Questões de Concurso sobre Prática de análise linguística (ensino)

 
 
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Nos documentos curriculares atuais, a Análise Linguística (AL) é entendida como um eixo de ensino que deve ser realizado de forma reflexiva e contextualizada. Essa prática se opõe à concepção tradicional de ensino da língua que dissocia o estudo da gramática do uso real da língua, transformando-o em um fim em si mesmo. Considerando a perspectiva funcional e reflexiva da Análise Linguística (AL) nas aulas de Língua Portuguesa, o objetivo principal dessa prática pedagógica é


A

garantir que o aluno memorize a nomenclatura gramatical e as regras da norma-padrão, para que possa aplicá-las em exercícios objetivos.


B

reduzir o estudo da língua à análise sintática, visto que o domínio das relações entre períodos garante a proficiência textual.


C

focar nas variações linguísticas não-padrão, a fim de desconstruir a hegemonia da norma culta como fonte de discriminação social.


D

levar o aluno a compreender e refletir sobre escolhas linguísticas, dado que essas interferem na construção de sentido.

Analise as afirmativas a seguir sobre práticas de produção textual e análise linguística nos anos iniciais:


I. A BNCC propõe que a produção escrita esteja vinculada a práticas sociais significativas, nas quais o aluno planeja, revisa e reescreve, mobilizando conhecimentos linguísticos e discursivos.

II. O trabalho com gêneros textuais, nos anos iniciais, deve centrar-se na reprodução de modelos fixos, assegurando uniformidade e previsibilidade de estrutura, em detrimento da adaptação às experiências.

III. A análise linguística deve ser realizada em contexto, derivando do próprio texto em circulação, de modo a estimular a reflexão sobre recursos expressivos, coerência e adequação comunicativa.

IV. A valorização da correção ortográfica, quando tomada como critério exclusivo de avaliação, não é suficiente para legitimar a qualidade de uma produção textual.


Assinale a alternativa CORRETA:


A

III e IV apenas.


B

II e IV apenas.


C

I, II e IV apenas.


D

I e III apenas.

O texto a seguir é o trecho de uma redação que foi divulgada pelo Inep.



Disponível em: <https://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/downloads/2020/Competencia_1.pdf>. Acesso em: 22 jan. 2025.


Do ponto de vista da norma padrão escrita da língua portuguesa, a expressão inicial do trecho da redação, que se encontra dentro de um retângulo, apresenta um desvio sintático. Em relação a tal desvio, a prática de análise linguística em sala de aula requer, tanto do professor quanto do aluno, atitude reflexiva sobre os


A

mecanismos de personificação de entidades inanimadas como entidades animadas que alteram o sentido dos verbos e podem gerar ambiguidades estruturais na frase.


B

casos de regência nominal, principalmente aqueles em que se requer preposição entre adjetivo e nome.


C

usos de coesão textual, fundamentalmente aqueles que afetam a estruturação sintática da frase.


D

processos de concordância nominal, especialmente quando o sujeito gramatical não está na primeira posição na sentença.

Sobre a análise linguística do texto, É CORRETO afirmar que:


A

em “Mau sinal”, a palavra em destaque é um advérbio.


B

em “A colheitadeira mecânica faz o serviço de muitas foices”, o termo em destaque é um adjunto adverbial.


C

em “A colheitadeira mecânica faz o serviço de muitas foices”, o predicado é nominal.


D

a forma verbal “Gostei” está conjugada no pretérito imperfeito do subjuntivo.


E

em “A colheitadeira mecânica faz o serviço de muitas foices”, o termo em destaque é um objeto direto.

A análise linguística é abordagem prevista no ensino de Língua Portuguesa e vários são seus objetivos, entre eles:


I.Usar a linguagem, refletindo sobre os recursos expressivos da língua nas diferentes situações de comunicação.

II.Reconhecer e utilizar as marcas características de gêneros discursivos escolares, aprimorando os conhecimentos na produção desses gêneros e ampliando o repertório acadêmico, que refletirá nas outras disciplinas.

III.Refletir sobre os recursos linguísticos utilizados na construção do próprio discurso em diferentes situações e interação, encontrando a melhor forma de dizer algo a outrem para ser compreendido.

IV.Analisar a linguagem com a finalidade de construir noções e/ou conceitos linguísticos (metalinguagem).


É objetivo da análise linguística no ensino de Língua Portuguesa o que se afirma em:


A

I, II, III e IV.


B

II e III, apenas.


C

II e IV, apenas.


D

I, apenas.


E

I, III e IV, apenas.

O estudo da norma gramatical per se não garante que o(a) aluno(a) possa se apropriar dela ao elaborar seus próprios textos, fazendo adequações referentes aos diferentes gêneros e às finalidades e especificidades da situação interlocutiva. Nesse sentido, uma proposta de análise linguística voltada ao desenvolvimento de proficiência sobre os tópicos gramaticais é:


A

desenvolver recorrentemente a análise sintática de sentenças pré-formuladas.


B

refazer textos produzidos pelos(as) educandos(as), com considerações acerca dos elementos gramaticais.


C

revisitar cada um dos tópicos gramaticais, independentemente de sua aplicação concreta.


D

a aplicação de cada um dos conceitos por meio de formulação de sentenças.


E

desenvolver análises não integradas dos diferentes níveis linguísticos.

A prática de análise linguística distingue-se do ensino tradicional de gramática. Neste, a linguagem é uma estrutura dada, acabada; naquela (prática de análise linguística), a linguagem é uma forma de interação social, que funciona segundo certas condições de produção dos gêneros textuais/discursivos, caracterizados pelo tema, composição, estilo, forma de circulação, interlocutores, situação comunicativa, intencionalidade, aceitabilidade, etc. Na sala de aula escolar, a prática de análise linguística considera a construção de efeitos de sentido como o ponto central do trabalho docente.


Fonte: MENDONÇA, M. Análise linguística: refletindo sobre o que a há de especial nos gêneros. In: SANTOS, C. F.; MENDONÇA, M.; CAVALCANTI, M. C. B. (orgs.) Diversidade textual: os gêneros na sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica, 2007, p. 73-88. (adaptado).


Na sala de aula, é INCORRETO afirmar que a prática de análise linguística


A

focaliza a integração das práticas de leitura, oralidade e produção de variados tipos e gêneros textuais.


B

funde-se ao trabalho com os gêneros textuais, na medida em que contempla a intersecção das condições de produção e as escolhas linguísticas dos estudantes e docente.


C

tem preferência por questões abertas e atividades de pesquisa, que exigem comparação e reflexão sobre adequação e efeitos de sentido, a partir de variados gêneros textuais.


D

concebe a língua como ação interlocutiva situada, sujeita às interferências dos estudantes e docente.


E

privilegia como unidade de análise a palavra, a frase, o período e prefere atividades estruturais de identificação, de classificação de unidades, de funções morfossintáticas e correção gramatical.

Os gêneros textuais existem de forma quase ilimitada, constituídos sob variáveis como época, cultura na qual se inserem, finalidades sociais e comunicativas etc. Pela gama de possibilidades que apresentam, não é possível fornecer uma abordagem exaustiva de todos os gêneros no ensino escolar. Nesse sentido, a seleção de textos a serem trabalhados em sala de aula deve priorizar materiais que:


A

desenvolvem majoritariamente a habilidade de expressão oral, visando o domínio das convenções sociais de comunicação pública formal.


B

favorecem a reflexão crítica, o exercício de formas de pensamento elaboradas e também os usos artísticos da linguagem.


C

sejam pautados em um único gênero, de maior neutralidade e amplitude, para enfocar majoritariamente a habilidade escrita.


D

circulam e são produzidos em uma única situação de comunicação, para desenvolver habilidades de expressão tanto pela escrita quanto pela fala.


E

são pautados principalmente em situações formais de produção e circulação e, por isso, favorecem a competência escrita.

Assinale a alternativa que apresenta corretamente a diferença entre " estrutura lexical” e "estrutura sintática".


A

A estrutura lexical envolve a seleção e organização das palavras em uma frase, enquanto a estrutura sintática refere-se à disposição dos elementos na sentença. Essa distinção destaca a interação entre a escolha lexical e a organização formal na produção textual.


B

A estrutura lexical envolve à disposição dos elementos na sentença, enquanto a estrutura sintática refere-se à organização das palavras em uma frase. Essa distinção destaca a interação entre a escolha lexical e a organização formal na produção textual.


C

A estrutura lexical envolve à disposição dos elementos na sentença, enquanto a estrutura sintática refere-se à organização das palavras em uma frase. Essa distinção destaca a independência entre a escolha lexical e a organização formal na produção textual.


D

A estrutura lexical envolve a seleção e organização das palavras em uma frase, enquanto a estrutura sintática refere-se à disposição dos elementos na sentença. Essa distinção destaca a independência entre a escolha lexical e a organização formal na produção textual.


E

A estrutura lexical envolve a seleção e organização das palavras em uma frase, enquanto a estrutura sintática refere-se à disposição dos elementos na sentença. Essa distinção destaca a distância entre a escolha lexical e a organização formal na produção textual.

Qual é o objetivo da análise linguística/semiótica no ensino?


A

Promover um aprendizado significativo.


B

Estudar a gramática da língua.


C

Analisar textos fictícios.


D

Observar a interação social.


E

Abolir a noção de língua padrão.

Na sala de aula, o professor propôs uma atividade de escrita aos alunos. Observando os textos produzidos, identifique a alternativa que apresenta a palavra grafada corretamente, respeitando as regras de ortografia.


A

Cincerro


B

Pajém


C

Aceçório


D

Excessão


E

Cachoro

O processo de elaboração de qualquer texto, seja ele escrito, seja oral ou multimodal, envolve mais que criação, mais que inspiração. Envolve essencialmente trabalho sobre e com a linguagem. Do ponto de vista da mediação pedagógica, tal trabalho se materializa nas práticas de análise linguística. Sobre esse conceito, é verdadeiro que:


A

No trabalho de análise linguística a partir do texto, privilegiam - se as classificações e a correção linguística.


B

a reflexão sobre a linguagem tomando como objeto o texto exige que o aluno analise possíveis inadequações das escolhas linguísticas apenas ao gênero.


C

O trabalho de análise linguística foca em auxiliar os alunos a dominar recursos linguísticos e a refletir sobre em que medida certas palavras, expressões, construções e estratégias discursivas podem ser mais ou menos adequadas a sua intenção comunicativa.


D

A análise linguística a partir do texto deve focar nas séries finais do ensino fundamental, na correção quanto a convenções da escrita e atendimento à norma linguística de prestígio, por exemplo, ortografia, indicação gráfica de parágrafos, uso de letras maiúsculas, concordância e regência.


E

O investimento na ampliação das capacidades reflexivas dos alunos sobre os aspectos linguísticos de um texto deve se dar antes do momento de produção, sob o risco de o texto tornar-se imprestável.


Disponível em: http://blogdoxandro.blogspot.com/2010/06/tiras-n929-niquel-nausea-fernando.html. Acesso em: 18 out. 2022.


Para trabalhar essa tirinha em sala de aula com os alunos, uma habilidade que pode ser explorada pelo professor é


A

interpretar, em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros (estrofação, rimas, aliterações etc.), semânticos (figuras de linguagem, por exemplo), gráfico-espacial (distribuição da mancha gráfica no papel), imagens e sua relação com o texto verbal.


B

inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo, em textos literários, reconhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as identidades, sociedades e culturas e considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção.


C

articular o verbal com os esquemas, infográficos, imagens variadas etc. na (re)construção dos sentidos dos textos de divulgação científica e retextualizar do discursivo para o esquemático (infográfico, esquema, tabela, gráfico, ilustração etc.) e, ao contrário, transformar o conteúdo das tabelas, esquemas, infográficos, ilustrações etc. em texto discursivo, como forma de ampliar as possibilidades de compreensão desses textos e analisar as características das multissemioses e dos gêneros em questão.


D

reconhecer as variedades da língua falada, o conceito de norma-padrão e o de preconceito linguístico.

A Prática de Análise Linguística pode ocorrer tanto em atividades de leitura como em atividade de reescrita textual, pois essa prática considera o texto (lido ou produzido) como objeto de estudo, de modo que, para proceder à análise linguística, é preciso perpassar as demais atividades envolvidas no processo de leitura e compreensão de um texto.

Nas palavras de Geraldi, "Criadas as condições para atividades interativas efetivas em sala de aula, quer pela produção de textos, quer pela leitura de textos, é no interior destas e a partir destas que a análise linguística se dá" (GERALDI, 1997, p. 189).


?PRÁTICA DE ANÁLISE LINGUÍSTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL E SUA RELAÇÃO COM OS GÊNEROS DISCURSIVOS

Terezinha da Conceição Costa-Hübe.


Disponível em:https://periodicos.ufes.br/percursos/article/view/15153/11624.


Sob esse viés, a Prática de Análise Linguística refere-se a uma abordagem de ensino organizada para promover a reflexão sobre como se fala e como se escreve em determinado contexto, envolvendo, dessa forma, conforme Geraldi (1997), atividades:


A

Literárias, não literárias e multimodais.


B

Linguísticas, multimodais e metalinguísticas.


C

Linguísticas, não linguísticas e multimodais.


D

Linguísticas, literárias e multimodais.


E

Linguísticas, epilinguísticas e metalinguísticas.

Observe a imagem a seguir:

(BUTTI, Cassiano. Educação linguística na formação do professor de língua portuguesa: reflexões para a pedagogia léxico-gramatical. 2020. No prelo.)

Considerando o conhecimento sobre a competência léxico-gramatical e a representação anterior, pode-se afirmar que:


A

Léxico e gramática, na dimensão da língua em uso, são transversais às demais práticas de linguagem.


B

O desenvolvimento do saber léxico-gramatical tem como principal finalidade a produção textual escrita de forma adequada de acordo com o contexto discursivo.


C

A competência léxico-gramatical está relacionada com exclusividade aos conhecimentos naturais e não adquiridos que cada falante tem sobre os recursos linguísticos disponíveis na língua.


D

Atividades como compreensão oral e compreensão escrita possuem conhecimentos iniciais e de menor complexidade em referência a atividades relacionadas à produção oral e produção escrita.

A análise linguística, que se caracteriza por um debruçar-se sobre os modos de ser da linguagem, ocorre no interior das práticas [de uso da linguagem]. A análise linguística não deve ser entendida como a gramática aplicada ao texto, como supõem os autores de livros didáticos, mas sim como um deslocamento mesmo da reflexão gramatical, e isto por duas razões: em primeiro lugar, porque se trata de buscar ou perceber recursos expressivos e processos de argumentação que se constituem na dinâmica da atividade linguística; em segundo lugar, porque "as gramáticas existentes, enquanto resultado de uma reflexão sobre a linguagem são insuficientes para dar conta das muitas reflexões que podemos fazer".


BRITTO, L. P. L. A sombra do caos. Campinas, SP: Mercado das Letras, 1997. Acesso em http://www.revlet.com.br/artigos/460.pdf


Finalmente, porque o objetivo fundamental da análise linguística é:


A

A construção de diálogos e não o reconhecimento de recursos expressivos.


B

O reconhecimento de recursos expressivos e não o reconhecimento de estruturas.


C

O conhecimento da linguagem como elemento cultural e não o reconhecimento de recursos expressivos.


D

O reconhecimento de estruturas e não a construção de diálogos.


E

A construção de conhecimento e não o reconhecimento de estruturas.

A prática de análise linguística é uma abordagem de estudo e compreensão da linguagem que envolve a análise dos elementos e estruturas da língua.


Disponível em: https://pedroejoaoeditores.com.br/produto/pratica-de-analise-linguistica-nas-aulas-de-lingua-portuguesa/. Adaptado.


Essa prática busca investigar e descrever os diferentes aspectos da linguagem, tais como:


A

Fonética, fonologia, morfologia.


B

Introdução, desenvolvimento e conclusão.


C

Sintaxe, cultura e língua estrangeira.


D

Sintaxe, semântica e língua estrangeira.


E

Fonética, fonologia, cultura.

Na atividade escolar denominada “interpretação e compreensão de texto”, uma recomendação indispensável é


A

o texto a ser interpretado deve ser inédito para os alunos.


B

a linguagem dos textos deve pertencer a várias épocas.


C

os textos devem ter introdução explicativa para a leitura.


D

o texto não deve ser lido integralmente antes da atividade.


E

a atividade interpretativa deve ocupar mais de uma aula.

Ano: 2023
Prova: Objetiva Concursos - Prefeitura - Professor - Área: Língua Portuguesa - 2023

De acordo com KOCH e ELIAS, sobre texto e contexto, analisar a sentença abaixo:


Podemos chamar de contexto um iceberg como um todo, ou seja, tudo aquilo que, de alguma forma, contribui para ou determina a construção do sentido (1ª parte). A produção de sentido realiza-se à medida que o leitor considera aspectos contextuais da língua, do mundo, da situação comunicativa, enfim (2ª parte).


A sentença está:


A

Totalmente correta.


B

Correta somente em sua 1ª parte.


C

Correta somente em sua 2ª parte.


D

Totalmente incorreta.

Supondo-se que um professor opte por explorar a construção da narrativa na tira, espera-se que os alunos consigam identificar, quanto ao emprego das formas verbais:


A

uma perspectiva temporal (estou/é) que, em conjunto com o advérbio “agora”, compõe a história de insucesso do passarinho.


B

uma perspectiva temporal (desistir/contar) que, em conjunto com os advérbios “hoje” e “agora” compõe a história de zombaria do passarinho.


C

duas perspectivas temporais (vivia/biquei/quebrou, estou/é) que, no conjunto, compõem a história de resiliência do passarinho.


D

duas perspectivas temporais (vivia/biquei/quebrou, estou/é) que, em conjunto com o advérbio “aqui” compõem a história misteriosa do passarinho.


E

três perspectivas temporais (vivia, biquei/quebrou, estou/é) que, no conjunto, compõem a história duvidosa do passarinho.

 
 
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