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O protocolo conhecido como DH (key exchange protocol) utiliza o algoritmo DH (Diffie-Hellman) para o estabelecimento de uma chave secreta entre dois usuários. A segurança desse sistema é fundamentada na intratabilidade do problema de computar um logaritmo discreto. Sua vantagem em relação ao esquema RSA para troca de chaves (RSA key exchange) é que o DH não está sujeito ao tipo de ataque conhecido como homem-no-meio (man-in-the-midle).
Um único sistema criptográfico, denominado sistema de chave única, é considerado matematicamente inquebrável. Esse sistema tem o inconveniente de ter de dispor de uma chave secreta distinta, imprevisível e de, pelo menos, mesmo tamanho que a mensagem, para cada mensagem a ser cifrada. Todos os demais sistemas são, em princípio, quebráveis.
Em transmissões de grandes volumes de dados confidenciais entre dois usuários de uma rede de comunicação, o uso de criptografia assimétrica é computacionalmente ineficiente, quando comparado ao uso de criptografia simétrica. Assim, é comum utilizar-se criptografia assimétrica apenas para gerenciamento de chaves de sessão, que são usadas como segredo criptográfico em comunicações cuja confidencialidade é protegida com criptografia simétrica.
Na criptografia de chave pública existe uma regra para cifrar (C) e uma para decifrar (D). Assim podemos afirmar que:
A regra de cifrar não precisa ser mantida em sigilo.
Esse processo é quase tão seguro quanto o de chave secreta
Esse processo de criptografia provê segurança incondicional.
É computacionalmente possível determinar D a partir de C.
Em um determinado sistema criptográfico, para cada mensagem possível m, existe apenas um criptograma possível, c, que será o resultado da cifração de m com determinada chave k. Não obstante, mensagens distintas podem resultar em um mesmo criptograma, se utilizadas chaves distintas.
Chaves criptográficas consideradas seguras contra ataques de força bruta, para os padrões de processamento atuais, devem possuir pelo menos 128 bits, tanto para criptografia simétrica quanto para criptografia assimétrica.
Sistemas criptográficos são ditos simétricos ou de chave secreta quando a chave utilizada para cifrar é a mesma utilizada para decifrar. Sistemas assimétricos ou de chave pública utilizam chaves distintas para cifrar e decifrar. Algoritmos simétricos são geralmente mais eficientes computacionalmente que os assimétricos e por isso são preferidos para cifrar grandes massas de dados ou para operações online.
Para um determinado sistema criptográfico que utiliza chaves de 128 bits, optou-se por selecionar como gerador de chaves a saída do algoritmo MD5, tendo por entrada os seguintes parâmetros: a data/hora do sistema quando da geração da chave, dada na forma DDMMAAHHMMSS, com o significado usual, concatenado com uma seqüência de 16 bytes consecutivos obtida de um arquivo fixo, contendo 64 kilobytes de dados que foram gerados de forma totalmente aleatória, e cujo ponto inicial de leitura é escolhido a partir de caracteres digitados por um operador da forma mais imprevisível possível. Nessa situação, como o algoritmo MD5 gera um hash de 128 bits e não se pode, em princípio, determinar a entrada dada a saída, pode-se considerar esse como um bom método para a geração dos 128 bits necessários para uma chave com uma aparência aleatória.
A quebra de sistemas criptográficos simétricos sempre depende da descoberta da chave secreta utilizada no processo criptográfico.
Um princípio básico para a utilização de senhas em serviços de segurança, tais como autentificação e controle de acesso, consiste em não armazenar a senha diretamente pois o acesso a tal entidade de armazenamento poria em risco toda a segurança do sistema. Ao contrário, é armazenado um resumo da senha, gerado normalmente por algum tipo de função digestora unidirecional. Ataques de força bruta a esses sistemas podem ser bem sucedidos, caso se encontre a mensagem original utilizada na entrada da função (isto é, a senha) ou alguma outra mensagem que resulte em um mesmo resumo que aquele gerado para a mensagem original.
Um tipo de função essencial para uso em ambiente criptográfico é a das denominadas funções unidirecionais. Uma função unidirecional é uma transformação fixa (sem chaves) para a qual é impraticável se determinar a entrada a partir da saída. Uma forma de se obter uma boa função unidirecional é tomar um bom algoritmo criptográfico, fixar a entrada de dados (mensagem) e utilizar a entrada de chave como entrada de dados.
No processo de assinatura eletrônica ou digital, supondo que um usuário A envie uma mensagem ao usuário B, a mensagem é codificada com a chave
privada do usuário B.
Sistemas que utilizam assinaturas digitais para provisão de serviços de autentificação e não-repúdio são também imunes a ataques de negação de serviço por repetição (replay).
Diz-se que um sistema criptográfico tem segredo perfeito quando, dado um criptograma c, a incerteza que se tem em relação à mensagem m que foi cifrada é a mesma que se tinha antes de conhecer o criptograma. Uma condição necessária para que um sistema criptográfico tenha segredo perfeito é que o espaço de chaves seja pelo menos tão grande quanto o espaço de mensagens, ou seja, |K| • |M|.
O algoritmo RSA é um conhecido e popular algoritmo assimétrico. A segurança do algoritmo RSA é dada pelo tamanho das chaves utilizadas, da ordem de 1 kilobits, o que torna impraticável a determinação da chave pela exaustão das possibilidades.
Uma técnica eficiente para tornar um sistema criptográfico mais forte é se utilizar um algoritmo de compressão de dados após a cifração.
Ao comparar sistemas criptográficos simétricos e assimétricos, conclui-se que aqueles facilitam a geração e a troca das chaves, enquanto estes facilitam a distribuição e o armazenamento das mesmas.
Em uma infra-estrutura de chave pública (ICP), a quebra do certificado (violação da chave privada) de uma autoridade certificadora (AC) invalida todos os certificados assinados por esta AC. Assim, toda a segurança da ICP depende da segurança da chave privada da AC raiz.
Certificados digitais se baseiam no conceito de assinatura digital. O mecanismo usual para se assinar um documento eletrônico é primeiro gerar o hash do documento e então cifrar esse hash com um algoritmo assimétrico, utilizando-se sua chave privada. O valor assim obtido constitui a assinatura, que irá permitir, posteriormente, não apenas verificar a autoria do documento como também a sua integridade.
Analise as seguintes afirmações relativas à segurança de redes.
I. As ameaças podem ser classificadas como acidentais ou intencionais, podendo ser ativas ou passivas.
II. O Cavalo de Tróia não pode ser caracterizado como um ataque.
III. Um ataque é uma ameaça intencional concretizada.
IV. O mecanismo de assinatura digital envolve apenas um procedimento: verificação da assinatura em uma unidade de dados.
Indique a opção que contenha todas as afirmações verdadeiras.