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Leia o texto a seguir para responder as questões de 07 a 12 e a questão 14.
Texto I:
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Olhos de Ressaca Enfim, chegou a hora da encomendação e da partida. Sancha quis despedir-se do marido, e o desespero daquele lance consternou a todos. Muitos homens choravam também, as mulheres todas. Só Capitu, amparando a viúva, parecia vencer-se a si mesma. Consolava a outra, queria arrancá-la dali. A confusão era geral. No meio dela, Capitu olhou alguns instantes para o cadáver tão fixa, tão apaixonadamente fixa, que não admira lhe saltassem algumas lágrimas poucas e caladas... As minhas cessaram logo. Fiquei a ver as dela; Capitu enxugou-as depressa, olhando a furto para a gente que estava na sala. Redobrou de carícias para a amiga, e quis levá-la; mas o cadáver parece que a retinha também. Momento houve em que os olhos de Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o pranto nem palavras desta, mas grandes e abertos, como a vaga do mar lá fora, como se quisesse tragar também o nadador da manhã. |
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Fonte: ASSIS, Machado. Olhos de ressaca. In: Dom Casmurro. 8. ed. São Paulo, Ática, 1978, p. 133-134 (adaptado).
O episódio contido no texto é narrado em primeira pessoa, ou seja, o narrador apresenta os fatos, ao mesmo tempo em que se constitui como personagem. Desse modo, a construção da narrativa pode acarretar:
ambiguidade, já que o narrador em primeira pessoa pode comprometer a objetividade da narrativa.
objetividade, só quem participa consegue narrar imparcialmente a história.
subjetividade, pois o narrador em primeira pessoa é isento de emoções.
Imparcialidade, já que o narrador-personagem demonstra falta de emoção quando conta uma história.