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Leia o Texto 1 para responder às questões de 01 a 04.
Texto 1
– Fio, fais um zoio de boi lá fora pra nóis.
O menino saiu do rancho com um baixeiro na cabeça e, no terreiro, debaixo da chuva miúda e continuada, enfincou o calcanhar na lama, rodou sobre ele o pé, riscando com o dedão uma circunferência no chão mole
– outra e mais outra. Três círculos entrelaçados, cujos centros formavam um triângulo equilátero.
Isto era simpatia para fazer estiar. E o menino voltou: – Pronto, vó. – O rio já encheu mais? – perguntou ela.
– Chi! tá um mar d’água. Qué vê, espia – e apontou com o dedo para fora do rancho.
A velha foi até a porta e lançou a vista. Para todo lado havia água. Somente para o sul, para a várzea, é que estava mais enxuto, pois o braço do rio aí era pequeno. A velha voltou para dentro arrastando-se pelo chão, feito um cachorro, cadela, aliás: era entrevada. Havia vinte anos apanhara um “ar de estupor” e desde então nunca mais se valera das pernas, que murcharam e se entorceram.
ÉLIS, Bernardo. Nhola dos Anjos e a cheia do Corumbá. In: SILVA, V. M. T.; DENÓFRIO, D. F.; TURCHI, M. Z. (orgs). Antologia do conto goiano: volume 1: dos anos dez aos sessenta. Goiânia: Editora UFG, 2013, p. 99. [Adaptado].
Na frase “A velha voltou para dentro arrastando-se pelo chão, feito um cachorro, cadela, aliás: era entrevada”, há o emprego da
paródia.
ironia.
metonímia.
metáfora.