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Texto II
Cogito
Eu sou como eu sou
Pronome
Pessoal intransferível
Do homem que iniciei
Na medida do impossível
Eu sou como eu sou
Agora
Sem grandes segredos dantes
Sem novos secretos dentes
Nesta hora
Eu sou como eu sou
Presente
Desferrolhado indecente
Feito um pedaço de mim
Eu sou como eu sou
Vidente
E vivo tranquilamente
Todas as horas do fim.
NETO, Torquato.
O primeiro verso em cada estrofe se repete. Com isso:
O eu lírico enfatiza a sua preocupação com a identidade, reforçando sua insegurança e demonstrando seu medo de não estar se revelando como realmente ele deveria ser.
O eu lírico tenta se justificar uma vez que há uma necessidade de autoafirmação de quem realmente ele gostaria que as pessoas pensassem que ele fosse.
O eu lírico reforça seu egocentrismo, se colocando único e superior a todos que fazem parte de seu meio.
O eu lírico enfatiza a própria identidade e as características que o definem, consciente de si mesmo, aceitando-se dessa forma.