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Conforme discussão proposta por Bechara, na obra Ensino da gramática. Opressão? Liberdade?, é possível depreender que:
a gramática escolar absorveu os resultados positivos da gramática gerativa e transformacional, que se preocupou em reformular o estudo da sintaxe.
a dicotomia langue/parole demonstrou, entre outros, que a estilística deve ser parte inerente de compêndios gramaticais.
a língua literária é repositório de modos de dizer que se apagaram historicamente, o que justifica que obras literárias arcaicas sejam evitadas em sala de aula, uma vez que trazem muitas expressões destituídas de sua força significativa.
a gramática escolar absorveu da sociolinguística a certeza de que a língua comporta, além dos dialetos regionais, os dialetos sociais, de modo que não se pode pensar que a realização idiomática só se faça na modalidade culta.
a instituição de ensino, quando bem-sucedida, é capaz de substituir a norma coloquial usada na língua funcional do aluno pela norma culta usada na língua funcional da escola.