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Bechara, na obra Ensino da gramática. Opressão? Liberdade?, opõe o linguista ao professor de língua portuguesa. Para o autor, é compreensível que o linguista enfatize a língua oral, “porquanto a universalidade dos idiomas se patenteia na sua oralidade”; em contrapartida, aconselha o professor de língua portuguesa a:
ensinar a língua materna como se ensinaria uma língua estrangeira.
centrar sua atenção no padrão culto, que norteará a produção linguística do aluno.
adequar-se à realidade sociocultural que se impõe ao contexto da região do ensino.
reprimir a espontaneidade da língua transmitida no convívio da comunidade linguística, quando precária.
valer-se de ação corretiva toda vez que estiver diante do erro de gramática cometido pelo aluno.