupação das terras que hoje formam o estado de Rondônia envolveu diferentes povos e interesses ao longo do tempo.
Sobre esse processo inicial, assinale a alternativa correta.
A ocupação da região envolveu povos indígenas e, posteriormente, a presença de espanhóis e portugueses interessados na exploração do território.
A região foi ocupada inicialmente apenas por portugueses, sem presença indígena.
Os espanhóis chegaram à região somente no século XIX, durante o ciclo da borracha.
A ocupação de Rondônia ocorreu exclusivamente após a Proclamação da República.
Os povos indígenas passaram a ocupar a região apenas após a chegada dos europeus.
A presença de povos indígenas na região que hoje corresponde a Rondônia é anterior à chegada dos europeus. Essa informação é importante porque:
O processo de ocupação incluiu povos indígenas e, posteriormente, a atuação de espanhóis e portugueses interessados no controle do território.
A ocupação iniciou-se com a chegada de imigrantes europeus no século XIX.
Os povos indígenas passaram a ocupar a região após a definição das fronteiras coloniais.
A presença europeia ocorreu apenas após a Proclamação da República.
A ocupação do território foi resultado exclusivo de políticas estatais no século XX.
Os povos indígenas de Rondônia possuem trajetórias históricas marcadas por intensos processos de contato, conflitos territoriais, pressões econômicas e estratégias de resistência. Entre esses povos, destacam-se os Uru-Eu-WauWau, cuja presença no território amazônico envolve disputas fundiárias, políticas indigenistas estatais e enfrentamento ao avanço do desmatamento.
Sobre o povo Uru-Eu-Wau-Wau, assinale a alternativa correta.
Constituem um povo de origem tupi-guarani que habita predominantemente áreas de cerrado no sul de Rondônia, mantendo relações consolidadas com o agronegócio regional por meio de contratos formais de exploração agrícola.
São um povo de contato recente com a sociedade envolvente, pertencente ao tronco linguístico Tupi, cuja Terra Indígena situa-se majoritariamente na região centronorte de Rondônia.
Integram um grupo etnolinguístico de matriz pano, tradicionalmente aldeado desde o período colonial, cuja organização política é centralizada e hierarquizada segundo modelo imposto pelo Serviço de Proteção ao Índio no início do século XX.
Foram totalmente integrados ao contexto urbano rondoniense após políticas desenvolvimentistas da década de 1970, não mantendo atualmente território demarcado nem práticas socioculturais próprias.
Habitavam originalmente o litoral do atual estado do Pará, tendo migrado para Rondônia apenas no século XXI em decorrência de programas federais de reassentamento.
A trajetória dos governadores do estado de Rondônia deve ser compreendida a partir da própria formação histórica e político-administrativa do estado. Sobre esse assunto, assinale a alternativa INCORRETA.
Rondônia foi elevado à condição de estado da Federação em 1981, por meio da Lei Complementar nº 41, durante o regime militar, após ter sido Território Federal desde 1943.
Antes da estadualização de Rondônia, a administração era exercida por governadores nomeados pelo governo do Estado do Amazonas, cuja atuação esteve profundamente vinculada à lógica desenvolvimentista e geopolítica da ditadura, especialmente à doutrina de “integração nacional” da Amazônia.
Nos anos 2000, as gestões estaduais passaram a operar em um contexto de maior integração de Rondônia à economia nacional e internacional, especialmente por meio da produção de commodities agrícolas e da implantação de grandes projetos de infraestrutura energética, como as usinas hidrelétricas no rio Madeira.
A economia rondoniense manteve-se fortemente baseada no setor primário, com destaque para a agropecuária, a exploração madeireira e, posteriormente, a expansão da fronteira do agronegócio.
A ocupação desordenada do território, estimulada por programas federais anteriores, resultou em tensões entre pequenos agricultores, grandes proprietários, populações indígenas e comunidades tradicionais, o que exigiu dos governos estaduais uma atuação frequentemente mediada por interesses políticos locais e pressões econômicas nacionais.