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Em Por que ler os clássicos, Calvino assinala que as leituras feitas:
na juventude podem ser pouco profícuas pela inexperiência da vida, pela impaciência e distração, o que valida a noção de que os alunos adolescentes não gostam de ler.
na juventude podem ser formativas no sentido de que dão uma forma às experiências futuras, fornecendo, entre outros, modelos, termos de comparação, esquemas de classificação e paradigmas de beleza.
na juventude estimulam o altruísmo, sedimentando a consciência política em formação e promovendo o exercício futuro da cidadania.
na vida adulta, desde que alternadas em uma sábia dosagem com outras formas de entretenimento, ampliam a saúde mental e a reserva cognitiva.
na vida adulta são mais proveitosas do que as da juventude, porque, ao deixarem de ser leituras escolares obrigatórias, tornam-se atividades associadas a momentos de fruição estética.